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Chapitre 3 : Analyse du processus d’octroi d’un crédit de gestion par la BIAT

3.5 Proposition d’un projet de traitement d’un projet online

3.5.1 Charte de projet

Os protótipos são representações visuais dos produtos em desenvolvimento, que permitem: (1) visualizar o aspeto do sistema ou produto; (2) entender melhor o seu funcionamento (3) possibilitar a alteração inicial do que não está de acordo com o projetado; (4) identificar atempadamente erros, reduzindo o risco de custos e riscos adicionais; e, (5) possibilitar o teste do produto (Oliveira, 2013).

Após terem sido estabelecidas as premissas e escolhidas e testadas as amostras propostas para a composição do SIT-3c, foram definidos como objetivos para esta etapa, desenhar e construir o protótipo do modelo da manta.

Após terem sido decididas as premissas de base para a construção do modelo, qual a sua composição e escolhido o conjunto de três camadas com melhor desempenho térmico, foi dado início a esta etapa, que incluiu dois momentos: no primeiro, o modelo foi desenhado e no segundo, o protótipo construído.

O desenho do modelo, baseado na ergonomia e no conforto do paciente, foi orientado pelos seguintes critérios: (1) inclusão do pescoço, tronco, ombros e membros superiores, como zonas de proteção (2) proteção dos membros superiores a 365 graus, de modo a adquirir a forma de manga, (3) extensão da proteção dos ombros até às zonas escapulares e das partes laterais do tronco até às zonas latero- posteriores, de modo a evitar a perda de calor nas zona periféricas da manta (4) inclusão de uma abertura para o pescoço e (5) inclusão de um sistema fácil de abertura e fecho nas mangas, de forma a facilitar o acesso dos profissionais a punções venosas e dispositivos de monitorização.

O esboço do modelo foi traçado e o tamanho da manta foi definido para uma pessoa com altura entre 1.60 – 1.70 m, uma vez ter sido considerado que estas medidas seriam adequadas para abarcar o tamanho médio da população portuguesa (Figura 11).

Figura 11. Medidas do modelo do SIT-3c

A partir dos critérios selecionados e de traçado o esboço, o modelo foi desenhado, com recurso a um programa informático (Figura 12).

Figura 12. Manta estendida, dobrada vista anterior e posterior

A construção do protótipo foi realizada utilizando a justaposição dos tecidos em camadas, segundo a sua função. O tecido da camada intermédia foi usado dobrado ao meio, o que imprimiu um pouco mais de volume ao sistema, permitindo o aumento da área de acumulação de ar quente. A justaposição das camadas é ilustrada na Figura 13.

Figura 13. Justaposição das camadas

A partir das medidas estabelecidas e do desenho do modelo, o protótipo foi, então, confecionado por uma costureira profissional.

Durante o todo o processo, foi necessário realizar algumas alterações significativas. Era pretensão inicial, confecionar duas unidades do protótipo. No entanto, constatou- se que a quantidade insuficiente de tecido para a camada exterior tornava impossível cumprir a meta de uma confeção sem costuras. Para obviar a situação, o processo de corte foi alterado e introduzidos dois novos cortes: um transversal, atravessando toda a zona do peito e um vertical central, entre o peito e o pescoço. Como forma de solucionar esteticamente essa inevitabilidade, foi colocado um debruo sobre as referidas costuras e a cor escolhida para o mesmo teve como inspiração as cores da instituição onde se propunha levar a cabo o teste do protótipo. Após terminadas todas as alterações, duas unidades da versão definitiva do modelo ganharam corpo (Figura 13).

Figura 14. Manta estendida vista anterior e posterior, dobrada vista anterior e posterior

De modo a dar resposta à necessidade de acesso fácil aos membros superiores, o sistema de abertura e fecho das mangas da manta foi conseguido através da colocação de 2 molas de metal nas zonas intermédia e distal (Figura 15).

Figura 15. Pormenor do sistema de fecho das mangas

O protótipo, cujas características permitem o seu teste seguro em contexto perioperatório, foi concluído e avaliado com sucesso.

3 Contributos para a Prática Recomendada de controlo da

hipotermia perioperatória inadvertida

É reconhecido que as diretrizes constituem veículos poderosos que, assentando os seus princípios na evidência científica, permitem conhecer métodos e recursos que tornam possível a implementação de melhores, mais seguras e mais eficazes práticas de cuidados de saúde (Hooper et al., 2010).

A hipotermia perioperatória inadvertida, sendo ainda um tema pouco divulgado entre os enfermeiros perioperatórios portugueses, tem vindo a tornar cada vez mais premente a necessidade de aumentar o conhecimento sobre este fenómeno e de estabelecer normas de boas práticas para o seu controlo.

Embora seja preconizada pela Direção Geral de Saúde, na alínea 7 da norma 024/2013 de 23/12/2013, a manutenção da normotermia durante o período perioperatório, enquanto medida importante para o controlo da infeção do local cirúrgico (DGS, 2013), não é conhecido qualquer protocolo de atuação que vise cumprir esse objetivo. A partir da relevância dos argumentos apresentados, do reconhecimento de que as linhas de orientação relativas à hipotermia são essenciais para fundamentar, guiar e imprimir rigor nas práticas dos enfermeiros e da necessidade de fundamentar as práticas de enfermagem no controlo da hipotermia durante a realização desta pesquisa, emergiu a necessidade de criar um protocolo que simulataneamente respondesse à necessidade imediata de investigação e colmatasse esta lacuna existente na realidade portuguesa.

Assim, com vista a dar resposta às necessidades da pesquisa em curso e à possibilidade de contribuir para a existência de uma prática recomendada para o contexto português, foi definido como objetivo, desenvolver um protocolo de intervenção para o controlo da hipotermia perioperatória inadvertida em adultos. O estudo decorreu em duas etapas sequenciais: na primeira procedeu-se à exploração dos aspetos relevantes para o seu conteúdo e estrutura, utilizando a técnica de grupo focal e na segunda, levou-se a cabo a elaboração da versão final do documento.

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