rural , o local do depósito deve ser livre de inundações e afastado de fontes d’água e outras construções como residências, instalações para animais, escolas etc. As paredes devem ser de alvenaria, inclusive as divisórias
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internas, com boa ventilação e iluminação natural. O piso deve ser cimentado e liso para facilitar a limpeza. Telhado resistente e leve, sem goteiras. Os drenos de chuva devem ser canalizados e muito bem protegidos dos efeitos da movimentação de pessoas e veículos. Drenos separados para possíveis vazamentos devem ser dirigidos para uma caixa de contenção. As instalações elétricas devem estar em bom estado de conservação para evitar curto circuito e incêndios. O depósito deve estar sinalizado com uma placa “cuidado veneno”. As portas do armazém devem permanecer trancadas para evitar a entrada de crianças, animais e pessoas não autorizadas. Os produtos devem estar de forma organizada, de preferência em prateleiras, afastados do chão, com os rótulos voltados para frente, e separados de alimentos, rações, medicamentos e sementes. Os produtos granulados ou em pó devem ser armazenados acima dos de formulação líquida, para evitar contaminação; alem disso, devem ser separados por classe de produto: herbicidas, inseticidas, fungicidas etc. Não é recomendável armazenar estoques de produtos além das quantidades para uso a curto prazo (no máximo uma safra). Quanto aos restos de produtos, não devem ser retirados de suas embalagens originais ou guardados sem tampa. Observar se as embalagens não tem vazamento. Recomenda-se ter no interior do armazém, materiais absorventes como areia para conter vazamentos - não usar água.
4 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI são ferramentas de
trabalho que visam preservar a saúde do trabalhador que manuseia produtos fitossanitários, a fim de reduzir a exposição ao produto e, consequentemente, diminuir/anular a probabilidade de intoxicações. Vem ser um complemento a outras medidas para reduzir os riscos de contaminação.
É importante ressaltar que o risco de intoxicação é definido como a probabilidade estatística de uma substância química causar efeito tóxico. O risco é uma função da toxicidade do produto e da exposição. A toxicidade é a capacidade potencial de uma substância causar efeito adverso à saúde. Em tese, todas as substâncias são tóxicas e a toxicidade depende basicamente da dose e da sensibilidade do organismo exposto. Quanto menor for a dose de um produto que cause um efeito adverso, mais tóxico é o produto. Esta característica é intrínsica ao produto e não há como alterá- la; portanto, para diminuir o risco, devemos diminuir a exposição, utilizando os EPI.
Os Principais Equipamentos de Proteção Individual são:
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orgânicos, névoas ou finas partículas; LUVAS: um dos equipamentos de proteção mais importantes, devido à alta exposição das mãos ao produto. Devem ser a base de nitrila ou Neoprene , sem forro e ter cano longo;
VISEIRA FACIAL: protege os olhos e o rosto contra respingos durante o
manuseio e a aplicação. A viseira deve ter a maior transparência possível e não distorcer as imagens. O suporte deve permitir que a viseira não fique em contato com o rosto do trabalhador e embace; JALECO E CALÇA
HIDRO-REPELENTES: são confecionados em tecido de algodão tratado
para tornarem-se hidro-repelentes ou em não tecido. São apropriados para proteger o corpo dos respingos do produto formulado; BONÉ ÁRABE: confeccionado em tecido de algodão tratado para tornar-se hidro-repelente. Protege o couro cabeludo e o pescoço contra respingos; CAPUZ OU
TOUCA: peça integrante de jalecos ou macacões, podendo ser em tecidos
de algodão tratando para tornarem-se hidro-repelente ou em nãotecido. Substituem o boné árabe na proteção do couro cabeludo e pescoço;
AVENTAL: produzido com material resistente a solventes orgânicos (PVC,
bagum ou - nãotecidos), aumenta a proteção do aplicador contra respingos de produtos concentrados durante a preparação da calda ou de eventuais vazamentos de equipamentos de aplicação costal; BOTAS: devem ser preferencialmente de cano alto e resistentes aos solventes orgânicos, por exemplo, PVC. Sua função é a proteção dos pés.
Após a aplicação, o trabalhador deve tomar banho com bastante água e sabonete, vestindo roupas limpas. As vestimentas de proteção devem ser lavadas com água abundante e sabão neutro, separados da roupa da família. Elas não devem ser esfregadas e nem deixadas de molho para não comprometer o tratamento. Recomenda-se que as vestimentas de algodão sejam passadas a ferro para aumentar sua vida útil. As botas, luvas e viseiras devem ser enxaguadas com bastante água.
A intoxicação durante o manuseio ou a aplicação de produtos fitossanitários é considerado acidente de trabalho. A legislação trabalhista brasileira determina o uso de EPI que possua o Certificado de Aprovação – C.A. no Ministério do Trabalho. O não cumprimento poderá implicar em multas ao empregador e ações de responsabilidade cível e penal. O empregado poderá ser demitido por justa causa, pois é sua obrigação usar o EPI. O empregador tem como função: fornecer os EPI adequados ao trabalho; instruir e treinar quanto ao uso; fiscalizar e exigir o uso e fazer a manutenção e a reposição dos EPI. A fim de uma eventual comprovação na justiça, recomenda-se que o empregador arquive notas fiscais de compra de EPI, comprovantes de recebimento de EPI assinados pelos empregados, lista de presença e fotos de treinamentos ministrados. É preciso ressaltar
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que parte dos empregadores alegam que EPI são caros. Estudos comprovam que os gastos com EPI representam, em média, menos de 0,05% dos investimentos necessários para uma lavoura. Em alguns casos como a soja e o milho, o custo cai para menos de 0,01%.
5 - Tecnologia de Aplicação: O sucesso do controle de pragas,
doenças e plantas daninhas depende muito da qualidade da aplicação do produto fitossanitário. A maioria dos problemas de mau funcionamento dos produtos na lavoura é devido à aplicação incorreta. Além de desperdiçar produto, poderá haver contaminação do meio ambiente e dos trabalhadores. O defensivo agrícola deve exercer a sua ação sobre o organismo que se deseja controlar. O alvo a ser atingido é esse organismo, seja ele uma planta daninha, um inseto, uma bactéria (alvo biológico) etc. Qualquer quantidade do produto químico que não atinja esse alvo, não terá qualquer eficácia e se constituirá em perda. Quando se planeja uma aplicação deve- se levar em consideração também, as características do produto utilizado, do equipamento, o momento da aplicação e as condições ambientais.
A manutenção/preparo do equipamento é fundamental. Colocar bicos e filtros adequados e fazer manutenção dos mesmos. Existem vários modelos de pontas disponíveis, cada uma produzindo um espectro de tamanho de gotas diferente, larguras e padrões diferentes de deposição, sendo portanto, muito importante saber escolher àquela mais adequada ao trabalho a ser realizado. O tipo e tamanho são selecionados em função do produto que se deseja aplicar, da superfície a ser tratada e do volume de calda desejado. A regulagem e calibração são fundamentais.
Não aplicar nas horas mais quentes do dia – o produto evapora antes de alcançar o alvo, com ventos fortes – problemas de deriva, e com possibilidade de chuva (dependendo do produto).
Lavar o equipamento e verificar seu funcionamento após cada dia de trabalho.
É fundamental, antes de qualquer pulverização, ler a bula para tomar conhecimento das medidas a serem tomadas para melhor eficiência do produto e minimização dos riscos.
6 - Preparo da calda é a atividade de maior risco, pois o usuário irá
manipular o produto puro, altamente concentrado. A calda deve ser preparada numa quantidade suficiente para aplicar na área. Caso sobre calda após a aplicação, diluir 10 vezes e aplicar em carreadores e bordaduras.
VII SBPIF – Fortaleza, Ceará, Brasil - 2005 92 7 - Destino de embalagens vazias dos produtos fitossanitários é uma
preocupação antiga da indústria. Através da ANDEF, que estabeleceu parcerias no início da década de 90, em particular com a Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo, foi desenvolvida uma metodologia pioneira na descontaminação das embalagens rígidas (plásticas, metálicas e de vidro) de produtos diluídos em água – a Tríplice Lavagem. Com o advento da Lei Fed. 9.974, de 06/06/00, regulamentada na época pelo Dec. Fed. 3694, de 21/12/00, foi determinada a destinação final de embalagens para reciclagem ou inutilização, tornando obrigatória, sempre que possível, a operação de tríplice lavagem/lavagem sobre pressão. Hoje, vigora o Dec. Fed. 4.074, de 08/01/02 que mantém essas exigências. A legislação estabeleceu responsabilidades para os usuários (tríplice lavagem ou lavagem sob pressão e entrega de embalagens nas unidades de recebimento), os revendedores (disponibilização e gerenciamento de unidades de recebimento e os fabricantes (recolhimento e destinação adequada das embalagens) dos produtos fitossanitários:
A Associação Nacional de Defesa Vegetal – ANDEF, vem decididamente trabalhando para que o uso inadequado e os erros ocorridos na história dos defensivos não mais se repitam. O profissional de ciências agrárias tem sido o principal alvo nos programas de educação e treinamento de nossa associação, pois ele é o elo entre a tecnologia e o produtor rural. Temos certeza de que o desenvolvimento da percepção do risco, aliado a um conjunto de informações e regras básicas de segurança, através de programas de educação e treinamento é de fundamental importância para eliminar as causas dos acidentes no campo e a garantia da preservação da saúde e do bem estar dos trabalhadores rurais.