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Code de l’éducation

Dans le document Décision n° 2006-204 L du 15 juin 2006 (Page 7-10)

O questionário – instrumento de pesquisa – foi destinado a três professores da escola, que se disponibilizaram a respondê-lo. Estão identificados como P1, P2 e P3. O mapa abaixo faz referência à questão 5 do questionário. Sintetizamos as respostas dos professores com palavras-chave que identificassem suas respostas:

Figura 3 – Síntese das respostas dos professores referente à questão 5 do questionário.

P.1 Educação Financeira trata da forma e relacionamento das pessoas com as

finanças e Matemática Financeira é um estudo dos conceitos relacionados ao tema.

P.2 Educação Financeira busca inserir nos alunos a conscientização, o valor

e a necessidade de se administrar racionalmente os recursos financeiros escassos nos dias atuais.

P.3 A Educação Financeira é baseada na educação dos gastos, consumo,

economia doméstica, já a Matemática Financeira lida com valores de porcentagens, juros...

Fonte: Elaboração própria.

Há uma diferença entre Educação Financeira e Matemática Financeira. Segundo Meneghtti Neto et al (2014, p. 52),

enquanto a EF é um processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão sobre os conceitos e produtos financeiros, a Matemática Financeira utiliza-se de fórmulas e conceitos para ajudar os alunos em atividades do seu dia a dia. P1 nos responde afirmando que a EF está voltada para as finanças pessoas.

Aproximando-se da resposta do P1, o P2 enxerga como uma forma de conscientizar os alunos sobre o valor e a necessidade de se administrar racionalmente os recursos financeiros escassos atualmente. Embora tenha feito uma colocação pertinente ao conceito, o professor P2 não mostrou a diferença entre os temas. Já P3 afirma que está baseada na educação dos gastos e economia doméstica. Sobre a Matemática Financeira, P1 diz que é o estudo dos conceitos relacionados ao tema. P3 confirma lidar com valores referentes a porcentagens e juros.

Figura 4 – Síntese das respostas dos professores referente à questão 6 do questionário.

P.1 Conhecendo bem os conceitos e aplicações da Matemática Financeira, a

forma como nos relacionamos com as finanças fica mais organizada e com uma condição de avaliar com mais critérios.

P.2 No sentido de se aplicar conceitos matemáticos para otimizar a

Educação Financeira.

P.3 Acredito que quando o estudante sabe que ao comprar um produto à

vista tem um desconto de 8% ele usa conhecimentos da Educação Financeira e Matemática Financeira.

Fonte: Elaboração própria.

O Professor P1 afirma ser preciso conhecer bem os conceitos e aplicações da MF. Dessa maneira, poderá haver uma maior organização e avaliação criteriosa sobre as finanças, podendo haver uma relação entre dois campos de estudo. Por outro lado, P2 comunga com a ideia de P1, mostrando ser necessário conhecer e aplicar os conceitos matemáticos para criar condições para entender a EF. No caso de P3, ele mostra que, ao realizar uma compra na qual o estudante recebe algum desconto, ele perceberá que está usado conhecimentos da Educação Financeira, bem como da Matemática Financeira. Ou seja, na medida em que se utilizam fórmulas referentes à MF, é possível relacioná-la à EF.

Figura 5 – Síntese das respostas dos professores referente à questão 7 do questionário.

P.1 Sim. Envolve situações do ―dia a dia‖ que tratam de matemática

financeira ajudando o aluno a pensar a forma como se relacionar com o dinheiro.

P.2 Não. Os que conheço não tem essa proposta. P.3 Não.

Fonte: Elaboração própria.

Indica-se nos objetivos verificar as propostas de Educação Financeira no livro didático de Matemática do 1° ano do Ensino Médio adotado pela escola pesquisada. Concordamos com Santos (2015), ao afirmar que o livro didático se constitui como um importante recurso, se não o mais importante recurso utilizado por alunos e professores no processo de ensino- aprendizagem. Considerando essa importância, propomos a questão acima. Obtivemos algumas respostas. Sobre essas propostas, somente P1 respondeu que elas estavam presentes ou inseridas por meio dos conteúdos da Matemática Financeira intrínsecos nos demais conteúdos, questões contextualizadas com o dia a dia, que favorecem os alunos a refletir e saber como lidar com o dinheiro.

Os demais professores, P2 e P3, afirmaram não haver propostas de Educação Financeira no livro didático. Como foi mostrado no capítulo anterior a este, realmente pudemos identificar problemas matemáticos que favorecem o estudo da Matemática Financeira, os quais podem contribuir com momentos de reflexão sobre o tema. Assim, os professores P2 e P3 não confirmam a ponte que pode ser feita a partir dos problemas matemáticos inseridos no livro.

A questão 8 investiga se a Educação Financeira é trabalhada na Escola e de que maneira ela é trabalhada:

Figura 6 – Síntese das respostas dos professores referente à questão 8 do questionário.

P.1 Timidamente, pois se a Educação Financeira fosse inserida na grade

P.2 Com exercício e discussão.

P.3 Quando o professor ensina a planejar orçamentos pessoais.

Fonte: Elaboração própria.

Nas respostas dos professores, pode-se verificar a afirmação de P1 segundo a qual a Educação Financeira é ensinada de forma tímida. Esta ainda não estaria inserida na grade curricular. No quadro que antecede essa questão, é possível enxergar, na resposta de P2, que, nos livros didáticos, não há propostas de EF. Porém, na referida questão, ele explica que a utiliza por meio dos exercícios e discussões, favorecendo que os alunos a reconheçam. No caso de P3, ele expõe uma dica de como trabalhar em sala de aula por meio desse tema, ensinando a fazer planos de orçamentos pessoais.

Acreditamos que, se o professor reconhece a importância da Educação Financeira e a utiliza para fins de aprendizagem dos alunos, os quais estão na fase da adolescência, ele poderá contribuir para a educação financeira dos estudantes de forma crítica e racional, pois, assim como Sthepani (2005 apud NEGRI, 2010, p. 29), acreditamos também que ―é na adolescência que encontramos o cenário ideal de novos conhecimentos em relação à construção financeira e econômica de um adulto‖.

Na questão seguinte, de número 9, o interesse está em saber o porquê de se trabalhar Educação Financeiro na Escola. Vejamos:

Figura 7 – Síntese das respostas dos professores referente à questão 9 do questionário.

P.1 Porque a escola deve oferecer as condições de promoção da cidadania e

Educação Financeira faz parte da Cidadania.

P.2 Para incentivar na formação do aluno a necessidade de se usar

racionalmente os recursos financeiros adquiridos.

P.3 Trabalhar Educação Financeira é importante para criar uma cultura de

É notória a preocupação do P1 com o exercício da cidadania. Ele enfatiza que a Educação Financeira é capaz de promovê-la. Complementando a importância de se trabalhar com EF na escola, P2 afirma ser possível haver incentivo na formação dos alunos quanto à necessidade de utilizar racionalmente os recursos financeiros adquiridos. Além disso, o aluno é estimulado a explorar e formar conceitos matemáticos. Por fim, P3 fala na cultura de controle de gastos. Esta seria a importância, na concepção dele. Ferreira (2013) confirma as ideias desses professores quando sugere que a Educação Financeira seja implantada nas escolas de imediato, definindo os objetivos e identificando as limitações no implemento desse projeto.

Para finalizar a investigação desse questionário, concluímos com a questão 10, a qual buscou compreender em que momentos a escola trabalha a EF com os alunos.

Figura 8 – Síntese das respostas dos professores referente à questão 10 do questionário.

P.1 Durante o conteúdo programático, exercícios e debates. Falta fazer

projetos.

P.2 Em projetos, mostras pedagógicas. P.3. Não respondeu.

Fonte: Elaboração própria.

Embora a questão 10 seja semelhante à questão 8, é possível estabelecer uma comparação entre as respostas dessas duas questões. Na questão 8, P1 afirma que a Educação Financeira é trabalhada de forma tímida, e aqui ele complementa que ela é utilizada durante os exercícios programados e por meio de debates. P2, por sua vez, na questão 8, afirma que a EF é trabalhada também por esses meios executados por P1. Entretanto, complementa afirmando ser também utilizada em mostras pedagógicas em projetos. Enquanto, na questão 8, P3 confirma que a EF é vista por meio do ensino, nesta questão ele deixou de responder.

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