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2.'Circulation'des'ARNt'du'cytoplasme'vers'la'mitochondrie' !

No âmbito da unidade curricular de Prática Pedagógica em Educação de Infância - Jardim de Infância, a decorrer no Jardim de Infância da Boavista, na Marinha Grande, desloquei-me à instituição na semana de 13, 14 e 15 de abril de 2015, com o objetivo de colaborar com a minha colega, uma vez que seria ela a intervir.

No que diz respeito à planificação desta semana, as propostas educativas foram todas realizadas e, de um modo geral, as crianças mostraram interesse em participar.

Uma das propostas educativas desta semana era a conclusão do painel alusivo à primavera, que as crianças tinham iniciado na semana anterior. Considero pertinente refletir acerca desta proposta, pois foi planificada com as crianças, sendo que foram estas que deram as ideias e que decidiram o que queriam fazer, e foi, também, elaborada por elas, sendo que fizeram todos os elementos, desde os desenhos até ao título. Volto, então, a destacar, uma vez mais, a importância de planificar com as crianças, tal como refere Silva (1997, p. 37)61:

A participação das crianças no planeamento e avaliação da organização do grupo relaciona-se com a contribuição do grupo e de cada criança para a construção do processo educativo.

Deste modo, senti que as crianças estavam entusiasmadas, uma vez que, quando o painel estava quase concluído, perguntaram se podiam desenhar mais elementos, como: casas, estradas e pessoas.

Relativamente às restantes propostas, a educadora cooperante sugeriu que trabalhássemos com as crianças uma lengalenga, uma vez que é um dos conteúdos mencionados nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE):

As rimas, as lenga lengas, as travalínguas e as adivinhas são aspectos da tradição cultural portuguesa que podem ser trabalhados na educação pré-escolar (Silva, 1997, p. 67)61. Desta forma, planeámos explorar a lengalenga “Cinco lobitos” com as crianças e percebemos que, através da mesma, poderíamos trabalhar várias áreas de conteúdo e domínios, como: matemática, abordagem à escrita, linguagem oral e expressão plástica.

61 Silva, M. I. (1997). Orientações curriculares para a educação pré-escolar. (M. d. Educação, Ed.)

82 De acordo com Silva (1997)62, o educador deve articular a abordagem às áreas de

conteúdo e domínios, integrando-os num processo de aprendizagem que tenha sentido para as crianças, sendo que esta articulação poderá partir de uma das áreas para chegar a todas as outras.

No entanto, nesta reflexão, pretendo focar-me essencialmente no domínio da matemática. Desta forma, neste domínio, as crianças fizeram a divisão silábica, contando oralmente as sílabas e fazendo a correspondência das palavras com os números (se uma palavra tinha três sílabas, as crianças teriam de procurar o número três e colocá-lo ao lado da palavra). Durante esta proposta, percebi que a maior parte das crianças ainda revela alguma dificuldade em fazer a divisão silábica, sendo que em palavras como “escova” e “escola” a maioria das crianças referiu que tinham apenas duas sílabas. Desta forma, considero importante continuar a trabalhar este conteúdo com as crianças, pois, de acordo com Silva (1997, p. 28)62,

É também função do educador proporcionar as condições para que cada criança tenha uma aprendizagem com sucesso na fase seguinte competindo-lhe, em colaboração com os pais e em articulação com os colegas do 1.º ciclo, facilitar a transição da criança para a escolaridade obrigatória.

Ainda no domínio da matemática, considero importante refletir acerca da proposta de resolução de problemas, partindo também da mesma lengalenga. O problema apresentado consistia numa subtração (5-3) e as crianças, em grupos de dois elementos, teriam que pensar na resposta e, de seguida, registar a forma como chegaram à mesma. Foi bastante interessante ver os registos das crianças, uma vez que todas conseguiram encontrar a solução do problema, respondendo que era dois, mas representaram-na de formas bastante diferentes. Uma das crianças desenhou números (o cinco, o três e o dois), referindo que eram as contas que tinha feito para chegar à solução, como é possível ver através do seguinte registo fotográfico:

62 Silva, M. I. (1997). Orientações curriculares para a educação pré-escolar. (M. d. Educação, Ed.)

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Figura 1 - Registo da resolução do problema feito pela criança M.G.

Houve três grupos que representaram tanto números como desenhos, sendo que representaram os números em sequências: um grupo representou primeiro o número 5, depois o 3 e, finalmente, o 2 (Figura 2); outro grupo desenhou apenas o número 5 e o 2, sendo que o número 2 está invertido (Figura 3); e, por último, um grupo representou os três números mas começando pela solução (Figura 4).

Figura 2 - Registo da resolução do problema feito pelas crianças D.C. e I.S.

Figura 3 - Registo da resolução do problema feito pela criança L.I.

84 Os restantes grupos de crianças registaram a solução do problema recorrendo apenas a desenhos, sendo que foi necessário relembrar-lhes que o que se pretendia era que se focassem na resolução do problema e não em desenhar o seu contexto. No entanto, é importante referir que um grupo de crianças desenhou apenas a resolução do problema, como é possível ver através da seguinte fotografia:

Figura 5 - Registo da resolução do problema feito pelas crianças M.A. e E.C.

Penso que é importante continuar, também, a trabalhar a resolução de problemas e o seu registo com as crianças, para que estas percebam que se devem focar no registo da resolução e não em fazer apenas desenhos.

No que respeita à metodologia de trabalho de projeto, durante esta semana surgiu, por parte das crianças, outro interesse. Sendo que faz parte das rotinas diárias do grupo trazer um livro de casa, uma das crianças trouxe um livro sobre dinossauros para partilhar com o grupo. Assim, em grande grupo, a minha colega mostrou o livro e todas as crianças mostraram interesse em vê-lo, começando a falar sobre dinossauros. Deste modo, já está praticamente concluída a primeira fase do projeto, a definição do problema (de acordo com Vasconcelos et al., 201263), pois já conseguimos perceber o

que as crianças sabem acerca dos dinossauros e quais são as suas dúvidas.

Uma outra situação da qual me apercebi, durante esta semana, foi o facto de as crianças se ajudarem umas às outras, quando alguma delas não está a conseguir desempenhar determinada tarefa. Foi bastante interessante observar estas atitudes das crianças, pois elas faziam-no sem que os adultos solicitassem. É possível ver uma destas situações no seguinte registo fotográfico:

63 Vasconcelos, T., Rocha, C., Loureiro, C., Castro, J. d., Menau, J., Sousa, O., . . . Alves, S. (2012).

Trabalho por projectos na educação de infância: mapear aprendizagens, integrar metodologias. Lisboa:

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Figura 6 - Criança D.C. a ajudar a criança J.O. quando esta estava com dificuldades

Por último, penso que é importante referir que, esta semana, pela primeira vez, fizemos documentação pedagógica, com o objetivo de informar os pais sobre os trabalhos elaborados e sobre as aprendizagens das crianças. De acordo com Mendonça (2009, p. 60)64, a documentação pedagógica

Possibilita dar visibilidade a várias formas de compreender a criança, as suas realizações e os processos de aprendizagem que ocorrem durante o trabalho educativo.

64 Mendonça, C. N. (2009). A documentação pedagógica como processo de investigação e reflexão na

educação infantil. Tese de Doutoramento, Universidade Estadual Paulista - Campus de Marília,

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