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Sur les cimes du désespoir; corps, insomnie et agonie

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CHAPITRE 2 HECTOR DE SAINT-DENYS GARNEAU; POÉSIE DE L’ENFERMEMENT

3.1. Sur les cimes du désespoir; corps, insomnie et agonie

No início, o questionamento revelava pouca profundidade, muita objetividade e um grau de complexidade muito reduzido. Ao longo do semestre, foi-se notando evolução na forma como os

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alunos questionavam. A título de exemplo, trazemos aqui duas questões de grupos diferentes em diferentes momentos do trabalho.

 Primeiro momento: “Terão os sistema educativos suporte suficiente para sustentar uma

sociedade pós-moderna?”14 (Grupo 1, na 3ª semana de aulas).

 Segundo momento: “De que modo a perspetiva objetivista (que concebe o conhecimento

como pré-existente e independente dos formandos) e a perspetiva subjetivista (que entende o conhecimento determinado pelo formando) podem influenciar o ensino?15 (Grupo 1, na 6ª

semana de aulas).

 Terceiro momento: Segundo Quintas (2008, p. 86) “a avaliação de competências prévias

pretende ajudar o formando a identificar e reconhecer as competências que adquiriram nos seus contextos de vida…” Como deve ser a avaliação de adultos, tendo em conta as necessidades e as experiências já vividas por ele?16 (Grupo 1, 10ª semana de aulas).

Como se pode observar pelas questões elaboradas pelo grupo, em momentos distintos, o questionamento foi sendo mais elaborado, mais reflexivo, traduzindo uma maior consciencialização da sua importância para a perceção da temática em análise.

Apresentamos e analisamos, agora, as respostas ao inquérito realizado na última aula do semestre. Relativamente à metodologia utilizada pela docente, os alunos manifestaram-se muito positivamente, salientando aspetos referentes ao aumento da autoestima e da autonomia, à responsabilidade partilhada, ao papel ativo que desempenharam ao longo das aulas, ao crescimento cognitivo que notaram no decorrer do semestre. No quadro 1 apresentamos alguns extratos das respostas dos alunos:

Quadro 1 : Exemplo de extratos referentes à categoria Metodologia

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Autoestima

percebi que a docente valorizava a nossa participação […] percebemos que a professora tem confiança em nós […] demonstra interesse em nós […]

Autonomia faz-nos sentir mais autónomos […]

Dinâmicas de horizontalidade

sentimo-nos mais responsáveis […] professor e aluno foram ativos […] pudemos ter participação na avaliação […] Encorajamento /

Auto valorização

era um estímulo para querer ser melhor […] era gratificante […]

eu tinha uma oportunidade […] Fonte: respostas dos alunos ao inquérito

No que concerne o contributo do feedback para a aprendizagem, os alunos referiram que este foi um método que contribuiu para a evolução de cada um, na medida em que puderam aprimorar o seu

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Questão elaborada por um grupo, a partir do estudo do capítulo 1 – Da Modernidade a Pós-modernidade do livro trabalhado em sala (Quintas, 2008).

15Questão elaborada por um grupo, a partir do estudo do capítulo 3 – O formador de pessoas adultas do livro trabalhado em sala (Quintas, 2008). 16 Questão elaborada por um grupo, a partir do estudo do capítulo 6 – Planificação Curricular do livro trabalhado em sala (Quintas, 2008).

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questionamento, assim como, as apresentações orais que faziam na turma. Relevaram, também, o desenvolvimento de competências a cada semana, a partir do feedback que era fornecido a cada grupo, tal como apresentamos no quadro 2:

Quadro 2: Exemplo de extratos referentes à categoria F eedback

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Reflexão depois do feedback a gente pode interpretar a crítica e refletir sobre ela […]

Aplicação

eu aplicava isso noutras UCs […]

houve aspetos negativos no meu trabalho e eu pude melhorar na apresentação do trabalho noutra UC […]

Aprendizagem

conseguia ver onde eu errava para poder melhorar […] aprendia como devia fazer na próxima vez […]

cada crítica que a docente expunha fazia-me querer ir mais além da minha capacidade […] cada aula melhoro e tento melhorar mais […]

importante para eu evoluir como aluno […]

conseguimos melhorar aspetos que eram menos desenvolvidos […] no início não tínhamos autonomia para elaborar a questão […] Fonte: respostas dos alunos ao inquérito

Relativamente à mais-valia de o aluno ter tido espaço para fazer a autoavaliação do seu trabalho, os alunos consideraram que o processo de autoavaliação permite tomar consciência dos pontos fortes e dos pontos fracos, adquirir autonomia decisiva, capacidade para avaliar e para refletir sobre o seu próprio crescimento, tal como apresentamos no quadro 3:

Quadro 3 : Exemplo de extratos referentes à categoria Autoavaliação

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Consciencialização

ver que tenho todas as falhas e competências […] perceber o que errei e o que fiz melhor […] saber onde estive pior e melhor […]

eu tenho falhas e competências em pontos diferentes […] Reflexividade

ver o que eu fiz de bom e de mau […]

perceber como eu era e como eu posso melhorar […] entender os critérios que a docente usa para nos avaliar […]

Auto questionamento eu refleti sobre a minha falha […]

Argumentação

melhorar a minha capacidade auto avaliativa […] qual a nossa expectativa com relação à nossa postura […] podemos mostrar o nosso ponto de vista […]

dá-me espaço para justificar […]

podemos defender o trabalho que apresentamos […] poder demonstrar o que eu considerei importante […] Fonte: respostas dos alunos ao inquérito

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No início do semestre, quando a atividade de coavaliação ainda era pouco familiar, os alunos demonstravam insegurança e timidez a falar diante do grupo que estava a ser avaliado. Porém, com o passar das aulas, começaram a perceber a importância da coavaliação, sendo que as críticas e comentários ao trabalho dos colegas passou a acontecer de maneira mais espontânea. Esta atividade foi percebida, pelos alunos, como uma estratégia que desenvolve a interação entre o grupo, a escuta coletiva, a valorização de diferentes perspetivas. É o que podemos observar no quadro 4:

Quadro 4 : Exemplo de extratos referentes à categoria Coavaliação

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Capacidade crítica para promover o sentido crítico […]

verificar diversas perspetivas de avaliação […] Senso de justiça

poder interferir positiva ou negativamente e ser justo […] saber avaliar o colega de maneira justa […]

eu vou avaliar corretamente, pois quero que também me avaliem assim […]

Aprendizagem é bom porque podemos aprender com eles […]

Autoestima

o melhor é perceber que a minha opinião também conta […] a docente mostrou que confia em nós […]

a professora vai sempre atender à apresentação, então a minha avaliação pode ser mais fiel para o grupo […]

Fonte: respostas dos alunos ao inquérito

A heteroavaliação é uma estratégia conhecida pelos alunos, porém a forma como ela se realizou

neste contexto foi inovadora. Na medida em que acontecia a avaliação entre pares e as devidas cotações que estes atribuíam, a docente intervinha para também fazer comentários acerca da apresentação e atribuía uma cotação. Neste momento, fazia-se a média entre a autoavaliação, a coavaliação e a heteroavaliação, tal como apresentamos no quadro 5:

Quadro 5: Exemplo de extratos referentes à categoria Heteroavaliação

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Comparação/ Aprendizagem

na minha apresentação não vou cometer os mesmos erros que o outro grupo cometeu […]

como o meu foi o primeiro, os outros grupos puderam aprender com as críticas […]

eu via os pontos positivos e negativos de cada trabalho e no meu tentei apresentar só os positivos […]

Superação/ Aprendizagem

cada apresentação possibilitava que eu aprendesse mais para aplicar na minha […]

eu vejo na crítica uma oportunidade para evoluir […]

os comentários feitos para os outros grupos ajudaram na nossa apresentação […]

desenvolveu a capacidade para inovar […] Fonte: respostas dos alunos ao inquérito

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