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Citizen Centered Government

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pesquisadora que tem o desejo de poder pensar em um curso de formação que realmente desenvolva essas habilidades que você trouxe muito bem, que se desenvolva essa competência maior da mediação, o que você poderia dizer em termos de mensagem pra essa produção de conhecimento que eu desejo tanto conseguir fazer?

S3: E vai conseguir. Eu acredito que as pessoas... É bem isso né, as pessoas

precisam aprender a olhar para si, para depois olhar para o outro, então eu vejo que na mediação se eu não tenho... Não é uma questão de uma história resolvida, a gente está sempre resolvendo alguma coisa na vida, né? Mas se eu não tenho algumas questões melhor elaboradas, é difícil eu lidar com a situação do outro. Então eu entendo a importância grandiosíssima dos cursos de formação, principalmente daqueles que tem e que dão a oportunidade das pessoas vivenciarem o processo, sejam por casos reais ou seja por simulações, de ser inserido, de estar inserido esse trabalho seja através de vivências, seja através de simulações ou através de casos reais, das pessoas se permitirem a enxergar o mediador dentro da própria história delas. Então é isso que eu falo pra você, não é eu me tornar o mediador mas é eu olhar para a minha história, para o que está dentro de mim, o meu “Self” e entender o que há aqui dentro de mediador e pra isso, as pessoas podem se descobrir, se é mesmo mediação, se não é mediação. Por isso eu acredito que mediação não é pra colocar todo mundo no mesmo saco, tem gente que é pra mediação, tem gente que é pra outros institutos, então eu acredito nisso, que nos cursos de formação, que caiba essa... Não sei se posso chamar de disciplina, módulo, o que quer que seja, mas algo em que os participantes vivenciem

a sua própria história para descobrir o que tem ali, que possa se desenvolver, que já está lá como mediador ou não.

2. A LINHA DO TEMPO (SCHABBEL, 2016)

Momento (estrutura) Descrição do evento experiência

(enredo)

Panorama emocional Atuação: formou-se psicóloga. Estágio em atendimento de crianças, pais

e família. Prazer

Atuação: especialização em

docência no ensino superior.

Preparação para a docência no ensino

superior. Esperança

Atuação: especialização em Terapia

Familiar Descoberta da mediação Encantamento

Atuação: mestrado em Brasília Aprofundamento acerca da mediação Satisfação

Atuação: Promoção do 1º Curso de

capacitação em mediação em Goiânia-Go, com Corinna Schabbel.

Formação de mediadores. Satisfação

Atuação/Consciência:

especialização em Negociação, Conciliação, Mediação e Arbitragem; e em Psicologia Jurídica.

Processo de formação continuada com

enfoque interdisciplinar. Esperança

Consciência: reconhecimento da

influência da história pessoal e familiar

“No início da mediação percebo o quanto isso tem a ver comigo como pessoa; é uma oportunidade e não é um método, precisa do lado humano”.

Empatia

Consciência: o Pulo do Gato: o self

do mediador.

Fazer uso de si mesma:

“Eu vi muito do meu eu, de mim quanto pessoa, muito da minha história de vida e...”

“Eu aprendi na minha história de vida que não é confronto que a gente precisa, a gente precisa é saber enfrentar. É o enfrentamento, enfrentamento é uma palavra positiva”;

“Para compreender o conflito também, eu preciso saber pra que eu estou, como é que eu estou, eu envolvido nessa situação, o que é meu nessa situação”; “Se eu não estou em interação, então eu vou me tornar um mero técnico. Vivenciar a sua própria história de vida, entendendo se há alguma possibilidade de

intersecção com aquilo que se diz...”; “Não é eu me tornar mediador, mas é eu olhar para a minha história, para o que

Esperança/ Segurança

está dentro de mim, o meu “Self” e entender o que há aqui dentro de mediador e pra isso, as pessoas podem se descobrir, se é mesmo mediação, se não é mediação”.

SUJEITO 4 (S4)

1. A PRÁTICA NARRATIVA

S4: Psicóloga clínica e empresarial, consultora e mediadora judicial e extrajudicial.

Divorciada, 69 anos, dois filhos, nascida na Alemanha e residente em São Paulo.

P: Bem, esse trabalho é para tentar entender um pouco a história das pessoas que

escolhem ser mediadoras de conflito, então eu gostaria de saber de você, como foi a sua trajetória como mediadora de conflitos?

EXTERNALIZAÇÃO DO PROBLEMA: Vida em geral: escola, trabalho, vida social,

lazer; e b. Relacionamentos: família, interação com os outros; c. História

pessoal.

S4: Meu primeiro contato com a mediação foi através da Ângela Oliveira que em

meados ou no fim do ano de 1996, ela entrou em contato comigo através da indicação que eu não me lembro de quem é... Porque ela tinha ido para a Califórnia fazer um curso de mediação e fez com a Sarah Cobb e trouxe pra São Paulo a ideia de criar um centro de mediação diferenciado não usando escritório, usando salas de estar para fazer as mediações, fazendo o acolhimento das pessoas, dos mediandos, utilizando da pré-mediação que nós usamos até hoje que é explicar o que vem a ser o processo de mediação, qual é a participação das pessoas, qual é o papel do mediador. E ela tinha sido orientada pela Sarah, para montar o centro de mediação em parceria com uma psicóloga que é como ela trabalhava nos Estados Unidos e alguém me indicou para a Ângela, eu já não me lembro quem é, nós duas morávamos no Morumbi, então era muito fácil eu ir até a casa dela depois que a filha dela estivesse dormindo para nós duas começarmos a bolar o que nós faríamos e como nós faríamos. Problemas financeiros ela não tinha porque o marido dela era muito bem de vida e ele estava disposto a incentiva-la para que esse projeto acontecesse e o CLAMA, que é o Centro latino-americano de mediação e

arbitragem, nasceu em 1997 na rua Itapeva aqui em São Paulo, que é na região da paulista.

P: E é o folder que eu tenho que você falou da outra vez?

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