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CHECKPOINT/RESTART

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Devido ao grande fluxo de veículos e ao tamanho dos caminhões usados, as estradas de minas são passíveis de deterioração, sendo inevitável a ocorrência de defeitos e problemas. Portanto, é necessária a aplicação de um eficiente sistema de gerenciamento de manutenção, onde o principal seja o fortalecimento da estrutura da estrada e sua conservação, usando para isto técnicas eficientes.

O uso de técnicas inadequadas de manutenção influencia negativamente no surgimento de defeitos, tornando-os mais complexos e acelerando o processo de deterioração da via. Assim, o uso de técnicas eficientes proporciona segurança, qualidade e conforto aos usuários das vias, além de representarem significativa redução de custos.

3.6.1 Técnicas para Manutenção

Para a conservação das estradas, alguns pontos, como a qualidade do material usado na construção e a efetividade do sistema de drenagem, são essenciais para que a via esteja sempre com condições reais de tráfego.

A recolocação dos materiais das camadas constituintes das vias, quando esses não tiverem bom desempenho, e a análise e avaliação do sistema de drenagem são ações vitais durante a manutenção de uma estrada. Existem diretrizes de manutenção que recomendam algumas técnicas a serem utilizadas em processos de manutenção.

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Entre estas, estão a utilização de técnicas de compactação de camadas do subleito, sub-base e base para a recolocação do material desgastado com o uso, e a operação tapa buraco com recomposição de ligante e do agregado, além do uso de novos produtos do mercado, para a supressão da poeira. A Figura 3.43 mostra a foto de uma operação de recolocação do material de superfície.

Figura 3.43 - Operação de recolocação do material da superfície. Fonte: Visser (2008).

3.6.2 Defeitos das Estradas

Defeitos são anormalidades que surgem nas estradas que prejudicam as suas condições de uso. Segundo Visser (2008), existem métodos de avaliação da extensão dos defeitos das estradas, como mostra a Tabela 3.16.

Tabela 3.16 - Avaliação da extensão de defeitos

Tipo Nível do defeito Extensão do Defeito

1 – Leve Difícil de discernir e tem somente sinais visuais

Ocorrência isolada, menos que 5% da estrada é afetada.

2 – Entre leve e médio Fácil de discernir mais com pequenas

consequências imediatas.

Ocorrência intermitente, entre 5 – 15% da estrada é afetada.

3 – Médio

O defeito é notável com possíveis conseqüências – começo de defeitos

secundários.

Ocorrência regular, entre 16- 30% da estrada é afetada.

4- Entre médio e alto O defeito é sério com conseqüências.

Há defeitos secundários.

Ocorrência freqüente, entre 31- 60% da estrada é afetada. 5 – Alto

O defeito é extremamente sério com conseqüências, causando defeitos

secundários.

Extensiva ocorrência, mais de 60 % da estrada é afetada.

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O tipo de defeito é o produto do nível do defeito pela extensão do defeito, e as informações acima podem ser úteis na avaliação da estrada, como mostra a Figura 3.44.

Figura 3.44 - Avaliação de estrada em função do defeito. Fonte: Visser (2008). No diagrama acima, a área verde determina condições de tráfego desejáveis, a amarela, não desejável e a vermelha, inaceitável. Se a avaliação da estrada constar na área vermelha, faz- se necessária uma manutenção constante.

3.6.2.1 Principais Defeitos das Estradas

Como resultado de uma estrada sem declividade transversal para escoar a água para valetas de coleta, tem-se uma seção transversal inadequada, fato este confirmado pelo direcionamento da água ao longo da superfície de rolamento e, consequentemente, pela erosão formada pela intensidade da chuva.

A poeira incide na formação de uma nuvem de material particulado fino, gerado pelo tráfego dos caminhões. Pode chegar a comprometer a segurança do trafego, presenciado ainda mais em estradas consistidas de solo de material argiloso, onde se possui uma grande quantidade de partículas soltas na superfície de rodagem ou onde a ação abrasiva do trafego desprende partículas aglutinantes dos agregados.

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Corrugação é uma série de ondulações perpendiculares à direção do tráfego, presenciadas, geralmente, em rampas ou curvas ou em áreas de aceleração ou desaceleração, causando grande desconforto para o trafego de caminhões.

Os buracos são formados a partir da expulsão de partículas sólidas da camada da base pelo tráfego contínuo de caminhões, em lugares onde há empoçamento de água. São encontrados geralmente em trechos planos, sem declividades adequadas para o escoamento para as laterais de drenagem.

A deformação permanente nas trilhas de rodas resulta da aplicação repetida das cargas do tráfego, reservadamente em épocas de chuva, quando o solo saturado apresenta sua capacidade de suporte diminuída.

Geralmente ocorre em estradas de acesso de mina com solo argiloso, podendo, em razão da falta de manutenção, estar associada ao crescimento de vegetação no centro da pista de rolamento, que dificulta ainda mais a passagem dos veículos.

A segregação de agregados no antipó pode ocorrer em trechos com rampas acentuadas.

A manutenção tem como alvo conservar a superfície de rolamento razoavelmente isenta de irregularidades, firme e livre da perda excessiva de material solto, além de manter a declividade transversal do leito da estrada de acesso de mina apropriada para assegurar o escoamento superficial das águas.

É formada de uma série de atividades que são executadas para minimizar os defeitos e, como consequência, reduzir os custos operacionais dos caminhões, prolongando a vida das estradas de acesso de mina.

A atividade de manutenção utiliza das mesmas técnicas construtivas, ou seja, faz-se uma seleção criteriosa dos materiais de reposição, utilizando a tecnologia de compactação para prover as mesmas condições de construção.

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