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Caractérisation initiale des échantillons

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ETUDE EXPERIMENTALE DE LA CARBONATATION DES BETONS

ETUDE EXPERIMENTALE DE LA CARBONATATION DES BETONS ET CIMENTS

2. Type B : méthode RILEM [17]

4.7.2 Caractérisation initiale des échantillons

O teor de N na parte aérea das plantas de feijoeiro reduziu durante o ciclo da cultura com o acúmulo de MS, num efeito de diluição do N (LEMAIRE; SALETTE, 1984). Devido ao efeito significativo e interação tripla dos dias após a semeadura (DAS), tempo de adubação de N e doses de N sobre o teor de N da parte aérea do feijoeiro, isolou-se o fator tempo de adubação de N (N-Fert. Grãos e N-Fert. Pastagem) a fim de produzir curvas de diluição do N em função das doses de N (0; 50; 100 e 150 kg ha-1) e da MS acumulada.

Ao confrontar a curva de diluição de N proposta por Lemaire e Salette (1984) para espécies de plantas C3 com as curvas de diluição geradas em cada dose de N para a cultura do feijoeiro (Figura 24), notou-se que todas as quatro doses de N aplicadas no tratamento N-Fert. Grãos resultaram em teor de N abaixo da curva crítica.

Neste tratamento, conforme a Figura 30 e o modelo proposto, somente as doses de 100 e 150 kg de N ha-1 e produção acumulada de MS de 6 Mg ha-1 é resultariam em teor crítico de N próximo ao estabelecido pelo modelo de Lemaire e Salette (1984). Nas demais doses N os teores de N na parte aérea das plantas ficaram aquém do proposto pelo modelo, indicando insuficiente estado nutricional nitrogenado da cultura.

Figura 24 - Desdobramento da interação tripla entre os dias após a semeadura (DAS), tempo

de adubação de N e doses de N sobre o teor de N da parte aérea do feijoeiro na safra 2016/2017 em relação a MS acumulada, comparada com a curva de diluição de N para plantas C3, N% = 4,8 (MS)-0,32, proposta por Lemaire e Salette (1984).

Abelardo Luz, SC. UTFPR, Câmpus Pato Branco, 2019.

Ao avaliar a curva de diluição de N proposta por Lemaire e Salette (1984) com as curvas de diluição geradas no tratamento N-Fert. Pastagem, evidenciou-se que até a produção de 3 Mg ha-1 de MS acumulada os teores de N nas plantas, em todas as doses de N, estavam abaixo da curva crítica. A partir da produção de 3 Mg ha-1 de MS acumulada do feijoeiro, nas doses 100 e 150 kg de N ha-1, o teor de N passou a superar os teores estimados pelo modelo, indicando satisfatório teor de N nas plantas e com isso adequada nutrição nitrogenada. Na dose 50 kg de N ha-1, somente a partir de 4,5 Mg ha-1 de MS acumulada do feijoeiro é que o teor de N superou os teores estimados pelo modelo, indicando, então, adequada nutrição nitrogenada do feijoeiro. Já na ausência de adubação nitrogenada o teor de N sempre esteve bem abaixo da curva e, portanto, do teor crítico estimado pelo modelo,

indicando insuficiente nutrição nitrogenada da cultura.

Em função do supracitado, pode-se inferir que os teores de N na biomassa da parte aérea no início do ciclo de cultivo do feijoeiro não seriam suficientes para sustentar adequadamente o crescimento das plantas (LEMAIRE, 1997) no tratamento N-Fert. Grãos durante todo o ciclo de cultivo, e no tratamento N-Fert. Pastagem apenas em parte do ciclo de cultivo. Contudo, com o acúmulo de MS das plantas e adubação nitrogenada do feijoeiro (N-Fert. Grãos), as plantas não recuperaram a condição nutricional à níveis considerados satisfatórios para garantir elevadas produtividades. De outra forma, quando se fez a adubação nitrogenada do azevém no inverno e do feijoeiro no verão (N-Fert. Pastagem), resultando então, em melhorias na condição nutricional nitrogenada, com incremento no teor de N em relação ao teor cítrico estabelecido pelo modelo, chegando a superar a curva, quando as plantas passam a um teor de N capaz de garantir elevada produtividade.

Ao avaliar a produtividade do feijoeiro no tratamento N-Fert. Grãos, constatou-se incremento linear com as doses de N aplicadas, chegando a 2.734 kg ha-1 com a aplicação de 150 kg de N ha-1 (Figura 33). Um importante fator a ser destacado neste tratamento é que a resposta do feijoeiro a adubação nitrogenada está associada a ausência de adubação nitrogenada na pastagem de azevém, o que pode ter resultado em imobilização do N pela biomassa microbiana quando da decomposição dos restos culturais, criando um ambiente possivelmente limitante em N. Essa condição foi potencializada nas menores doses de N (0 e 50 kg ha-1), cujas curvas de diluição foram consideravelmente inferiores as propostas pela equação de Lemaire e Salette (1984). Já nas doses de 100 e 150 kg de N ha-1 houve fornecimento de N suficiente para atender os microrganismos do solo e o feijoeiro, todavia, devido ao possível efeito inicial de imobilização do N, este pode ter sido restritivo às plantas e à produtividade.

No tratamento N-Fert. Pastagem houve adubação nitrogenada do azevém na dose de 200 kg de N ha-1, somado a isto, neste tratamento também foram criadas subparcelas com as doses N. Desta forma, no ano agrícola 2016/2017 houve a aplicação de 200 kg de N ha-1 no azevém e mais as doses zero; 50; 100 e 150 kg de N ha-1 no feijoeiro, perfazendo doses anuais de 200; 250; 300 e 350 kg de N ha-1.

Ao avaliar a produtividade do feijoeiro no tratamento N-Fert. Pastagem, constatou-se efeito quadrático com as doses de N aplicadas, chegando as

produtividades de 3.272; 3.169 e 3.196 kg ha-1 com as doses de 50; 100 e 150 kg de N ha-1, respectivamente(Figura 45), entretanto, sem haver diferença expressiva, o que indica que a adubação da pastagem de azevém e a aplicação de 50 kg ha-1 de N no feijoeiro resulta em elevadas produtividades, mesmo sem atingir o teor crítico de N proposto por Lemaire e Salette (1984) pelo menos até o acúmulo de 4,5 Mg ha-1 de MS.

As maiores produtividades observadas no tratamento N-Fert. Pastagem em relação ao N-Fert. Grãos estão atreladas as quantidades de N aplicadas ao longo dos dois cultivos sequenciais, o que permitiu criar um ambiente favorável em N para ambas culturas, que se refletiu em maiores teores de N no feijoeiro, havendo, desta forma, melhor condição nutricional nitrogenada, o que promoveu maior produtividade. Cabe destacar que os restos culturais do azevém apresentaram maior teor de N na MS residual, 3,6% (BARRIGA, 2019), resultando em menor relação C/N, o que maximizou a atividade biológica e com isso a mineralização do N ao longo do ciclo do feijoeiro, que, associado a adubação nitrogenada, permitiu o fornecimento de N de maneira a coincidir à cinética de absorção de N pela cultura, o que potencializou o teor de N e a produtividade.

De modo geral, a ausência de adubação nitrogenada no feijoeiro, independentemente do tempo de adubação de N, resultou em plantas com menor teor de N em função da MS acumulada, apresentando uma curva de diluição sempre abaixo das demais curvas críticas geradas para as doses de N (50, 100 e 150 kg de N ha-1). Outro aspecto importante a destacar é que a produtividade do feijoeiro foi de 2.734 kg ha-1 no tratamento N-Fert. Grãos com a aplicação de 150 kg de N ha-1 e as plantas apresentando teor de N próximo ao crítico proposto pelo modelo, todavia, a produtividade do feijoeiro foi de 2.652 kg ha-1 no tratamento N-Fert. Pastagem na dose zero kg de N ha-1 e as plantas apresentando teor de N bem abaixo da curva crítica proposta pelo modelo.

O feijoeiro é uma planta da família das Fabaceaes (Leguminosas), as quais possuem capacidade de realizar simbiose com microrganismos do solo (rizóbios). A condição de parte do N contido na MS da cultura ser resultante da FBN permite a planta incorporar mais N às raízes, translocando para a parte área durante o ciclo de cultivo, reduzindo a dependência do N mineral do solo (BONA FILHO, 2002). Devido a esta característica, o feijoeiro é uma planta C3 diferente das demais, pois,

mediante a FBN consegue manter maior reserva de N nas raízes, corroborando ao crescimento da planta ao longo do ciclo (JEUFFROY; NEY, 1997).

Ao comparar os resultados aos evidenciados por Levinski-Huf (2018), quando avaliou doses de N aplicadas em cobertura no feijoeiro das secas em um sistema de ILP, notabiliza-se que os resultados que corroboram são aqueles observados no tratamento N-Fert. Grãos, havendo teores de N abaixo da curva crítica proposta pelo modelo de Lemaire e Salette (1984). Já no tratamento N-Fert Pastagem, Levinski-Huf (2018) revelou teores de N abaixo da curva crítica para todas as doses e MS acumulada ao longo do ciclo de cultivo, o que foi evidenciado no presente experimento somente até a produção de 3,5 T ha-1 de MS acumulada para as doses de 100 e 150 kg de N ha-1, a partir da qual o teor de N nas plantas passou a superar o teor crítico proposto por Lemaire e Salette (1984), já na dose 50 kg de N ha-1 o teor de N nas plantas superou a curva crítica somente a partir de 4,5 Mg ha-1 de MS acumulada.

Quando não se aplica N em cobertura no feijoeiro, mas a cultura anterior tenha recebido adubação nitrogenada, as plantas não atingem um nível de suficiência de N que permita assegurar índices nitrogenados adequados, indicando que há efeito residual do N da cultura anterior em sistemas de ILP para a cultura subsequente, mas, este pode ser insuficiente para promover adequados teores de N na planta, resultando em insuficiente estado nutricional nitrogenado, comprometendo a produtividade do feijoeiro.

Lemaire (1997) destaca que quando os teores de N na planta estão sobre ou acima da curva de diluição calculada para a espécie, a planta está bem nutrida em N e pode estar havendo consumo de “luxo”. Todavia, quando os teores de N na parte aérea das plantas estão abaixo da curva de diluição, a planta apresenta, teoricamente, deficiência de N, com isso, os teores podem ser considerados limitantes ao crescimento das plantas e possivelmente, ao rendimento de grãos.

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