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CERTIFICAT DE PERFORMANCE ENERGETIQUE D'UN BATIMENT

Dans le document Avis 50.454 du 4 février 2014 (Page 40-43)

A capacitação das empresas pré-selecionadas a participar do Projeto ficou a cargo da SECEX/MDIC. Este processo tinha como objetivo contextualizar as pequenas e médias empresas quanto a vários aspectos que deveriam ser observados na inserção no cenário do comércio exterior. Foram abordados os principais conceitos e instrumentos do comércio exterior; a importância e os benefícios do processo de internacionalização de micro, pequenas e médias empresas; etapas do processo de internacionalização de uma empresa e seus requisitos; entre outros temas (BRASIL, 2012).

Este processo de formação foi inicialmente dividido em três módulos de dezesseis horas de formação. Os módulos de formação eram:

1) Conhecimento Geral de Comércio Exterior e Módulo I (diagnóstico e pesquisa de mercado);

2) Módulo II (adequação do produto e promoção comercial);

3) Módulo III (sistemática do comércio exterior, financiamento, regimes aduaneiros, câmbio, despacho aduaneiro, legislação e SISCOMEX).

Como contrapartida, caberiam às empresas participantes do projeto os seguintes pontos: 1) Participar dos Programas de Formação as Empresas;

2) Viabilizar recursos financeiros para a adequação do seu produto ao mercado internacional, incluindo embalagem e rótulo, assim como os recursos para material de divulgação e eventuais participações em programas de formação;

3) Assumir os custos de deslocamento e alimentação do agente do Primeira Exportação durante as visitas à empresa;

4) Obter o comprometimento dos funcionários com o Projeto.

Entretanto, o que ocorreu ao longo do Programa foi um pouco diferente. A participação das empresas não atendia às contrapartidas demandadas, conforme identificado nos trechos a seguir:

[...] Mas eu acho que eles deveriam ter feito uma pesquisa maior nestas empresas, porque, pelo menos, na empresa que eu entrei, eles estavam com um pouco de dificuldades financeiras, e não conseguimos dar continuidade ao projeto justamente por causa dessas dificuldades (EB)

[...] Você era esse link, aí a empresa em si com a ADDIPER, eles não tinham quase ligação nenhuma. Você seria mais responsável por essa ligação, eles não se comunicavam, eu me comunicava com a ADDIPER, eu me comunicava com as minhas chefes na empresa, porque a empresa é que era responsável pelo pagamento do estagiário, ou seja, você trabalha para o chefe da sua empresa, certo? (EB)

[...] Eu acho que, como eu falei, a interação da empresa com a ADDIPER se assim eles tivessem explicado melhor para a empresa, tivesse passado por um curso, tipo, os diretores da minha empresa tivessem passado por um curso que falasse que o que aconteceria pelo menos o passo a passo, eles tivessem um pouco mais informados, também facilitaria essa conexão, certo? (EB)

[...] Ele não quis investir. Querendo ou não, tinha que ir para lá fazer reunião, ou seja [...] A gente saiu e ficou por isso mesmo (EC)

[...] As outras não quiseram investir tanto, ficaram mais acomodadas, na verdade eles esperam oportunidades, oportunismos, eles participam de vários eventos, de várias rodadas, mas não quer fazer esforço, não vai atrás (EC)

[...] Então é isso que eu acho, creio que é basicamente esse medo, né? falta de conhecimento, né? um pouco de acomodação das empresas de Pernambuco, especificamente (EC)

[...] Não sabem o que é uma própria exportação, do que é o seu produto para o mercado externo, então, as demandas, ela vem do tipo assim, nem eles mesmos sabem o que perguntar a gente. Isso gera uma pergunta sem resposta, porque a gente não sabe o que está perguntando, não sabe o que responder (ED)

[...] O que falta um pouco é um treinamento mais exigente dentro da própria empresa, porque, muitas vezes, a gente está trabalhando lá na empresa e há um conflito de interesses, visto que muitas vezes é mais viável ali para o proprietário fazer a comercialização do produto aqui no mercado local (EF) Ao analisar a categoria temática de formação corporativa, é possível constatar alguns pontos importantes. Embora, o PROEXP1 fosse um Programa voluntário, as empresas não conheciam seus detalhes. Em outras palavras, o Programa exigia uma série de contrapartidas que não foram realizadas por parte das empresas participantes, principalmente com relação à necessidade de capacitação por parte dos empresários.

Outra questão já avaliada, mas que impacta diretamente os resultados do Programa, se deu no processo seletivo das empresas que falhou ao avaliar o momento e/ou estrutura das empresas. Notadamente, o Programa foi aberto, a adesão embora baixa, ocorreu, mas o empresário, em momento algum, conhecia os detalhes do projeto, bem como os elementos que eram de sua responsabilidade, como podemos evidenciar no trecho a seguir:

[...] Eu acho que é um trabalho de formiguinha que muitas vezes os órgãos pecam, tem que ir lá na empresa mesmo, ficar babando, até o cara poder acreditar naquilo que você está dizendo. E não aparecer, chegar e dizer, ah, vamos exportar, beleza, aí faz uma palestra e vai embora. Não adianta, cara é difícil, sabe? (EF)

Outro elemento que pode ser identificado durante a análise das entrevistas foi a ausência da padronização da formação. Houve empresas que conseguiram melhor qualificação através de programas complementares oferecidos por alguns órgãos, mas que não fizeram parte do Programa. Esta constatação pode ser verificada no trecho a seguir:

[...] Eu já estava no Primeira Exportação, a esta altura do campeonato, porque aí começou a aparecer muitos programas de exportação para mim. O primeiro programa que eu participei não foi o Primeira Exportação, foi o Prospect, que eu participei com o CNI e a Apex. O Prospect foi um Programa que realmente fez muita diferença. Eu já fiz parte de outro que não trouxe nada para a gente (EH)

O processo de formação corporativa era um dos grandes trunfos, legados que o Programa deveria oferecer a todos participantes. Entretanto, falhas como o não alinhamento do Programa, a impossibilidade de formação de todas as empresas e o desconhecimento das contrapartidas do Programa fez com que muitos agentes desistissem de realizar qualquer investimento sem garantia de retorno.

Dans le document Avis 50.454 du 4 février 2014 (Page 40-43)