LES 28 RECOMMANDATIONS DU GROUPE DE TRAVAIL SUR LA
A. CANTONNER LE PRÉJUDICE RÉPARABLE
O impacto primário se relaciona com as receitas e custos específicos dos Jo- gos; o impacto secundário refere-se ao investimento em infra-estrutura e ao de- senvolvimento urbano subseqüente que confere substância ao legado pós Jogos. Enquanto as cidades preparam seu Caderno de Obrigações da competição para receber os Jogos Olímpicos, o COI está particularmente preocupado em avaliar as propostas de legado de longo prazo em relação a planos de regeneração e de- senvolvimento urbanos. Como na candidatura de Londres 2012, a proposta do legado de longo prazo teve provavelmente avaliação mais favorável do COI por estar ligada a planos de regeneração e desenvolvimento existentes como os que envolvem o Thames Gateway
Conforme acima indicado, algumas cidades, como Los Angeles e Atlanta apre- sentaram metas limitadas em relação ao legado de longo prazo dos Jogos. Houve re- lativamente pouco investimento em infra-estrutura associado com os eventos Olím- picos de 1984 e 1996. Em contraste, Seul, Barcelona, Sidney e Beijing exemplificam esquemas de renovação urbana e/ou desenvolvimento econômico. Neste contexto, re- ceber uma Olimpíada pode ajudar uma cidade alcançar numerosas metas. Primeiro, as Olimpíadas tendem a proporcionar um catalisador para acelerar um processo de renovação e desenvolvimento urbano. Aventou-se, por exemplo, que Munique (1972) alcançou num espaço de tempo de seis anos desenvolvimentos que normalmente levariam cerca de quinze anos. Em Barcelona, sugeriu-se que a cidade tenha eco- nomizado dez anos ao acelerar seu ritmo de renovação. Segundo, a escala de tempo para realização de uma Olimpíada ajuda a cidade superar o rigor do processo de planejamento e das estruturas políticas, freqüentemente desviando-se de procedi- mentos que impedem uma rápida mudança (PREUSS, 2004, p.68; BURBANK ET AL, 2001) e, finalmente, receber os Jogos Olímpicos atrai investidores primários de vários e diversificados setores industriais que de outra forma não viriam para suportar uma regeneração urbana.
Em 1933, a “Charta de Athenas” do COI, requeria que os eventos Olímpicos provessem “Moradia, Trabalho, Recreação e Transporte”. Desde os anos 70, a este modelo agregou-se uma agenda para desenvolvimento urbano planejada para gerar projetos no interior da cidade, visando aliviar carências sociais e catalisar novas formas de desenvolvimento econômico. O impacto secundário se relaciona com in- vestimentos que não são exclusivamente relacionados aos Jogos. Esses investimentos tipicamente se dividem em desenvolvimento de infra-estrutura (transporte, teleco- municações, instalações esportivas), melhorias ambientais (regeneração do meio ambiente, uso da água, criação de parques, etc.),14 uso pós-Olímpico das instalações 14 - A Carta olímpica foi emendada em 1991 para incluir assuntos de meio ambiente (LENSKIJ, 2000).
Legados de Megaeventos Esportivos
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permanentes (habitação, saúde, exercícios) e contribuição para o desenvolvimento do que se tem denominado de “cultura urbana” (lazer, recreação, instalações para entretenimento).15
Na falta de estudos longitudinais que identifiquem e quantifiquem o impacto secundário por meio de abordagens consistentes na classificação dos dados, é útil focalizar cidades que se concentraram no efeito catalítico dos Jogos para renovação e desenvolvimento urbano. A Tabela 3 apresenta algumas estimativas de investimento que tiveram lugar em cidades que procuraram maximizar o impacto secundário dos Jogos no seu desenvolvimento urbano.
Tabela 3: Não-Investimentos COJO Selecionados de Cidades Olímpicas 1992- 2012
Cidade Olím- pica Investimento em Infra- estrutura – valores atualizados (bilhões - US Dólar) Fontes de Investimento: Setor Público (porcentagem do investi- mento total) Fontes de Investimento: Setor Privado (porcentagem do investi- mento total) Barcelona 1992 8.012 61,5 38,5 Sidney 2000 3.03 64,4 36,6 Beijing 2008 * 14.257 85,0 15,0 Londres 2012 * 13.7 64,2 35,8
Fontes: Relatório da Comissão de Avaliação do COI da XXX Olimpíada 2012; BRUNET, F. (1995) Na Economic Analysis of the Barcelona 92 Olympic Games; Auditor General’s Report to Parliament 2002, vol. 2, ‘Cost of the Olympic and Paralympic Games’ Sidney: NSW Government 2002.
Beijing e Londres são estimativas baseadas no “Bid Book” original e alterações subseqüentes para desenvolvimentos de infra-estruturas projetados. No caso de Beijing, a autoridade da cidade e o governo central revisaram para baixo, planos de desenvol- vimento de infra-estrutura, reduzindo o número e dimensões de instalações esporti- vas permanentes em construção. Beijing promoveu diversos eventos para investidores estrangeiros interessados em investir no desenvolvimento de infra-estrutura em 2003 e 2004, encorajando investimentos de acordo com princípios de marketing. Antes do corte de 25 % no orçamento das obras, o Escritório de Informações do Governo Chinês estimou o desenvolvimento total da infra-estrutura em $33 bilhões. É difícil, contudo, diferenciar níveis de investimento que são relacionados às Olimpíadas daqueles que teriam ocorrido independentemente de Pequim ter obtido o status de cidade-sede. Veja COUSINS, S. (2004) “Beijing Cuts Olympic Cost. Business Beijing, Beijing Information Office of the Beijing Municipal Governmennt. www.btmbeijing.com.
Nos casos de Barcelona, Beijing e Londres, o investimento em infra-estrutura foi ou está projetado para ser significativamente mais elevado do que os custos relaciona- dos aos Jogos: quatro a oito vezes mais altos. No caso de Sidney, os custos de infra-es- trutura de $3.3 bilhões foram de magnitude similar aos custos relativos ao evento de $3.45 bilhões. A variação do nível de investimento que produz o impacto secundário
15 - Deve ser observado que instalações temporárias – as que são removidas ao término dos Jogos – são incluídas nos custos primários relacionados aos Jogos (Games-related) e não ao legado secundário não relacionado aos Jogos. Na prática, essa divisão é difícil de quantificar porque algumas instalações são modificadas para uso pós-Jogos.