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Les coûts aux différents échelons

Dans le document de prévention du VIH (Page 65-77)

Durante muito tempo, a sexualidade foi entendida apenas como uma necessidade instintiva do corpo. Tal pensamento foi difundido pela sexologia, que explicava o sexo como “uma força e energia absolutamente avassaladoras” ressaltando-o como uma necessidade do corpo (WEEKS, 2000, p. 40). Vale destacar que esta força avassaladora está relacionada ao papel do homem dentro da função sexual, reservando à mulher uma posição passiva diante dos relacionamentos sexuais, cujo papel seria cumprir uma função prioritariamente reprodutiva.

Ao considerar a sexualidade como algo instintivo secundário à natureza, inscrito apenas sobre o corpo biológico, supõe-se que todas as pessoas vivem sua sexualidade de maneira igual, universal; essa visão essencialista restringe a sexualidade a um mecanismo fisiológico, cujo objetivo principal é servir à reprodução da espécie e ao extravasamento de uma pulsão de ordem psíquica.

Nessa forma de pensamento, a explicação dos comportamentos sexuais das pessoas está fundamentada em estudos sobre o comportamento de animais, e como são considerados de natureza inata, compreende-se que são despertados por estímulos semelhantes e seguem padrões também idênticos de respostas (MASTERS; JOHNSON apud PLAZA, 2003). Considera-se então, o sexo inato, eternamente imutável, transhistórico e associal (RUBIN, 1975).

Essa vertente do pensamento essencialista está diretamente relacionada à versão biomédica e psicanalítica, as quais se referem à sexualidade como algo que constitui a natureza humana, “a energia sexual” inerente às sensações corporais, aos comportamentos dos corpos em ereção voluntária ou involuntária, e ao considerá-la como inerente à natureza, seria passível de ser domesticada, modelada, controlada, redefinida pela cultura (HEILBORN, 1999, p.64).

A religião, a medicina e a psicanálise desenvolveram discursos que serviram para elaborar um pensamento ético ou normativo/terapêutico gerando argumentos, proibições e normas para o controle do erotismo, com base na premissa de que a sexualidade necessitaria ser vivida dentro de idéias de amor a Deus, à família e com fins de procriação, tornando-se essa a exigência para ingressar no mundo do sexo.

A partir do século XIX a sexualidade tornou-se objeto de grandes sanções institucionais e alvo de proibições moralistas da sociedade desde a era vitoriana, cujas

repercussões ainda se observam em tempos atuais. O sexo, segundo o autor, passou a ser atrelado à noção de pecado, e falar sobre sexo passou a ser uma obrigação durante o ato da confissão, porém restringidos em outros espaços. As medidas proibitivas se estendem às várias camadas da população e seus espaços sociais (FOUCAULT, 1993).

Foucault relata, por exemplo, que para a sociedade , as crianças, consideradas puras, deveriam ser proibidas e impedidas que se falasse sobre o tema. Para isso deveriam estar em constante vigilância e a escola, por exemplo, deveria ter uma organização física, uma arquitetura que favorecesse tal vigília dos corpos, ou seja, a um tipo de pedagogia anti-sexual. Crianças e adolescentes seriam localizados em espaços considerados assexuados, especialmente os dormitórios e locais de banhos com características especiais que permitissem a supervisão atenta dos professores (FOUCAULT, 1993).

Alem disso, alerta o autor que ao longo do tempo, o sexo tornou-se incompatível com os interesses da economia, já que o corpo é considerado, desde então, um corpo utilitário. Desse modo, os sujeitos deveriam reservar seu tempo livre e de prazeres para a produção e o trabalho e o sexo seria um impeditivo para tal fim, devendo então ser regulado por interesses econômicos. Dever-se-ia, então, assegurar para a população, reproduzir a força de trabalho, manter as formas das relações sociais desejáveis aos interesses, em resumo: montar uma sexualidade economicamente útil e politicamente conservadora (FOUCAULT, 1993).

Nesse sentido, o discurso sobre sexo sofre sanções em todas as fases do desenvolvimento humano, implicando em situações de mal estar ao se tratar sobre aspectos que o envolvem, especialmente se tais aspectos se distanciam dos objetivos práticos de regulação da reprodução e se enfoca nos elementos relacionados ao prazer dos corpos, embora se reconheça o sexo como uma necessidade humana básica.

Sob o unívoco discurso biomédico, a sexualidade e tudo que se relaciona ao eros é considerado como instinto biológico e focado na reprodução, enquanto que o discurso da psicanálise situa a sexualidade sem procriação como perversão, entre as quais todas as práticas sexuais que não objetivam a reprodução biológica da espécie passam a ser consideradas como inadequadas, desviantes , tais como o sexo fora do matrimônio, a prostituição, a homossexualidade, sexo entre os jovens, sexo entre os idosos, entre enfermos, e entre pessoas com discapacidades.

Para consolidação dessas crenças, algumas instituições sociais serviram de base reguladora da sexualidade das pessoas, operando os discursos normativos e de controle dos chamados “impulsos sexuais”, dentre essas, a família, a Igreja e a escola.

Rubin (1993) assinala que, além do essencialismo sexual, existem outras escolas ideológicas cujo pensamento sobre o sexo é importante mencionar: a negatividade sexual; a falácia da escala extraviada; a valoração hierárquica; a teoría do dominio do perigo sexual e a ausência do conceito de variedade sexual benigna.

Para essa autora, a mais importante é a primeira, que compreende o sexo como: perigoso, destrutivo, negativo, malicioso e com força negativa. Outro destaque das idéias de Rubin é o de que os atos sexuais são avaliados como parte de uma hierarquia, em que situa as diversas identidades sexuais em torno de uma pirâmide que usa posições que limitam o acesso à vida pública, à participação política e o acesso aos direitos de determinados grupos, conforme representação da figura3 a seguir:

Respeitabilidade, saúde, legalidade, mobilidade.

Enfermidade, pouca mobilidade, perda de apoio institucional e sanções.

Contrapondo-se à visão essencialista, surge por meio dos estudos e teorias das ciências sociais novos paradigmas para explicar a sexualidade, os quais os autores denominam de “postura construcionista”. Esta nova visão fora impulsionada pelo desenvolvimento de estudos da Sociologia, Historia, Antropologia e Estudos de Gênero (VANCE, 1995) e, também, pela lutas travadas pelas minorias, em prol da liberdade sexual e de expressão dos grupos de feministas, gays, lésbicas e ativistas, pelos direitos reprodutivos e civis das minorias, além dos grupos de defesa de pessoas acometidas pelo HIV/AIDS.

Tal abordagem refere-se ao construtivismo social que busca contestar esse “instinto” como uma energia propulsora de condutas, bem como seu sentido universal. Dentro da visão

3 Figura elaborada por Alberto Teutle López a partir da idéias de Gayle Rubin, durante as práticas do “Curso de

Investigación Cualitativa em Sexualidad” durante a IV IACCSC- Lima Peru, 2007.

Heterosexuais, reprodutores, casados. Heterosexuais, monógamos não casados. Demais heterossexuais

Sexo solitário.

Casais estáveis de lésbicas ou gays.

Lésbicas ou gays promíscuos. Transsexuais, transvestis.

Trabalhadores do sexo, fetichistas, prostitutas. Não denominados.

construtivista, as experiências sexuais e os comportamentos sexuais, adquirem significados distintos em várias culturas, por isso não podem ser generalizados. A sexualidade é relacionada ao corpo de uma maneira secundária e as diferenças ditas “naturais”, na verdade, são diferenças construídas culturalmente. Os significados são influenciados ainda pelo gênero, pela geração, parentesco, classe social, raça/cor, e outras formas de estratificação social.

Segundo Weeks (2000, p.38), embora seja o corpo biológico a morada da sexualidade, estabelecendo limites daquilo que é sexualmente possível, a sexualidade é mais do que simplesmente “corpo”, esta tem tanto a ver com nossas crenças, ideologias e imaginações quanto com nosso corpo físico. Esta afirmação nos faz refletir sobre o modo como homens e mulheres foram diferentemente influenciados a construir seus papeis sexuais na sociedade. Marcados por relações de gênero, homens e mulheres vivem as experiências do corpo e sexualidade, tendo como base essas construções histórico-culturais, cujas representações impõem um lugar de subordinação às mulheres e qualifica a sexualidade feminina sempre como secundária à masculina. Sendo construída para servi-la. Este autor argumenta, ainda, que é importante entender a sexualidade como fenômeno social e histórico, uma vez que os corpos não tem sentido isoladamente/intrinsecamente e que estes, se conformam dentro de uma interação social num processo histórico.

Louro (2000, p.11) assinala que a sexualidade “envolve rituais, linguagens, fantasias, representações, símbolos, convenções [...] Processos profundamente culturais e plurais” e que a sexualidade ultrapassa a questão pessoal, representa uma questão social e política, e que não se nasce com sexualidade determinada, mas a sexualidade é aprendida, construída na trajetória de vida das pessoas e, desse modo, fabricada pela cultura, pela história, nas trocas, nas relações sociais, em contextos históricos e culturais diversos e por isso, esta é modificada na medida em que novos arranjos nas uniões afetivas e sexuais e transformações ocorrem nas formas de existir das pessoas.

Nesse sentido, “o sexual não se restringe à dimensão reprodutiva, tampouco à psíquica, estando impregnado de convenções culturais acerca do que consistem a excitação e a satisfação eróticas, construtos simbólicos que modelam as próprias sensações físicas (PARKER, 1994). A concepção construcionista repousa então na idéia de que as pessoas aprendem a praticar sexo da mesma maneira como aprendem a discriminar que tipo de ações serão investidas de significados sexuais e que tipo de resposta erótica tais ações produzirão (PLAZA, 2003).

Faria (1998) alerta que, para explicar a sexualidade, deve-se partir da premissa de que essa é uma construção histórica, sendo necessário analisá-la considerando a cultura de

cada povo, seus símbolos, a conexão entre o indivíduo e o coletivo, corpo e cultura, o momento histórico em que o fenômeno se dá, destacando que deve importar as relações individuais, pois dificulta fazer generalizações por haver um risco em se considerar que, por ser construída socialmente, a sexualidade possa ser desconstruída e reconstruída, o que seria um engano. Alerta, ainda, a autora que o desejo sexual passa por processos culturais e sociais complexos pouco explorados e conhecidos dos pesquisadores, sendo assim, de difícil de previsão e análise.

Assim, estudar fenômenos sobre sexualidade e adentrar em tal território não constitui uma tarefa fácil e simples, uma vez que se ingressa na subjetividade e em espaços em que se operam poderes e influências históricas de cada contexto, com mediações entre sujeitos políticos, corpos sexuados, corpos disciplinados e muitas vezes negados, por que

(...) o que significa ser macho ou fêmea, masculino ou feminino, em contextos sociais e culturais diferentes, pode variar enormemente, e a identidade de gênero não é claramente redutível a qualquer dicotomia biológica subjacente. Todos os machos e fêmeas biológicos devem ser submetidos a um processo de socialização sexual no qual noções culturalmente específicas de masculinidade e feminilidade são modeladas ao longo da vida. É através desse processo de socialização sexual que os indivíduos aprendem os desejos, sentimentos, papéis e práticas sexuais típicos de seus grupos de idade ou de status dentro da sociedade, bem como as alternativas sexuais que suas culturas lhes possibilitam. (PARKER, 1999, p.135).

Os conceitos de sexualidade e as práticas sexuais sofreram profundas mudanças históricas, e continuarão a modificar-se, dada a emergência de lutas de grupos em busca de seus direitos à liberdade de viver a sua sexualidade conforme os seus desejos e necessidades individuais e coletivas, que giram em torno de identidades diversas. Nesse sentido, observam- se as transformações dos padrões sexuais, a liberação das minorias sexuais, a emergência dos hormônios sobre a vida sexual, o sexo virtual pela internet, a inseminação artificial através dos bancos de sêmen, a mobilidade conjugal, o maior acesso aos métodos contraceptivos, permitindo uma maior liberdade sexual que aos poucos se separa da atividade reprodutiva e o acesso ao prazer sem fins reprodutivos e fora do casamento. Portanto, as mudanças nas representações sobre a sexualidade, o prazer e o corpo vem, ao longo da história alterando a trajetória das pessoas de maneira significativa.

Para Bozon (2004, p.59), as mudanças na concepção sobre a sexualidade que se assinalam, principalmente, a partir da década de 60 do século passado, não decorrem de alterações que estão relacionadas, diretamente, à sexualidade, mas de outros fenômenos sociais como a maior participação da mulher no mercado de trabalho, e a ampliação do acesso

à educação. Para este autor, as transformações sobre as relações sociais e sexuais, provocadas pela própria sexualidade, ainda não foram tão radicais como se tem discutido, e as mudanças interiores não conseguiram, ainda, promover o relaxamento dos controles sociais.

Nos dias atuais, a reprodução tornou-se independente do intercurso sexual. No entanto, é ainda mediante o acesso ao sexo, principalmente marital, que a sociedade se organiza para construir vínculos, através da parentalidade e da família, o que confirma que algumas tendências continuam inalteradas no que se refere ao exercício da sexualidade.

A sexualidade se encontra mediada pelo corpo. As experiências dos corpos dependem de como são representados. Por exemplo, o corpo feminino e o corpo masculino viverão histórias diferentes pautadas nas diferenças biológicas, mas também as diferenças historicamente determinadas. As experiências do corpo e da sexualidade serão influenciadas pelas representações que os sujeitos trazem sobre seu corpo e seu papel sexual no mundo, marcadas pelas construções históricas que se operam dentro da sociedade em que tais corpos estão inseridos.

Segundo Louro (2000, p.14), o corpo é a referência na qual se ancora a identidade, e embora esteja assinalado pelas marcas de gênero, raça e outras características biológicas estes são “significados pela cultura e são, continuamente, por ela alterados”. O corpo muda continuamente os seus desejos e necessidades também. O corpo muda à medida que o tempo passa, através das influências ambientais, as ocorrências de doenças, acidentes, adoção de hábitos alimentares ou de consumo de álcool e drogas, a prática de exercícios, com as intervenções médicas reparadoras e/ou estéticas, o modo de buscar prazeres, manejo de enfermidades, envelhecimento, alterações corporais e doenças psicoemocionais, entre outras.

Construímos e modelamos o corpo obedecendo às exigências culturais com intuito de adaptá-los, acomodá-los aos modelos estéticos, higiênicos e morais da sociedade a que pertencemos. Essas exigências relacionadas à saúde, vigor, vitalidade, juventude, beleza, força, são construídos com diferentes significados nas diversas culturas, e estas distinções também são atribuídas com significados diferentes para o corpo de mulheres e de homens (LOURO, 2000).

Assumir uma forma de viver o corpo significa assumir estilos corporais pré- estabelecidos na sociedade, o que, segundo Santiago (2004), se dá através do gênero. “O gênero um modo contemporâneo de organizar normas passadas e futuras, um estilo ativo de viver nosso corpo no mundo, um modo de nos situarmos através dessas normas”. Ou seja, é o gênero que conduz ao modo pelo qual a anatomia do corpo se apresenta e se comporta

socialmente, mediante a interpretação de normas de gênero adotadas, transmitidas, reproduzindo-as, reorganizando-as.

Se o gênero é a construção social do sexo e se não existe nenhum acesso ao sexo exceto por meio da sua construção, então parece não apenas que o sexo é absorvido pelo gênero, mas que o sexo torna-se algo como uma ficção, talvez uma fantasia, retroativamente instalado em um local pré-linguístico, sem o qual não existe nenhum acesso direto." (Butler, 1999, p. 158).

Considerando o sexo como algo que é construído, ele será tão culturalmente construído como gênero. Butler (1990) defende que o sexo, por definição, tem sido gênero o tempo todo, para essa autora não faz sentido definir gênero como uma interpretação cultural do sexo se o sexo em si é uma categoria gendrada. Assim, o gênero não deveria ser pensado como uma marca cultural de significado em um sexo pré-dado, mas significar o próprio aparato de produção dos próprios sexos, a partir do qual são estabelecidos.

Sardemberg (2002) alerta para a tendência que existe em se conceber o sexo e gênero como fenômenos distintos e passiveis de serem tratados separadamente, o primeiro relacionado à natureza, ao biológico enquanto o segundo associado ao cultural. Para esta autora é preciso

desconstruir a dicotomia sexo/gênero, vez que gênero se corporifica, isto é se materializa em sexo-no próprio reconhecimento de diferenças entre machos e fêmeas. Nesse sentido não temos sexo (entendido como corpo, o biológico) de um lado e, de outro gênero (o psicológico e o cultural). Temos ao invés corpo gendrados.(SARDEMBERG, 2002, p.56).

Complementa Sardemberg (2002), que o corpo não pode ser compreendido tomando como base apenas sua dimensão material e anatômica, objeto da biologia, mas deve-se levar em consideração que “o corpo” é, também, um produto de representações e como tal as identidades e subjetividades não podem ser desconectadas de seus corpos, já que as mesmas são subjetividades encarnadas, corporificadas.

Quando as pessoas nascem, ou mesmo antes de nascer, com o apoio da tecnologia, elas são divididas em dois sexos. Nesse momento ao demarcar o “sexo”, se constrói e se normalizam certas formas de diferenciação. Essa diferenciação marcará os sujeitos em todas as suas etapas de vida, colocando-os em posições assimétricas, em que mulheres e homens

assumem seus papeis sexuais dentro da sociedade, obedecendo a níveis de significação delimitados e contraditórios (BUTLER, 2003).

Durante a socialização das meninas, se dissemina imagens de um corpo frágil, passivo, desprovido de força, no qual a beleza física é fundamental. O oposto é construído para os meninos, cujas imagens são geradas em torno de um corpo forte, agressivo e viril. Como se pode perceber, as marcas da cultura vão formatando a maneira como mulheres e homens devem se comportar e apresentar seus corpos.

Tratando sobre as diferenças de gênero acerca das experiências sexuais de jovens brasileiros, Heilborn (1999) apreendeu que a experiência sexual dissociada da experiência afetiva é representada como um aprendizado técnico para os homens, enquanto que para as mulheres, experimentar sexo pela primeira vez tem uma perspectiva de estabelecimento de vínculo amoroso. Outra diferença destacada pela autora é a de que no exercício da sexualidade, a iniciativa é um papel dos homens, enquanto que para as mulheres esse requisito mostra-se ausente. Ou pelo menos é isso que se espera das mulheres, revelando uma assimetria de gênero, construindo trajetórias sexuais e afetivas bastante desiguais (HEILBORN, 1999).

Do mesmo modo como a sexualidade, o gênero, os papéis sociais são construídos na cultura, na troca, na relação entre as pessoas, as práticas de cuidar também o são. Penso que compreender a sexualidade e gênero possa auxiliar-nos a promover comportamentos de cuidado mais compreensivos e respeitosos para com as pessoas que vivem com enfermidades. Nesta direção, a sexualidade, neste estudo, é compreendida como um constructo histórico- social, que não se restringe à função reprodutiva, mas que envolve a busca de realização e prazer, a qual integra aspectos das diversas dimensões do humano mediadas pelo corpo, que se revela por meio de gestos, linguagem, símbolos, imagens e representações, influenciando no modo como as pessoas se relacionam consigo e com os outros.

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