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HAMLET: Hybrid Adaptable Machine Learning approach to Extract Terminology

4.2.2 Candidate Term Selection

Terminada a descrição da execução do modelo e das solicitações e combinações das mesmas resta agora dar o passo final e fazer a análise da estrutura obtendo assim os esforços e deslocamentos para cada uma das combinações e com base nesses valores fazer o estudo da ponte. É de referir que, com o intuito de garantir uma melhor compreensão dos dados apenas serão expostas a combinações de solicitações relevantes para ELS e ELU.

5.5.3.1 Combinação 1

Esta combinação é a combinação permanente de acções, ou seja a combinação de todos os pesos próprio da estrutura, sendo que, em concordância com o descrito anteriormente, assume um papel

É de salientar que, tal como referido anteriormente, o acerto da geometria foi feito com o intuito de garantir um deslocamento muito reduzido (menos de 1 cm) na zona plana, sendo no entanto admissíveis outros deslocamentos para a zona em curva. Nas Figura 5.11 e Figura 5.12.pode ser constatado que o acerto da geometria foi conseguido, pois os deslocamentos apresentam-se muito reduzidos, aproximadamente nulos, na zona plana do tabuleiro.

Figura 5.11 – Deslocamentos verticais com uma escala 1cm para 500 cm na combinação permanente - Alçado

Figura 5.12 – Mapa de deslocamentos verticais na combinação permanente - Planta

É necessário considerar ainda o esforço axial instalado nos cabos principais e pendurais, sendo que esse pode ser verificado na Figura 5.13. Os valores verificados são de -4276.53 kN nos cabos principais (no tramo antes do pilar) e de -54 kN nos pendurais

Figura 5.13 – Diagrama de esforços axiais na combinação permanente - Alçado

5.5.3.2 Combinação 2 e 3

As combinações a referenciar neste ponto são as combinações características com consideração da sobrecarga de utilização como acção base e a variação uniforme de temperatura positiva e negativa, combinação 2 e 3 respectivamente, como acção secundária. A importância destas combinações pende-

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se com o facto de serem as combinações de serviço com maior esforço axial, combinação3, e com mais deslocamento vertical do tabuleiro, combinação 2.

Figura 5.14 - Deslocamentos verticais com uma escala 1cm para 500 cm na combinação Carac. Sc. t+ - Alçado

Figura 5.15 – Mapa de deslocamentos verticais na combinação Carac. Sc. T+ - Planta

O deslocamento vertical da combinação 2 para a zona plana do tabuleiro verificado é de -0,631 m, enquanto para a combinação 3 este valor situa-se no -0,464 m, sendo que o mesmo panorama se verifica para os deslocamentos da zona em curva, sendo estes de -0,432 m e de -0,344 para combinação 2 e 3, respectivamente.

Em relação aos esforços axiais verificados para os cabos principais estes são muito semelhantes, sendo de -8344,2 kN e de -8450,43 kN para a combinação 2 e 3 respectivamente, sendo que estes valores poderão ser verificados pelas Figura 5.18 e Figura 5.19. Sendo ainda necessário referir o valor da força dos pendurais para cada uma das combinações, sendo que os valores registados foram de -189, 29 kN para a combinação 2 e de -196,52 kN para a combinação 3.

Figura 5.18 – Diagrama de esforços axiais na combinação Caract. Sc. T+ - Alçado

Figura 5.19 – Diagrama de esforços axiais na combinação Caract. Sc. T- - Alçado

5.5.3.3 Combinação 10 e 11

As últimas combinações de serviço com relevância para a análise estrutural são as combinações quase- permanente, tanto com carga térmica positiva como negativa, sendo que este relevo deve-se ao facto de ser este o comportamento da estrutura previsível a longo prazo, como tal analisar-se-á apenas os deslocamentos verticais, não considerando os esforços axiais. Nestas configurações constata-se deslocamentos verticais para a zona plana do tabuleiro entre os -8,6 cm e os 7,8 cm o que se conclui serem deslocamentos perfeitamente plausíveis. Em relação à zona em curva esta apresenta uma alteração máxima do deslocamento de 5,5 cm, considerando-se este valor perfeitamente aceitável também.

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Figura 5.20 - Deslocamentos verticais com uma escala 1cm para 500 cm na combinação QP. T+ - Alçado

Figura 5.21 – Mapa de deslocamentos verticais na combinação QP. T+ - Planta

Figura 5.22 - Deslocamentos verticais com uma escala 1cm para 500 cm na combinação QP. T- - Alçado

5.5.3.4 Combinação 14 e 15

As últimas combinações a serem consideradas na análise da estrutura reportam-se às combinações de Estado Limite Último, ELU, ou seja as combinações STR. As combinações escolhidas das cinco consideradas na análise são a combinação 14 e 15 que correspondem às combinações em que o peso próprio é majorado juntamente com a sobrecarga de utilização e em que a temperatura positiva e negativa são minoradas por um coeficiente de 0,9. Estas combinações são cruciais no dimensionamento da estrutura, nomeadamente nos elementos de suspensão, cabos principais e pendurais.

Figura 5.24 – Diagrama de esforços axiais na combinação STR. Sc. T+ - Alçado

Figura 5.25 – Diagrama de esforços axiais na combinação STR. Sc. T- - Alçado

Em relação aos esforços axiais obtidos na estrutura verifica-se que o valor da força máxima nos cabos principais é inferior ao valor considerado no pré-dimensionamento, sendo de -11205,83 kN na combinação 13, ao invés na combinação 12 o seu valor fica um pouco aquém deste, sendo apenas de - 11018,27 kN. Incidindo a análise sobre os valores da força verificados nos pendurais, o valor máximo é de -263,48 kN para a combinação 13 e de -253,36 para a combinação 12.

Embora não apresentem grande relevância para a análise da estrutura, há a considerar os deslocamentos verticais que surgem na mesma aquando a combinação 14 e 15. Os deslocamentos verticais da zona plana para estas combinações são de -0,773 m e -0,529 m para combinação 14 e 15, respectivamente, bem como de-0,602 m e -0,433 m, seguindo a mesma ordem de combinações. Estes deslocamentos, bem como a geometria da estrutura em situações deste carregamento podem ser verificados nas Figura 5.26 e Figura 5.28, sendo que a percepção mais eficaz dos deslocamentos do tabuleiro poderá ser com base nos mapas das Figura 5.27 e Figura 5.29 que retratam os deslocamentos verticais que ocorrem no tabuleiro.

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Figura 5.26 - Deslocamentos verticais com uma escala 1cm para 500 cm na combinação STR Sc. T+ - Alçado

Figura 5.27 – Mapa de deslocamentos verticais na combinação STR Sc. T+ - Planta