la protection électrique (les personnes) :
11. SCHEMAS ELECTRIQUES
11.5 CABLAGE DES CIRCUITS DE PUISSANCE ET DE COMMANDE
O aspecto principal, ou pelo menos o primeiro a merecer atenção nesta secção, é certamente a caracterização das albufeiras privadas, a quantificação do escoamento potencial, das capacidades de armazenamento e das áreas de regadio que lhes estão associadas. Dado o elevado número de pequenas barragens privadas e a diversidade de situações existentes, não é viável trabalhar cada uma individualmente. Uma das dificuldades, provavelmente das mais difíceis de ultrapassar por falta de informação base, seria a associação, a cada pequena albufeira, da respectiva área regada. É preciso pois desenvolver uma forma de organização e utilização da informação disponível, nas bases PRIA (do COTR, 2003) e da ARH do Alentejo.
Esta informação, sobretudo a da última fonte, existe em ficheiro Excel onde, para cada pequena barragem, se identificam: a localização, as dimensões do dique e as capacidades de armazenamento (total e útil). Por vezes, a localização não é muito precisa, como geralmente não o é a utilização principal da albufeira. A área da bacia de apanhamento e a área de regadio nunca estão disponíveis nestes quadros.
A ARH do Alentejo tem, na sua delegação de Beja, o arquivo de projectos ou processos de licenciamento das obras, onde, por consulta, se poderão compulsar os elementos em falta. É no entanto, como facilmente se depreende, um trabalho enorme, a organizar com oportunidade. Nestas condições, desenvolveu-se uma sequência de caracterização das albufeiras e sua capacidade de armazenamento, por concelho dentro de cada zona de análise, como a seguir se descreve.
a) Determinação das áreas de regadio privado
A determinação destas áreas faz-se a partir dos dados do INE, Recenseamento Geral Agrícola, de que no momento só se dispõe o de 1999 (RGA99). Estes dados serão completados, em cada região, por actualizações eventualmente efectuadas pelo INE, quer no tempo, quer no espaço, quer ainda relativamente a algum sistema agrícola em particular. Verificou-se também a tendência de variação dos sistemas culturais dentro dos regadios públicos nos últimos anos e admitiu-se a mesma variação para os privados.
No presente tratamento, a área de regadios privados foi determinada a partir da área indicada como sendo de regadio (indiferenciado) no RGA99, da qual se deduziram as áreas de regadios públicos conhecidas das informações fornecidas pela DGADR ou pelas Associações de Regantes.
97 Desta informação não é possível identificar as áreas que correspondem a cada origem da água – albufeira, furo, charca, outra – pelo que se recorre adiante a informação complementar (COTR 2003).
b) Número e capacidade das pequenas barragens destinadas ao regadio privado
No ficheiro cedido pela ARH Alentejo (“Barragens_2.xls”) foram identificadas, para cada concelho, as barragens com provável vocação agrícola na Bacia do Guadiana. Determinou-se para cada concelho a capacidade média das albufeiras, o seu número e a sua capacidade total de armazenamento. Estes dados foram referidos à bacia do Guadiana na proporção da representação da área de cada concelho na bacia e ficam a constituir o ficheiro “Pequenas barragens de rega Guadiana.xls”.
Não havendo indicação das áreas de regadio associadas às barragens, fez-se uma aproximação a esse número, como se descreve em seguida.4
c) Proporção das áreas de regadio privado com origens em albufeiras e em águas subterrâneas
O registo das áreas feito a partir do RGA99 não permite a determinação destas proporções. Completou-se por isso esta informação com a disponível no inventário do COTR feito em 2003 (base PRIA). Começou-se por redistribuir proporcionalmente a área “sem informação” pelas 3 origens de água identificadas:
Zona de análise 2 Albufeiras 539 ha (0,45) 774 ha Furos e ch. 603 (0,51) 865 Outras 46 (0,04) 66 Sem informaç 517 - - Total 1705 1705 Zona de análise 3 Albufeiras 2269 ha (0,270) 2724 ha Furos e ch. 5993 (0,715) 7194 Outras 132 (0,015) 158 Sem informaç 1682 - - Total 10076 10076
4 De futuro, o ficheiro inicial da ARH deve ser completado com uma coluna contendo, para cada
barragem, a área da sua bacia de apanhamento e outra referindo a utilização em regadio, se possível com indicação da área servida (dados contidos no projecto da barragem ou no seu processo de licenciamento na ARH). Este procedimento deve prever-se para todas as bacias hidrográficas do País.
98 Zona de análise 4 Albufeiras 6417 ha (0,420) 6919 ha Furos e ch. 7642 (0,500) 8240 Outras 1071 (0,070) 1155 Sem informaç 1196 - - Total 16326 16326
Para as zonas de análise 1 e 5 (Caia e Mértola) a informação disponível na base PRIA não é suficiente para se proceder a este cálculo das proporções de área com cada uma das origens da água. Atribuíram-se por isso a estas zonas os coeficientes médios determinados para as outras 3.
Quanto à zona 6, nenhuma informação de base já disponível é suficiente, pelo que o seu tratamento se deve relegar para integração no da restante área do Algarve.
A origem de água “Outras” conterá essencialmente as captações diretas por bombagem nas ribeiras, quer em pegos naturais, quer em açudes. Frequentemente, pode constituir reutilização de águas drenadas de regadios a montante. Trata-se pois de águas de origem difícil de caracterizar, talvez um misto de águas de superfície e subterrâneas. O seu tratamento deve discutir-se logo que haja oportunidade. Para já, foram também redistribuídas proporcionalmente pelas outras duas origens de água para rega.
d) Relação das capacidades armazenadas com as áreas a regar pelas albufeiras
A partir dos coeficientes de proporcionalidade encontrados no passo anterior, determinaram-se para cada concelho e cada zona de análise as áreas regadas pelas albufeiras e por águas subterrâneas. No quadro Excel do já apresentado ficheiro “Pequenas barragens de rega Guadiana” acrescentou-se a indicação dessas áreas, bem como os volumes armazenados por 1ha regado. São números que em geral parecem coerentes, emprestando credibilidade ao procedimento descrito, mau grado a pouca solidez teórica de algumas hipóteses de base.
e) Verificação, para cada concelho, dos volumes armazenados por 1ha regado.
Há no entanto alguns concelhos para os quais os volumes armazenados por 1ha regado são nitidamente muito altos ou muito baixos. Introduziu-se por isso um “cálculo de verificação” destes volumes, isto é, em sentido contrário: sabendo que as pequenas barragens de interesse agrícola são projectadas para cerca de 1 a 2 anos de rega, consideram-se demasiado pequenas as capacidades de armazenamento inferiores à necessidade anual de rega por ha (tendo entrado já com a eficiência de rega de 0,75 para a aspersão e 0,9 para a localizada) e demasiado grandes as que forem maiores que duas vezes essa necessidade anual.
Para esses concelhos, toma-se então a necessidade de rega intermédia (volume para 1,5 anos), valor pelo qual se divide o volume de armazenamento total verificado no
99 concelho, encontrando-se a área regada pelas albufeiras. A área remanescente da área total de regadio privado é atribuída à rega com águas subterrâneas. Se esta última parcela for negativa, limita-se o valor do armazenamento considerado no concelho ao correspondente a dois anos de rega total da área inventariada para os regadios privados, admitindo-se ainda que não há recurso às águas subterrâneas.
Note-se que este procedimento “de verificação” é aplicável a todas as bacias hidrográficas, mesmo que não haja inventário equivalente ao PRIA do COTR (2003) para o Guadiana.
f) Indicadores de seca nas áreas a regar pelas albufeiras
Enquanto não se dispuser de informação registada sobre as áreas das bacias de apanhamento das albufeiras, não será possível calcular com alguma segurança os volumes que afluirão às albufeiras em função da precipitação ocorrida. Uma solução prática aproximada será admitir que as capacidades de armazenamento registadas correspondem ao escoamento integral anual verificado em um ano médio de precipitação. Usando um modelo de relação precipitação - escoamento pode então calcular-se, em função da precipitação ocorrida, o escoamento correspondente do ano em curso e a eventual percentagem de restrição correspondente no fornecimento para rega. As perdas de produção correspondentes, calculadas como tem sido descrito em outras ocasiões (por exemplo como se fez na secção anterior para o regadio público), serão tomadas como indicador socioeconómico de severidade da seca.