7.4 Stabilit´e du film
7.4.2 C´el´erit´e de r´etraction
Uma etapa interessante do trabalho foi o contato como os mediadores do processo de aprendizagem: os educadores, aqui compreendidos por professores, orientadores educacionais, diretores, supervisores, participantes diretos do contexto escolar. Foram distribuídos oito roteiros e todos retornaram respondidos. É importante ressaltar o papel do professor como facilitador desse processo, pois é com ele que a criança se relaciona a maior parte do tempo que está na escola. Como assinala Coll (apud COLL; PALÁCIOS; MARCHESI, 1981):
[...] a atividade do aluno, ou do grupo de alunos, é condicionada, por sua vez, pela atividade do professor. Dele vai depender o tipo de organização da classe e portanto, o tipo de interação. Sua intervenção ou falta de intervenção vai interferir nestes processos, possibilitando assim, diferentes mecanismos cognitivos e de relacionamento. Portanto, não se pode estudar a atividade dos alunos, independentemente da atividade do professor (1995, p. 37).
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Entrevista concedida em 23/agosto/2003, ás 9h no auditório da Secretaria Municipal de Educação em Orleans.
As respostas aqui apresentadas buscarão esclarecer dentro da amostragem populacional, com maior ênfase, a posição dos professores frente aos deveres de casa, sem deixar de trabalhar a visão dos demais profissionais da área e sua contribuição para a aprendizagem.
Enquanto profissional, é necessário ressaltar alguns aspectos éticos do comportamento na conduta pessoal devido à multiplicidade de interações que estabelecem com as pessoas de diferentes níveis socioeconômico e cultural; a discrição de sua vida pessoal em público, evitando abordagens sobre seu trabalho, para não acontecer comentários desabonadores ou comprometedores; manter uma conduta comportamental exemplar, pois para muitos tende a servir como modelo de ética, organização e sabedoria.
Tabela 11 – Assiduidade em cumprir as tarefas de casa
Assiduidade em cumprir as tarefas de casa F %
Precisam de conscientização dos pais 06 75
Falta cobrança dos pais 01 12,5
Não sabem fazer 01 12,5
Não gostam de estudar 00 00
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo)
Sob o ponto de vista dos educadores, a maioria dos alunos não fazem suas tarefas porque lhes falta conscientização, por parte dos pais ou responsáveis, em relação à importância desse ato pedagógico.
Os educadores acreditam que, sendo os deveres de casa uma atividade feita fora da escola, os pais deveriam encarregar-se de fazer com que a criança adquira hábitos de estudo para que não haja problemas em relação à assiduidade.
Entendemos, porém que os educadores têm o compromisso de agir juntamente com os pais na busca dessa conscientização. A função do professor de ressignificar os conteúdos junto aos alunos é importante e necessária. O
desempenho do seu papel é que vai gerar implicações e conseqüências preponderantes:
[...] o modo de agir do professor em sala de aula estabelece um tipo de relação com os alunos que colabora ( ou não ) para o desenvolvimento buscado pela escola. Nesta relação, professor e alunos desempenham papéis diferenciados e, ainda em nossos dias, cabe ao primeiro(...), tomar a maior parte das iniciativas.
Talvez seja oportuno levantar aqui alguns exemplos de ações do professor que podem criar uma relação com os alunos marcada pelo trabalho em equipe, pela participação, maturidade, criatividade e que favoreça a autonomia:
- favorecer situações em classe nas quais o aluno se sinta à vontade para expressar suas opiniões, seus pontos de vista e seus sentimentos; - compartilhar com a classe a busca de soluções para problemas
surgidos com um determinado conteúdo, com o professor, com o programa ou com os colegas;
- respeitar e fazer respeitar as diferenças de opinião;
- incentivar a participação, a iniciativa, a cooperação dos alunos com os colegas;
- demonstrar que há explicações diversas para um mesmo fenômeno observado;
- relacionar os temas estudados com as vivências dos alunos; - ser flexível e capaz de adaptar a programação;
- solicitar a colaboração dos alunos;
- fazer o planejamento de curso juntamente com a classe; - incentivar os alunos a buscar novas informações;
- esclarecer ao aluno no início do curso ou da unidade os critérios de avaliação que serão utilizados ( MASETTO, 1997, p. 56-57 ).
A figura do professor na sala de aula sugere que tenha um envolvimento maior frente aos alunos e frente ao processo de ensino-aprendizagem. Assumir os alunos implica levá-los a refletir sobre determinadas situações - problemas e dificuldades e sobre as conseqüências das diferentes alternativas disponíveis. Como o professor é o principal orientador do aluno, deve seguramente tomar providências com relação aos deveres não executados que aparecem em sala de aula seguindo algumas regras básicas:
- verificar a compreensão da criança sobre a matéria;
- verificar o estado de saúde da criança;
- estar atento à questão da empatia;
- ajudar a criança em sua própria organização;
- procurar os serviços de outros profissionais da educação da instituição, os orientadores, por exemplo;
- procurar os pais para conversar (para fazer perguntas ou para respondê- las).
Tabela 12 – Bases para as tarefas de casa
Bases para as tarefas de casa F %
Tarefas copiadas de outros professores 01 12,5
De acordo com os objetivos propostos 05 62,5
Livro didático 01 12,.5
Propósitos para a aula seguinte 01 12,5
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo)
Este quesito é de extrema importância dentro do objetivo a que se propõe esta dissertação: a coerência entre os deveres de casa e os propósitos do professor. Como se pode concluir, grande parte dos professores procura adequar as tarefas de casa com os objetivos propostos na Matriz Curricular, ou seja, buscam ampliar os conhecimentos estudados em sala de aula através de atividades complementares extraclasse. Um quarto dos professores opta por utilizar o livro didático como fonte ao propor tarefas para casa, o que, de certa maneira, também busca alinhar o contexto estudado.
É alarmante, no entanto, constatar que existem professores que copiam a tarefa de outros, sem que esta esteja de acordo com os conteúdos ensinados em sala de aula. Observemos o que nos diz a educadora Z.L.:
Então nem sempre a tarefa de casa é dada com critérios, há que se observar muito isso, falo com base no tempo em que fui diretora da escola. As professoras copiavam umas das outras, eram em quatro, então ficava fácil o passa-repassa. Os conteúdos não tinham muita combinação, mesmo assim se via isso (Informação oral)33.
33
Entrevista concedida em 23/novembro/2003, às 15h no auditório da Casa de Pedra do Museu ao Ar Livre em Orleans.
A educadora Z.L. retrata um quadro pouco positivo para o cenário do cotidiano do professor. Ao encontrar respostas condizentes como as de 62,5% dos professores, que responderam que trabalham os deveres de casa de acordo com os objetivos propostos no plano de aula, temos que tristemente expor o fato de que há 12,5% deles que, sem nenhum escrúpulo, deixam a desejar quanto ao próprio conhecimento e à sua compreensão do meio educacional, não levando em conta as características desse meio, as formas com que nele atuam e as expectativas em relação à escola. Deportando-se aos anexos A podemos constatar, pois são tarefas de fácil reprodução em xerox, facilitando o passa - repassa.
Tabela 13 – Atitude tomada quando o aluno não cumpre as tarefas
Atitude tomada quando o aluno não cumpre a tarefa F %
Chama os pais 06 75
Coloca-o de castigo 00 00
Oportuniza outra chance, acumulando as tarefas 01 12,5
Manda fazer na escola em horário extra 01 12,5
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo)
A maioria dos professores chama os pais para tomarem conhecimento da situação do aluno. Mais uma vez a participação dos pais é solicitada para que, juntos, possam estabelecer propostas a fim de sanar a situação. O encaminhamento à orientação faz parte dessa atitude, pois é através dela que os pais são convocados a comparecer na escola. Sobre isso, tomemos o depoimento da Orientadora M.M.:
Quando algum professor manda um aluno, reclamando do não cumprimento das tarefas, eu chamo os pais e pergunto o porquê, tento conscientizar e se não resolve em casa, tento resolver na escola. Perguntando aos pais, eles dizem que dão tempo e os colocam no quarto para fazer, mas não sabem porque eles não fazem. Claro, não olham se estão fazendo tarefa e estudando ou brincando. Certamente brincam, vêem televisão, jogam videogame, lerdeiam no computador até esquecem do compromisso daí saem dali e vão para outras atividades sem que ninguém os questione
sobre o cumprimento do dever e fica até na hora que chegam na escola no dia seguinte (Informação oral)34.
Quando os pais são chamados na escola através da orientadora precisam ser orientados corretamente sobre o que está acontecendo com o filho, porque cada família alimenta uma expectativa diferente em relação ao papel da escola. Esse profissional é o elemento de ligação entre a família e a escola e deve manter uma comunicação constante, respeitar os seus valores e procurar obter sua colaboração, objetivando o bem-estar, o desenvolvimento e a formação do educando.
Tabela 14 – Orientação dada aos pais que vêm à escola
Orientação dada aos pais que vêm à escola F %
Que prestem ajuda ao filho com mais interesse 02 25
Chama os pais por exigência da escola 00 00
Organiza uma lista de orientações aos pais 01 12,5
Que encontrem uma forma de cobrar do filho(a) 05 62,5
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo)
Através das respostas dadas, pode-se perceber a preocupação dos professores para com a participação dos pais em relação às tarefas de casa. Os professores em sua maioria concordam que os pais devem encontrar uma forma de cobrar com maior firmeza a prática da lição de casa. Essa participação não poderia ficar somente na esfera da ajuda, auxílio ou observação, mas também no que se refere aos hábitos de estudo.
Os professores necessitam da ajuda dos pais na hora de impor os limites, as responsabilidades, as determinações, pois a aprendizagem passa por estágios de ajustes importantes entre a personalidade e a cognição do aluno.
Passando um olhar sobre a perspectiva da ação transformadora do ser, já que ele é o agente de mudança de sua própria vida, de sua cultura e do mundo em
34
Depoimento colhido em 23/abril/2004, às 14h no auditório da Secretaria Municipal de Educação em Orleans.
que vive, não podemos deixar a criança sofrer as conseqüências da falta de consciência de nenhum dos lados, nem da escola nem da família. Vejamos o que a professora E.S. nos diz: “Quando necessita chamar os pais, peço que prestem assistência e tenham o cuidado de não transformar os filhos em dependentes deles, devem ajudar, mas não fazer os deveres”35. A entrevista da professora E.S. encontra-se na integra, para leitura, no apêndice C.
Tabela 15 –Motivos que levam os alunos a não fazerem as tarefas
Motivos que levam os alunos a não fazerem as tarefas F %
Problemas de saúde 04 50
Não sobem fazer 02 25
Não tiveram tempo ( por vários motivos ) 01 12,5
Esqueceram 01 12,5
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo)
Os problemas de saúde são alegados com freqüência pelos alunos que não fazem seus deveres de casa. Nesse momento, o professor precisa ter meios para verificar a validade da justificativa. Observar se a desculpa é dada com freqüência, conversar informalmente com familiares, informar-se através de outros alunos e até conversar de forma amigável com o educando. Muitas vezes essa desculpa pode estar camuflando outras dificuldades da criança em fazer suas lições.
O processo de escolarização passa por uma série de conflitos que precisam ser observados pelo professor:
A aprendizagem escolar define um sistema de trabalho particular que regula o uso dos próprios instrumentos mediadores que funcionam como conteúdo ou “veículo” do ensino. Esses sistemas de “uso” formam unidades relativamente indiferenciadas na prática com as atividades e conteúdos trabalhados. Quer dizer, se aprende e se interioriza o domínio de um instrumento de mediação com sua estrutura intrínseca e com sua modalidade e sistema de uso escolar (BAQUERO, 1998, p.83 ).
35
Entrevista concedida em 18/novembro/2003, às 16h no Centro de Vivência do Museu ao Ar Livre em Orleans – SC.
Estar atento a essa mediação é função do professor. Por detrás de desculpas e explicações podem esconder-se falhas na interação entre professor e aluno.
O aluno procura de todas as maneiras achar uma desculpa para a sua falha, e o medo é o causador de toda a polêmica. Ele pode ter medo de falar a verdade porque será cobrado em casa pelos pais ou na escola pelo professor. A insegurança que a criança vive deixa-a muito vulnerável; não encontrando um relacionamento seguro no ambiente escolar e nem em casa, tende a inventar doenças para justificar sua fraqueza. Passamos ao caso relatado pela professora N.G.:
Isto aconteceu no ano passado (2002). Tive um aluno que chegou à escola sem fazer as tarefas. Perguntei a ele: C.A. o que aconteceu que você não fez seus deveres? Respondeu: Professora, você não imagina. Tive e ainda estou com uma dor de dente, só que agora um pouco menos, minha mãe pediu para eu não ir para aula de Ed. Física para não apanhar sol, vou ficar aqui na sala, posso até fazer as tarefas se você quiser. Então, disfarçadamente, fui até a sala do irmão dele e perguntei, o irmão me disse que ele não tinha dor nenhuma, estava enrolando36.
Tabela 16 –Tarefas mais apreciadas
Tarefas mais apreciadas F %
Pesquisas 04 50
Leituras 02 25
Entrevistas 01 12,5
Atividades de construção manual 01 12,5
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo).
Os educadores também em suas opiniões chegam à conclusão de que a pesquisa figura como atividade extraclasse de maior aceitação por tratar-se de uma oportunidade para o aluno conhecer e interagir, com novas possibilidades de envolvimento direto com a movimentação e o relacionamento, com estímulos diferenciados pela busca da novidade, que faz parte de sua natureza. O fato de não
36
Entrevista concedida em 02/dezembro/2003, às 17h no auditório da Casa de Pedra do Museu ao Ar Livre em Orleans.
precisar estar imobilizado diante de um livro ou caderno estimula-o a construir novos conhecimentos com base na experiência própria e na de outros.
Os alunos falam em pesquisas com um certo ar de superioridade. Aluno D.J.: “ [...] professora, pede uma pesquisa hoje como deveres. Quero usar os meus óculos novos [...]“ (coletado em observação). O D.J. falou isto com uma empolgação que a professora percebeu a diferença que faz um tipo ou outro de tarefa para os alunos.
Também nos oferece sua fala a aluna K.A.;
Gosto muito quando a professora pede para pesquisar em revistas, jornais, enciclopédias ou ir até a biblioteca em busca de algum assunto novo. Gosto também de fazer entrevistas com outras pessoas e com a minha família. Minha bisavó falou muito do passado dela, da época em que trabalhava na roça e que todo o serviço era feito com os próprios braços ou um tipo de animal domesticado (Informação oral)37.
As entrevistas também são bem aceitas pelos alunos. Podemos até afirmar que eles têm fascínio pelas novidades, gostam de entrevistar pessoas mais velhas, políticos, médicos e muitos outros profissionais, para descobrir assuntos que poderão servir para fazer redações e estudo em classe.
Tabela 17 – Aluno que cumpre as tarefas tem mais rendimento escolar
Aluno que cumpre as tarefas tem mais rendimento F %
Tem mais interesse pelos estudos 04 50
Fixa melhor o que aprendeu 02 25
Está sempre se auto-avaliando 01 12,5
Não faz diferença para a aprendizagem 01 12,5
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo).
Nesta questão, o professor afirma que existe uma associação entre assiduidade nas tarefas de casa e rendimento nos estudos. Ou seja, o aluno que faz
37
Entrevista concedida em 20/novembro/2003, às 16h no auditório da Casa de Pedra do Museu ao Ar Livre em Orleans.
suas tarefas em geral apresenta um bom rendimento escolar. Essa associação é baseada nos princípios da responsabilidade, participação da família e interesse do próprio aluno. Podemos perceber passando as palavras da orientadora V.R.”Os alunos que não apresentam dificuldades com as tarefas de casa são crianças com mais rendimento, os pais dão mais atenção. Participam melhor dos afazeres dos filhos”38. A entrevista da orientadora V.R. encontra-se no apêndice B.
A afirmativa do professor está dentro de uma lógica: a criança que tem família que se preocupa essencialmente com sua aprendizagem apresenta um comportamento ligado à conexão estímulo-resposta39
, que favorece a ancoração de elementos favoráveis à cognição.
Tabela 18 – Fator que influencia a assiduidade nas tarefas
Fator de que influencia na assiduidade nas tarefas F %
Classe social 04 50
Cobrança 02 25
Realidade cultural 01 12,5
Incentivo recebido 01 12,5
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo).
A maioria dos professores consultados concorda que a classe social influencia na assiduidade das tarefas. Essa conclusão vem do fato de que as mães de classes sociais mais privilegiadas não necessitam trabalhar fora e, portanto, possuem mais tempo para dedicar-se à educação dos filhos. O acesso aos meios tecnológicos, aos livros, a aulas particulares e a outras possibilidades pode influir nesse aspecto.
38
Entrevista concedida 13/dezembro/2003, às 14h no auditório da Casa de Pedra do Museu ao Ar Livre em Orleans – SC.
39
Estímulo é o reforço que cuja apresentação ou afastamento aumenta a possibilidade de resposta. O estímulo pode ser: positivo, exemplo elogio; negativo exemplo censura.
As famílias menos favorecidas econômica e socialmente estão em desvantagem quanto à aprendizagem dos filhos, mas nada que o carinho, a dedicação e a responsabilidade não possam resolver. É psicologicamente provado que a afetividade traz ao ser humano a segurança. Para alimentar o cognitivo encontramos inúmeras formas, como: biblioteca pública, internet e aula de artes oferecidas gratuitamente pela escola. É necessário dedicação por parte do aluno e também dos pais.
Tabela 19 – Situações em que o aluno se prejudica por não cumprir com as tarefas. Situações em que o aluno se prejudica por não cumprir com as
tarefas
F %
Nas provas 04 50
Em compreender conteúdos novos 04 50
Em desenvolver atividades individuais 00 0
Em desenvolver atividades em equipe 00 0
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo).
Os professores concordam que não fazer as tarefas prejudica o aluno nas avaliações. Esse indicativo pode revelar que o professor encara os deveres para casa como uma oportunidade informal de estudo.
Compreender com mais facilidade os próximos conteúdos também é relevante para o professor. Ele trata a tarefa como uma preparação para novos objetivos a serem trabalhados junto à classe.
O aluno não precisa estudar somente nos dias em que fará prova, mas todos os dias no horário definido para tal atividade. Existindo ou não deveres, ele tem o compromisso de se dedicar sempre no mesmo horário a rever as matérias a fim de facilitar a compreensão dos conteúdos seguintes.Como nos coloca Bock (1995, p. 102): “O processo de organização das informações e de integração do material à estrutura cognitiva é o que os cognitivistas denominam de aprendizagem”.
Estudar com critério leva a uma aprendizagem significativa40; ao contrário, estudar rapidamente para uma prova, por exemplo, leva à aprendizagem mecânica41, deixando de se formar um sujeito crítico, equilibrado, transformador, criador de seu próprio caminho, como a escola almeja.
Tabela 20 – Função dos deveres para casa.
Função dos deveres para casa F %
Desenvolver o senso de responsabilidade 01 12,5
Desenvolver o raciocínio 01 12,5
Ajudar na aprendizagem 04 50
Informar os pais sobre a vida escolar do filho(a 02 25
Total 8 100
Fonte: Questionário (Pesquisa de campo).
Os professores consideram os deveres para casa como um reforço para a aprendizagem e até um complemento para suplantar certas lacunas surgidas durante a exposição do conteúdo. Essa afirmação tem por base a necessidade que o aluno tem de rever os temas trabalhados para responder, pesquisar, entrevistar e colher outros materiais relativos ao tema. Estar em contato com os conteúdos fora da sala de aula é uma possibilidade a mais de aprendizado.
O fato de as tarefas servirem de ligação entre a escola e família também foi citado. O professor deve considerar que, ao cobrar dos filhos os deveres de casa, os pais poderão estar se atualizando sobre o que é trabalhado na escola, além de demonstrar a sua afetividade através da preocupação com o desempenho deles.
40
Processa-se quando um novo conteúdo (idéia ou informação) relaciona-se com conceitos relevantes, claros e disponíveis na estrutura cognitiva assimilado por ela. (Bock, 1995 – p. 102-103) 41
Refere-se à aprendizagem de novas informações com pouca ou nenhuma associação com conceitos já existentes na estrutura cognitiva. (Decoreba). (BOCK,1995, p. 102)