Os resultados para os TLH’s, conforme Figura x, apresentaram médias próximas a 4; o que significa que os TLH’s, seja do Norte ou Madeira, indicam que os seguintes problemas poucas vezes podem representar impedimentos para a realização de ações de formação: conteúdo das formações é inadequado ou desnecessário à função, conteúdo das formações se distancia muito da realidade de trabalho, falta de motivação e interesse para participar de ações de formação, falta de disponibilidade ou tempo e não houve ações de formação
propostas pela empresa. Assim, alguns dos itens da questão, apresentados como impedimentos às ações de formação, foram criados com base nas observações feitas durante as formações ministradas, quando foi possível perceber algum nível de desconsideração pelos conteúdos apresentados, como se os mesmos fossem muito distantes da realidade de trabalho ou inadequados. A observação constatou que o ritmo de trabalho exige tolerância ao stress e cansaço físico, uma vez que algumas trabalhadoras relataram que a carga diária de trabalho é muito intensa e que não tinham tempo e disponibilidade para colocar em prática o conhecimento que havia sido transmitido na formação. Dessa forma, a frequência obtida para estes impedimentos nos inquéritos foi inferior comparativamente à impressão obtida com base nas observações e relatos durante as formações ministradas. Entretanto, apenas o impedimento da falta de motivação e interesse para participação em formações é que no Norte apresentou a média 5, que indica que tal problema nunca representa um impedimento.
Os resultados para os TLH’s da Madeira, apontaram que todos os problemas apresentaram frequências de respostas acima dos 90% para a escala poucas vezes, indicando que os trabalhadores consideram que nenhum dos problemas apresentados na questão aconteçam com frequência. Para todos os itens da questão, houve um grupo de inquiridos significativo no Norte que não soube avaliar a frequência dos problemas; o que foi quase inexistente na Madeira e representa um ponto positivo para a Madeira na comparação com o Norte. Assim, no balanço geral, parece que a Madeira apresenta um resultado mais positivo por apresentar frequências muito elevadas da escala poucas vezes para todos os impedimentos e em geral mais baixas para as demais escalas. A indicação do relatório para esta questão, é que a área do Norte necessita de maior atenção do que a da Madeira, que parece apresentar um balanço geral melhor com
médias muito baixas em quase todas as escalas que desfavorecem à área.
Os resultados para o grupo de supervisoras do Norte mostram que houve média 2 ou próxima de 2, indicando que os seguintes problemas acontecem poucas vezes: falta de disponibilidade dos colaboradores para participar das formações, falta de motivação e interesse dos colaboradores, dificuldades de conciliação com horários de trabalho, falta de consciência da empresa acerca da utilidade e valor das formações e conteúdos se distanciam da realidade de trabalho. Já na Madeira para estes mesmos impedimentos, as médias se aproximaram da escala 1, indicando que nunca acontecem conforme a percepção das supervisoras da Madeira. Assim, os problemas da falta de consciência da empresa quanto à utilidade e valor das formações e o distanciamento dos conteúdos da realidade de trabalho foram pontos considerados com base em observações feitas durante o convívio com gestores da empresa ao longo do estágio, mas que as supervisoras não atribuíram elevada frequência. Desta forma, é possível considerar para o impedimento da falta de consciência da empresa quanto à utilidade e valor das formações, que as supervisoras assim responderam por não trabalharem em contacto direto e permanente com estes gestores que estão quase sempre nos escritórios da empresa, e, apenas eventualmente, nos hotéis; o que pode indicar que uma maior interação destas supervisoras com estas gestoras de operações poderia ser algo construtivo para a área de formação. Dessa forma, novamente os resultados indicam que a área de formação do Norte está atrás da mesma área na Madeira, e, por isso é preciso que o Norte saiba como a Madeira fez para lidar com estes impedimentos a fim de tentar ir aos poucos reproduzindo as mesmas medidas no Norte. Para tanto, novamente a troca entre as áreas de
ambas as delegações é indicada como algo a ser considerado para o avanço da área no Norte.
Os resultados para as coordenadoras da área de formação, conforme figura x, indicam médias 1,5 e 2 para os problemas falta de disponibilidade para planeamento e gestão da formação e dificuldades de conciliação com horários de trabalho dos colaboradores; o que significa que tais problemas acontecem em média poucas vezes. Já para o problema falta de disponibilidade dos colaboradores, a média foi 3, indicando que as coordenadoras não souberam avaliar este item da questão, e, para o problema falta de consciência sobre o valor e utilidade das ações de formação, apresentaram média 1, indicando que tal impedimento nunca acontece. Já os resultados em frequências indicam para os problemas de falta de consciência acerca da utilidade e valor das formações e a falta de disponibilidade para planeamento e gestão da formação, respectivamente, 100% de frequência para a escala nunca e 50% para a escala poucas vezes. Já os resultados para a gestora do Norte apresentaram média 1, indicando que todos os problemas nunca acontecem. Entretanto, com base em observações feitas, foi constatada uma grande indiferença por parte da gestão de operações do Norte no que toca a disponibilidade para planeamento e gestão da formação; tendo sido observadas como algumas das razões a falta de tempo, os custos associados e baixa importância atribuída; pois, considera-se que apenas as formações já existentes são suficientes. Assim, novamente, o relatório aponta que estas respostas da escala nunca para todas as áreas, podem representar uma postura mais acomodada e pouco motivada para investir tempo e esforços na realização de mais formações para além das que já acontecem no Norte. No entanto, na Madeira a postura parece ser menos acomodada e mais motivada no que toca ao investimento na área de
formação, sendo o investimento aqui entendido num sentido mais amplo e não apenas no que toca ao investimento financeiro.
4.5.6. TEMA 6: GAPSDAÁREADEFORMAÇÃOTENDOEMCONTAMATERIAISDEFORMAÇÃO