Este segundo teste aos sistemas de medição foi dividido em quatro partes. A diferença entre as duas primeiras partes do teste refere-se aos extensómetros utilizados pelos dois sistemas, ou seja, da primeira parte para a segunda, foi trocado o extensómetro do sistema da NI para o sistema de medição criado e vice-versa.
Para a terceira e quarta parte foi repetido o procedimento utilizado nas duas partes anteriores, sendo que, foi trocada a posição da régua de plástico, ou seja, foi invertido o lado em que ficava apoiada a fita que segurava o suporte para os pesos.
Refira-se que neste segundo teste foi também efectuada uma escolha prévia dos pesos a colocar sobre a régua, de forma a não saturar o sistema como havia ocorrido no teste anterior, ou seja, o sistema foi testado para valores abaixo dos 2000µε. Dessa forma foram medidas novamente as deformações sentidas pelos dois extensómetros, com os dois sistemas de medição a funcionar em paralelo, sendo que neste caso não foi parado o registo de dados para se registarem as deformações no sentido oposto. Para se efectuar um registo em tempo real da deformação em ambos os sentidos, foram colocados apoios por debaixo da régua de plástico, de forma a elevá-la quando se pretendia efectuar a medição da deformação no sentido oposto ao dos pesos.
- 93 - Note-se que antes de se efectuar qualquer registo dos valores obtidos pelos dois sistemas foi necessário efectuar-se o ajuste dos zeros iniciais. Os resultados obtidos na primeira parte do teste podem ser observados através da figura que se segue (Fig. 4.10).
Fig. 4.10 - Variação aleatória da deformação (1ª parte).
Como se pode observar no gráfico da figura anterior, os dados obtidos pelo sistema de medição criado estão já tratados, ou seja, os dados registados estão calibrados com um factor de calibração de 5,2, tal como havia ocorrido no teste da secção anterior. Note-se que durante a parte inicial do ensaio a régua foi deixada na posição de repouso, para se verificar se as medições efectuadas pelo sistema de medição desenvolvido variavam (variação essa que não ocorreu).
Ainda em relação aos resultados da primeira parte do segundo ensaio pode-se realçar o facto de que muito embora o sistema tenha registado a deformação sentida pelos extensómetros, tal como o sistema da NI, os dados obtidos apresentaram bastante ruído, ou seja, existe uma variação muito grande dos valores registados num intervalo de tempo curto.
Depois e de forma a testar-se o sistema com o outro extensómetro, trocaram-se os extensómetros que se estavam a utilizar nos dois sistemas e efectuou-se uma vez mais o teste realizado anteriormente.
- 94 - Uma vez mais pode-se verificar que os valores registados pelo sistema de medição criado apresentaram mais ruído que o sistema da NI. No entanto é importante constatar que o sistema de medição criado acompanhou com rigor as deformações sentidas pelo extensómetro, uma vez que o sistema da NI apresentou resultados semelhantes. Uma vez mais e nesta segunda parte, os dados recolhidos pelo sistema de medição criado foram calibrados utilizando a mesma constante de calibração. Estes resultados vêm confirmar os resultados anteriores, ou seja, de que era possível calibrar-se o sistema de medição criado através da comparação com o sistema da NI, multiplicando-se os valores medidos por uma constante de 5,2.
Para a terceira parte do segundo teste de medição testou-se antes de mais, e agora com os extensómetros colocados na face oposta da régua, se ocorria alguma oscilação dos valores medidos para ambos os sistemas medição ao longo de um período de tempo mais longo que nos testes anteriores (aproximadamente 16 minutos). A figura seguinte (Fig. 4.12) ilustra o gráfico das medições efectuadas para ambos os sistemas.
Fig. 4.12 - Variação aleatória da deformação (3ª parte).
Observando o gráfico da figura anterior verifica-se que existe menos ruído no sistema de medição criado, quando comparado com os gráficos das medições anteriores. Tal efeito pode ser explicado pela posição onde se encontrava a fita de plástico que servia de suporte para os pesos, e que nos dois testes anteriores estava directamente em cima dos extensómetros.
Assim, e como nesta parte do teste essa fita se encontrava directamente apoiada sobre a régua, pois os extensómetros estavam por baixo da régua, esta não exercem directamente nenhuma pressão sobre os extensómetros, sendo esse efeito mais notório nas medições do sistema de medição criado. Em relação à constante de calibração utilizada, pode-se referir que uma vez mais foi utilizado o valor de 5,2 para se multiplicar pelo valor das medições efectuadas.
Quanto à quarta parte do segundo teste efectuado, e de forma a perceber-se também a evolução da deformação da régua de plástico estando esta suspensa ao contrário, testou- se uma vez mais os dois sistemas de medição, alterando aleatoriamente os valores dos pesos colocados sobre a régua, bem como a altura dos apoios que eram colocados por baixo da régua a fim de a levantar.
- 95 - A figura seguinte (Fig. 4.3) ilustra os resultados obtidos para os dois sistemas de medição.
Fig. 4.13 - Variação aleatória da deformação (4ª parte).
Muito embora o ruído presente nas medições do protótipo de medição continue a ser significativo, quando comparado com o ruído presente nas medições do sistema da NI, este diminuiu significativamente em relação aos testes das duas primeiras partes deste teste. Uma vez mais, a única explicação para a diminuição do ruído poderá ser o facto de que agora a fita que segura o suporte para os pesos não estava a fazer contacto directo com os extensómetros.
Quanto ao valor utilizado para se calibrar o protótipo de medição, foi novamente utilizado um valor constante de 5,2 sendo por isso finalmente concluído que, para se obter uma medição segundo a escala utilizada pelo sistema da NI, deverá multiplicar-se o valor obtido no sistema de medição criado pelo valor de 5,2.