CHAPTER 8 CARD READER DRIVER
8.6 CARD READER DATA FORMATS
Durante a investigação foram incluídos todos os 13 professores de Biologia do Ensino Médio de cinco escolas, sendo duas em Mucuri – Bahia: (Colégio Estadual Jaci Ferreira Costa com 461 alunos e Colégio Estadual Integração, com 1.273 alunos) e três escolas em Nova Viçosa – Bahia: (Colégio Estadual John Kennedy com 244 alunos, Colégio Estadual Eraldo Tinoco com 649 alunos, e Colégio Estadual Prof. Jane Assis Peixoto, com 764 alunos matriculados nesse ano letivo de 2017).
Os questionários semiestruturados (APÊNDICE C) foram confeccionados considerando questões abertas e fechadas. Os 13 professores que atuam na disciplina de Biologia receberam esse questionário, mesmo aqueles que não possuíam formação em Biologia. Foram devolvidos 12 questionários devidamente preenchidos. Existe uma condição entre esses profissionais sobre os seus vínculos trabalhistas: 04 (quatro) são Efetivos (submetidos a concurso público para exercício da função como funcionário público) e 08 (oito) são REDA - Regime Especial de Direito Administrativo (submetidos a uma seleção para exercer a função, mas com contrato temporário). Para melhor visualização, esta situação é mostrada no Gráfico 1, cujas categorias referem-se ao vínculo trabalhista e formação acadêmica.
Gráfico 1 - Professores participantes da pesquisa quanto ao vínculo trabalhista,
formação em Biologia e/ou na área de Educação.
7 3 1 1 0 2 4 6 8 10 12 N° d e P rofe s s ores pe s qu is ad os
BIOLOGIA OUTRA FORMAÇÃO
FORMAÇÃO E VÍNCULO DOS PROFESSORES
Professores REDA
Professores Efetivos
Lendo as informações contidas no gráfico, podemos inferir que 83% dos professores de Biologia possuem formação específica – o que pode ser interpretado como um fator positivo. Contudo, apenas 04 docentes são efetivos, ou seja, concursados e, portanto, estáveis no cargo. Os demais, ou 2/3 do total, são professores temporários e que por tal condição trabalham num regime precário ou instável. Em geral, estes profissionais percebem uma remuneração inferior e por isso se sobrecarregam de aulas pela condição contratual. Na atual conjuntura do país vários profissionais buscam uma colocação no mercado de trabalho, nesse caso especificamente, temos os da educação que para fazê-lo pouco exigem.
No desenvolvimento da pesquisa, cuja intenção maior foi investigar os desafios didático-pedagógicos dos professores de Biologia do ensino médio do estado da Bahia, o primeiro passo foi visitar as Unidades Estaduais de Ensino (UEE), onde foram viabilizadas conversações com os gestores. Nessa oportunidade, coube a apresentação do professor pesquisador aos demais professores que participaram da pesquisa. Esclareceu-se os objetivos da pesquisa, o convite à participação e um retorno à UEE para a entrega dos questionários.
Ao retornar a UEE, foram deixados os questionários com um comunicado aos professores (APÊNDICE – B) com esclarecimentos do seu preenchimento, o contato do professor pesquisador para elucidar possíveis dúvidas e o período aproximado em que os mesmos seriam recolhidos. Os professores participantes foram autorizados pelos gestores, caso preferissem, a possibilidade de responder ao questionário no período de suas atividades complementares (AC). Nesta mesma ocasião foram entregues a cada professor um Termo de autorização para divulgação de dados (APÊNDICE – D) e, também a cada diretor Termo de autorização para divulgação de dados da escola (APÊNDICE – E).
Conforme a data prevista, foram recolhidos os termos dos dirigentes e professores, assim como os questionários, num total de 12 questionários dos 13 que foram distribuídos. De posse dos questionários devidamente preenchidos, a próxima etapa foi categorizar os dados a partir da análise dos mesmos.
Nessa análise, buscamos sistematizar as questões fechadas, enquanto que as questões abertas nos direcionaram a problematizar. Partindo de reflexões feitas
pelos professores participantes, sendo essas críticas e de forma construtiva, relacionando a realidade com a sua prática, visando uma maior compreensão do todo em que está inserido.
Os dados foram analisados, categorizados e interpretados pela análise de conteúdo. Analisar o conteúdo pode ser definido como um “[…] conjunto de instrumentos metodológicos cada vez mais sutis em constante aperfeiçoamento, que se aplicam a “discursos” (conteúdos e continentes) extremamente diversificados.” (Bardin, 2016, p.15).
Com o propósito de investigar a situação dos professores, nos debruçamos nas suas respostas de forma a perceber a sua trajetória formativa, as suas inovações e acompanhamento das mudanças, os suportes que lhes são dados para o exercício de sua prática docente e as diversas formas de tratamento recebidas por estes profissionais e suas condições de trabalho.
Baseando-se na proposta da pesquisa, o questionário semiestruturado (APÊNDICE - C) foi confeccionado a partir de blocos de questões que atendessem aos objetivos e da seguinte forma: 1. Dados do professor; 2. Formação; 3. Situação funcional; 4. Condições de trabalho; 5. Didática e formação continuada e 6. Reconhecimento profissional. Todos os blocos visaram à busca, direta e indireta, de informações que tornassem possíveis esclarecer os questionamentos.
Para facilitar os procedimentos seguintes, como análise de conteúdos e categorização, fez-se a transcrição dos questionários (APÊNDICE – A), observou-se a preservação dos nomes dos professores participantes da pesquisa para não haver exposição dos mesmos.
A partir das respostas dos professores de cada escola participante é que se fez a análise de conteúdo, no que diz respeito às suas práticas, particularidades encontradas no cotidiano do exercício de sua função bem como sua valorização, os seus anseios, suas sugestões e desabafos. Partindo da sua formação acadêmica, especializações, chegando até mesmo, à forma como são percebidos pela comunidade escolar da qual fazem parte.
Procedemos com a organização da análise considerando as três etapas propostas por Bardin (2016, p.125), “[…] 1) a pré-análise; 2) a exploração do material; 3) o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação.” Onde se considera a pré- análise a etapa de organização do material a ser estudado; a exploração do material, também considerada a fase de análise, é a codificação, classificação e categorização do material e, o tratamento dos resultados: a inferência e a interpretação, é o momento da reflexão, das conexões com o que se pesquisou, interpretações em relação aos objetivos propostos, fazendo-se as inferências possíveis.
A análise de conteúdo se deu através da categorização, que segundo Bardin (2016, p.147), “[…] é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto por diferenciação e, em seguida, por reagrupamento segundo o gênero (analogia), com critérios previamente definidos.” Sendo assim, as respostas dos professores foram separadas em categorias de análise.
Quanto ao critério de categorização, optou-se pelo semântico, que se organiza por temas. Nesse caso, analisamos um único tema: problemas e desafios didático- pedagógicos dos professores de Biologia da Rede Estadual de Ensino, pois o mesmo, por responder ao objetivo geral da investigação, permite a criação de subcategorias como: perfil dos professores de Biologia, condições de trabalho para a prática docente e formação continuada ofertada pelo governo da Bahia, os quais atendem aos objetivos mais específicos da investigação.
Todos os temas englobam e atendem aos objetivos propostos por esta pesquisa, estando implícitas subcategorias que remetem a questões cujas respostas poderão trazer à tona detalhes de condições de trabalho, oferta de formação continuada e acompanhamento pelo governo de resultados de possíveis programas que possam existir.