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6.2 Les mesures spécifiques au présent PPRT

6.2.8 Mesures concernant les infrastructures de transport

6.2.8.5 Chemin de halage

1.530,25

Quadro 05: Custos e renda agrícola da produção de laranja. Fonte: Os autores (2016)

4.4 Desempenho econômico geral da propriedade

A análise econômica geral da propriedade retrata a renda agrícola geral da propriedade contabilizada a partir das análises econômicas individuais de cada sistema. No caso da propriedade analisada, a renda agrícola total é de R$ 41.220,60.

Itens Total (R$)

Produto Bruto Vegetal 23.050,00

Produto Bruto Animal 92.641,00

Produto Bruto Total 115.691,00

Consumo Intermediário Vegetal 7.781,03

Consumo Intermediário Animal 17.279,00

Consumo Intermediário 25.060,03

Valor Agregado Bruto 90.630,97

Depreciação das instalações 3.394,79

Depreciação das Máquinas e Implementos 6.354,59

Total das Depreciações 9.749,38

Valor Agregado Líquido 80.881,59

Funrural (2.3%) 2.660,89

Empréstimos 37.000,00

Total da Distribuição do Valor Agregado 39.660,90

Renda Agrícola 41.220,69

Tabela 3 Desempenho econômico geral da propriedade. Fonte: Os autores (2016)

Ao se realizar uma análise das rendas individuais, verifica-se que a renda da produção de suínos é superior às demais; em segundo lugar destaca-se o leite. Em menor proporção, tem-se a renda agrícola vinda da produção de soja, que representa 5,6%, e da fruticultura baseada na produção de laranja, representando 1,4% da renda.

5. Análise do nível de Reprodução Simples (NRS)

O NRS é compreendido como a renda mínima necessária à reprodução do agricultor e sua família ao longo do tempo. Para realizar este cálculo, usa-se o custo de oportunidade do trabalho, medido através do salário mínimo regional por Unidade de Trabalho Homem (SM x UTH) (LIMA et al., 2005).

Considerando que o salário mínimo regional gaúcho no momento da realização ou da coleta de dados na propriedade era de R$ 1.006,88 e a unidade de trabalho homem (UTH) é

3,02, pode-se afirmar que a renda agrícola necessária para garantir a reprodução simples da família é de R$ 36.474,44.

Como a renda agrícola anual da propriedade é de R$ 41.220,69 isso significa que a família está acima da renda mínima necessária para manter-se e capitalizar-se, embora a margem de renda não seja expressiva.

6. Considerações finais

A análise da organização social e financeira da propriedade mostra que o agricultor tem dificuldade em tornar todos os sistemas de produção viáveis economicamente ou com maiores rendimentos econômicos. Apesar do agricultor tem ampliado a área de terra, ter acessado empréstimos bancários para melhorar as instalações para produção, comprar animais e maquinário, ao se confrontar a renda agrícola com a renda necessária para promover a reprodução simples, verifica-se que a renda gerada está bastante próxima da renda necessária. Isso significa dizer que o agricultor precisa melhorar a gestão das suas atividades para poder remunerar melhor a mão de obra familiar e realizar novos investimentos e melhorar a sua capitalização.

Na gestão da organização produtiva e financeira, se verificou que o agricultor realiza algumas ações que podem facilitar a diminuição dos custos de produção, especialmente os intermediários ao realizar reaproveitamento de dejetos suínos como fertilizantes, sendo que são aplicados ao solo com base na demanda total das plantas, fazendo com que a necessidade de N-P-K seja menor nas culturas. No entanto, não há realização da análise do solo para possível correção, sendo que esta seria de fundamental importância para melhorar a produtividade das culturas agrícolas. Ainda, no caso da produção leiteira, percebe-se um alto valor gasto com a produção de matéria verde para alimentação do rebanho leiteiro, mas não há fornecimento de concentrado, o qual aumentaria o potencial produtivo dos animais. Também seria importante o investimento em material genético, a fim de aumentar a produção e substituir animais com doenças e idade avançada. A produção leiteira mostra-se interessante, pois, de certa forma, é uma renda fixa mensal e sofre pouca interferência do clima.

A produção de soja equivale a apenas 5,6% da renda total, com elevados gastos com aplicação de fertilizantes, produtos de controle de pragas e pagamento de serviços, sendo assim, a cultura não apresenta eficácia e visa-se economicamente inviável nesta propriedade. Segundo o agricultor, como planos futuros, tem em mente manter a produção e o tamanho da Unidade Produtiva, porém gostaria de aumentar a produtividade com a adoção de novas tecnologias, ou ainda, se tivesse condições financeiras e mão de obra suficiente, investiria na criação de peixes. A permanência de apenas um filho na propriedade faz com que maiores investimentos sejam inviáveis, devido a pouca mão de obra e ausência de empregados contratados. Futuramente, as perspectivas em relação à família é que esta seja agregada pela presença de netos, esperando-se que os filhos voltem para a propriedade para dar sucessão ao que possuem hoje.

REFERÊNCIAS

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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11326.htm. Acesso em: 1 set. 2015.

LIMA, A. P. de. et al. Administração da unidade de produção familiar – modalidade de trabalho com agricultores. 3º ed. Ijuí: Editora da Unijuí, 2005.

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http://icongresso.itarget.com.br/useradm/anais/?clt=ser.4. Acesso em: 16 abr. 2016. SPANEVELLO, R. M. A dinâmica sucessória na agricultura familiar. 2008. Tese

(Doutorado em Desenvolvimento Rural). Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008.

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Planejamento de Unidades de Produção Agrícolas. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2010.

Disponível em: http://www6.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad015.pdf. Acesso em: 15 abr. 2016.

Contribuição da abordagem sistêmica para a análise de unidades de produção agropecuárias: um estudo no Município de Palmeira das Missões, RS

Simone Bagolin

Administradora.grauduada pela Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões Email: [email protected]

Adriano Lago

Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agronegócios; Professor no Programa de Pós Graduação em Agronegócios – PPGAGR - Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul. E-mail: [email protected];

Tanice Andreatta

Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agronegócios; Professora no Programa de Pós Graduação em Agronegócios – PPGAGR - Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul. E-mail: [email protected];

Rosani Spanevello -

Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agronegócios; ; Professora no Programa de Pós Graduação em Agronegócios – PPGAGR - Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul. E-mail: [email protected]

Luciana Fagundes Christofari.

Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agronegócios; ; Professora no Programa de Pós Graduação em Agronegócios – PPGAGR - Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul. E-mail: [email protected]

Resumo

Este artigo apresenta uma análise unidade de produção agropecuária no município de Palmeira das Missões (RS),considerando os pressupostos da abordagem sistêmica. Para tanto, realizou-se uma pesquisa no ano de 2014, fundamentando-se no modelo de estudo de Lima et al (2005). A renda global da propriedade pode ser considerada satisfatória, demonstrando que a propriedade se reproduz economicamente e está em situação de acumulação, reforçado pelo cálculo de nível de reprodução simples. A produção de soja e milho no período de verão auferem resultados satisfatórios. Já na produção de leite observou-se que a mesma é uma atividade intensiva de trabalho, exige pouco espaço para sua realização, alto rendimento por hectare e é desempenhado com o auxílio da mão de obra feminina. No desempenho global, a cultura que apresentou melhores resultados foi a soja. Por fim, averiguou-se que a propriedade estudada, desde o início de sua constituição, destaca-se por permitir a acumulação de um patrimônio significativo, trazendo melhorias nas condições de trabalho, assim como, na qualidade de vida da família.

Palavras-chave: abordagem sistêmica, análise unidades de produção agropecuária,

APPROACH SYSTEMIC CONTRIBUTION TO THE ANALYSIS OF

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