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4 Localisations cancéreuses

4.3 Cancer du poumon

Nos últimos quarenta anos, a demanda por novos produtos provocou uma grande expansão da economia mundial, ocasionando crescentes e profundas mudanças estruturais. Porém, “toda mudança, para que seja implementada, depende da gestão, do management12”. No entender de alguns autores, a ciência do século XX que mais contribuiu para o progresso humano foi a ciência organizacional (DE MASI, apud TARAPANOFF, 2001, p. 56).

Foi o desenvolvimento dessa ciência que possibilitou o fortalecimento de cada atividade, cognitiva e operacional, a um nível desconhecido em todas as épocas anteriores da história, dentro e fora dos locais de trabalho. Milhões de homens e mulheres na prática cotidiana, milhares de especialistas em suas profissões, partindo das grandes descobertas de Taylor e Fayol (transição dos séculos IX e XX), passando pela administração das relações humanas (1930), da pesquisa operacional (1940), do planejamento estratégico (décadas de 50 a 70), da qualidade total em estilo japonês (1980) e da gestão da informação e do conhecimento (1990), revolucionaram o modo pelo qual os seres humanos organizam seus próprios recursos e aumentam o seu rendimento. Foi a gestão que introduziu as novas tecnologias, nas casas, nas diversões, nos ambientes de trabalho. Foi a gestão que criou as empresas em rede, as multinacionais, os distritos industriais, a globalização da economia e, conseqüentemente, a universalização de gostos e de costumes (TARAPANOFF, 2001).

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O principal objetivo da gestão é potencializar recursos informacionais de uma organização e sua capacidade de informação, ensinando-a a aprender e a adaptar- se às mudanças ambientais com a construção de uma organização voltada para o aprendizado (GARVIN, 1993). A gestão da informação (a sua coleta, o processamento e a utilização) garante o suporte para o desenvolvimento de uma organização capaz de se adaptar ao ambiente hostil da concorrência crescente.

No território do management, há um intenso debate sobre as mudanças fundamentais em andamento para as organizações, entre elas, a globalização, a desregulamentação e a privatização, a volatilidade, a convergência, as fronteiras menos definidas entre os setores de atividades, a prevalência de padrões, o fim da intermediação e a nova consciência ecológica, fatores esses que devem ser administrados simultaneamente. O impacto dessas mudanças vai afetar as empresas de maneiras diferentes, mas tais empresas deverão estar atentas às transações internacionais e às alianças temporárias, bem como enfatizar a velocidade e reavaliar o modelo empresarial usado. Deverão ainda rever as competências essenciais da organização, incorporar novas tecnologias aos negócios tradicionais, mudar as equipes e aprender a transferir competências essenciais entre unidades (PRAHALAD, 1999).

Não obstante, observa-se que a propalada expansão econômica global não está mais baseada pura e simplesmente na demanda dos consumidores, o que faz com que as estratégias para a condução dos negócios sejam constantemente aperfeiçoadas. Tal fato exige dos executivos que se mantenham atualizados com relação às novas formas de gestão, buscando amplificar a interação empresa– clientes, apoiados pelo emprego de tecnologias da informação e comunicação, valendo-se da estruturação de redes digitais que decorrem delas (Internet, Intranet e Extranet). Com isso, as novas maneiras de prospectar e gerir negócios ganharam força e contribuíram para a dinamização dos processos intra-organizacionais.

Com relação ao emprego das redes sustentadas pelas TIC, existem pontos comuns de emprego entre elas; contudo, cada qual tem a sua vocação no espectro de possibilidades para gerar e manter novos negócios, conforme é mostrado na Figura 2, a seguir:

• Internet:

Propaganda institucional (imagem), pesquisa de produtos e de mercados (atuação), prestação de serviços ao cliente (manutenção).

• Intranet:

Integração de unidades administrativas, geograficamente dispersas, treinamento, sistema de informação, guias internos, correio eletrônico interno, comunicados internos, atualização de software, transferência de arquivos, divulgação e integração de novas tecnologias, sustentação interna dos negócios, etc.

• Extranet:

Integração de organizações, troca de informações tecnológicas, correio eletrônico externo, divulgação de mensagens institucionais e

mercadológicas, etc.

Figura 2 - Vocação das redes sustentadas nas TIC

A evolução das comunicações corporativas e a sua interferência no modo de vida das próprias organizações fizeram com que a gestão do conhecimento passasse a ser uma realidade objetiva e obrigatória na condução de novos negócios (HOLSAPPLE e SINGH, 2001). Para Tarapanoff (2001, p. 137), “a gestão do conhecimento pode ser vista como o conjunto de atividades que busca desenvolver e controlar todo o tipo de conhecimento em uma organização, visando à utilização na consecução de seus objetivos”. Por sua vez, Teixeira Filho (2000) define gestão do conhecimento como uma coleção de processos que governa a criação, disseminação e utilização do conhecimento para o alcance pleno dos objetivos organizacionais. Segundo Angeloni (2002), a gestão do conhecimento é entendida como o conjunto de atividades responsáveis por criar, armazenar, disseminar e utilizar efetivamente o conhecimento na organização, observando o seu aspecto estratégico, tão necessário no ambiente empresarial moderno.

Sveiby (2000) ressalta, porém, que os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela, visto que o seu impacto não ocorre somente sobre os negócios. O conhecimento tornou-se o sustentáculo de suas estruturas interna e externa, juntamente com outros fatores intangíveis – os clientes e fornecedores. O conhecimento é um bem imaterial dependente dos integrantes da organização, e essa condição o torna crítico no ambiente empresarial. Se, por um lado, torna as empresas mais vulneráveis ao fenômeno da evasão de funcionários qualificados, por

outro, permite o seu enriquecimento progressivo, desde que os trabalhadores do conhecimento estejam dispostos a compartilhá-lo corporativamente, preferencialmente atendendo a planejamento específico elaborado com essa finalidade.

Para Sveiby (2000), o conhecimento que importa absorver e medir é exatamente o saber tácito, dinâmico e passível de ser compartilhado. Medir ativos intangíveis como o conhecimento é cada vez mais necessário para que os acionistas possam avaliar melhor as capacidades internas e controlar o seu gerenciamento das organizações. Em termos de gestão de negócios, torna-se necessário salientar que o compartilhamento interno do conhecimento é imprescindível à sua multiplicação, pois, quando disseminado, se amplifica e desdobra benefícios para as organizações e seus integrantes. Sendo ele o recurso mais valioso das organizações da Nova Economia13, o seu processo produtivo exige ambientes adequados para que os trabalhadores do conhecimento possam utilizar as suas capacidades com criatividade para gerar a inovação.

Quando geridos adequadamente, os ativos intangíveis podem acabar sendo a base de uma economia de retornos crescentes, em oposição à de retornos decrescentes, típica da velha economia industrial (SVEIBY, 2000). É, pois, grande a ansiedade das empresas de saber como gerar novos negócios na Era do Conhecimento e como combinar de forma sinérgica a pesquisa do ambiente externo e a criatividade interna dos empregados.

Para Godin (2000), as redes corporativas existem para facilitar a criação e a aplicação do conhecimento nas organizações, fazendo com que os usuários criem, acessem e distribuam rapidamente informações pertinentes sobre os negócios em andamento. Não obstante, esse quadro complexo de prospecção e manutenção de novos negócios tende a ser mais bem administrado pelas organizações empresariais quando elas podem dispor de um Sistema de Inteligência Competitiva (SIC) estruturado adequadamente.

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Nova Economia: novo patamar econômico entre as nações, com um ciclo de crescimento pouco inflacionário, cuja principal fonte são os setores intensivos em tecnologia e poupadores de energia, como informática e telecomunicações.