• Aucun résultat trouvé

CAHIER DES CHARGES DE COORDINATEUR·TRICE

Dans le document CONVENTION COLLECTIVE DE TRAVAIL (Page 68-71)

Ao entrevistar os assessores de Gestão de Pessoas da organização questionou-se o grau de comprometimento e responsabilidade dos colaboradores da Geração Baby Boomers, se era maior do que a Geração Y e qual destas duas

gerações eram mais comprometidas. Em meio a isso se obteve a seguinte resposta dos assessores: “Existem diferentes olhares sobre estes grupos e, também, há o

fator familiar/social a ser pensado. No total, em geral, os Baby Boomers são os que “vestem a camisa” pela empresa, os X se dedicam ao máximo, mas muito mais por sua própria necessidade de crescer, o comprometimento é seu, é próprio. Quanto aos Y, eles se comprometem consigo (tal como os X), porém há a preocupação com sua vida pessoal (ao contrário dos X). Quanto às responsabilidades, isso é muito nato, o que acaba caindo fora do problema das gerações”. Houve também a visão

de outro assessor que se mostrou um pouco contrário, afirmando que na há muitas diferenças no comportamento dessas gerações: “Quanto às diferenças entre

épocas, vejo que o maior impacto nas empresas é a maneira que as pessoas visualizam o trabalho, porém, não observo grandes diferenças no comprometimento de ambas as gerações para o trabalho. Apenas identifico que, diferente da geração Baby Boomers, a Y não se prende à ideia de um trabalho duradouro, mas sim, a um ambiente laboral que permita que exponham suas ideias, que possua qualidade de vida e que os realizem profissionalmente, fatores esses que poderão impactar no seu comprometimento à empresa, pois o mesmo poderá estar ligado à sua identificação pela razão de existir da organização”.

Segundo Lipkin e Perrymore (2010), o profissional da Geração Y preza pela vida em primeiro lugar, seguem regras que funcionam e estabelecem as próprias regras, “veste a camisa” só quando for necessário e espera que a empresa mude conforme as suas necessidades.

A próxima pergunta elaborada foi em relação ao Feedback, ou seja, se os colaboradores da Geração Y possuem uma relação mais aberta para conversar com o seu gestor do que a geração X. Neste questionamento ocorreram respostas semelhantes, os assessores trouxeram as diferenças das duas gerações. “Geração

X: pessoas que possuem boa capacidade de escuta, abertos às mudanças, aceitam opiniões, preferem se preparar para o momento, se sentindo mais confortável se o feedback for agendado antecipadamente. Já para os integrantes da Geração Y, possuem uma necessidade de feedbacks instantâneos, ou seja, logo que o fato ocorra posicionar-se quanto a performance positiva ou negativa do profissional. Eles são mais questionadores e procurarão evidências para os pontos que seu gestor trará. Possuem uma expectativa de que o feedback seja num formato de

orientação/coaching, para que possam visualizar um plano de carreira dentro da empresa. Buscarão reconhecer seus erros”.

Em relação ao feedback, Lipkin e Perrymore (2010), afirmam que esta geração possui uma grande necessidade de receber retornos de sua liderança a cerca de seu trabalho, pois foram acostumados desde criança a receberem retornos de seus pais. Quando estes jovens são elogiados ou estimulados, demonstram maior potencial e compromisso para com a empresa, no contrário, quando são ignorados, seu potencial cai, afetando os resultados financeiros da organização.

Logo após foi questionado sobre a empresa, se ela deve se moldar as novas gerações ou os colaboradores destas gerações deverão se moldar à empresa. Novamente as respostas dos assessores se assemelham. “É um processo que gera

adaptações de ambas as partes: empresa e colaborador, e a empresa que não souber trabalhar desta maneira irá se perder no mercado e para manter-se no mercado, necessita rever as estratégias, o modo de gerir as pessoas, os incentivos, para se adequar as necessidades das novas gerações. Porém, este processo ocorre sempre olhando para sua cultura, missão, visão e valores. Do mesmo modo, é necessário que o colaborador, ao entrar na organização, traga ideias novas, mas também siga as normas e busque entender a cultura da empresa, se moldando a esta numa relação recíproca de ganho-ganha”.

Na organização há várias gerações que trabalham juntas ao mesmo tempo, por isso foi questionado à eles como é esta relação na organização, pois segundo alguns autores a Geração Baby Boomers tem espírito de equipe, a X prefere agir de forma isolada e a Y valoriza equipes abertas e honestas. “Há poucos Baby Boomers

em nossa empresa, mas estes defendem a empresa, os X estão em funções estratégicas e de gestão, tem dificuldade de aceitar a inconstância e urgência dos Y. Os Y são rápidos e se entendem com facilidade. Buscam crescimento imediato, porém trabalham em parcerias. Essas diferenças geracionais são pontos que acrescentam às organizações, pois, o aprendizado que essa convivência gera, agrega valor à empresa. A relação entre eles, se for gerenciada de maneira a valorizar o potencial de cada um, poderá originar um time de alta performance, pois, aprenderão com os ensinamentos dos mais experientes, quebrarão paradigmas com os mais jovens e construirão ideias criativas e empreendedoras incentivados pela geração X. Depende muito da gestão da equipe e da abertura dos seus membros”.

A presença de diferentes gerações no mesmo ambiente de trabalho faz com que a empresa necessite de adaptações em seus processos gerenciais, visando o bem estar de seus colaboradores e um ambiente saudável, obtendo o máximo de cada um e o aproveitamento de suas diferentes competências.

E por fim, a última pergunta realizada aos entrevistados foi de que maneira a empresa (organização em estudo) pode conviver com todas as gerações e equilibrar as perspectivas de cada uma. “A escuta é um passo importante, além da abertura

para as ideias de todos e de planejamento em conjunto das ações. A troca de experiências entre as gerações é fantástica. Envolver todos os membros da empresa nos objetivos a serem alcançados, faz com que as pessoas sintam-se parte da construção e consequentemente tornam-nas mais engajadas em suas atividades. Valorizar também as contribuições individuais, bem como, as coletivas, é uma forma de gerar o equilíbrio geracional e um time vencedor”.

A visão dos assessores em relação ao tema gerações é atual e mostra perfeitamente como eles visualizam esta geração no ambiente de trabalho. Todas as características apresentadas pelos autores é o que realmente os assessores visualizam em seus colaboradores, a percepção é nítida. O papel de cada assessor é muito importante dentro da organização, pois é a partir deles que novos indivíduos começam a atuar na organização como colaboradores. Cada indivíduo possui características próprias, mas como os assessores apontam, cada indivíduo pertence a uma geração e cada um busca se moldar para se relacionar com todos os colegas, na construção de resultados e relações interpessoais melhores.

No item 4.3 foi abordado o segundo objetivo, analisando de que maneira os gestores e os CAFs percebem o comportamento dos colaboradores destas gerações que acabam estando sob sua responsabilidade, ou seja, sob sua gestão.

4.3 Percepção dos gestores de equipes em relação ao comportamento dos

Dans le document CONVENTION COLLECTIVE DE TRAVAIL (Page 68-71)

Documents relatifs