1.2 Présentation des travaux
1.2.3 Troisième partie : étude de la variance dans le théorème
1.2.3.1 Chapitre 6 : Tension de la variance asymptotique
5.4.6.2.1 Nível de conhecimento em relação ao termo “produto florestal não- madeireiro”
A primeira pergunta elaborada foi: “Você sabe o que é um produto florestal não-madeireiro?”
Dos 30 participantes da pesquisa, 24 não sabiam definir o que é um produto florestal não-madeireiro e apenas seis (20%) souberam defini-lo. Desses 24, 17 nunca ouviram falar neste termo e se mostravam “surpresos” quando o pesquisador o mencionava e os outros sete, apesar de nunca terem ouvido antes o referido termo, tentavam defini-lo por dedução (QUADRO 52).
QUADRO 52 – Nível de conhecimento do termo “produto florestal não-madeireiro” entre os consumidores entrevistados
Conhecimento do termo PFNM Valor absoluto Valor relativo (%)
Não conhecem 24 80
Conhecem 6 20
Total 30 100
Desses seis entrevistados, quatro definiram corretamente o termo e dois, apenas de maneira parcial. Entretanto, como possuíam um relativo conhecimento a respeito do mesmo, estes foram inclusos no grupo daqueles que souberam defini-lo. Respectivamente as respostas foram: “São produtos que não são extraídos direto da madeira.”; “Produtos extraídos da floresta, que não a madeira, como folhas, frutos, ervas etc.”; “São produtos que não vem do tronco da árvore.”; “São produtos da floresta que não são madeiras, como ervas, arbustos e folhagens rasteiras, por exemplo.”; “São castanhas-do-pará, água, frutos etc.”; “Produtos que não são feitos de madeira”. Curiosamente, um dos entrevistados, quando indagado a respeito,
respondeu: “Produto florestal não-madeireiro é eucalipto”; possivelmente pelo fato de que, a partir do mesmo, se obtenha desinfetantes e óleos essenciais para aromatização de ambientes.
Quando se correlaciona o nível educacional dos entrevistados com o conhecimento do termo em questão, dos seis consumidores entrevistados que souberam defini-lo, mesmo que de maneira aproximada, quatro possuem nível superior e dois, nível médio completo. Destes seis, três possuem rendas entre R$ 1.001,00 e R$ 2.000,00 e dois, entre R$ 2.001,00 e R$ 3.000,00. Apenas um possui renda inferior a R$ 1.000,00. Entretanto, este possui nível superior.
5.4.6.2.2 Tipo de produto consumido
A segunda pergunta foi: “Que tipo de produto florestal não-madeireiro você tem o costume de comprar?”
Todos os produtos relacionados no questionário são consumidos pelos entrevistados – produtos medicinais, óleos essenciais, produtos destinados à alimentação, adornos e bijuterias, condimentos (temperos), produtos religiosos, utensílios domésticos e produtos artesanais. Entretanto, os produtos mais consumidos são os medicinais (27% dos casos) e aqueles destinados à alimentação (25% dos casos). Em 13% e 11% dos casos, os produtos mais consumidos são os artesanais e adornos/bijuterias, respectivamente. O restante dos produtos possui pequena participação no consumo dos entrevistados (QUADRO 53).
QUADRO 53 – Tipos de produtos florestais não-madeireiros consumidos
Tipo de PFNM consumido Valor absoluto Valor relativo (%)
Medicinais 24 27 Alimentícios 22 25 Artesanato 12 13 Adornos/bijuterias 10 11 Temperos (condimentos) 8 9 Óleos essenciais 6 7 Utensílios 5 6 Religiosos 2 2
Em todos os casos observados, um mesmo consumidor adquire, mesmo que com diferentes freqüências, mais de um produto de diferentes categorias.
5.4.6.2.3 Freqüência de consumo
A terceira questão para os participantes da pesquisa foi: “Com que freqüência você adquire os produtos florestais não-madeireiros”?
Quase metade dos participantes (14 entrevistados ou 47%) relatou adquirir produtos não-madeireiros apenas uma vez por mês. Sete entrevistados (23%) adquirem os mesmos diariamente e nove (30%), semanalmente (QUADRO 54). QUADRO 54 – Freqüência de consumo dos produtos florestais não-madeireiros
Freqüência de consumo Valor absoluto Valor relativo (%)
Diariamente 7 23
Semanalmente 9 30
Mensalmente 14 47
Total 30 100
5.4.6.2.4 Preferência por produtos industrializados ou não industrializados A quarta questão indagada aos consumidores de produtos florestais não- madeireiros foi: “Qual a sua preferência? Produtos florestais não-madeireiros? Industrializados ou não industrializados? Por quê?”
Vinte e cinco (83,3%) dos 30 entrevistados apresentam preferência por produtos não industrializados. Entre os cinco restantes (16,7%), dois (10%) preferem produtos industrializados e três (6,7%) não demonstram qualquer preferência a respeito (QUADRO 55).
QUADRO 55 – Preferência dos consumidores de produtos florestais não-madeireiros
Preferência Valor absoluto Valor relativo (%)
Não industrializado 25 83,3
Não possui 3 10,0
Industrializado 2 6,7
Total 30 100
Para explicar as preferências por produtos não industrializados, diversas foram as razões apresentadas. Dentre os que preferem estes produtos,
curiosamente, três justificativas relatadas por três diferentes consumidores merecem destaque. De acordo com o primeiro entrevistado, o mesmo adquire produtos naturais “pois esses já vem prontos.” De acordo com o segundo, produtos naturais “proporcionam a preservação da natureza de uma forma sustentável.” Para o terceiro, “produtos naturais são simplesmente melhores”. Um entrevistado relatou que, devido à “criação” recebida dos pais, o mesmo se acostumou a consumir produtos não industrializados, enfatizando, entretanto, o sabor mais acentuado, a rápida digestão ao serem consumidos e a não existência de conservantes.
Esta última justificativa, para grande parte dos entrevistados pertencentes a este grupo mostra-se como um fator determinante na aquisição de tais produtos. Outros dois fatores preponderantes na escolha dos mesmos são a eficácia proporcionada durante os tratamentos de saúde com produtos naturais e a menor agressividade ao organismo quando comparados com produtos medicinais alopáticos, os quais costumam gerar diversos efeitos colaterais. Outros fatores como questões espirituais e preços mais baixos do que os industrializados também pesam no momento da aquisição. No entanto, são fatores menos determinantes, principalmente quando se considera este primeiro.
Dentre aqueles que possuem preferência pelos produtos industrializados (apenas dois consumidores), um entrevistado relatou: “Por problemas de saúde, prefiro os industrializados, como o mel, por exemplo”. O outro justificou sua escolha pelo fato dos produtos industrializados serem mais bem acondicionados do que os produtos naturais. Para os consumidores sem qualquer preferência (três), dois disseram que todos os produtos, tanto naturais, quanto industrializados são exatamente iguais, não havendo a menor diferença entre os mesmos. Entretanto, para o terceiro, apesar de não levar em consideração tal fato, dependendo da apresentação do produto e da necessidade momentânea, a preferência por um produto natural poderia ser maior e vice-versa.
5.4.6.2.5 Local de aquisição dos produtos
A quinta questão indagada aos consumidores de produtos florestais não- madeireiros foi: “Onde você obtém os produtos florestais não-madeireiros? Somente no Mercado Central ou em outro local?”
Dos trinta participantes da pesquisa, 19 (73,3%) adquirem produtos florestais não-madeireiros exclusivamente no Mercado Central de Belo Horizonte. Os outros
11 entrevistados (26,6%), tanto no Mercado Central, quanto em feiras livres, diretamente de produtores, coletores (extrativistas) ou raizeiros e em lojas especializadas de plantas medicinais e produtos naturais espalhadas pela cidade de Belo Horizonte (QUADRO 56).
QUADRO 56 – Local de aquisição dos produtos não-madeireiros
Local de aquisição Valor absoluto Valor relativo (%)
Mercado Central 19 73,3
Ambos 11 26,7
Total 30 100
5.4.6.2.6 Preferência por produtos florestais não-madeireiros nacionais ou importados
A sexta questão indagada aos consumidores de produtos florestais não- madeireiros foi: “Qual a sua preferência? Um produto florestal não-madeireiro nacional ou importado? Por quê?”
Dentre os 30 entrevistados, metade (50%) não faz distinção quanto à nacionalidade dos produtos adquiridos. Quatorze (46,7%) dizem preferir produtos nacionais e apenas um (3,3%) prefere as mercadorias importadas (QUADRO 57).
QUADRO 57 – Preferência dos consumidores de produtos não-madeireiros quanto à origem dos mesmos
Preferência quanto à origem dos PFNM Valor absoluto Valor relativo (%)
Não possui 15 50,0
Nacional 14 46,7
Importado 1 3,3
Total 30 100
Para o único consumidor com preferência por produtos importados, estes são mais “eficazes” que os nacionais. Dentre os que apresentam preferência por produtos nacionais, dois se mostraram indecisos e, apesar de não fazerem muita distinção entre um e outro, ainda sim preferem os primeiros.
Um dos entrevistados disse apenas preferir produtos nacionais, sem dar qualquer justificativa. Dois atribuem tal preferência devido aos preços. De acordo
com estes, os preços dos produtos produzidos aqui são menores do que aqueles produzidos em outros países. Já, para outro entrevistado, o maior conhecimento que ele possui em relação aos produtos produzidos aqui é fator determinante na hora da compra.
Apesar de diversas razões terem sido apresentadas pelos entrevistados, para a grande maioria daqueles pertencentes ao grupo dos que preferem os nacionais, a justificativa desta preferência está ligada a questões de patriotismo. De acordo com os mesmos, a aquisição de produtos fabricados no país incentiva a indústria nacional e gera empregos. Apenas um consumidor acredita que ao consumir produtos nacionais, tal ato incentiva a preservação da biodiversidade brasileira.
Para aqueles que não fazem distinção quanto à nacionalidade dos produtos consumidos, cinco entrevistados consideram produtos nacionais e importados exatamente iguais. Quatro relataram que o importante é adquirir o produto, independentemente da sua nacionalidade. Para três entrevistados, o único fator levado em consideração é o preço, independentemente da nacionalidade.
Outros dois consumidores relataram se preocupar com a qualidade e a apresentação dos produtos. Para estes, produtos importados, além de possuírem melhor qualidade, são mais “apresentáveis” do que os nacionais. Curiosamente, para um dos participantes da pesquisa, a não distinção em relação à nacionalidade do produto se deve ao fato de que, até onde ele tinha conhecimento, todos os produtos oferecidos nas lojas eram nacionais, não existindo diferença entre os produtos.
5.4.6.2.7 Preocupação quanto à forma de extração dos produtos consumidos A sétima questão elaborada foi: “Na compra de um produto florestal não- madeireiro, você leva em consideração como ele é extraído (explorado)?”
Para a grande maioria dos entrevistados, ou seja, 23 (76,7%), no momento da aquisição de produtos florestais não-madeireiros, não há uma preocupação maior em relação ao modo de como os mesmos são explorados em seus ambientes naturais. Apenas uma pequena parcela (sete, ou 23,3%) possui tal preocupação (QUADRO 58).
QUADRO 58 – Preocupação dos consumidores entrevistados quanto à forma de extração dos produtos não-madeireiros
Preocupação quanto à forma de extração dos PFNM Valor absoluto Valor relativo (%)
Não se preocupam 23 76,7
Se preocupam 7 23,3
Total 30 100
Dos sete entrevistados que levam em consideração a forma de extração dos produtos florestais não-madeireiros, curiosamente, apenas um atingiu o ensino superior. Outros três concluíram o ensino médio e um possui ensino médio incompleto. Dois entrevistados possuem ensino fundamental. Em relação à renda de cada um, a maioria (três) recebe até R$ 1.000,00 mensais. Dois possuem rendas entre R$ 1.001,00 e R$ 2.000,00 e outros dois, entre R$ 2.001,00 e R$ 3.000,00. 5.4.6.2.8 Disposição a pagar um maior valor por produtos extraídos de maneira
sustentável do bioma Floresta Atlântica
A oitava questão elaborada foi: “Você estaria disposto a pagar por um produto florestal não-madeireiro originário da Mata Atlântica, manejado de forma sustentável? Por quê?”
Dos 30 entrevistados, 17 (56,7%) não estariam dispostos a pagar qualquer valor a mais por um produto extraído de maneira sustentável, enquanto treze (43,3%) se mostraram dispostos. Dentre os entrevistados pertencentes ao primeiro grupo, 12 (70,6%) possuem rendas mensais de até R$ 1.000,00, enquanto outros cinco (29,4%), entre R$ 1.001,00 a R$ 2.000,00.
Ao contrário, em relação àqueles que se mostram dispostos a despender uma quantia monetária a mais por um produto extraído sob regime de manejo sustentável, a maioria, ou seja, sete entrevistados (58,3%) possuem rendas acima de R$ 1.000,00, um não possui renda e cinco (38,5%) recebem até R$ 1.000,00. Desses sete consumidores com rendas acima de R$ 1.000,00, cinco (71,4%) possuem rendas mensais maiores do que R$ 2.000,00 (QUADRO 59).
QUADRO 59 – Disposição dos consumidores entrevistados a pagar uma quantia a mais por um produto extraído de forma sustentável do bioma Floresta Atlântica
Disposição a pagar a mais Valor absoluto Valor relativo (%)
Sim 13 43,3
Total 30 100
Para aqueles que não se mostram dispostos a despender alguma quantia monetária a mais por um produto explorado sob regime de manejo sustentável, o custo do produto é a principal razão para justificar tal opção. Dos 17 entrevistados pertencentes a este grupo, nove (53%) relataram que o que importa na hora de adquirir um produto é o preço mais baixo do mesmo. Desses nove, cinco possuem rendas mensais de até R$ 1.000,00 e quatro, entre R$ 1.001,00 e R$ 2.000,00.
Para outros sete entrevistados – cinco com rendas mensais de até R$ 1.000,00 e um com renda mensal entre R$ 1.001,00 e R$ 2.000,00 –, ou 41,2% do total, a justificativa apresentada é a crença que tais produtos não estariam sendo de fato, extraídos de forma sustentável. Para estes, tal fato soa como uma “propaganda enganosa”. Um deles justificou sua opção relatando que não acredita que a extração de produtos florestais não-madeireiros provoque quaisquer danos à natureza.
Em relação ao grupo de consumidores dispostos a despender uma quantia a mais por um produto extraído de maneira sustentável, dos treze entrevistados, dez (76,9%) justificam esta opção por se mostrarem preocupados com a degradação da natureza e com as gerações futuras. Para os mesmos, o fato de adquirir produtos explorados sob regime de manejo sustentável implicaria na preservação dos recursos naturais e na proteção das gerações futuras. Entretanto, para alguns destes, dois aspectos são levados em consideração: o primeiro é a certeza de que tais produtos estejam sendo realmente manejados de forma sustentável; e o segundo, principalmente para aqueles que possuem rendas de até R$ 1.000,00, é que tal escolha só seria possível por meio do aumento de suas respectivas rendas monetárias.
Para outros três entrevistados (23,1%), a disposição a despender uma quantia monetária maior para a aquisição de produtos explorados sob regime de manejo sustentável está condicionada ao preço. Se a diferença de preços entre os produtos extraídos de maneira predatória e aqueles extraídos sob regime de manejo sustentável for pequena ou “aceitável”, todos os três entrevistados relataram ser perfeitamente possível pagar uma diferença a mais. Caso contrário, os mesmos optariam por produtos mais baratos.
5.4.6.2.9 Principais meios de divulgação dos produtos comercializados
A nona e última questão indagada aos participantes da pesquisa foi: “Como você tomou conhecimento dos produtos florestais não-madeireiros?”
Dentre as opções disponíveis, as três mais citadas foram por indicações de amigos (15 casos), por meio de programas televisivos (13 casos) e pela tradição familiar (10 casos). Revistas especializadas, internet e livros são citados em oito, seis e quatro casos, respectivamente. Por comentários de terceiros (indicado neste caso como população local), programas de rádio e consulta médicas foram as opções menos citadas – três, dois e dois casos, respectivamente (QUADRO 60). QUADRO 60 – Principais meios de divulgação dos produtos não-madeireiros citados pelos consumidores
Meios de divulgação dos PFNM Valor absoluto Valor relativo (%)
Amigos 15 23 Televisão 13 21 Tradição familiar 10 16 Revistas especializadas 8 13 Internet 6 10 Livros 4 6 População local 3 5 Rádio 2 3 Médico 2 3