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LISTE DES

LISTE DES TABLEAUX

E. EVOLUTION ET PRONOSTIC

II. PHYSIOPATHOLOGIE- PHYSIOPATHOLOGIE-HISTOLOGIE

2. Physiopathologie des HSF secondaires:

2.3. Les causes toxiques :

“Guerra de Canudos”, 1997, BRASIL, Direção: Sérgio Rezende “Olga”, 2004, BRASIL, Direção: Jayme Monjardim

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REFERÊNCIAS:

CUNHA, E. Os sertões – Campanha de Canudos. 29ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.

FERNANDES, F. Fundamentos da explicação sociológica – 3ª ed. Rio de Ja- neiro: LTC, 1978.

____________________. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Ática, 1978.

FREYRE, G. Casa grande e senzala. 46ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. GOMES, C. A educação em perspectiva sociológica. São Paulo: EPU, 1985. IANNI, O. Sociologia da Sociologia – o pensamento sociológico brasileiro. 3ª ed., São Paulo: Ática, 1989.

PRADO JÚNIOR, C. Formação do Brasil contemporâneo. 23ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2000.

MOREIRA, M. A vida dos grandes brasileiros – Cândido Portinari. Cajamar: Três, 2001.

VIANNA, M. A. G. Revolucionários de 35: sonho e realidade. São Paulo: Com- panhia das Letras, 1992.

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que você acha de obedecer regras, de cumprir ordens, de seguir caminhos que já foram preestabelecidos para vo- cê?

É provável que você e muitos de seus colegas digam que não gostam de obedecer regras, e alguns cheguem mesmo a afirmar com uma pontinha de orgulho que só fazem aquilo que gos- tam ou que têm vontade...

Pois saibam que não é bem assim que as coisas acontecem. Mes- mo que você se considere um rebelde, você está muito mais dentro da ordem que imagina, principalmente se você é um aluno devidamen- te matriculado no Ensino Médio, e está lendo este texto na escola ou em sua casa.

Por que estamos falando disso?

Para dizer que vivemos numa sociedade totalmente institucionali- zada, ou seja, vivemos “imersos” em instituições sociais, portanto, so- mos continuamente levados a realizar coisas que não escolhemos, e na maioria das vezes as realizamos “naturalmente”, sem questionar de on- de e de quem partiu aquela idéia ou aquela ordem.

Todo o nosso pensamento e nossa ação foram aprendidos e con- tinuam constantemente sendo construídos no decorrer de nossa vi- da. Muito do que fazemos foi pensado e estabelecido por pessoas que nem existem mais. Desde o momento de nosso nascimento até a nos- sa morte estamos sempre atendendo às várias expectativas dos vários grupos que participamos.

Por isso, nosso objetivo com este estudo é colocá-lo em contato com algumas instituições sociais muito presentes e atuantes em nossa sociedade, mais especificamente três: a escola, a religião e a família. Colocar em contato quer dizer conhecer um pouco das origens históri- cas das instituições, ou como foram construídas pelas diversas socieda- des ao longo do tempo; perceber as transformações que foram sofren-

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do e como se configuram hoje, conhecer as diversas possibilidades de leitura oferecidas pela Sociologia, e, principalmente, nos enxergarmos como parte integrante dessas instituições. Não como uma peça num ta- buleiro de um jogo, mas como sujeitos atuantes e com capacidade de mudar as regras do jogo quando considerarmos necessário.

Nossa intenção ao propor este tema de estudo vai muito além da simples informação de conteúdos da Sociologia, avalizados pelos gran- des nomes dessa ciência. Pretendemos que você, com auxílio dos ins- trumentais teóricos da Sociologia, possa compreender a dinâmica da sociedade contemporânea, aprenda a questionar as “verdades” que lhe são colocadas, e possa inserir-se de forma crítica e criativa nas diver- sas instituições sociais que compõem o sistema social.

Vamos pontuar alguns aspectos destas três instituições: família, es- cola e religião.

Nascemos todos em algum lugar da sociedade: num bairro de pe- riferia, num edifício no centro da cidade, numa favela, num condomí- nio fechado, e pertencemos quase sempre a algum tipo de família. É dentro da família que aprendemos os primeiros valores do grupo e da sociedade a que pertencemos. Os pais (ou aqueles que cumprem es- te papel), criam e provêm os filhos de condições para a subsistência e esperam desses respeito e obediência. A sociedade espera que os pais trabalhem e tenham uma vida honesta, às mães cabe o amor incondi- cional, capaz de fazê-las abrir mão da própria vida para ver a felicida- de de seus filhos. Isso pode parecer um pouco exagerado, mas, às ve- zes, a caricatura de uma situação nos permite enxergá-la melhor.

Bem, crescemos ouvindo que a família é um lugar “sagrado”, que devemos respeitar nossos pais, que tanto sacrifícios fizeram por nós. Crescemos ouvindo que é o bem mais importante de um homem, e quando finalmente crescemos, “desejamos” formar outra família, por- que é isto que esperam de nós. Mas se não agirmos dessa forma espe-

rada, se não nos transformarmos no pai trabalhador, na “mãe santa”, no filho respeitoso? Se escolhermos outro caminho e outros valores? Aí sofreremos o que a Sociologia chama de coerção social – significa que seremos coagidos e pressionados pelo grupo familiar e pelas pessoas próximas desse, a retomar os valores preestabelecidos.

É o grupo familiar que também vai nos indicar os caminhos escola- res e profissionais. Para algumas famílias, percorrer toda a carreira es- colar sem interrupção é algo indiscutível, e desviar-se deste caminho previsto pode ser traumático. Novamente não escolhemos, mas as es- colhas já estão feitas. Quase sempre fazemos o que é esperado.

Passemos agora para a escola. Essa instituição ensina-nos novos pa- drões de comportamento, ou reforça aqueles que já trazemos de nos- sa classe social e tenta nos fazer acreditar que somos todos iguais, por- que podemos nos sentar igualmente nas carteiras escolares. Mas tão logo os alunos percebem que para haver igualdade é necessário mais do que um lugar na escola, começam as reações contrárias à ordem. São as chamadas questões disciplinares.

A escola valoriza a ordem, a disciplina, o bom rendimento. Os ado- lescentes vêem neste momento de suas vidas a oportunidade de rebe- lar-se contra os padrões de comportamento estabelecidos, de agredir tudo que representa autoridade, de desprezar o que não atende a seus interesses imediatos...

Há uma outra instituição social com a qual você provavelmente também convive. Caso tenha sido batizado ou iniciado em alguma re- ligião em sua infância, e tenha crescido seguindo os ensinamentos de sua igreja, você desenvolveu o que se chama de pensamento sagrado.

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Você explica fenômenos da vida e da morte de acordo com os precei- tos de sua fé. Você conhece os rituais de sua igreja e respeita, ou ao menos sabe o significado das principais datas religiosas. Se, em algum momento de sua vida, você resolver se desligar de sua religião, esteja certo de que sofrerá forte pressão de seu grupo religioso, o qual mui- to o indagará a respeito de sua decisão, e mais do que isso, fará tudo para demovê-lo de sua decisão.

Com esses exemplos é possível perceber o quanto as instituições direcionam nossas ações, às vezes de forma tão sutil que não percebe- mos que as situações vivenciadas cotidianamente são em sua maioria reproduções de antigas instituições sociais.

Também será possível que um dia você chegue à conclusão de que uma ou todas as instituições não são assim tão importantes para a sua vida. Você verá sobre isto nos Folhas a seguir, que em diversos mo- mentos da história, alguns grupos sociais e alguns indivíduos negaram a necessidade da autoridade, fosse esta política, familiar, religiosa, edu- cacional ou qualquer outra. Acreditavam na capacidade de auto-gover- no do ser humano, na liberdade e na autonomia de pensamento. Aliás, hoje é possível encontrar em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, pessoas que vivem em comunidades alternativas, que negam os valores do pensamento dominante, e constróem suas próprias regras, com base na visão que têm da sociedade e do planeta.

Mas para chegar até isso, e quem sabe superar este modelo de so- ciedade e de instituições sociais a que estamos sujeitos hoje, é preci- so muito estudo e a construção de projetos coletivos. E é isto que es- tamos lhe propondo nestes textos que se seguem.

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A INSTITUIÇÃO

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