LIVRE I DU PROSPECTUS
Annexe 4 – Cogestion
11.1. – O atraso injustificado na execução do Contrato sujeitará o licitante contratado a aplicação de multa de mora nas seguintes condições:
a) Multa de mora diária de 0,2% (dois décimos por cento) sobre o valor contratual por atraso no início da execução dos serviços contratados, conforme cláusula 2.2, pelo período máximo de 20 (vinte) dias.
a.1. A partir do 21º (vigésimo primeiro) dia de atraso ficará configurada a inexecução total do Contrato.
11.2 - A inexecução total ou parcial do contrato ensejará a aplicação das seguintes sanções ao licitante contratado:
• a) Advertência;
b) Multa, nos seguintes termos:
b.1) Multa sobre o faturamento diário obtido pela CONTRATADA junto à unidade na qual ocorreu a irregularidade, nos seguintes casos de descumprimento das obrigações contratuais:
b.1.1. Multa no montante entre 0,1% a 10%, quando faltar insumos diversos ou estes apresentarem qualidade inadequada para a eficiente prestação do serviço.
b.1.2. Multa no montante entre 0,1% a 10%, quando faltar utensílios de mesa e/ou cozinha e/ou mobiliário de cozinha.
b.1.3.Multa no montante entre 0,1% a 10%, quando faltar equipamentos de cozinha devido a falta de seu fornecimento ou de providências quanto a serviços de manutenção corretiva e preventiva.
b.1.4. Multa no montante entre 0,1% a 10%, quando deixar de prestar algum suporte logístico inerente à execução do serviço. b.1.5. Multa no montante entre 0,1% a 10%, quando faltar empregados especializados, em número suficiente para atender, tanto a demanda referente a adequada e satisfatória prestação do serviço, como a rotina de horários de distribuição da unidade.
b.1.6. Multa no montante entre 0,1% a 15%, quando não providenciar, assim que necessário, a imediata substituição do
Nutricionista Responsável Técnico pelas atividades do serviço na unidade escolar.
b.1.7. Multa no montante entre 0,1% a 10%, quando estocar os alimentos e/ou materiais (de consumo, higiene e limpeza), inadequadamente e/ou vencidos e/ou em recintos impróprios. b.1.8. Multa no montante entre 0,1% a 10%, quando não proceder ao adequado controle qualitativo e quantitativo dos alimentos e materiais recebidos na unidade.
b.1.9. Multa no montante entre 0,1% a 15%, quando não realizar de acordo com as normas vigentes, qualquer um dos seguintes procedimentos, referentes a higienização e limpeza: a) das dependências da unidade utilizadas no serviço diário (cozinha e despensa); b) dos equipamentos de cozinha; c) dos utensílios de mesa e/ou cozinha; d) dos alimentos; e) utilizar produtos não registrados no Ministério da Saúde.
b.1.10. Multa no montante entre 0,1% a 20%, para qualquer tipo de alimentação não servida, para o total ou parte dos alunos do período.
b.1.11. Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando deixar de reparar ou substituir, às suas expensas, no total ou em parte, qualquer tipo de alimentação fornecida, em que se verifiquem vícios, defeitos ou incorreções, resultantes da execução dos serviços ou alimentos utilizados.
b.1.12. Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando distribuir a alimentação com qualquer uma das características a seguir: a) Temperatura inadequada;
b) Apresentação inadequada;
c) Utensílio em que foi acondicionada, em más condições de uso;
d) talheres a serem utilizados para o seu consumo, em más condições de uso;
e) Em desacordo com o receituário padrão;
f) Preparação culinária inadequada, causando rejeição e/ou recusa pela maioria dos alunos.
b.1.13. Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando descumprir quaisquer umas das seguintes obrigações, ao fornecer a alimentação:
a) “Per capita” de preparo;
c) Padrão de utensílios de cozinha;
d) Proteção com luvas descartáveis, toucas e uniformização completa.
b.1.14. Quando fornecer em alguma unidade, qualquer tipo de alimentação prevista no cardápio do dia:
a) Faltando um dos componentes dela integrantes: receberá apenas o pagamento referente a 50% do valor contratado; b) Faltando dois ou mais componentes dela integrante não receberão pagamento algum.
b.2. Multa no montante entre 0,1% a 10%, sobre o último faturamento diário, quando não entregar, ao término do contrato, as mesmas quantidades e boas condições de uso e funcionamento, dos utensílios de mesa e/ou cozinha e/ou equipamentos, em relação à data em que o iniciou, e/ou não providenciar possíveis reparos ou reposições dos mesmos.
b.3. Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando não utilizar as dependências vinculadas à execução do serviço, exclusivamente para atender ao objeto do Contrato.
b.4. Poderá ainda ser aplicada, em decorrência do descumprimento das disposições deste instrumento, multa calculada sobre o faturamento quinzenal obtido no período anterior ao cometimento da irregularidade, junto a cada uma das unidades atendidas, nos seguintes casos:
b.4.1. Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando não atender a qualquer um dos seguintes procedimentos nos prazos determinados:
a) Não elaborar o “Manual de Normas de Boas Práticas de Elaboração de Alimentos e Prestação de Serviços”;
b) Não distribuir o “Manual de Normas de Boas Práticas de Elaboração de Alimentos e Prestação de Serviços” às unidades escolares;
c) Não entregar relação apontando cada unidade que o recebeu à CONTRATANTE.
b.4.2 Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando não estabelecer o controle de qualidade em todas as etapas e processos de operacionalização do serviço (mencionado no Manual de Boas Práticas), pelo método A.P.C.C. (Avaliação dos
Perigos em Pontos Críticos de Controle), em qualquer das unidades em que prestar serviços.
b.4.3. Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando deixar de realizar, no prazo de um dia útil após a assinatura do contrato, qualquer um dos seguintes procedimentos:
a) Deixar de nomear um Nutricionista (RT) para ser o contato direto com a CONTRATANTE, no prazo de um dia útil após a assinatura do Contrato;
b) Deixar de encaminhar relação nominal de todos os outros Responsáveis Técnicos (RT), por unidade escolar em que prestar serviço, no prazo de um dia útil após a assinatura do Contrato;
c) Deixar de encaminhar relação com o número previsto de funcionários para atuarem na cozinha em cada período de cada unidade escolar em que prestar serviço, no prazo de até trinta dias úteis após a assinatura do Contrato.
b.4.4. Multa no montante entre 0,1% a 20%, quando não informar à CONTRATANTE, a programação prevista para a realização das vistorias técnicas de seus Nutricionistas (RT) às unidades escolares em que prestam serviço.
b.4.5. A consolidação do valor do faturamento quinzenal obtido pela CONTRATADA em cada unidade, para efeito do disposto neste item b.4, considerará dois períodos de apuração dos serviços prestados pela CONTRATADA: o primeiro, compreendendo o 1º dia do mês até o dia 15; o segundo, compreendendo os restantes dos dias do mesmo mês.
d) Suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração Pública Estadual, Direta ou Indireta, por prazo não superior a 02 (dois) anos;
e) Impedimento para licitar e contratar com a Administração Pública Estadual, Direta ou Indireta, pelo prazo de até 05 (cinco) anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais, especificamente nas hipóteses em que o licitante, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, deixar de entregar ou apresentar documentação falsa exigida para o certame, ensejar o retardamento da execução de seu objeto, não mantiver a proposta, falhar ou fraudar na execução do contrato, comportar- se de modo inidôneo ou cometer fraude fiscal;
f) Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública, em toda a Federação, enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja
promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e depois de decorrido o prazo da sanção aplicada com base na alínea “c”. § 1º. As sanções previstas nas alíneas “a”, “c”; “d” e “e” deste item, não são cumulativas entre si, mas poderão ser aplicadas juntamente com a multa prevista na alínea “b”.
§ 2º. Quando imposta uma das sanções previstas nas alíneas “c”, “d” e “e”, a autoridade competente submeterá sua decisão ao Secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos - SEGER, a fim de que, se confirmada, tenha efeito perante a Administração Pública Estadual.
§ 3º. Caso as sanções referidas no parágrafo anterior não sejam confirmadas pelo Secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos - SEGER, competirá ao órgão promotor do certame, por intermédio de sua autoridade competente, decidir sobre a aplicação ou não das demais modalidades sancionatórias.
§ 4º. Confirmada a aplicação de quaisquer das sanções administrativas previstas neste item, competirá ao órgão promotor do certame proceder com o registro da ocorrência no SICAF, em campo apropriado. No caso da aplicação da sanção prevista na alínea “d”, deverá, ainda, ser solicitado o descredenciamento do licitante no SICAF.
§ 5º. Para caso de rescisão contratual decorrente de inexecução contratual culposa da contratada, fica instituída a Cláusula Penal Compensatória por perdas e danos no valor de 20% (vinte por cento) sobre o saldo contratual reajustado não executado pelo particular.
a. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue prejuízo.
b. O montante de 20% (vinte por cento) acima definido vale como mínimo da indenização, não prejudicando o ressarcimento por prejuízos com valores a ele excedentes.
c. A cláusula penal não prejudica a aplicação das sanções previstas nas alíneas “a”, “b”, “c”, “d” e “e”.
11.3. As sanções administrativas somente serão aplicadas mediante regular processo administrativo, assegurada a ampla defesa e o contraditório, observando-se as seguintes regras:
a) Antes da aplicação de qualquer sanção administrativa, o órgão promotor do certame deverá notificar o licitante contratado, facultando- lhe a apresentação de defesa prévia;
b) A notificação deverá ocorrer pessoalmente ou por correspondência com aviso de recebimento, indicando, no mínimo: a
conduta do licitante contratado reputada como infratora, a motivação para aplicação da penalidade, a sanção que se pretende aplicar, o prazo e o local de entrega das razões de defesa;
c) O prazo para apresentação de defesa prévia será de 05 (cinco) dias úteis a contar da intimação, exceto na hipótese de declaração de inidoneidade, em que o prazo será de 10 (dez) dias consecutivos, devendo, em ambos os casos, ser observada a regra do artigo 110 da Lei Federal nº. 8666/93;
d) O licitante contratado comunicará ao órgão promotor do certame as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo licitatório e da vigência do Contrato, considerando-se eficazes as notificações enviadas ao local anteriormente indicado, na ausência da comunicação;
e) Ofertada a defesa prévia ou expirado o prazo sem que ocorra a sua apresentação, o órgão promotor do certame proferirá decisão fundamentada e adotarão as medidas legais cabíveis, resguardado o direito de recurso do licitante que deverá ser exercido nos termos da Lei Federal nº. 8.666/93;
f) O recurso administrativo a que se refere a alínea anterior será submetido à análise da Procuradoria Geral do Estado do Espírito Santo.
11.4. Os montantes relativos às multas moratórias e cláusula penal aplicadas pela Administração poderão ser cobrados judicialmente ou descontados dos valores devidos ao licitante contratado, relativos às parcelas efetivamente executadas do Contrato;
11.5. Nas hipóteses em que os fatos ensejadores da aplicação das multas acarretarem também a rescisão do Contrato, os valores referentes às penalidades poderão ainda ser descontados da garantia prestada pela CONTRATADA;
11.6. Em qualquer caso, se após o desconto dos valores relativos às multas restar valor residual em desfavor do licitante contratado, é obrigatória a cobrança judicial da diferença.
ANEXO D
FOLHA.COM05/02/2009 - 08h12