Capítol 5: Codificació
5.2 Codificació de la capes BLL i DAL
5.2.4 Codificació de la InterfÍcie d’usuari
A interação professor-aluno é um dos aspectos considerado importante no desenvolvimento de uma ação educativa e um fator relevante da mediação pedagógica, objeto do nosso estudo.
Segundo Patto (1999), o envolvimento do professor nas questões do cotidiano da sala de aula está diretamente ligado ao entusiasmo do docente pela sua profissão.
De acordo com Tapia (2003), a interação professor-aluno é um fator motivacional relevante e fundamental, cujos efeitos podem ser positivos ou negativos. Os aspectos do comportamento do professor que podem afetar a motivação do aluno em aprender são: sua atitude em relação à participação dos alunos; as mensagens dirigidas antes e depois de uma tarefa e o modelo de avaliação que adota.
O processo educativo é complexo e apresenta muitas dimensões, entre as quais a relação professor-aluno, essencial para uma aprendizagem efetiva e de qualidade. Essa relação se constrói pela ação, pela palavra, pela aproximação.
Silva (2011, p. 65) endossa esse pensamento quando diz:
A relação pedagógica é feita de tessituras, de silêncios subjetivos e objetivos, de relação intencional que visa ao significado para dar sentidos à própria existência do ser. Por isso, compreendo que a mediação professor-aluno se faz na doação de sentido, de intencionalidade.
As atitudes do professor podem influenciar no modo como os alunos enfrentam as situações cotidianas no seu processo educativo. Não raramente o professor se sente irritado, incomodado quando o aluno questionado demonstra desconhecimento ou responde de maneira errônea. Essa atitude desmotiva o aluno, pois o faz sentir-se inseguro, teme que o professor o critique diante dos seus pares. É fato que nenhum ser humano gosta de sentir-se constrangido, ridicularizado diante dos seus iguais.
Segundo Tapia (2003, p. 109) “[...] estar preocupado com a possibilidade de perder sua autoestima diante dos demais, gera comportamentos que, com frequência, prejudicam a aprendizagem.” De acordo com o autor, a possibilidade de cair em ridículo faz com que o aluno evite participar da aula ou dos grupos de trabalho. Além disso, o aluno com esse tipo de preocupação, tende a responder como ele acha que o professor deseja, assegurando, assim, boas notas, mesmo que isso implique mais em memorizar do que elaborar o conhecimento estudado.
Ainda, segundo Tapia (2003), outra questão importante para que o aluno se sinta motivado em aprender, é ele ser aceito de modo incondicional. Toda pessoa precisa ser aceita incondicionalmente pelas pessoas com as quais interage, com os alunos não é diferente. Essa é uma condição básica para trabalhar com prazer. Quando isso não ocorre, o aluno sente-se rejeitado, perde a vontade de prosseguir os estudos.
De acordo com Morin (2003), ao se observar a dinâmica da sala de aula, percebe-se que na relação professor-aluno, na maioria das vezes, quando trabalham com “turmas grandes”3, os professores tendem a desconsiderar as características individuais dos alunos, suas subjetividades, tratando-os de forma homogênia. Nesse sentido, Silva (2011) corrobora com o pensamento de Morin ao dizer que o trabalho pedagógico deve ser contextualizado nas situações de ensino-aprendizagem, conforme a compreensão e percepção do nível de conhecimento em que se encontram os educandos.
Para Cormier; Cormier (1991 apud COLL, 2003), é desejoso que se encontre na interação professor-aluno as seguintes características:
permitir que o sujeito intervenha, pois se não permitirmos ao aluno resolver suas dificuldades ou esclarecer suas dúvidas, ele pode sentir-se rejeitado, o que o faz perder o interesse pela aprendizagem. No entanto, se o professor deixa-o à vontade quanto às intervenções, estimula-o a participar.
escutar de modo ativo, ou seja, quando um aluno pergunta ou responde uma questão ao professor, esse deve olhá-lo com atenção, sem se deixar distrair. Essa atitude empregada regularmente contribui para que os alunos percebam que são aceitos.
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destacar o aspecto positivo das intervenções dos alunos, mesmo que estejam incompletas. Muitas vezes o aluno formula ou responde uma pergunta com uma representação pouco elaborada, com uma compreensão insuficiente ou com pobreza de vocabulário. Nesse caso, o professor destaca o aspecto positivo do aluno na tentativa do acerto e ajuda-o a elaborar corretamente o conhecimento.
perguntar por que se diz algo principalmente quando a intervenção do aluno ocorre em erro. Nesse sentido o professor tem tendência a automaticamente desconsiderar a sua resposta. É mais favorável perguntar-lhe porque chegou àquela conclusão, permitindo o aluno verificar se a resposta errônea tenha alguma justificativa, o que torna possível melhorar sua autoestima.
De acordo com Pardo; Tapia (1990), as mensagens do professor, antes, durante e depois de uma tarefa, também são um fator importante para motivar ou desmotivar o aluno. É preciso transmitir confiança e estimular o esforço. Algumas mensagens transmitem pontos negativos como destacar o valor da tarefa, ou uso de um contexto comparativo-competitivo. Sendo o grupo fundamental para a socialização do aluno, é preciso que o educador incentive a colaboração, o espírito de solidariedade e de mútua interação, em lugar de desenvolver o espírito de concorrência e de conflito coletivo.
Considera-se importante o trabalho cooperativo desenvolvido na sala de aula para estimular o desejo de aprender, nele se estimulam a reflexão e a consciência crítica, pois o aluno se depara com pontos divergentes do seu modo de pensar e se vê forçado a elaborá-los em profundidade. Já o trabalho em contexto competitivo tem demonstrado que somente motiva os mais capazes e desmotiva a maioria. A participação dos alunos em sala de aula advém não somente da atenção do professor aos seus anseios, mas da cumplicidade entre ambos.
O diálogo é fundamental na relação professor-aluno, como também é na relação de qualquer ser humano, assim preconiza Freire (2008). O professor aprende com seus alunos, tem contato com outros pontos de vista, quebra preconceitos, modifica suas atitudes. Tudo isso facilita a aproximação do professor junto ao estudante, possibilitando uma adequação do processo educativo ao nível e interesse do aluno. Colabora com esse pensamento, Haidt (1999, p. 59) quando diz:
“é por meio do diálogo que professor e aluno juntos constroem o conhecimento, chegando a uma síntese do saber de cada um.”
De acordo com Moran (2009, p. 17)
Os grandes educadores atraem não só pelas suas ideias, mas pelo contato pessoal. Dentro ou fora da aula chamam a atenção. Há sempre algo surpreendente, diferente no que dizem, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se, de agir[...]
A atuação do professor que busca apoiar seus alunos, exige uma atitude de acolhimento, tanto nos aspectos didáticos quanto nos de relação interpessoal. (ABREU 2001).
Nessa mesma linha de pensamento, concordamos com Moura (2007), quando diz que a sala de aula deve ser um espaço de troca de vivências e experiências entre alunos e professores, que se confundem numa comunidade culturalmente diversificada, construída por meio de participação de sujeitos históricos que se encontram para caminhar e aprender juntos. Dessa forma podemos perceber a importância da interação professor-aluno na realização de uma mediação significativa.