CHAPITRE 4 : COUPLAGE ENTRE ELECTROCHIMIE ET MICROSCOPIE DE FLUORESCENCE POUR LA DETECTION
II. M ETHODES
6. Caractérisation de la NO-Synthase
Num contexto de globalização e de reestruturação da economia global, o turismo tem apresentado uma grande resiliência e capacidade de expansão económica. A sua estrutura e a conexão com outras atividades como os transportes, a construção, o comércio, entre outras, fazem com que este sector seja responsável por um conjunto múltiplo de impactos sobre a economia, o ambiente e a sociedade no seu conjunto. O turismo é uma atividade económica complexa que afeta a vida de milhões de pessoas em todo o mundo (SaeR, 2005), o que leva muitos países a desenvolverem estratégias de desenvolvimento que envolvem o turismo, porque acreditam que este pode dar um contributo importante para a resolução de problemas económicos e sociais que os países e regiões enfrentam (Oliveira e Manso, 2011).
Segundo Artesi (2007), pelas suas características intrínsecas, o turismo é uma atividade económica adequada para potenciar processos de desenvolvimento. Em Portugal, como em muitos outros países, pelo seu potencial de crescimento e pelas suas características intrínsecas, o turismo constitui um poderoso instrumento de apoio ao crescimento e ao desenvolvimento económico. O Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) salienta que a “importância do turismo na economia deve ser crescente, constituindo-se como um dos motores do desenvolvimento social, económico e ambiental a nível regional e nacional” (GP, 2012: 7).
40
“ estratégia do Governo para o Turismo consubstancia-se na diferenciação e autenticidade do serviço e do produto, com presença numa combinação de mercados que reduzam as debilidades actuais de concentração em mercados e produtos, através da incorporação de elementos de inovação, eficiência na gestão dos recursos financeiros e regulação da actividade, com vista ao reforço da competitividade e massa crítica dos agentes económicos na cena internacional”
Para além de possuir um elevado significado macroeconómico, o turismo tem vindo a aumentar a sua relevância a nível regional. Fazenda et al. (2008: 84) referem mesmo que “um dos efeitos do turismo mais evidenciados é o seu contributo para o desenvolvimento regional.” A Tabela 3.1 apresenta sucintamente as razões que justificam que o turismo seja um motor de desenvolvimento regional.
Tabela 3.1 – Razões que justificam o turismo como motor de desenvolvimento regional
Endogeneiza os recursos locais (naturais, históricos ou culturais)
O desenvolvimento do turismo é função das especificidades de cada região e só é viável quando existem valores locais e regionais que garantam uma vocação turística
Promove a transferência de rendimentos Transferência de bens, serviços e rendimentos das regiões mais desfavorecidas para as menos desenvolvidas
Atenua desequilíbrios regionais Promove uma distribuição mais equitativa da riqueza entre as regiões desenvolvidas e as desfavorecidas
Impulsiona o investimento em infraestruturas básicas de suporte ao desenvolvimento turístico de uma região
Construção de vias de acesso (inter e intra-regionais), redes de saneamento básico e de abastecimento de água, energia e instalação de serviços públicos, permitindo, deste modo, também uma melhoria das condições de vida das populações
Contribui para a dinamização e modernização da produção local
Através da promoção do artesanato, serviços diversos, agricultura, agropecuária e outras.
Fonte: Adaptado de Cunha (2013) e Fazenda et al. (2008).
Nos últimos anos, o turismo tem seguido uma trajetória firma de crescimento. Como refere SaeR (2005: 96) “é inevitável que, nos anos vindouros, o turismo venha a ser um dos sectores estruturantes do modelo de desenvolvimento económico de Portugal” e que a estratégia de desenvolvimento tenha que se adaptar às contínuas mudanças no turismo.
A verdade é que enquanto atividade económica estruturada, o turismo só começou a ter expressão a partir das primeiras décadas do século XX, já que, até então, cada atividade do turismo era feita de forma isolada, sem qualquer integração dos diversos serviços de apoio ao turista, situação que se alterou. Nos anos 1950 começou a verificar-se a integração dos serviços de turismo, levando ao aparecimento de atividades de apoio ou complementares ao setor hoteleiro/alojamento. A partir desse momento, as viagens internacionais de férias expandiram-se, os agentes de viagens começaram a utilizar novas técnicas de venda, com recurso às TIC, a modernas técnicas de gestão e ao marketing. Para além das transformações
ocorridas do lado oferta, começaram também a surguir transformações e novos interesses do lado da procura, associados a novas formas de lazer, de desporto e de cultura (Foster, 1992).
Após a Segunda Guerra Mundial assistiu-se a um grande surto de crescimento da atividade turística, a um processo de massificação, consequência dos benefícios e rendimentos acrescidos decorrentes dos progressos económico, técnico, político e sociais verificados por essa altura. As melhorias nos meios de comunicação e transportes, a introdução das férias remuneradas, o desenvolvimento económico e o aumento no nível educacional das populações, despertaram nas pessoas o interesse em conhecer outros locais e outras vivências, o que estimulou a deslocação do local de residência habitual para outros locais onde pudessem desfrutar de bens e serviços atrativos. A expansão da atividade turística, bem como os seus efeitos nas economias globais, colocaram o turismo em lugar de destaque na agenda internacional e surgiu o chamado “turismo de massas”.
O conceito de turismo de massas apresenta quatro características bem marcantes: (i) é estandardizado, (ii) é inflexível, na medida em que é vendido sob a forma de pacote, (iii) é produzido em massa, isto é, em grande número; e, por último, (iv) é submetido a técnicas de marketing em larga escala a fim de promover a sua venda. O turismo de massas envolve um grande número de agentes, promove elevados resultados que, na maioria das vezes, não são reinvestidos em benefício da região de acolhimento. A clientela é indiferenciada e consome exatamente da mesma forma, não ponderando o aspeto local ou cultural da região de destino (Poon, 1993).
O turismo de massas contínua a revelar viabilidade económica. Porém, a alteração do conceito de férias do consumidor deu grande relevância ao turismo alternativo. Este último também conhecido por outras terminologias - ecoturismo, turismo verde, turismo de aventura e desporto e turismo rural - é dirigido a turistas mais exigentes e com novas motivações. O turismo alternativo desenvolve-se, preferencialmente, em pequena escala e, regra geral, os promotores são empresas ou indivíduos da própria região provocando, assim, impactos de menor dimensão e a possibilidade do reaproveitamento dos recursos endógenos.
O turismo alternativo, dirigido a segmentos de mercado perfeitamente identificados, tem preocupações de proteção e preservação dos recursos naturais, viabiliza, inclusivamente, a sua reconstituição, sendo por isso um parceiro na promoção do desenvolvimento sustentável. As novas tendências da procura turística resultam de complexas mudanças sociológicas, de uma perceção global do ambiente e da própria evolução histórica do fenómeno turístico e das sociedades em geral (Salgado e Leitão, 2009). Estas mudanças suscitaram uma maior procura dos espaços de lazer não congestionados, ecologicamente equilibrados, exóticos e remotos ou, simplesmente, onde o ambiente está melhor conservado e os turistas e visitantes podem
42
Na atualidade, o processo de desenvolvimento do turismo enfrenta grandes desafios. Esta atividade enfrenta enormes pressões do mercado, ações comerciais dinâmicas, competitividade intensa e aposta forte na quantidade e qualidade na prestação de serviços aos turistas (Ruschmann et al., 2004). O turista atual e futuro é mais exigente, valoriza os fatores qualidade, tempo, vivência de novas experiências e a integração em realidades locais (SaeR, 2005). Paralelamente existem novos mercados emergentes que, num futuro de médio/longo prazo, podem ter grande potencial de crescimento da procura, a nível nacional e internacional.