5 - Realização da Prática Profissional
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O EP tem por finalidade a integração do estagiário no exercício da vida profissional de forma progressiva e orientada, em contexto real, desenvolvendo as competências profissionais que promovam no futuro dos docentes um desempenho crítico e reflexivo, capaz de responder aos desafios e exigências da profissão.
O EP envolve a realização de várias tarefas propostas nas 4 áreas de desempenho: Área 1 organização e gestão do ensino e da aprendizagem sendo que esta área engloba a conceção, o planeamento, a realização e a avaliação do ensino, Área 2 Participação na Escola, que engloba todas as atividades não letivas realizadas pelo estudante estagiário, com vista à sua integração na comunidade escolar, Área 3 Relações com a Comunidade que engloba todas as atividades que contribuam para um conhecimento do meio e do local tendo em vista um melhor conhecimento das condições locais da relação educativa e a exploração da ligação escola meio e por fim a Área 4 Desenvolvimento profissional que inclui as atividades e vivências importantes na construção da competência profissional, numa perspetiva do seu desenvolvimento ao longo da vida profissional, promovendo o sentido de pertença e identidade profissionais, a colaboração e a abertura à inovação.
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5.1 - Área 1 – Organização e Gestão do Ensino e Aprendizagem
A área 1 da Organização e Gestão do Ensino Aprendizagem como o próprio nome sugere Organizar e Gerir. Tanto ao nível do ensino como empresarial como de outra área diferente o Planeamento é a arma correta, a Gestão se houver um bom planeamento vai assegurar que todos os recursos são utilizados da forma mais eficaz. Assim sendo o planeamento consiste na escolha dos objetivos a médio e longo prazo e na previsão dos meios e formas para que esses objetivos tenham maiores probabilidades de serem alcançados. O Planeamento permite assim a existência de uma linha de rumo, a introdução de objetivos futuros em todas as decisões do presente e, em simultâneo a eliminação de pontos fracos e antecipação de ameaças do exterior, possibilitando o desenvolvimento da organização através da definição de estratégias para o melhor aproveitamento das oportunidades.
Um bom planeamento não é situação fácil de encontrar pois joga com diversos fatores, e no caso da educação com a imprevisibilidade do ser humano, visto que não existem 2 iguais, nem mesmos os gémeos, isto no caso da educação. Assim é difícil definir uma estratégia única que delimita e diminui o erro de forma a atingir os objetivos. Contudo é possível encontrar um tronco comum entre os diversos planeamentos no que diz respeito às funções ou respostas a que deve dar: qualquer Planeamento deve responder de forma clara e precisa às questões ―Onde estamos?‖, no caso particular do estágio a análise do meio envolvente desde os recursos humanos aos materiais (A conceção), a sua resposta será a base para a definição de objetivos e fornecerá a informação necessária para o desenvolvimento de estratégias, ―Para onde queremos ir?‖ Que no estágio representa os objetivos a que me proponho e ―Como lá chegar?‖ as estratégias e os meios para atingir os fins ou seja o Planeamento propriamente dito. Após a fase do Planeamento segue-se a implementação ou realização, a qual consiste na implementação, coordenação e monitorização das ações definidas – a
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Reflexão. Formando-se assim um ciclo que se inicia com uma fase de conceção onde é feita a análise dos contextos e que vai possibilitar um planeamento mais eficaz. Após este momento dá-se a Realização que vai ser analisada e refletida através dos resultados das avaliações independentemente de serem formais ou não. O bom professor, o reflexivo depois da reflexão vai determinar novos objetivos ou seja vai alterar o planeamento que será novamente posto em prática, depois avaliado e refletido, formando-se assim um ciclo constante.
Assim sendo dividi a área da organização e gestão do ensino e da aprendizagem em conceção, planeamento, realização e avaliação do ensino, não englobei a reflexão pois esta está inerente na avaliação e até em todas as outras fases. Neste sentido sinto a necessidade de mostrar a imprevisibilidade do ser humano e a impossibilidade em organizar e gerir o ensino e aprendizagem. No meu EP na ESAG, aconteceu comigo, mesmo tendo realizado todas estas etapas. No dia 7 de outubro de 2010 lesionei-me no joelho esquerdo, sendo o resultado clínico o rompimento do ligamento cruzado anterior. As consequências foram as mais variadas, desde as faltas, às mudanças de planeamentos a que obrigou, daí a importância deste ciclo que permite o apropriamento constante às situações. Este facto conduziu-me desde logo a um acréscimo de dificuldades que iria ter de as superar.
Acredito que é nestas situações de adversidade que evoluímos e demonstramos as nossas verdadeiras capacidades. Não sendo fácil mas baseado neste espírito tentei enfrentar todos essas situações adversas, encarando-as como uma possibilidade de superação.
Seguindo a mesma lógica do PFI, que se tratava do meu guião prático do estágio profissional, acabei por dividir também esta área da Organização e Gestão do Ensino e Aprendizagem nas mesmas 4 partes: a conceção, o planeamento, a realização e a avaliação.
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5.1.1 – Conceção
A palavra conceção vem do ato ou efeito de conceber, ou seja neste caso a conceber o processo ensino-aprendizagem. Para o conceber recorri aos conhecimentos por mim adquiridos ao longo da minha formação na FADEUP, onde as suas máximas são a reflexão e adaptação às individualidades de cada um. Nesse sentido para conceber e planear o meu ensino parti do Modelo de Estruturas do Conhecimento proposto por Vickers (1989).
Tanto neste modelo da Vickers como em qualquer outra tentativa de profissionalismo, é necessário o conhecimento do meio onde se vai atuar, neste caso sobre a comunidade escolar, das condições físicas, dos recursos destinados à educação e dos seus intervenientes. Foi desta forma que no inicio do ano letivo o Grupo de Estágio de EF participou em diversas reuniões quer do grupo de EF quer do agrupamento onde se inserem as artes e o desporto, com o objetivo de uma melhor integração na escola, realizou também o questionário, cada um dos estagiários com a sua turma, eu realizei com o 9ºB no primeiro dia de aulas, de forma a conhecer as características sociais, económicas, físicas e culturais de cada um dos alunos. Para o conhecimento do meio envolvente realizamos dois trabalhos, um sobre a caracterização do concelho de Matosinhos e outro sobre a caracterização da ESAG. O primeiro com a vista a descobrir o meio social em que a escola se envolve, os costumes e as tradições do concelho, o segundo para conhecermos a própria escola desde os recursos humanos até aos recursos físicos como os espaços e os materiais disponíveis. A associação destes dois trabalhos com o questionário e a realização de um teste de Fitnessgram, que define as características físicas de cada um desde a força à resistência e à flexibilidade sem esquecer a capacidade aeróbia de cada um dos alunos, permitiu-me um bom conhecimento de todo o ambiente pedagógico a todos os níveis. No entanto como a matéria a lecionar é muito diversa fiz também uma avaliação diagnóstica no inicio de cada novo conteúdo. Desta forma as primeiras aulas de cada modalidade eram dedicadas à determinação do nível em que os
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alunos se encontravam, para que fosse possível um planeamento mais adequado aos diferentes níveis da turma.
Para além da recolha dos dados acima referidos, foi também necessário consultar e conhecer os documentos que regulam e determinam a prática do docente de EF na ESAG. Entre eles o programa nacional de EF, que se encontra bastante desajustado da realidade que se nos apresenta nas escolas, o projeto Educativo de Escola e o regulamento interno da escola.
Através desta fase de análise de contextos e regulamentos pude balizar as minhas ideias e pensamentos ao nível extensão e sequência de conteúdos, ou seja agora já possuo os conhecimentos necessários para o planeamento.
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5.1.2 – Planeamento
O Planeamento é a escolha dos objetivos a médio e longo prazo e na previsão dos meios e formas para que esses objetivos tenham maiores probabilidades de serem alcançados. O Planeamento permite assim a existência de uma linha de condutora que me foi bastante útil durante o estágio. O planeamento como afirma Mesquita (2001) ―Consiste em delinear antecipadamente aquilo que tem de ser realizado, como deve ser feito e quem o deve efetuar‖.
O planeamento nem sempre é 100% eficaz e a prova disso foram as mais diversas situações que encontrei no estágio, no entanto diminui em muito os erros ao mesmo tempo que organiza o ensino aprendizagem. Contudo o planeamento deve dar resposta Para onde queremos ir? E Como lá chegar? Depois da conceção tudo se torna mais fácil pois já possuo elementos que serão as bases das minhas escolhas definido tanto dos objetivos a cumprir como da forma que os pretendia cumprir.
A fase de planeamento encontra-se no inicio do ciclo logo a seguir à reflexão à conceção, e após este passo será novamente adequado aos novos dados sempre que assim for necessário.
Como no subcapítulo acima referi (Conceção), através da análise dos resultados revelados pelas consultas dos diversos documentos e dos elaborados pelo grupo de estágio, consegui com alguma dificuldade iniciar o planeamento.
O primeiro ato de planeamento em que me vi envolvido foi numa reunião do Grupo de EF logo no inicio do ano em que todos os professores em conjunto definimos os conteúdos a abordar em cada período do ano letivo. Eu como professor do 9º Ano fiquei no grupo responsável pela definição do 9ºano. Após termos decidido a quais as modalidades e em que períodos lecionar definimos o numero de horas dedicadas a cada modalidade e os créditos que são os blocos existentes para as imprevisibilidades como a
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chuva e outras situações não previstas. Esta foi o meu primeiro grande ato de planeamento no que diz respeito ao ensino. Nesta reunião senti que realmente tinha um papel ativo na escola, foi-me dada a voz para opinar e decidir como a todos os elementos do grupo. Era com estas pequenas grandes ações que cada vez me sentia mais professor.
Depois das modalidades definidas a abordar em cada Período cabia-me a mim de acordo com o Roulement definir a ordem e as modalidades a abordar em cada uma delas, visto que por vezes os espaços que nos ficavam destinados não eram os mais adequados. Realizei a minha própria distribuição e depois em conjunto com a PC e os colegas de EP debati as minhas escolhas, assim como participei nas escolhas deles.
Relativamente ao planeamento das modalidades senti sempre grandes dificuldades em adequar os programas de cada modalidade presentes no Programa Nacional de EF, pois após as avaliações diagnósticas verificava que os alunos com o número de aulas definido previamente na reunião para cada modalidade não iriam ser suficientes para atingir determinados objetivos que estavam presentes no programa. Assim sendo adaptei o programa às exigências da turma tentando-lhes proporcionar experiencias de sucesso e contribuir para a sua formação, em prejuízo da quantidade. A meu ver a quantidade dos conteúdos de cada modalidade nem sempre é exagerada, mas sim a quantidade de modalidades a lecionar. Digo isto pois não acho possível que os meus alunos tenham aprendizagens duradouras quando em 14 blocos de 45 minutos sejam capazes de dar a modalidade de atletismo com as seguintes vertentes: resistência, barreiras e salto em altura, ou em 10 blocos de 45 minutos lecionar ginástica, nos quais é imperativo fazer uma avaliação diagnóstica que implica no mínimo 2 blocos de 45 minutos. Assim sendo vejo o PNEF algo desajustado da realidade das escolas, pois os alunos em tão poucas aulas quase nem conseguem ter ―transfers‖ de comportamentos motores e conhecimentos de um ano para o outro. Pois não existe tempo de assimilação. Contudo, independentemente de estar de acordo ou não, tentei adaptar o melhor possível o PNEF aos alunos e aos recursos materiais.
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Uma vez previstas as modalidades para cada período, uma nova tarefa urge nesta fase de planeamento, a extensão sequência dos conteúdos das modalidades, a elaboração do planeamento anual, das Unidades Didáticas e dos Planos de Aula. Para tal contamos com o MEC (Vickers, 1990) o qual permite hierarquizar e estruturar os conteúdos da minha atividade. Este modelo conta com 8 módulos: o Módulo 1 – Análise da Modalidade Desportiva, o Módulo 2 – Análise das Condições de Aprendizagem, como os recursos espaciais, materiais, temporais e humanos, o Módulo 3 – Análise dos Alunos, o Módulo 4 – Extensão e Sequência dos Conteúdos, o Módulo 5 – Definição dos Objetivos, o Módulo 6 – Configuração da Avaliação e o Módulo 7 – Progressões de Ensino. Para todas as modalidades definidas no inicio do ano, foi elaborado um MEC pelo Grupo de Estágio. Modelos estes que nas modalidades do 1º período foram afetados devido à minha lesão.
No primeiro Período estava previsto pelo grupo de EF no planeamento para o 9ºano que iriam ser abordadas as modalidades, futsal, ginástica de solo e atletismo. Atendendo ao facto de me ter lesionado não fui capaz de lecionar a modalidade ginástica no solo pois a minha condição física não me permitia dar a segurança necessária aos alunos. Assim sendo passei a modalidade de ginástica no solo para o 2º período, sem fazer qualquer troca, uma vez que o planeamento do 1º Período não contemplava alguns aspetos, como o dia de apresentação, o teste de EF e o corta-mato escolar. Para além destas lacunas apenas englobava 4 blocos de 45 minutos para o fitnessgram, o que foi totalmente impossível de concluir nesses 4 blocos, pois foram necessários mais 2, devido ao facto de 2 dos blocos terem ficado reservados para uma aula em que se realizaria um dos testes do Fitnessgram, em conjunto com outras turmas, o ―Vaivém‖. Acrescentado ainda o facto de eu ter faltado a uma aula devido a consulta por causa da minha lesão e nesta altura ainda não existir um planeamento para o caso de eu faltar, levou a que perdesse mais um bloco de 45 minutos, embora a aula tivesse sido assegurada pela PC. Com todas estas aulas perdidas ou não planeadas não fazia sentido englobar uma outra modalidade no 1º Período.
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No 2º Período fui obrigado a retirar uma modalidade visto que, tinha passado a ginástica no solo para o 2º Período e o número de aulas destinadas a cada modalidade já eram insuficientes. Acabei por eliminar a ginástica de aparelhos, ficando então com o Basquetebol, o Voleibol e a Ginástica no Solo por troca com a Ginástica de Aparelhos. Neste período não estavam novamente contemplados certas situações como os dias dos torneios de concelhios, a atividade Street Surfing, nem o Teste Escrito no entanto desta vez os créditos foram suficientes para colmatar estes tempos.
O 3º período já decorreu dentro da normalidade, pois as modalidades previstas foram as lecionadas e não houve perdas de horas com atividades pois realizam-se todas no 1º e 2º Período de acordo com a política da escola. Apesar de todos estes contratempos, foi esse mesmo planeamento que nos permitiu a segurança, a qualidade e competência de voltar a planear. Foi como um instrumento facilitador de todo o processo ensino-aprendizagem.
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5.1.3 – Realização
Esta fase de realização não é mais do que o por em prática da conceção e do planeamento. Ou seja trata-se da passagem das ideias teóricas para a prática. É portanto uma fase muito difícil mas ao mesmo tempo muito estimulante. É aqui nesta fase que nos apercebemos dos muitos erros que cometemos devido à falta de experiência, dos nossos maus planeamentos, ou até das conceções erradas.
Eu não fugi à regra, os erros apareceram nas primeiras aulas desde as demoras nas transições, o planeamento de tempo insuficiente ou exagerado para determinado exercício, a sua adequação ou não aos alunos ou até mesmo ao espaço envolvente. Foram muitos os erros que fui cometendo, mas que tenderam a diminuir com o passar das aulas. É bonito perceber o quanto cada aluno pode modificar o nosso planeamento inicial. Fazendo-nos perder os timings planeados, ou até a sequência dos exercícios, quer através de participações muito oportunas, quer através de atos de indisciplina. Se bem que na primeira pode ser um bom pronuncio, mas a verdade é que temos de aprender a lidar com ambas as situações, resolvendo sempre em prol do ensino e da turma. O professor tem de aprender a ouvir os alunos e aprender a fazer da escola um lugar no qual seja possível ouvi-los, só assim a aula de EF poderá constituir-se num ambiente de ensino e aprendizagem significativo, tanto para o professor como para os alunos (Basei, 2008).
O comportamento dos alunos por vezes influenciou significativamente a condução de algumas aulas, embora não sendo uma turma mal comportada por vezes alguns alunos não se comportavam da melhor forma, com brincadeira próprias da idade mas impróprias para uma aula. Nessas situações tive de atuar e provavelmente das primeiras vezes não tão ríspido como deveria ter sido. O que levou a que alguns desses comportamentos se repetissem. Esta foi uma situação que me fui apercebendo e fui corrigindo, mas que se tornou mais difícil devido à permissividade inicial. Alguns destes comportamentos no meu entender resultam do modo como a disciplina de EF é
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encarada, quase como uma disciplina que não faz parte do programa e ausente de conteúdos.
Uma das minhas maiores dificuldades na realização da prática foi o cumprimento do planeado nas aulas de 45 minutos em que inicialmente quase sempre me excedia. Com o passar do tempo melhorei e já não acontecia, pois reduzi à quantidade de exercícios. No entanto para mim não faz sentido as aulas de 45 minutos de EF, visto que os alunos não tinham tempo para qualquer que fosse a atividade. Todas as aulas é necessários 5 minutos para se equiparem mais 5 para se desequiparem, mais a chamada e o aquecimento pouco mais de 15 minutos sobram para a aula propriamente dita.
Grande parte dos erros que cometia inicialmente deixei de os cometer devido a duas coisas essenciais, a primeira de todas à minha reflexão que fazia de todas as aulas e a segunda devido aos diálogos tanto com a minha PC como com os meus colegas de estágio, que me ajudavam a identificar os erros e a corrigi-los. Com o passar do tempo já tinha noção ainda no decorrer da própria aula dos erros que estava a cometer e já como os resolver. Logicamente não cheguei ao fim do ano letivo como um professor que não comete erros, até porque não acredito que essa pessoa exista, o processo de construção do professor é contínuo e é para sempre.
As observações das aulas dos colegas foram uma mais-valia para as minhas aulas, pois nelas encontrei estratégias que eu até ao momento não tinha pensado. Aprendi muito nessas aulas de observação e algumas das estratégias passei a utilizar mesmo nas minhas aulas. Houve duas que passara logo a fazer parte e com resultados de imediato. A primeira foi a introdução de uma ou duas voltas ao pavilhão para descontrair após o aquecimento de forma a montar os espaços. A segunda foi o facto de quando realizava os exercícios de alongamentos os dispunha à minha frente e eles ficavam sempre bastante dispersos e estavam mais distraídos. Embora já me tivesse apercebido ainda não tinha conseguido resolver, mas quando observei numa das aulas dos meus colegas estagiários, descobri que se os encurralasse com a parede conseguia o meu objetivo e assim podia-os controlar melhor.
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5.1.4 - Avaliação
A avaliação funciona como um momento de controlo do processo aprendizagem.
De acordo com Bloom, et al, (1971), estes relacionam a avaliação com a verificação de objetivos educacionais. Em função da finalidade da avaliação consideram três tipos de avaliação: uma preparação inicial para a aprendizagem, uma verificação da existência de dificuldades por parte do aluno durante a aprendizagem e o controlo sobre se os alunos atingiram os objetivos fixados previamente. Os tipos de avaliação referidos representam, respetivamente, a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação
certificativa ou sumativa
A avaliação formativa visa desta forma regular o processo de ensino- aprendizagem, detetando e identificando metodologias de ensino mal adaptadas ou dificuldades de aprendizagem nos alunos.
Por vezes durante as aulas quando fazia uma avaliação em que utilizava