SECTION III. S ECTION III
L E CADRAGE METHODOLOGIQUE ET LA PROBLEMATIQUE L’idée d’entreprendre cette recherche sur la contribution de l’OIF à la consolidation de
Pensando nas unidades curriculares propostas no curso (ver ANEXO 2 – PPC na íntegra), têm-se como contribuições da EAD e do ambiente virtual de aprendizagem a disciplina inicial (figura 15), que perpassa todas as demais, sendo ministrada por este pesquisador em parceria com a professora Vanessa G. Nunes. Deve-se, nesta unidade – Introdução ao estudo a distância (30h) – levar em consideração os aspectos homem-máquina e aspectos cognitivos da aprendizagem em relação ao usuário-aluno.
Estabeleceu-se como competência para esta unidade o desenvolvimento do pensamento crítico da Educação a Distância contextualizado ao sistema tutorial e a promoção da apropriação consciente dos recursos tecnológicos através da vivência em situações de aprendizagem na modalidade à distância.
As habilidades propostas foram a compreensão e domínio dos recursos das tecnologias de informação e comunicação disponíveis no curso e a distinção entre as variáveis envolvidas no processo de estudo à distância, destacando-se aquelas que contribuem para a construção da autonomia. E, por fim, as atitudes foram definidas como o interesse, participação dos fóruns e chats, bem como a apresentação das atividades propostas.
Figura 15: Ambiente Virtual de Aprendizagem – Moodle – Introdução ao estudo a distância
Atualmente os ambientes virtuais de aprendizagem têm produzido excelentes ferramentas que auxiliam a interação requerida no processo de construção do conhecimento. Optou-se, como indicado na
figura 16, pela divisão do curso em 5 (cinco) semanas: sendo 4 (quatro) semanas para as respectivas unidades do material impresso e uma semana para a prova presencial.
Figura 16: Primeira semana de Introdução ao estudo a distância – referência à primeira unidade do material impresso – visão sistêmica da
EAD
Estabelece-se, assim, uma estrutura norteadora para o curso proposto. Esta Unidade de Estudo tem como tema central a modalidade de Educação a Distância (EAD): histórico, teorias da Interação a Distância e da Liberdade Cooperativa (figura 17), mídias e tecnologias, definições e regulamentações, além de outras possibilidades para o ensino de ciências (presencial e virtual) foram discutidas, como o uso de hipermídia e softwares livres.
Figura 17: Segunda semana de Introdução ao estudo a distância – referência à segunda unidade do material impresso – teorias da EAD
Enfatizou-se, ainda, a mediação pedagógica na modalidade, o sistema tutorial, além de características do estudo a distância e do papel do aluno na educação a distância (orientações no material impresso e na videoconferência).
Na terceira semana, figura 18, o professor (aluno) ficou capacitado para analisar, refletir e criticar conteúdos curriculares básicos, promovendo escolhas didáticas e tecnológicas adequadas à realidade da sua escola.
Figura 18: Terceira semana de Introdução ao estudo a distância – referência à terceira unidade do material impresso – Mídias e tecnologias
Diante desta construção e no contexto da EAD, o uso da colaboração e a interação (as teorias da Interação a Distância e da Liberdade Cooperativa fizeram parte da primeira unidade curricular) começaram, a partir das discussões do fórum a desencadear uma reflexão crítica na atividade dos docentes (alunos) do curso, conforme será apresentado no item 5.6 (avaliação do curso).
Ferramentas computacionais designadas para esta atividade estiveram alicerçadas em interfaces multimídia/hipermídia e numa pedagogia voltada à construção por parte do usuário em atividades propostas no ambiente do curso, conforme figura 19.
Figura 19: Quarta semana de Introdução ao estudo a distância – referência à quarta unidade do material impresso – Hipermídia, AVEA e Software
livre
A solução de problemas sob orientação, nesta modalidade educacional, além do auxílio do professor e dos demais companheiros passou por aspectos pedagógicos que orientaram o modo como graduar esta assistência, cabendo ao professor vislumbrar a necessidade de alguns estudantes em uma determinada situação. Formas de auxílio ao aluno com dificuldade foram colocadas à sua disposição, como um material de vídeo interativo, links para estimular a pesquisa e o encadeamento entre idéias, além da interação feita com o auxílio de parceiros, que Salomon (1988) orienta que deva ser feita com a inclusão do computador. Segundo ele, trata-se de uma ferramenta vital neste processo interpessoal, mudando o relacionamento das pessoas com uma determinada tarefa e com o mundo.
Nesta perspectiva, os participantes deste ambiente virtual de aprendizagem, mostraram os ganhos obtidos por uma ferramenta de assistência computadorizada em depoimentos, blog (uma página cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos de artigos)
e levantamento exploratório sobre as variáveis diálogo e estrutura, a inserção de mídias e uso das tecnologias no processo de desenvolvimento da autonomia no aprendiz, realizado nesta última semana.
Os recursos tecnológicos, tanto de comunicação como de informação, estiveram presentes na proposta da unidade curricular de modo que o papel do professor e aluno requereu uma distinta concepção. O professor passou a ser o orientador do processo e o aluno elemento ativo buscando o conhecimento em função dos interesses, de seus projetos. Sendo assim, a estrutura básica deste curso propôs interações síncronas e assíncronas através das ferramentas utilizadas, tais como: lista de discussão, fóruns, e-mail, chat, entre outras.
Iniciou-se as tarefas de preenchimento do perfil para identificação dos participantes, com definição de metas de curto, médio e longo prazo para a vida acadêmica e profissional, postagem de uma mensagem de apresentação pessoal e profissional, no Fórum 1, leitura das mensagens dos colegas em busca de interesses comuns, promovendo a interação e diálogo através desta ferramenta.
Propôs-se, ainda, a leitura das orientações ao aluno – a produção de uma agenda de trabalho – disponíveis no início do material impresso, bem como a participação nos debates realizados no Fórum 2 (Teoria da Interação a Distância) e na videoconferência – com os pólos selecionando dúvidas para interação com outros estudantes.
Estabeleceu-se a discussão de textos com o resgate de momentos da EAD no Brasil, como o da professora Maria Luiza Belloni, intitulado “Ensaio sobre a EAD no Brasil” de 2002; do professor José Manuel Moran, sob o título “Educação inovadora da sociedade da informação” de 2008 e o material de Alex Moreira de Carvalho, “Educação a distância: esboço de uma análise ético- política”.
Desenvolveram-se atividades colaborativas, tais como construção de mapas conceituais, análise de tecnologias na sala de aula (trabalho em equipe), solução de problemas, confecção de um estudo dirigido e elaboração de resenhas através das relações interativas: aluno- mídia, aluno-conteúdo, aluno-instituição, aluno-professor e aluno- aluno.
Na interação aluno-mídia deve ser destacada a importância da tecnologia no processo ensino aprendizagem, pois se considera esse meio de difusão, conforme Rodrigues (1998), como ―linha vital‖ para todo o curso, se ela falha o ensino também pode falhar. Entre outras
coisas é preciso tornar a tecnologia o mais amigável e transparente possível.
A interação aluno-conteúdo, denominada por Moore e Kearsley (2007) como interação intelectual, deve ser tratada numa perspectiva experiencial, pois o conteúdo pelo conteúdo não atende mais as expectativas profissionais. O conteúdo esteve, então, inserido num contexto, associado com a prática docente, de forma a romper com disciplinas fragmentadas, isoladas umas das outras.
A interação aluno-professor foi respaldada na orientação, mediação e motivação, fortalecendo a mútua construção. A orientação do professor é fundamental na seleção de conteúdos e na forma como esses conteúdos serão trabalhados, oportunizando aos alunos situações concretas de aprendizagem. A mediação foi fundamental para estabelecer as pontes necessárias entre conhecimento, mídias e informações da forma mais natural possível.
A busca pela autonomia (ponto de chegada, mencionado no item 3.8.2 Teoria da Liberdade Cooperativa) deve contribuir para derrubar princípios até então aceitos, como a centralidade da figura do professor no processo educativo.
Por último, a interação aluno-aluno foi encorajada e exercitada na unidade de Introdução ao Estudo à Distância e nas demais componentes do curso, de forma a viabilizar espaços para alunos se comunicarem, fortalecendo trocas, discussões, debates, confrontando idéias e soluções.
5.6 ETAPA 5 – Avaliação do curso
Com a implementação da Unidade Curricular de Introdução ao Estudo a Distância e baseado na última fase da metodologia designada no primeiro capítulo – transição – poderá ser aplicado o objetivo proposto neste trabalho, adquirindo dados em pesquisa quantitativa (levantamento exploratório) e qualitativa junto aos alunos do referido curso.
Neste relato são considerados resultados da turma de 2010 dos pólos de Blumenau, Braço do Norte, Concórdia, Florianópolis, Itajaí e Pouso Redondo e cujo objetivo (conforme projeto pedagógico do curso) é oferecer aos professores do Ensino Fundamental e Médio, capacitação em nível de especialização, de forma a torná-los promotores de mudanças no cenário atual das escolas em que estão inseridos, buscando assim maior qualidade na educação de seus alunos e melhor formação para o exercício da cidadania.
Usando a ferramenta GoogleDocs – um editor de textos, planilhas e apresentações, com compartilhamento de arquivos e armazenando documentos, disponibilizados on-line (com senha) para ser alterado por outras pessoas – para coleta de dados, com link disponibilizado na última semana do curso, fez-se a execução de um levantamento (conforme anexo 3) para definição do perfil dos professores (alunos) da especialização e estabelecimento do peso das variáveis diálogo e estrutura, da inserção de mídias e uso das TIC‟s no desenvolvimento da autonomia do aprendiz, auxiliando o estabelecimento de competências para a prática docente.
A população foi constituída pelos alunos regularmente matriculados no Curso de Especialização em Ensino de ciências que ingressaram em 2010/2 (um total de 193 alunos), sendo a amostra definida pelos respondentes do questionário (176 alunos).
5.6.1 Resultados
Inicialmente aspectos gerais foram analisados (quantitativamente) para a primeira etapa do curso, os seis pólos já mencionados, presentes nas figuras 20, 21, 22 e 23, que mostram quais as características do professor (aluno) do curso de Especialização em Ensino de Ciências do IF-SC.
Masculino 53 30%
Feminino 122 69%
Entre 21 e 25 anos 24%