II. Description des expériences et des échantillons
III.1. Caractérisations magnétiques et chimiques
III.1.3. Caractérisations magnétiques : évolution du signal XMCD de la surface et du
A IARC foi criada em 19651, assumindo como primeira tarefa a sistematização de todo o universo de informações existentes sobre carcinogênicos
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INTERNATIONAL Agency for Research on Cancer. IARC monographs on the evaluation of carcinogenic
risks to humans: preamble. Lyon/FR, 2006. p. 1. Disponível em < http://monographs.iarc.fr/>. Acesso em 03 mar
humanos. Tratava-se de tarefa hercúlea, que demandaria décadas, uma tarefa continuada e ininterrupta, que ainda na segunda década do século XXI é executada com força total.
Dentre os objetos de estudo da IARC, relacionados com o câncer, estão os grupos de agentes químicos, de exposição ocupacional, agentes físicos e biológicos, metais pesados, além dos modos de vida do ser humano.
As pesquisas da Agência Internacional demonstram que a sociedade foi onerada anualmente com mais de dez milhões de novos casos de câncer até o ano de 2000 e, estima-se, se chegará ao ano 2020 com uma média de quinze milhões de novos casos por ano2.
Trabalhando com um sistema de monografias, a IARC já avaliou mais de 900 agentes, dos quais, aproximadamente 400 foram identificados como carcinogênicos ou potencialmente carcinogênicos para seres humanos3.
Para sua exata compreensão, explica-se a diferença entre cancer
hazard e cancer risk: O primeiro se refere ao agente capaz de causar câncer sob
determinadas circunstâncias. Cancer risk, por sua vez, é a estimativa dos efeitos esperados a partir da exposição a um dos cancer hazard4, isto é, o risco efetivamente criado em uma pessoa de que ela desenvolverá câncer.
Os estudos identificam, inclusive, aqueles carcinogênicos cujos riscos de desenvolvimento de câncer são muito baixos sob as condições atuais de uso e exposição. Isso, pois, já se trabalha com a hipótese de novas formas de uso não previstos da substância, que poderiam causar riscos significativamente maiores.
Apenas será chamado de carcinogênico, contudo, aquele agente capaz de aumentar a incidência de neoplasias malignas ou aumentar sua severidade ou multiplicabilidade.
Adverte-se, ainda, que além de identificar agentes carcinogênicos, as pesquisas também envolvem a mensuração da dose necessária para causar
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INTERNATIONAL Agency for Research on Cancer. IARC monographs on the evaluation of carcinogenic
risks to humans: preamble. Lyon/FR, 2006. p. 1. Disponível em < http://monographs.iarc.fr/>. Acesso em 03 mar
2010. p. 1.
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Id. Ibid. p. 2.
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“A cancer ‘hazard’ is an agent that is capable of causing cancer under some circumstances, while a cancer
verdadeiro risco de desenvolvimento de neoplasias. Esses valores seriam importantes para a fixação de limites de tolerabilidade de exposição.
A seleção dos agentes a serem testados ocorre com base em dois critérios: a) desde que haja evidência de exposição humana; e b) desde que haja evidência ou suspeita da capacidade carcinogênica do agente.5
Cada monograph possui informações gerais sobre o agente, tais como sua forma de produção, uso, método de análise e detecção, suas fontes e rotas de contaminação humana. Essas informações variam de acordo com a espécie do agente6, se químico, biológico, físico, misturas, estilo de vida.
Os estudos são realizados em seres humanos e por meio de experimentos animais, cada qual com seus respectivos métodos. Em seres humanos, um importante fator observado nos estudos diz respeito às datas: quando é possível identificar a data a partir da qual se iniciou a exploração de um determinado agente, consegue-se medir e comparar a incidência de sintomas a partir da data de início da atividade exploratória com as ocorrências anteriores.
Inúmeras variantes do tempo são levadas em conta, como é o caso da idade da primeira exposição, o tempo decorrido desde o inicío e desde o fim da exposição, duração da exposição, se houve exposição cumulativa entre agentes7. Essas análises das variantes do tempo permitem inferir a eficácia do carcinogênico, se e quando iniciam seus efeitos no corpo humano.
Ainda com relação aos seres humanos, as experiências indicam que as primeiras manifestações epidemiológicas desde a exposição costumam levar mais de 20 anos. Apesar disso, a inobservância de efeitos por período inferior a 30 anos não significa, necessariamente, ser o agente não-cancerígeno.
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“Agents are selected for review on the basis of two main criteria: (a) there is evidence of human exposure and
(b) there is some evidence or suspicion of carcinogenicity”. INTERNATIONAL Agency for Ressearch on
Cancer. IARC monographs on the evaluation of carcinogenic risks to humans: preamble. Lyon/FR, 2006. p. 3.
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INTERNATIONAL Agency for Research on Cancer. Ibid. p. 7.
7
“Detailed analyses of both relative and absolute risks in relation to temporal variables, such as age at first
exposure, time since first exposure, duration of exposure, cumulative exposure, peak exposure (when Appropriate) and time since cessation of exposure, are reviewed and summarized when available.”
A causalidade é investigada, dentre outros, sob os seguintes parâmetros8: a) os efeitos em pequena escala não implicam necessariamente falta de causalidade, mas são importantes se determinada doença ou exposição são comuns; b) para resultados iguais ou semelhantes de nexo alcançados em estudos diversos, tem-se maior probabilidade de causalidade quando comparado com um único estudo isolado; c) quanto maior o aumento dos riscos a partir da exposição, mais forte os indicativos de causalidade, mas a falta dessa relação não implica necessariamente a inexistência de nexo causal; d) algumas manifestações reforçam a causalidade estabelecida, como quando uma espécie de tumor aparece vinculada à exposição a determinado agente.
De outro lado, muitas pesquisas são promovidas por meio de experimento animal. Para muitos dos carcinogênicos humanos atualmente conhecidos, primeiro foi atestado seu caráter cancerígeno em animais, como no caso das aflatoxinas, dietilstilbestrol, radiação solar e o cloreto de vinil9, o que atesta a idoneidade das pesquisas de carcinogênicos humanos a partir de animais. Ademais, é biologicamente plausível que se um agente se apresenta cancerígeno para animais, possa representar verdadeira ameaça cancerígena para seres humanos.
Ao final de cada estudo, pode-se chegar a um dos quatro resultados sobre o agente pesquisado10: a) evidências suficientes de carcinogenicidade em seres humanos, e a causalidade entre o câncer e a exposição estará com certeza estabelecida; b) evidências limitadas de carcinogenicidade em seres humanos, em que uma forte probabilidade de causalidade foi evidenciada, mas não se descarta sua inexistência em alguns casos; c) evidências insuficientes de carcinogenicidade em seres humanos, e os estudos existentes ainda são insuficientes para oferecer certeza sobre o agente ser ou não cancerígeno; d) evidências sugerem falta de carcinogenicidade em seres humanos, e os estudos possuem força probatória suficiente para atestar que o agente estudado não é cancerígeno para seres humanos.
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INTERNATIONAL Agency for Research on Cancer. IARC monographs on the evaluation of carcinogenic
risks to humans: preamble. Lyon/FR, 2006. p. 11-12. 9
Id. Ibid. p. 12.
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Como forma de sistematizar os resultados das pesquisas, cada agente é agrupado por categoria11, todas atualizadas periodicamente. A primeira categoria é composta pelos causadores de câncer em seres humanos. O segundo grupo, dividido em subgrupo 1 e subgrupo 2, abrange, respectivamente, os agentes provavelmente e possivelmente cancerígenos para seres humanos.
Quando as pesquisas e a tecnologia são insuficientes para aferir a carcinogenicidade de um agente, este não é classificável e é colocado no grupo 3. Por fim, no grupo 4 estão os agentes provavelmente não cancerígenos.
4.2 ASBESTOS
Por asbesto, segundo a Norma Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e Emprego, entende-se a:
forma fibrosa dos silicatos minerais pertencentes aos grupos de rochas metamórficas das serpentinas, isto é, a crisotila (asbesto branco), e dos anfibólios, isto é, a actinolita, a amosita (asbesto marrom), a antofilita, a crocidolita (asbesto azul), a tremolita ou qualquer mistura que contenha um ou vários destes minerais12.
Em outras palavras, são minerais, popularmente conhecidos como
amianto, que foi muito utilizados na construção civil (telhas, caixa d’água,
tubulações), para confecção de vestimentas e acessórios anti-chamas, para isolamento acústico ou térmico, entre outras aplicações13.
A maleabilidade aliada à alta resistência são suas principais qualidades, que garantiram sua extração e uso durante muitos anos em diversos países. No entanto, com as descobertas das doenças relacionas à exposição ao
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INTERNATIONAL Agency for Research on Cancer. IARC monographs on the evaluation of carcinogenic
risks to humans: preamble. Lyon/FR, 2006. p. 22-23. 12
BRASIL. MTE – Ministério do Trabalho e Emprego. Norma regulamentadora nº 15. p. 65. Disponível em <http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_15.pdf>. Acesso em 05 jan 2010.
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INSTITUTO Nacional do Câncer (INCA). Amianto. Rio de Janeiro. Disponível em <http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=15>. Acesso em 10 mar 2010.