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Classifying issues

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A proactive approach: Overview

4.4 The consolidation period

4.4.4 Classifying issues

As principais estratégias de prevenção envolvem ações educativas para a promoção do uso de preservativos em todas as relações sexuais, de agulhas e seringas descartáveis e do não compartilhamento de seringas, agulhas e outros objetos cortantes; acesso universal e gratuito aos insumos de pre- venção e tratamento e aos testes de laboratório para diagnosticar o HIV/ AIDS; controle do sangue e derivados; cuidados na exposição ocupacional a material biológico; quimioprofi laxia da transmissão vertical e manejo adequado das outras DST.

Os preservativos masculinos e femininos são a única barreira compro- vadamente efetiva contra a transmissão sexual do HIV e o uso correto e consistente desses métodos pode reduzir substancialmente o risco de trans- missão do HIV e de outras DST. O uso regular de preservativos pode levar ao aperfeiçoamento na técnica de utilização, reduzindo a frequência de ruptura e escape e, consequentemente, aumentando sua efi cácia. Estudos recentes demonstraram que o uso correto e sistemático do preservativo masculino reduz o risco de aquisição do HIV e outras DST em até 95%.

Desde 1986 tornou-se claro que os usuários de drogas injetáveis (UDI) representam um grupo particularmente importante na disseminação do HIV. Por isso, os programas de prevenção incluem orientação educativa, dis- ponibilidade de testes sorológicos, distribuição de seringas descartáveis e facilitação de acesso aos serviços de tratamento de dependência de drogas.

O meio mais efi caz para se reduzir a transmissão do HIV num acidente biológico baseia-se na utilização sistemática das normas de biossegurança.

Para a quimioprofi laxia da transmissão vertical são utilizados os fár- macos antirretrovirais a partir da 14ª semana gestacional, avaliando crite- riosamente caso a caso.

Com vistas à prevenção da AIDS e outras DST, o Ministério da Saúde tem se empenhado na realização de campanhas educativas, tais como: “Sou travesti. Tenho direito de ser quem eu sou”, “Camisinha, um direito seu”, “Meu nome não é AIDS”, entre muitas outras. Nesse sentido, cabe destacar o “Fique Sabendo”, que é uma mobilização de incentivo à realização do teste de AIDS e tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da realização do exame. Artistas e formadores de opinião estão envolvidos para incentivar a população a fazer o teste e diminuir cada vez mais o pre- conceito em relação ao HIV/AIDS.

Hora da revisão

Após o estudo dos conceitos históricos, transmissão, vulnera- bilidade, feminização, transmissão vertical, métodos de diag- nóstico, necessidade de consentimento prévio à realização do teste e aconselhamentos pré e pós-teste, estudamos a defi ni- ção de caso de AIDS, seguida pelas fases clínicas da doença, a importância da aferição de linfócitos T-CD4 e da carga viral, aspectos pontuais sobre a terapia antirretroviral de alta po- tência (HAART), critérios para se indicar o tratamento com HAART, a importância da adesão ao tratamento e os aspectos que podem infl uenciá-la, outras diretrizes terapêuticas que in- fuenciam na manutenção da qualidade de vida e fi nalmente, as medidas de prevenção.

Referências

LIMA, T. G. F. M. S.; CAMPOS, R. P. O perfi l dos projetos de cooperação técnica brasileira em aids no mundo: explorando potenciais hipóteses de estudo. RECIIS - R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Saúde, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 119-133, mar. 2010.

MANN, J. et al. (Org.). A AIDS no Mundo. Rio de Janeiro: Relume Duma- rá/ABIA/IMS-UERJ, 1993. (História Social da AIDS).

Vale mencionar que, ao longo dos anos de epidemia de AIDS, o Minis- tério da Saúde tem publicado documentos, na forma de manuais, planos, programas etc., com vistas a orientar e normatizar as ações de prevenção e enfrentamento da epidemia: Manual de Prevenção das DST/HIV/AIDS em Comunidades Populares; Políticas e Diretrizes de Prevenção das DST/ AIDS entre Mulheres; Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia de AIDS e outras DST; Plano Nacional de Enfrentamento da Epi- demia de AIDS e das DST entre Gays, HSH e Travestis; Prevenção e Atenção às IST/AIDS na Saúde Mental no Brasil: Análises, Desafi os e Perspectivas; Programa Saúde na Escola; Projeto Nascer; Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, entre outros.

Unidade 1 O contexto da Política para as DST, AIDS e Hepatites Virais

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Situação-problema 2

CAS, masculino, 45 anos, casado, nível superior completo, empresário, procurou assistência médica devido à queixa de diarreia há uma semana, cerca de 3 episódios diários, fezes pastosas de cor acastanhada, odor típico, sem sangue ou muco. Queixava-se ainda de diminuição do apetite e perda de 1,5 Kg nesse período. Ele negava a ocorrência de náuseas, vômitos ou febre. Acrescentava que há mais ou menos dois anos vinha observando episódios frequentes de herpes simples labial, os quais ocorriam a cada três meses. Durante a anamnese, CAS informou ao seu médico que era bissexual, que seu parceiro há 3 anos é um promotor público, de 28 anos, também casado, e que nem sempre utilizava preservativo durante as relações sexuais. Sua esposa ignorava esse fato. Além disso, ocasionalmente utilizava coca- ína inalatória. Negava tabagismo e uso de drogas injetáveis. Etilismo em quantidade moderada aos fi nais de semana (uísque ou vinho). Residia em apartamento de um bairro de classe média alta, onde vivia com sua esposa e dois fi lhos de 22 e 16 anos, respectivamente. Praticava atividade física regular (musculação) 3 vezes por semana. O médico solicitou exame anti- HIV, o qual foi positivo. CD4 de 450 cel/mm³ e carga viral de 6.500 cópias/ ml. Numa consulta posterior, CAS veio com o parceiro, o qual informou que sua esposa está gestante do primeiro fi lho.

Para refl etir

Após a leitura da seção Medidas de prevenção, e também baseado na sua vivência profi ssional, refl ita: Tais medidas são adequadas para a preven- ção de quais agravos, além da AIDS?

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4

5

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Após a leitura, responda e registre as questões a seguir.

Que formas de transmissão do HIV podem estar envolvidas nesse caso? Analisando o caso, quais as pessoas que podem estar contaminadas e de que forma?

Que medidas de prevenção devem ser adotadas para romper com a cadeia de transmissão do HIV para os contatos de CAS?

Que exames devem ser realizados para confi rmar o diagnóstico da infecção pelo HIV?

Que medidas de aconselhamento devem ser adotadas para CAS e para seus contactantes?

Que cuidados devem ser adotados para com a esposa do parceiro, que está gestante?

Unidade 1 O contexto da Política para as DST, AIDS e Hepatites Virais

Eveline Pipolo Milan

Professora do Departamento de Infectologia da UFRN.

Autora colaboradora Prosseguindo na nossa fundamentação teórica/conceitual, vamos ler um texto sobre

hepatites virais, importante agravo de saúde, que vem apresentando crescente aumento na sua incidência e cuja gravidade é pouco conhecida pela população em geral.

Leia o texto Hepatites virais: o grito do silêncio, de Eveline Pipolo Milan, que aborda os conceitos fundamentais sobre as hepatites A, B, C, D e E, com relação ao agente causal, modo de transmissão, aspectos clínicos, diagnóstico específi co e inespecífi co, medidas de prevenção e terapêuticas.

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