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Os resultados sugerem repensar a educação em saúde como atividade desenvolvida por graduandos presentes nos cenários de aprendizagens, e que não é oportuno escolher conteúdos que não façam parte do contexto onde se pretende atuar.

Quanto à concepção de educação em saúde, prevaleceu nos depoimentos dos graduandos à concepção tradicional, revelando que este paradigma ainda não foi totalmente superado, e não tem acompanhado as transformações operadas no campo da educação em saúde. Traz implícito o baixo investimento na formação de

profissionais críticos, reflexivos, distantes das demandas sociais, e em desacordo com os princípios do SUS.

Estes achados são justificados considerando que prevalece ainda, no interior da formação do enfermeiro a presença do modelo biomédico, que orienta o graduando a desenvolver atividades educativas com foco na doença, e nos aspectos preventivos de orientação e mudança de comportamento.

De outro modo, as estratégias de ensino adotadas na execução das atividades educativas pelos graduandos despontou uma mescla de estratégias metodológicas, tanto na vertente tradicional como progressista. Embora tenham sido poucos os graduandos que adotaram a estratégia progressista.

Contudo, o desafio é romper com modelos tradicionais de educação em saúde instituídos ao longo da história e, adotar estratégias reflexivas, significativas e transformadoras, que capacite os sujeitos para a autonomia.

Porém, neste estudo, foram identificadas certas contradições nas falas dos graduandos, uma vez que alguns entrevistados além de demonstrarem falta de clareza nas respostas, também apontaram incoerência entre concepção que tinham sobre educação em saúde e o modo de escolha dos conteúdos; concepção sobre educação em saúde e adoção da estratégia de ensino que norteou atividade educativa.

No entanto, consideramos compreensivas essas incongruências, haja vista o graduando se encontrar, ainda na condição de aprendiz, ou seja, em processo de formação, e por este motivo, condicionado ao desenvolvimento gradativo que o processo de aprendizagem se impõe.

Não obstante, um aporte teórico que subsidie a realização das atividades de educação em saúde pelos graduandos nos cenários de práticas se faz necessário desde o início da formação, mas que perpasse todo o curso, em uma possível transversalidade de conteúdos em momentos oportunos.

Verificou-se escassez de produção científica que aborde a sua interface com a perspectiva do graduando de enfermagem. Para tal, a consecução desta pesquisa desperte o interesse dos pesquisadores em ampliar este estudo com foco em outras dimensões, haja vista ser a educação em saúde um campo transdisciplinar, a qual transpõe a área de domínio da enfermagem.

2. 7. Referências

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