4 DES AUTOMATES MATÉRIELS
4.2 Des choix d’architecture décisifs
4.2.1 Calculs des sorties : machines de Mealy et de Moore
Os resultados obtidos dos experimentos de atividade catalítica foram expressos em termos das seguintes variáveis:
a) Número de mols
O número de mols de cada componente da mistura gasosa foi obtido usando-se a expressão 3.4:
WXY%Z BV (3.4)
onde:
Molesi = número de moles da espécie i;
Ai= área do pico correspondente à espécie i no cromatograma;
RTRi = fator de resposta térmica relativa da espécie i.
b) Conversão do etanol
O grau de conversão do etanol nos diferentes produtos j foi calculado mediante a relação apresentada em 3.5:
[R5ST \ ]^\ ^ @ WXY%Z_ _@ WXY%Z_` (3.5)
onde:
XEtOH= grau de conversão do etanol nos diferentes produtos j;
j = refere-se a todos os produtos da reação, excluindo o etanol e o H2; i = refere-se a todas as espécies presentes na corrente de saída, exceto o H2;
^j= no de mols de etanol necessários para a formação de um mol da espécie j; ^i= no de mols de etanol necessários para a formação de um mol da espécie i.
c) Rendimento para os diferentes produtos
O rendimento da reação para os diferentes produtos (Yj) foi determinada pela equação 3.6:
a_ [R5ST@ A_ (3.6)
onde:
Yj= rendimento da reação para o produto j.
d) Seletividade para os diferentes produtos
A seletividade da reação para os diferentes produtos (Yj) foi determinada pela equação 3.7:
A_ \ ]^^_ @ WXY%Z_ _@ WXY%Z_`
_ (3.7)
onde:
Sj= seletividade da reação para o produto j.
e) Velocidade da reação aparente para os diferentes produtos
A velocidade da reação aparente ou observada para os diferentes produtos (raparente j) foi calculada segundo expressão 3.8:
b7c7<:d5: _ a_@ efR5ST
>75 (3.8)
onde:
raparente j= velocidade da reação aparente ou observada para o produto j;
Yj = rendimento da reação para o produto j;
FEtOH = fluxo de etanol;
f) Energia de ativação aparente para a formação dos diferentes produtos
As energias de ativação aparente para a formação do acetaldeído, do acetato de etila, do metil-etil-cetona e do crotonaldeído foram obtidas a partir do ajuste da inclinação da curva experimental de Arrhenius, segundo equação 3.9.
B g 0V h7 (3.9)
onde:
k = constante cinética da velocidade de reação; A0 = fator pré-exponencial;
Ea = energia de ativação aparente;
R = constante universal dos gases = 8,314 J/mol*K; T = temperatura em kelvin.
Aplicando ln na equação (3.9), saímos que:
P# P# B Ri
+ jkl (3.10)
m n o
Como pode ser observada, a equação 3.10 tem a forma de uma equação geral para uma reta do tipo y = a + bx.
Para efeito dos cálculos, assumiu-se que a reação de desidrogenação do etanol seria de primeira ordem seguindo modelo de reator de fluxo pistonado com equação representativa da velocidade da reação obtida segundo equação (xiv) deduzida segundo equações a seguir:
Velocidade da reação para o reagente A
bp IqrrVp (i)
Concentração do reagente A
p qp (ii)
Combinando (i) e (ii), considerando reação de
primeira ordem e volume constante bp
r p
rV k pk (iii)
Grau de conversão em termos da concentração
do reagente A p p I [p (iv)
Velocidade em termos do grau de conversão bp k p I [p (v)
Balanço de massa no elemento de volume do
reator eps eps reps bprq (vi)
Fluxo molar obtido a partir de (iv) ep ep I [p (vii)
Aplicando derivada em (vii) rep eptr[p (viii)
Combinando (vi) e (viii) eptr[p bprq (ix)
Rearranjando e integrando (ix)
u erq pt vw u r[bp p xy (x)
Fluxo de entrada do reagente A ept ptz (xi)
Substituindo (xii) em (x) q{ ptz u r[p k p I [p xy (xii)
Tempo espacial ou tempo de contato qc
z (xiii)
g) Velocidade da reação direta para os diferentes produtos
A velocidade da reação direta foi calculada segundo o valor de pressão parcial de cada componente, considerando a seguinte reação:
}(~•€•‚iƒ„„„„„…
†(•€‡i
ˆ„„„„‰ (2.7)
Etanol Acetaldeído Acetato de etila
Considerando a reação 2.7, podemos expressar a constante de equilíbrio gasoso em estado de gás ideal através de suas respectivas pressões parciais, como sendo:
Š{ QQp>SR5@ QT)
R5ST@ Qp>T (3.11)
Sabendo que:
Pressão parcial do componente j pode ser obtida da seguinte relação: Q Qm_
_ (3.12)
onde:
PT= pressão total, no caso pressão atmosférica;
Pj= pressão parcial do componente j;
yj = fração molar do componente j.
KP = constante de equilíbrio da reação em função das pressões parciais dos componentes da reação.
Quando se avalia a velocidade de uma reação a fim de comparar desempenho de diferentes catalisadores, é condição de que a mesma não se encontre no equilíbrio químico. É importante, aliás, que a tomada da velocidade experimental esteja longe deste equilíbrio químico. Uma forma de se comparar velocidade da reação direta com a velocidade da reação aparente é, portanto, através da razão entre as mesmas. E, embutindo este termo “ ” à esquerda da equação (3.11), temos a seguinte expressão modificada:
Š{gI b7c7<:d5:b 9 <:57 h ‹ŒŒŒŒ•ŒŒŒŒŽ • Qp>SR5@ QT) QR5ST@ Qp>T (3.13) onde:
rdireta= velocidade da reação direta;
A velocidade aparente pode ser igual ou menor do que a velocidade direta. Se for muito menor do que a velocidade direta, a velocidade da reação inversa pode estar influenciando a velocidade da reação aparente a ponto do termo “ ” adicionado à equação 3.13 ser praticamente igual a 1. Dessa forma estaremos com a reação em condições de equilíbrio químico termodinâmico.
Ao contrário, se a velocidade da reação observada ou aparente se igualar a velocidade da reação direta o termo “ ” se tornará nulo assegurando que a medida da velocidade está fora do equilíbrio termodinâmico.
Da expressão 3.13 podemos sair com a seguinte relação entre as velocidades:
b9 <:57gQR5ST@ Qp>T Qp>SR5Š@ QT)
{ h b7c7<:d5: QR5ST@ Qp>T
onde:
rdireta= velocidade da reação direta;
PT= pressão total, no caso pressão atmosférica;
Pj= pressão parcial do componente j;
h) Cálculos termodinâmicos para obtenção do valor da constante de equilíbrio da reação Os cálculos de equilíbrio químico foram realizados segundo metodologia de Smith, Van Ness & Abbott, (2000): 77
Para o cálculo das constantes de equilíbrio da reação é necessário o conhecimento de todos os coeficientes (A, B, C, D, E) da equação 3.14 para cada espécie química j.
{ B U @ V @ V K @ V 0 @ V• (3.14)
onde:
CP = capacidade calorífica em estado de gás ideal da espécie química j a pressão constante, expressa em [J/mol];
T = temperatura em kelvin [K];
Adicionalmente, é necessário o conhecimento dos seguintes dados termodinâmicos das espécies químicas envolvidas na reação:
‘’_ “”= Energia de Gibbs padrão de formação para a cada espécie química j a 298 K, unidade em J/mol;
‘ _ “”= Entalpia padrão de formação para cada espécie química j a 298 K, unidade em J/mol.
De posse destes dados, as equações 3.15 a 3.21 podem ser calculadas:
‘’ “” •_ d ‘’_ “” (3.15) ‘ “” •_ d ‘ _ “” (3.16) ‘B •_ d B_ (3.17) ‘U •_ d U_ (3.18)
‘ •_ d _ (3.19) ‘K •_ d K_ (3.20) ‘0 •_ d 0_ (3.21) onde:
‘’ “”= Energia de Gibbs padrão da reação com dados coletados a 298 K, unidade em J/mol; ‘ “”= Entalpia padrão da reação com dados coletados a 298 K, unidade em J/mol;
‘B ‘U ‘ ‘K % ‘0 são as constantes características da reação para cada espécies j, a 298 K. Então as expressões, podem ser calculadas, para se obter os valores de ∆H0 e I*R, através das expressões 3.22 e 3.23:
‘ “” ‘ ‘B @ F– ‘U@ F– ‘— @ F– ‘KE @ F–• ‘0G @ F– (3.22) ‘’“” ‘ ‘B @ F– @ P# F– ‘U@ F– ‘D @ F– ‘KI @ F–• @ @ F– (3.23)
Dessa forma originando uma equação geral para ∆G0(T) em função de T:
‘’ ‘ ‘B @ V @ P# V ‘U@ V ‘D @ V ‘KI @ V• @ @ V (3.24)
A equação 3.25, nos fornece os valores da constante de equilíbrio químico (Keq) da reação para cada temperatura T:
Š:˜ ™ ‘’V š (3.25)
Pelo método gráfico, usando a mesma sistemática para a obtenção das energias de ativação aparente para a formação dos diferentes produtos de reação, obteremos o valor de