d’enseignement/apprentissage
4.1. Clarification terminologique : la description du terrain d’étude d’étude
4.1.1. Clarification terminologique : désigner le terrain
A generalidade dos alunos considerou que os meios de ensino mais utilizados são o Manual escolar, o Quadro e o Computador, e que os dois primeiros servem para ler/explicar a matéria e fazer exercícios, enquanto que o Computador serve para apresentar PowerPoints, que reforçam a matéria, e/ou para projetar imagens, vídeos e fazer o listening das disciplinas de língua estrangeira. A utilização regular do Computador nas aulas, em complemento aos meios tradicionais, nomeadamente o Manual escolar e o Quadro, deve-se ao salto qualitativo dado, por impulso das “novas tecnologias”, que levou a que, a maioria dos alunos considere que os meios de ensino utilizados nas escolas, se adequam à atualidade.
Apesar de existirem divergências entre os alunos na utilização e abordagem dos media, nas aulas, considera-se que, globalmente, é insuficiente a periodicidade com estes declaram falar dos media na escola, o que pode justificar, que, para confirmar alguma notícia, recorram com menor frequência aos professores, preferindo familiares e/ou outro meio de comunicação social.
A única função que atribuem à escola, neste contexto, é alertar para os perigos dos media. Do mesmo modo, não é surpreendente, que a grande maioria dos estudantes não esteja envolvido nos media escolares.
A pesquisa bibliográfica e documental efetuada evidencia que Portugal se empenhou, para que a escola acompanhasse os avanços tecnológicos. Porém, ao nível da Educação para os media, apesar de esta já ser reconhecida e se encontrar estruturada a nível normativo, ainda não tem o reflexo necessário, na Educação Formal, devido à falta de uma sistematização das iniciativas realizadas neste âmbito, dos atores e dos respetivos objetivos.
A partir da década de 60, generalizou-se a preocupação de adaptar a aprendizagem às mudanças tecnológicas, por via da introdução e uso das TIC (Pinto, 2003). Porém, foi a partir dos anos 90, que houve a consciência da necessidade de utilização dos recursos didáticos e tecnológicos, a qual conduziu ao lançamento de programas de equipamento das escolas, no sentido de tornar o seu acesso, o mais universal possível e de incentivar o seu uso frequente. O Projeto MINERVA - Meios Informáticos no Ensino: Racionalização, Valorização, Atualização, que decorreu entre 1985 e 1994, marcou o início da utilização educativa das TIC, em todos os níveis de ensino não superior. Nesta altura, foi acrescentado ao currículo as TIC, como área transversal, tendo-se tornado, no final da primeira década do século XXI, numa disciplina inscrita no currículo escolar, que visa promover a análise crítica e desenvolver a habilidade de procurar, processar, produzir e comunicar informação (Lopes, 2011). Para acompanhar esta mudança, foi lançado o Plano Tecnológico da Educação, o qual teve como objetivo tornar a Escola num espaço de interatividade e de partilha de conhecimento, certificar as competências em TIC de professores, alunos e funcionários e preparar os alunos para a sociedade de conhecimento (Rodrigues, 2014). A falta de cultura mediática nas escolas, pode derivar da Educação para os media não ter chegado a constituir uma prioridade das políticas educativas e ter tido um grau de implementação baixo, apesar do apoio do Estado, ao longo dos anos 90 (Pinto, 2003).A abordagem educativa dos media não tem tido continuidade, nem capacidade de capitalizar conhecimento de umas experiências para as seguintes, porque as iniciativas tomadas pelo poder político têm sido, em geral, inconsistentes e, por vezes, desgarradas, caindo com as mudanças de titulares dos cargos de poder (Lopes, 2011). Refira-se, a titulo de exemplo, que, apenas, decorreram dez projetos, programas e iniciativas neste âmbito, entre 1985 a 2013 (Lopes, 2011). Como tal, não é de estranhar, que, após a análise desta área no Ensino Formal português, até 2007, tenha sido considerado, que os esforços foram insuficientes para introduzir o tema no currículo escolar (Hartai, 2014), embora este já estivesse consagrado nas áreas curriculares não disciplinares, Área- Projeto; Formação cívica; e Estudo Acompanhado (Lopes, 2011). Mais recentemente, a área foi considerada, uma das dimensões de Educação para a Cidadania15, constando na Estratégia Nacional para a Cidadania (2016), bem como foi desenvolvido o Referencial da Educação para os media (2014), instrumento que pretende estruturar esta área, no Ensino Formal. Este tema, pode ser desenvolvido em mais três espaços: numa componente curricular complementar criada pela escola em civics; na “oferta complementar” que integra o currículo; e é uma das sete áreas sugeridas para desenvolver através de projetos e atividades, de “frequência opcional”, organizados pelas escolas (Tomé, 2016).
Grande parte das ações de Educação para os media, desenvolvidas no nosso país devem- se, em parte, à inspiração e ao impulso dado por organizações e iniciativas internacionais, em que assume, especial protagonismo, a Diretiva 2007/65/CE. Neste âmbito, destaca-se a intervenção
da UE e da UNESCO, que através de pesquisas, publicações e eventos, têm vindo a integrar, consistentemente, este vetor nas políticas públicas e na consciência coletiva (Lopes, 2011). Nomeadamente, a Comissão Europeia tem contribuído com financiamento para o desenvolvimento de projetos de investigação, nesta área, e tem tido um papel relevante na publicação de diretivas, recomendações e declarações, no sentido de incluir a Educação para os media no currículo escolar (Lopes, 2011). Refira-se, a título de exemplo, o documento legal da política de Educação para os media (União Europeia, 2009). Por influência da proposta da Comissão Europeia, para que os estados-membros se debruçassem sobre a forma de como a Educação para os media possa ser parte integrante do currículo escolar, Portugal emitiu a Recomendação do Conselho Nacional para a Educação nº6/2011 (Gabinete para os meios de comunicação social, 2011). Esta Recomendação foi, também, influenciada pelo Congresso Nacional "Literacia, Media e Cidadania", em 2011, no qual se estabeleceu, que Portugal, se preparava para uma nova etapa da Educação para os media, que tinha como objetivos: “Fomentar o trabalho em rede por parte de organizações e programas de ação; Estabelecer parcerias nos planos local, nacional e internacional; Estabelecer pontes entre os investigadores do campo dos media e as escolas; Apostar no reforço da formação de professores, formadores e animadores; Explorar mais o entrosamento entre a literacia dos media e o currículo escolar; Investir na produção de recursos para apoio à Educação para os media, bem como na realização de iniciativas; Procurar envolver novos atores em projetos” (Gabinete para os Meios de Comunicação Social, 2011). Estes avanços normativos ainda não garantiram o reflexo necessário, ao nível do Ensino Formal.