Relatório da situação e potencialidades turísticas da comunidade intermunicipal das terras de Trás-os-Montes, com foco para Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança
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Figura n.º 7: Plataformas de alojamento online a operar em Portugal. Fonte: DECO Proteste, cf. https://www.deco.proteste.pt/
Figura n.º 8: Oferta de alojamento turístico na plataforma Booking, outubro de 2018. Fonte: https://www.booking.com/
Inicialmente a Booking recusava aceitar apartamentos (cf. Zacarias Gomes, 2018: 40), hoje tem no seu site português 6.577 propriedades.
De acordo com uma consulta efetuada em 22 de outubro de 2018 para uma estadia de fim- de-semana, a estrutura da oferta mostrada foi a seguinte:
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A Booking dá três razões na sua web para visitar o Nordeste transmontano:
A Booking destaca na informação principal de Mirandela 15 alojamentos com preços desde 36 a 120 euros por noite em quarto-duplo em fim-de-semana; em Macedo de Cavaleiros uns 12 com preços desde 30 a 70 Euros por noite em quarto duplo o fim-de-semana; e em Bragança destaca 22 com preços desde 31 a 103 euros por noite em quarto duplo o fim-de-semana. Vejamos agora outras plataformas. Na plataforma de reservas hoteleiras Trivago (cf. http:// www.trivago.es) há 33 alojamentos turísticos de Bragança, 13 em Macedo de Cavaleiros e 20 em Mirandela. Na plataforma Top Rural (cf. http://www.toprural.pt/) oferecem 4 casas rurais
em Bragança, 0 em Macedo e 0 em Mirandela. Na plataforma AIRBNB (cf. https://www.air-
bnb.pt/) aparecem 29 ofertas no município de Bragança, 21 em Macedo e 23 em Mirandela.
Em Escapada Rural (cf. https://www.escapadarural.pt/ ) encontramos 13 ofertas para Bra-
gança, 6 para Macedo e 9 para Mirandela. Noutra plataforma internacional de alojamento local – apartamentos- (cf. https://www.wimdu.pt/ ) existem 52 ofertas para Bragança, 36 para Macedo e 25 para Mirandela.
O guia Via Michelin (cf. https://www.viamichelin.com/ ) integra 45 alojamentos turísticos de Mirandela e arredores, 46 para Macedo e 61 de Bragança. A plataforma Couch Surfing (cf.
https://www.couchsurfing.com/) é uma rede social que oferece de forma gratuita alojamento em casas particulares, informação prática ou serviços de guia local, sobre todo para jovens e mochileiros, tem 66 hospedeiros em Mirandela, 16 em Macedo de Cavaleiros e 457 em Bra- gança. Esta economia turística circular e colaborativa representa um ponto de encontro entre pessoas de diferentes culturas e países e uma oportunidade para a aprendizagem intercultural. Um dos jovens hospedeiros, de 32 anos, colocou este discurso, bem representativo e signifi- cativo, no seu perfil público:
Mirandela: paisagens, gastronomia local e natureza. Bragança: castelos, centro histórico e gastronomia. Macedo de Cavaleiros: calma, natureza e paisagens.
“I am an easy guy, very active, friendly and always looking for adventure. Travelling is one of my passions, I usually travel alone, like to meet new people and places as locals see them. Why I’m on Couchsurfing? It is the best way to get to know around, you meet amazing persons that show you their cities as they see them. On the other end you can welcome different people with awesome stories to tell and show them your town. Interests: Hanging out with friends, meet new people and places, traveling, practice sports and live instead of dream.”
(Fonte: https://www.couchsurfing.com/people/luismpvaz)
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A plataforma de aconselhamento e avaliação Tripadvisor (cf. https://www.tripadvisor.pt/
Attractions-g2360351-Activities-Mirandela_Braganca_District_Northern_Portugal.html ) reco- menda apenas 6 atividades a realizar em Mirandela: a visita ao Museu das Curiosidades em Romeu, a visita à Ponte velha, o Kartódromo regional, o Giz Bar, o Comboio Turístico e o Museu da Oliveira e do Azeite. E em Macedo recomenda só 5 atividades: visitar a Albufeira do Azibo, a Casa do Careto em Podence, o Jazz Lounge Coffee, o Museu Municipal de Arqueologia e o Museu Martim Gonçalves. Finalmente em Bragança, o Tripadvisor recomenda 22 atividades:
Estes dados mostram vários aspetos a ressalvar. O primeiro é a dificuldade na comunicação, promoção e comercialização do destino. O segundo é a diferença entre a oferta de aloja- mento turístico real total e a oferta parcial apresentada pelas plataformas internacionais. O terceiro é a diferença com a comunicação da oferta turística feitas pelas autarquias, pois estas apresentam nas suas webs toda a oferta turística dos seus municípios, para além de uma infor- mação integral e complementar da oferta de alojamento, que é basicamente o que oferecem
Visitar o Castelo de Bragança
O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais A Igreja de Santa Maria
Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano Visitar a aldeia de Rio de Onor
Parque Natural de Montesinho A Igreja da Antiga Sé
Clube Académico de Bragança
Excursões todo terreno O Centro de Ciência Viva
2 lojas de presentes
2 discotecas
Visitar o Museu Militar
O Museu Abade de Baçal A Cidadela de Bragança
Igreja da Misericórdia
O Teatro Municipal
Visitar a Domus Municipalis
“Galeria Georges Dussaud”
O Museu Ibérico da Máscara e do Traje
4 bares e clubes
Passeios em balão
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as plataformas de reservas online. O quarto aspeto é a desagregação da informação sobre a oferta turística e a sua incompletude para as necessidades do visitante. O quinto é a aparição de novas ofertas turísticas que respondem a novas dinâmicas e necessidades sociais. Ao com- parar esta amostra com as webs camarárias e com o Registo Nacional de Turismo (RNT), que analisaremos a continuação, observaremos também como do ponto de vista científico a fonte de dados mais fiável para conhecer a oferta de alojamento turismo na região, o RNT.
Eliminação de várias tipologias de empreendimentos turísticos, nomeadamente: Es- talagens, Pensões (nas suas diversas categorias, desde pensões de 3.ª categoria até ao nível superior de albergarias), Motéis, Moradias Turísticas e a tipologia de Turismo Rural (o que significa que o os empreendimentos de turismo em espaço rural concebem agora Casas de Campo, Agro-Turismo, Hotéis Rurais e Turismo de Aldeia, sendo que o Turismo de Habitação se mantém mas deixa de ser considera- do como um tipo de empreendimento de turismo no espaço rural, constituindo-se agora como uma tipologia própria).
Criação da figura “Estabelecimento de Alojamento Local” que não se enquadra na definição de empreendimento turístico e que concebe as moradias, apartamentos e estabelecimentos de hospedagem que prestem serviços de alojamento temporário mediante remuneração que não cumpram os requisitos para se inserirem em nen- huma das tipologias dos empreendimentos turísticos.
Adopção de um sistema de classificação de 1 a 5 estrelas e que combina requisitos físicos com a qualidade dos serviços prestados, procurando dar mais ênfase a estes. Nesse sentido a classificação de cada empreendimento será revista em períodos quadrienais através de vistoria.
O decreto-lei n.º39/2008 de 07 de Março estabeleceu uma nova legislação para o turismo
(cf. http://dre.pt/pdf1sdip/2008/03/04800/0144001456.PDF). Esta nova legislação junta
num só diploma todos os decretos-lei relativos aos vários tipos de empreendimentos turísti- cos. No entanto, cada uma das tipologias de empreendimentos turísticos, foram regulamen- tadas por portarias individuais. Essas portarias definiram os requisitos específicos quanto à instalação, classificação e funcionamento. Esta nova legislação vem substituir a anterior, da- tada de 1997 e representa uma mudança muito mais profunda do que aquela representou aquando da sua entrada em vigor. As alterações mais significativas foram: