4. ANALYSE CARTOGRAPHIQUE DU TERRITOIRE
4.3 A NALYSE DES RÉSULTATS
4.3.2 Classification portant sur le volume marchand par hectare
Enquadrados pela finalidade, questões e contexto do estudo, optámos por um plano de investigação de natureza qualitativa, do tipo estudo de caso único, representativo e revelador, com quatro unidades de análise incorporadas (as práticas lectivas de utilização dos ComP de quatro professores), e com características iminentemente explanatórias e exploratórias.
As opções acima referidas têm subjacentes três razões concretas, a saber: facilidade de acesso em termos de trabalho de campo; total concordância do órgão de gestão e do coordenador TIC; pertinência do estudo já que a escola está em pleno uso dos recursos fornecidos
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Destacadas por Voogt e Pelgrum (2005) e que se assemelham aos princípios subjacentes às competências do século XXI abordadas antes por LLTF (2004). Estas competências foram destacadas por nós no ponto 2.1., e Quadro 1 Figura 1 – “Overview of pedagogy in the industrial versus the information society” (Voogt & Pelgrum, 2005, p. 158) 26 Recordamos que (ver ponto 4.3, p. 58), tendo em vista a recolha de informações relativamente a todos os professores que requisitaram os ComP, e explorando outra ferramenta de recolha de dados (para além das entrevistas e observações aos quatro professores) foi desenvolvido um registo semanal que não foi preenchido pelos docentes da escola.
57 pela IEPCP. Cumprimos desta forma alguns aspectos importantes que unem o investigador ao estudo: acesso facilitado, num ambiente conhecido e com docentes dispostos a colaborar (Stake, 1995).
Caracterizamos o estudo como qualitativo dadas as nossas intenções e métodos, já que pretendemos compreender o fenómeno de utilização dos ComP através dos padrões provenientes da recolha de dados, olhámos para a realidade de forma global e estudámos os indivíduos como um todo, tendo em conta a sua formação e experiência anteriores. Considerámos as situações “naturais” dos sujeitos – as aulas ‐ como fonte de dados, assumimos que o investigador seria o “instrumento” de recolha de dados dinamizando entrevistas e fazendo observações, e descrevemos rigorosamente os resultados da análise dos dados (Bogdan e Biklen, 1994; Pardal e Correia, 1995; Carmo e Ferreira, 1998).
Sendo a estratégia do estudo de caso a melhor para investigar uma realidade contemporânea, onde não se pode manipular comportamentos relevantes, é também merecedora de alguma flexibilidade nas técnicas de recolha de dados a utilizar (Pardal e Correia, 1995; Yin, 2005) pelo que não hesitámos em aplicá‐la. Assim, levámos a cabo um estudo de caso único (Arnal et al., 1992; Yin, 2005), revelador e representativo (Yin, 2005), em que o caso são as PLUComP, numa escola básica dos 2.º e 3.º ciclos. Dado que a IEPCP é recente no país, estas práticas só agora começam a estar acessíveis à investigação, o que atribui características de natureza reveladora ao nosso caso. Para além disso, assumimos que o facto da escola onde foi realizado o estudo ser uma entre tantas outras escolas que dispõem de ComP fornecidos no âmbito da IEPCP, tornam as práticas com ComP que nela se desenvolvem num caso representativo, “uma situação lugar‐comum” (idem). Contudo, visto não haver, ao nosso conhecimento, dados que permitam comparar a integração dos ComP nas várias escolas do país, temos consciência de que esta argumentação é discutível e alertamos desde já para facto de a leitura dos resultados não ser generalizável.
Por outro lado, a unicidade do caso resulta da não replicabilidade do contexto em que o estudo foi efectuado e da singularidade das práticas de utilização de ComP dos quatro professores que colaboraram no estudo. Como se pode constatar a partir dos resultados das entrevistas efectuadas, as práticas de utilização dos ComP, dependem de diferentes factores e são diversas no tempo e no espaço (dependendo das turmas, das disciplinas, da experiência e formação em TIC dos professores, …)
A aplicação de uma metodologia assente no estudo de caso terá sido também a melhor forma de investigar o “como” e o “porquê” conferindo à investigação um carácter, sobretudo,
explanatório27 (Yin, 2005). Podemos ainda considerar que o facto da realidade estudada ser pouco conhecida e potenciar novos caminhos para outras investigações similares, atribui um cunho exploratório ao estudo (Arnal et al., 1992; Bruyne et al. citado por Pardal e Correia, 1995), sendo esta exploração também evidenciada pelo modo como foram escolhidos os participantes e como decorreram as observações (que veremos mais adiante).
Aquando da análise dos dados, colocámos a possibilidade de reequacionar o enquadramento metodológico do estudo e inscreve‐lo numa metodologia de multi‐casos, sendo cada um dos professores participantes um caso. Mas após ponderação, optámos por manter o enquadramento no estudo de caso único, com quatro unidades incorporadas de análise, visto esta permitir uma visão mais holística do fenómeno em estudo, tal como refere Yin (2005), que efectuamos no capítulo final. Contribuiu para esta opção o facto de três dos professores observados serem, nos dois anos de implementação da IEPCP, de entre o universo de docentes que requisitou os ComP para trabalho com os alunos, aqueles que mais os usaram, podendo, ainda que de forma acautelada, as nossas reflexões e recomendações serem generalizadas a todo o contexto onde decorreu o estudo, a escola.
Apesar de termos sentido algumas limitações, relativas nomeadamente à actividade profissional do investigador, impeditivas de um contacto mais estreito com o caso, a investigação mereceu não só a atenção dos professores que nela colaboraram, mas também a atenção da gestão da escola, traduzindo‐se num estudo prático (Bruyne et al. citado por Pardal e Correia, 1995) que pode ajudar a melhorar a utilização dos ComP, principalmente nesta escola.
Para assegurar a validade interna, efectuámos uma triangulação metodológica (Stake, 1995) dos dados através da exploração de diferentes métodos de recolha e confrontámos as nossas inferências com a opinião dos intervenientes (Carmo e Ferreira, 1998). Assim, conseguimos inicialmente confrontar os relatos dos professores durante a entrevista, com as práticas observadas, e posteriormente assegurar que a análise estava de acordo com o relatado e observado, pedindo aos professores para ler e comentar a descrição e análise das suas práticas de utilização dos ComP (ver capítulo seguinte), à semelhança do que realizou Bigatel (2004). Infelizmente, a triangulação de dados não pôde contar com outros dados caracterizadores das práticas de outros professores da escola, já que o registo semanal de utilização dos ComP (apêndice XI), construído e disponibilizado na plataforma Moodle para preenchimento por todos
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Traduzido do inglês explanatory: Explicativo; interpretativo (Porto Editora, 2005). Esta palavra não é comum no Português Europeu, mas é um adjectivo proveniente do latim explanatoriu: que serve para explanar. Explanar significa explicar minuciosamente/plenamente (Porto Editora, 1986).
59 os professores da escola que utilizassem estes recursos, não foi preenchido uma única vez, apesar dos alertas realizados junto do conselho pedagógico.
Relativamente à validade externa, e como referimos atrás, o facto de este ser um estudo de caso único, sem replicação noutros locais para verificação das conclusões, condiciona a possibilidade de generalizações (Yin, 2005). Porém, conseguimos estabelecer alguns paralelismos com as práticas destacadas por outros estudos internacionais sobre a mesma temática, assinalados na revisão bibliográfica, o que se revela promissor no que respeita à validade quer dos nossos métodos quer das reflexões finais.
De forma a sistematizar as opções metodológicas, no que respeita quer aos dados a recolher, às técnicas e instrumentos de recolha desses dados e, também, ao seu tratamento, construímos o Quadro 7 – Síntese da metodologia utilizada que as ilustra e enumera. Nos próximos pontos descrevê‐las‐emos em pormenor. Do quadro pode constatar‐se que, um pouco à semelhança de Bigatel (2004), centrámos a recolha de dados na realização de inquéritos por entrevista e posteriormente na observação de aulas.
Quadro 7 – Síntese da metodologia utilizada
ENQUADRAMENTO DADOS A RECOLHER TÉCNICAS E
INSTRUMENTOS DE