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TUTORIEL - PROGRAMMER EN PYTHON - PARTIE 8

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Cláudia Silvestre1, César Neto2, Mafalda Eiró Gomes3

1 Escola Superior de Comunicação Social-Instituto Politécnico de Lisboa,

[email protected];

2 Escola Superior de Comunicação Social-Instituto Politécnico de Lisboa e Plataforma

Portuguesa das ONGD, [email protected];

3 Escola Superior de Comunicação Social-Instituto Politécnico de Lisboa, [email protected]

Sumário: Neste trabalho, pretende-se conhecer a realidade das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) existentes em Portugal no que se refere à forma como comunicam com os stakeholders. Através de um inquérito por questionário foi feito um levantamento das práticas comunicacionais existentes nas organizações registadas no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Os resultados deixam claro que é necessário reforçar o papel da comunicação nestas organizações.

Palavras-chave: Análise de Agrupamento, Comunicação Estratégica, ONGD.

As organizações da sociedade civil, no geral, e as organizações não governamentais para o desenvolvimento (ONGD) em particular, têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais importante na nossa sociedade, ganhando desta forma mais visibilidade e reconhecimento.

Para as grandes organizações internacionais, como por exemplo, a Red Cross, a Caritas, a Oxfam, a Médecins du Monde ou a Medecins sans Frontiéres a comunicação estratégica tem sido considerada essencial para o conhecimento e reconhecimento destas organizações. No entanto, alguns estudos (por exemplo, Lourenço, 2009, Machado, 2009, Nunes, 2011) apontam para grandes lacunas existentes na forma como algumas organizações portuguesas e até mesmo congéneres portuguesas de organizações internacionais entendem, gerem e desenvolvem as suas políticas de comunicação.

Neste trabalho, com o objetivo de conhecer as ONGD em Portugal e fazer um levantamento das suas práticas comunicacionais, foram contactadas todas as organizações não governamentais para o desenvolvimento registadas no Ministério dos Negócios Estrangeiros em maio de 2016. Das 185 ONGD registadas, 77 colaboraram neste estudo. Foi enviado um questionário por correio eletrónico a cada uma destas 77 organizações, e agendada uma hora para que se pudesse contactar o responsável pela comunicação ou pela organização com o objetivo de responder ao questionário por telefone.

O questionário baseou-se em questões objectivas que permitem (i) caracterizar a organização (ex. data da criação da organização, número de trabalhadores e as principais atividades), (ii) avaliar o logótipo (ex. quando foi criado/alterado, as cores usadas e em

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que suportes aparece), (iii) perceber como a organização comunica com os stakeholders (ex. se tem fachada do edifício, identificação à porta da sede, receção, veículos identificados, site, facebook, email, roll-up, newsletter e vídeo) e (iv) avaliar a importância da comunicação (ex. quais as ações de comunicação existentes, de quem é a responsabilidade e qual a sua formação).

Os resultados obtidos permitiram fazer um mapeamento das ONGD em Portugal continental, donde se destaca a concentração em Lisboa. Recorrendo a uma análise de agrupamento para dados binários baseada em modelos de mistura de binomiais (Silvestre et al., 2008) foi possível encontrar e caracterizar segmentos com práticas comunicacionais semelhantes. Para identificar as características mais relevantes em cada um dos segmentos também foram usados o teste de independência do qui- quadrado e a divergência de Jensen- Shannon.

Figura1: Distribuição das ONGD por NUTS II com indicação das cores mais usadas na comunicação da ONGD. Agradecimentos: Este trabalho insere-se nos projetos de Investigação, Desenvolvimento, Inovação e Criação Artística do Instituto Politécnico de Lisboa -IDI&CA do IPL – 2016. Também agradecemos o apoio dado pela Plataforma Portuguesa das ONGD e a colaboração dos alunos 3º de Relações Públicas e Comunicação Empresarial: Inês Castelo, Pedro Rondão, Tânia Amaral e Vlada Domanska.

Referências

Bates, D. (1997) Public Relations For Charities and Other Nonprofit Organizations, Lesly, Philip - Leslyʼs Handbook of Public Relations and Communications. 5ª Edição, 569-590, Chicago: Contemporary Books. Boyer, R. (1997) Public Relations and Communications for Nonprofit Organizations, Caywood, Clarke L. - The Handbook of Strategic Public Relations & Integrated Communications, 481-498, New York: McGraw- Hill Education.

Machado, T. (2009) ONGD: O Papel da Comunicação no seu Conhecimento e Reconhecimento, Tese de Mestrado, Escola Superior de Comunicação Social.

Silvestre, C., Figueiredo, M. A. T. & Cardoso, M. G.M. S. (2008) Clustering with Finite Mixture Models and Categorical Variables. IN BRITO, P., Physics-Verlang, 109-116. Proceedings of the 18th International Conference on Computational Statistics.

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Sessão de Posters I – 6ª Feira, 21 de Abril (11:25)

Comparing data from CAPI and CAWI surveys

Paula Vicente1, Elizabeth Reis2

1 Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), BRU-IUL, [email protected] 2 Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), BRU-IUL, [email protected]

Abstract: Mixing modes to collect survey data may reduce data comparability since different modes a) provide access to different types of people, b) attract different types of respondents, and c) elicit different responses. The decision to mix modes requires survey practitioners to evaluate and quantify the impact of mode on data quality. This study explores some of the issues surrounding the use of CAWI surveys (Computer- assisted web-based interview), in particular the extent to which data from a CAWI survey can be matched to data from a CAPI survey (Computer-assisted personal interview).

Key-words: Data quality, Mixed-mode survey, Mode effects

Survey researchers can choose from a wide range of methods of collecting information from sample members. The most commonly used methods or ‘modes’ of data collection include: (1) computer-assisted personal interviewing (CAPI) in which the questionnaire has been programmed into a laptop or handheld computer; (2) computer- assisted telephone interviewing (CATI), in which respondents participate in a survey either via a fixed-line telephone or mobile phone, and (3) self-administered questionnaires, in which respondents are invited to complete either a paper questionnaire, or a questionnaire hosted on the Internet, sometimes referred to as computer-assisted web interviewing (CAWI).

Choosing one mode over another involves an assessment of the strengths and weaknesses of each with respect to a range of different factors. Firstly, modes vary in the extent to which they provide access to different survey populations. For example, for surveys of nationally-representative samples, face-to-face interviews usually offer the most dependable method of accessing sample members (depending on the availability of comprehensive lists of addresses), because in theory, interviewers can visit any household in the country. Secondly, modes vary in the extent to which they are suited to the administration of questionnaires of different types (Czaja and Blair, 2004). Questionnaires differ in length and complexity, for instance in terms of the routing and skip patterns that guide respondents to applicable questions. Web-based questionnaires have the advantage of being programmed with sophisticated interactive designs to ensure only those questions that are applicable to the respondent (based on responses to previous questions) are presented. Thirdly, data collection methodologies can differ in what concerns the quality of the data collected. A range of different sources of bias, including coverage error, non-response error, and measurement error can affect data quality in surveys (Jäckle and Roberts 2007, Roberts 2007). Mode effects increase the

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total amount of error in survey results and are especially problematic in surveys that use a combination of modes, because of their effect on the comparability of the data.

This study explores some of the issues surrounding the mixed use of CAWI and CAPI modes, namely i) demographic differences in the profile of the respondents, ii) differences in the distributions of the variables under study, iii) interviewer effect and social desirability bias in CAPI surveys, and iv) mode effects of CAWI and CAPI surveys, including how response scales are used. Data comes from parallel surveys on Consumption and Natural Environment conducted in Portugal using CAWI and CAPI methodologies; data were compared before weighting and following demographic weighting. CAWI sample was weighted to match the CAPI sample demographics.

Table 1: Effect of mode on response distribution of Q1

Q1: The solid waste generated in our households is part of man’s history since its production is inevitable CAPI CAWI Unwei ghted % Unwei ghted % Demogr aphic Weighted % 1-Totally disagree 5.3 9.1 5.6 2 9.5 19.3 16.7 3 22.1 31.8 37.8 4 28.4 22.7 17.8 5-Totally agree 34.7 17.0 22.2 Base 95 88 90

Pearson χ2 test p-value - 0.020 0.034

A significant association was found between demographics and survey mode, specifically in educational level, working status and household monthly income (outcomes not presented). Table 1 presents the outcomes of one of the analysis undertaken (Question 1) to assess the distribution of responses. The Pearson χ2 test was

performed to evaluate the independence between CAPI and CAWI unweighted and CAPI and CAWI weighted outcomes.

The perception about solid waste is significantly associated with the mode (p- value=0.02). Specifically, CAPI respondents are more likely to disagree with the statement about solid waste than CAWI respondents. This pattern did not change after weighting the CAWI sample by household monthly income (p-value=0.034), thus suggesting a non- ignorable mode effect.

References

Czaja, R., Blair, J. (2004). Designing surveys: A guide to decisions and procedures. Pine Forge: Sage Publications.

Jäckle, A., Roberts, C. (2007). Assessing the effect of data collection mode on measurement. Proceeding of the 56th International Statistical Institute Session. 22-29 August, Lisbon.

Roberts, C. (2007). Mixing modes of data collection in surveys: A methodological review. ESRC National Centre for Research Methods NCRM Methods Review Papers NCRM/008.

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Sessão de Posters I – 6ª Feira, 21 de Abril (11:25)

Mapas dos valores europeus

Margarida G. M. S. Cardoso1, Luís Chambel2

1 Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Business Research Unit (BRU-IUL), Lisboa,

Portugal, [email protected];

2 Sínese, [email protected].

Sumário: Atitudes, crenças e padrões de comportamento de diversas populações em mais de trinta nações são medidos de dois em dois anos pelo European Social Survey (ESS). Neste trabalho procede-se a uma análise exploratória dos dados ESS7 (dados de 2016) agregados por regiões, respeitantes aos valores com que se identificam os cidadãos europeus inquiridos. Procura-se, nomeadamente, ter uma perspetiva agregada dos valores partilhados pelas diversas regiões que participaram neste inquérito. O algoritmo de Kohonen é utilizado para proceder à segmentação das regiões.

Palavras-chave: European Social Survey, Kohonen, Segmentação, Valores

Os dados analisados referem-se ao European Social Survey, um inquérito transnacional dirigido maioritariamente a cidadãos Europeus e que se realiza de dois anos por toda a Europa, desde 2001.

São considerados para análise os dados respeitantes aos valores com que se identificam os 40.185 cidadãos europeus inquiridos. Valores como “Importante ter novas ideias e ser criativo” ou “Importante viver em ambientes protegidos e seguros” (por exemplo) são medidos em escala ordinal: 1=Muito parecido comigo, 2=Parecido comigo, 3= Um pouco parecido comigo, 4= Pouco parecido comigo, 5= Não parecido comigo, 6= Nada parecido comigo

)

. Para a análise, estes dados são ponderados e agregados por região procurando-se determinar grupos de regiões com valores similares. Com o objetivo de obter uma identificação (/não identificação) mais clara das regiões com os valores, são consideradas base de agrupamento as percentagens de respondentes nos níveis 1+2 e nos níveis 5+6 da escala de resposta.

Para agrupar as regiões é usado o algoritmo de Kohonen – SOM - Self Organizing

Maps (Kohonen, 2001) - sendo ensaiadas parametrizações alternativas da rede,

procurando-se um compromisso entre simplicidade das configurações obtidas e a qualidade (coesão-separação) que se lhes associa. Deste modo a solução proposta inclui 9 grupos que se distribuem pelo mapa da Figura 1.

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Figura 1: Distribuição dos grupos de regiões

A caracterização dos grupos constituídos atende às variáveis base de agrupamento que melhor discriminam entre eles, segundo a medida CART - Classification and

Regression Trees de importância relativa (Breiman et a.l., 1984).

A solução proposta poderá ainda ser revista considerando novas metodologias de análise, em particular, de dados simbólicos. Estas deverão atender à natureza ordinal da escala de medida.

Referências

Breiman, L., Friedman, J., Olshen, R., & Stone, C. (1984). Classification and Regression Trees. California: Wadsworth, Inc.

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Programa e resumos 111

Sessão de Posters I – 6ª Feira, 21 de Abril (11:25)

A utilização da Internet para viagens: Comparação da Geração Y com os

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