A deterioração das relações de Wind com a universidade, assomada por uma profunda crise de pneumonia que o hospitalizou por meses em 1943 (período em que, segundo Wind, McKeon agiu de modo extremamente antiético), fizeram-no requerer uma licença temporária de Chicago no início de 1944. Aceitou então o convite feito pelo
101 Cf. R. Zorach, op. cit., p. 221.
102 “In the centre of any good symbol there is an opaque core which will not yield to rational analysis, although around this core translucent images may be grouped which draw from it their strength and denseness.“ Cf. E. Wind, “The Eloquence of Symbols”, in The Burlington Magazine, XCII, 1950, p. 349.
103 “Yet one of the most essential lessons to be taught to young people in the humanities is that they cannot proceed without taking the risk of certain committments, and the adventurous part of the study is to discover what these risks are.” Cf. E. Wind, [Carta] 12 out. 1942, Chicago [para] R. McKeon, [S.l.], 5 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 8, file 2.
presidente do Smith College (Massachussets), Herbert Davis, para que assumisse pelo termo de outono a William Allan Neilson Research Professorship. O cargo exigia pouca dedicação de seu titular em uma faculdade de artes liberais exclusivamente feminina. As notícias enviadas pelos warburguianos em Londres informavam-no da incorporação final do Instituto pela Universidade de Londres104, implicando em suficiente estabilidade política e financeira para que Wind abandonasse o front estadunidense e retornasse às suas funções na Inglaterra. Wind recebeu do Smith College uma extensão de um ano da vaga professoral para que pudesse preparar seu retorno à Inglaterra, onde resumiria suas funções como Vice-Diretor com a promessa de se tornar Diretor após aposentadoria de Saxl. Sob essa perspectiva, desligou-se oficialmente da Universidade de Chicago em outubro de 1944105. A respeito dessa sua experiência, afirmaria posteriormente que “não estava triste em deixar Chicago, embora um número limitado de meus colegas tenha se lamentado.”106 Após uma uma constante troca epistolar durante o primeiro semestre de 1945, Wind finalmente reencontrou Saxl em meados de junho, uma primeira vez em Nova York e outra em Northampton (cidade- sede do Smith College). Nessas reuniões, discutiram quatro assuntos: a posição professoral e salário de Wind em Londres, a proposta de uma enciclopédia a ser organizada por eles com apoio estadunidense, as publicações de Wind e o futuro do Instituto107.
104 Em 16 de dezembro de 1944, Saxl enviou para Wind um telegrama comentando: “Incorporation Institute in London University completed and published in The Times Love and Season wishes from us all” Cf. F. Saxl, [Telegrama] 16 dez. 1954, Londres [para] E. Wind, Northampton, 1 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 2.
105 “Dear Mr Hutchins […] A letter from the Warburg Institute in London informs me that their continued existence has been secured by a Joined action of the British Board of Education, the British Treasury, and the governors of the University of London. The Warburg Instiute, while retaining its independent character as an Institute of research, will become part of London University, and I am urgently asked to return to London at the earliest possible moment in order to resume my old post as their Deputy-Director. Since I owe to them my entire train ing and since my association with them has lasted steadily for over twenty years, I feel that I cannot refuse, particularly as they have expressly stated that they do need me, I am sure you will agree. I have written to John and expressed the hope that some form might be found by which I could remain on your Committee and serve as your ‘liaison’ officer in London. You know how much I liked working with you and John, and It would be a pity if it were to stop. The Warburg Institute, I am sure, would be delighted to serve as your ‘pied à terre’ in Europe. […] If it seems reasonable to you, I would suggest, therefore, that my present contract with the University of Chicago be terminated with the beginning of the Winter Quarter.” Cf. E. Wind, [Carta] 19 out. 1944, Northampton [para] R. Huthcins, [S.l.], 2 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 8, file 2.
106 “I was not displeased to leave Chicago, though a limited number of my colleagues regretted it.” Cf. “Report 1939-1945”, in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 2.
Pouco após o encontro, Wind expressou longamente seu desagrado em carta a Bing. Assombrado pelas atitudes de Saxl, diz-se perplexo: “Ele mudou muito pouco […] Não consigo compreender isso muito bem, pois esses anos devem ter nos transformado a ambos incomensuravelmente. Sei que me transformaram e que envelheci muito. Mas ele não me parece sequer um dia mais velho de quando o vi pela última vez”; a esse respeito, acrescentou – com perfídia – que Saxl parecia “apenas um pouco surdo em relação a argumentos que não se adequavam aos seus planos pré-concebidos, e mudava de assunto sempre que esses surgiam”108. Profundamente insatisfeito com o encontro, Wind enviou uma carta a Saxl em 9 de julho informando-o que não retornaria a Londres e que existiam diferenças fundamentais entre ambos que impediam futuras colaborações109. Desse modo, desligou-se oficialmente do Instituto Warburg no final de 1945. Alegou como razão sua discordância com o projeto de Saxl de uma enciclopédia da Idade-Média e do Renascimento nos moldes da Pauly-Wissowa (razão pela qual foi para os Estados Unidos, pois pretendia uma colaboração transatlântica e o financiamento estadunidense), que supostamente caberia a Wind capitanear após a aposentadoria do colega110.
108 “He has changed remarkably little . I went to New York to meet him, and we spent a number of pleasant days together before he went off to Harvard, Washington, etc. etc. It seemed as if the intervening six years had not existed. I can’t quite understand it, for these years must have changed both him and me immeasurably. I know that they have changed me and that I have grown very much older. But he looks to me not a day older than when I saw him last. It must be a delusion, what with all that has happened. The only trace that I could detect – and this in its turn may be a delusion – is that he seemed a tiny little bit deaf toward arguments which did not quite suit his preconceived plans, and changed the subject whenever they occurred; but this will not deter me from presenting them to him.” E. Wind, [Carta] 15 jun. 1945, [S.l.] [para] G. Bing, [S.l.], 6 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 2.
109 Cf. E. Wind, [Carta] 9 jul. 1945, Northampton [para] F. Saxl, [S.l.], 4 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 241, file 4.
110 “Dear Professor Wind, The Committee of Management of the Warburg Institute have learned with deep regret of your decision to sever your connection with the Institute. My Committee wish me to express to you their sense of the great loss which the Institute has suffered, and their grateful appreciation of the services which you have rendered to the Institute in Germany, in this country, and in America. We realize that it is largely due to your efforts that the Institute is now in England and a part of this University; what you achieved while on the staff of the Institute will remain as a permanent influence on its future development. Yours sincerely, Edna Purdie, Chairman” Cf. E. Purdie, [Carta] 5 nov. 1945, Londres [para] E. Wind, Northampton, 1 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 2. Wind respondeu cerca de um mês depois: “Dear Professor Purdie, I was very much touched by your letter of November 5th and should be grateful if you would convey to your Committee my sense of their kindness and generosity. The decision to give up my connection with the Warburg Institute, and relinquish my hope of returning to England, was extremely painful for me to reach. Very much against Mr. Saxl’s and my own will, it became apparent during his recent visit to the United States that our views concerning the function of the Institute could no longer be reconciled. We found that we held opposite opinions on such important questions as whether or not the Warburg Institute should be primarily a charitable institution, and whether it should become an agency for the kind of cumulative research that results in encyclopaedias, manuals, etc. I felt that if I returned to London I would either have to obstruct Mr. Saxl’s plans, which in fairness I could not do, or assist him in carrying out a program in which I personally disbelieve. Under
O próprio Wind, contudo, tinha proposto uma série de estudos enciclopédicos para o Committee on Social Thought. É preciso considerar – assim ignorando uma possível jacobice sua – que seus temores eram de raiz mais profunda, oriundos de divergências epistemológicas suas com o diretor do Instituto Warburg. A respeito das enciclopédias propostas por Saxl, afirmou que essas, “ao invés de conduzir às fontes, tendem a suplantá- las” e que a “Pauly-Wissowa deveria ser antes uma advertência do que um modelo. Desde que esse maravilhoso instrumento se tornou disponível, os estudos clássicos declinaram.”111 O que Wind temia era sobretudo a enciclopédia enquanto lexicografia, isto é, a catalogação de fatos e fontes que coibiria, em última instância, o acesso criativo aos documentos originais ao impor uma autoridade catalográfica, meramente remissiva. A esse anjo às portas do jardim opunha o ideal clássico-renascimental da “educação em círculo” (gr.: ἐγκύκλιος παιδεία), fundamento de sua investigação sobre o programa iconográfico da Escola de Atenas.
Sua interpretação da estrutura tipológica do afresco rafaelita pressupunha a orientação do programa por um humanista próximo ao artista, que Wind julgava ser Celio Calcagnini. Herdeiro da filosofia do princeps concordiae, Pico della Mirandola, Calcagnini propôs uma composição que expressasse tanto a Concordia Platonis et Aristotelis quanto o
these circumstances, it seemed to me that I had no choice but to step aside. I shall continue to take the greatest interest in the progress of the Institute which, I feel could not possibly have found a better place for its work than within the liberal setting of London University; and I should be happy if your Committee would not regard me as a stranger but make use of my services whenever they think I might be of assistance. Yours sincerely, Edgar Wind” Cf. E. Wind, [Carta] 11 dez. 1945, Northampton [para] E. Purdie, Londres, 1 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 2. Em carta a Wind no início de 1944, Saxl comenta sua esperança de que Wind capitaneasse o projeto após sua aposentadoria: “My old idea is that a common work should be started on both sides, and the subject which I had in mind is a Pauly-Wissowa for the Middle Ages and the Renaissance. You may remember that I tried this two or three years before the war, and that Paul Sachs and others were very enthusiastic. With the Institute officially established it should not be too difficult to under take something of this kind. Of course I must first know what you think about it because the main work will be done when you are in
power, not me. I am sure you will have many more ideas, and ideas which are probably more practical as far às
the American side is concerned. I am firmly convinced, however, that i t w ill be rather difficult to establish collaboration of whatever kind.” Cf. F. Saxl, [Carta] 8 mar. 1944, Londres [para] E. Wind, [S.l.], 3 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 2.
111 “The ‘Encyclopaedia’ frightens me. There are too many encyclopaedias already. Instead of leading to the sources, they have a tendency to supplant them; and I dislike the idea that we should add to their number. Moreover, Pauly-Wissowa should be a warning rather than a model. Ever since this wonderful instrument became available, classical studies have been on the decline. I have no authority to speak on medieval studies. Maybe they have reached the Alexandrinian stage and are ready for a great funerary monument in the style of Pauly-Wissowa. I know that this is not the case with Renaissance studies. They are not yet ready for the embalmer.” Cf. E. Wind, [Carta] 15 jun. 1945, [S.l.] [para] G. Bing, [S.l.], 6 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 2. Isso não quer dizer que Wind se recusasse a recorrer à Pauly-Wissowa; ver Wind, Pagan
ideal enciclopédico como concebido pelos humanistas do Renascimento. Wind compreendeu o enciclopedismo do período como uma suplementação do formalismo hierárquico escolástico em prol de uma reorganização inovadora das ciências, na qual a expansão das atividades do conhecimento oriundas do frenesi renascimental seguia coligada à prisca pressuposição de uma unidade esférica do saber. As diversas ciências, pontos interligados em uma mesma esfera, confrontariam nesse diálogo seus próprios princípios e se iluminariam mutuamente, de tal modo que o historiador da religião, que investiga a natureza da trindade, requer o auxílio do teólogo, que por sua vez vai ao encontro do geômetra, que consulta o algebrista etc. O estudante, portanto, que iniciou seus estudos em uma província relativamente circunscrita do conhecimento, vê-se obrigado a incorporar saberes diversos e, devido à natureza interconectada do procedimento, ilumina-os reciprocamente em seu percurso. A partir dessa perspectiva, a disposição dialética dos grupos da Escola de Atenas deve ser compreendida em sua articulação circular última, sob pena de se incorrer em uma falha de análise formal da obra112: seu conflito de base, a unidade especular platônica em oposição à multiplicidade cognoscível aristotélica, irradia-se pelos debatedores periféricos e garante, quando da intuição de sua globalidade, sua resolução harmônica. As diversas correntes filosóficas mantêm assim seu valor autônomo concomitantemente à sua subsunção em uma harmonia “mestiça”, na qual o entusiasta sob a égide de Apolo se percebe um racionalista, e o racionalista, presidido por Atenas, um exaltado.
A indissociabilidade entre forma e conteúdo, contudo, remete-nos uma vez mais às divergências enciclopédica de Wind e Saxl, pois se a Escola de Atenas é considerada uma grande obra, não o é unicamente sob a base de uma “grande ideia”113. Sua fatura exigiu um gênio pictórico como o de Rafael, capaz de assentar a pletora de significados propostos em uma harmonia composicional que não aterra a vivacidade enérgica dos debatedores, que percorre a imagem como um cabo de alta tensão. Wind considerou essa articulação entre ordem e variação, entre figuração e sentido, de um grau tão elevado que sugeriu aos estudioso da filosofia renascimental a Escola de Atenas como um guia aos seus meandros
112 Ver E. Wind. Art and Anarchy, 1985, n. 115, pp. 132 e s. 113 Ibid., pp. 49 e ss.
labirínticos114. Entretanto, se Rafael distingue-se de outros pintores pedagógicos por sua capacidade de integração harmônica de elementos multíplices, essa estaria antes fundamentada em sua tendência transgressora do que em sua estrita adesão à regra. A respeito da filiação parcial do urbinate à abstração idealizante dos ciceronianos, Wind afirmou que “seu purismo congênito (se a frase for admissível) fora seduzido pelo culto da perfeição abstrata desses. Mas sua curiosidade foi um antídoto de nomadismo e aventura intelectual, que o fez explorar o compósito” e que, “em certos momentos do desenvolvimento de Rafael, seu estilo oscilou entre o acadêmico e o caprichoso […] Mas em 1509, quando começou a pintar a Seus della Segnatura, Rafael manteve essas forças em perfeito equilíbrio”115. Wind compreendia que essa atenção à transgressão (i.e., às faculdades criativas) era igualmente necessária nos empreendimentos acadêmicos: em sua visão, esses sempre requerem risco intelectual para se revelarem dignos e fecundos. Ao questionar o projeto de Saxl, criticou sua necessidade de “mobilizar todas as forças disponíveis, de modo que as energias, em especial da geração mais jovem, que deveria estar livre para a pesquisa construtiva e para a produção de novos resultados, seriam canalizadas no trabalho infértil da compilação por pelo menos duas décadas”. De tal maneira, “uma geração inteira de estudiosos seria reduzida a compiladores.”116
114 Ibid., pp. 59 e s.
115 “Raphael not merely enjoyed the company of these aesthetes, but it is evident that he felt in their debt. His innate purism (if the phrase be permitted) was attracted to their cult of abstract perfection. But his curiosity supplied an antidote of intellectual vagrancy and adventure, which led him to explore the composite and the scholastic, and impart his own grace to so-called barbarisms. There were moments in Raphael’s development when his style wavered between the academic and the capricious, and in the work of his disciple Giulio Romano the two extremes are joined in a curious compound of ponderous classicism and bizarrerie. But in 1509, when Raphael began painting the Stanza della Segnatura, he held these forces in perfect balance.” Cf. E. Wind, Art
and Scholarship under Julius II, in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 216, file 4.
116 “I was very much touched by what you wrote about the Warburg Institute and wish I could have heard your broadcast. Your anxieties correspond very closely to mine: I also see the writing on the wall – ‘an ordinary learned body’. Attempts on my part to resist this development proved so unsuccessful and Quixotic that in the end it became impossible for me to return, although I longed to be in England again and had, in fact, made all preparations for coming back. I left the University of Chicago with that intention. But when I saw Saxl here it became apparent that our views about the Institute's function had become quite incompatible. He was then full of plans for an ‘Encyclopedia of the Middle Ages and the Renaissance’, and seemed unfrightened by the prospect that, if the plan were to succeed, it would reduce a whole generation of scholars into compilers. As other projects have revealed the same tendency, I sometimes fear the Institute has never quite rid itself of certain vestiges of the German Inflation – the period in which it was born.” Cf. E. Wind, [Carta] 28 ago. 1948, [S.l.] [para] K. Clark, [S.l.], 1 f., in Oxford, Bodleian Library, MS. Wind 7, file 3.
Pode-se objetar, contudo, que as divergências epistemológicas entre Wind e Saxl eram passíveis de resolução e expressam apenas a razão “oficial” de um antagonismo mais arraigado. Embora a dissensão teórico-metodológica desses dois indivíduos – que se dedicaram às investigações intelectuais mesmo em face a graves turbulências políticas que teriam acanhado personalidades menos obstinadas – não possa ser descartada como uma justificativa superficial, o fato é que Wind também se opunha às políticas financeiras do Instituto e à sua própria posição futura. Sua crítica antecede a tensão emergente em 1945 e remonta ao estado da instituição após a crise financeira alemã da década de 1920, momento em que, segundo Wind, o Instituto mesclou de forma confusa as funções de um centro de pesquisa humanístico com as de uma instituição de caridade acadêmica (auxiliando pesquisadores com financeiramente instáveis). Julgando que as exigências do Instituto para com seus associados eram muito superiores aos seus retornos financeiros, Wind acusou Saxl e Bing de estelionato intelectual: “Por sua política ambígua e enganosa nesses assuntos, tanto você quanto Saxl contribuíram substancialmente para o crescimento do proletariado intelectual. Isso, na minha opinião, é um crime.”117
Outra questão fundamental para Wind era sua posição futura no Instituto. Embora fosse anteriormente seu vice-diretor – com promessas constantes de Saxl de que o sucederia após sua aposentadoria –, deparou-se em 1945 com a possibilidade de se tornar um mero estudioso agregado de nomenclatura ainda indefinida118. Em sua opinião, a estrutura hierárquica proposta por Saxl e Bing – e esta, segundo Wittkower, tratava o Instituto como uma espécie de sinecura119 – infringia o caráter colegiado do Instituto, e o colocava em uma
117 “By your ambiguous and self-deceptive policy in these matters, both you and Saxl have substantially contributed to the increase of the intellectual proletariate. And in my opinion this is a crime.” Wind queria,
grosso modo, um grupo compacto e extremamente proficiente – fundamentado, por exemplo, na tríade Wind-