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2. PROJECT PLANNING

2.5. Business plan

Astrologia é um instrumento que permite observar as relações entre as posições dos planetas no céu e os acontecimentos aqui na Terra. O astrólogo utiliza o mapa astral, que considera a data, o mês, o ano, a hora e o local do nascimento de uma pessoa, ideia ou empresa, para tentar compreender a sua natureza através das posições celestiais. Podemos dizer que a Astrologia é uma linguagem e o astrólogo é um intérprete. A Astrologia se fundamenta em um paradigma que afirma que todas as coisas que existem no Universo estão inter-relacionadas. Se todas as coisas estão conectadas entre si, a posição dos planetas num determinado momento de nascimento falará sobre essa vida e revelará seu propósito, seus talentos, suas motivações.

Fonte: Adaptado de <http://horoscopo.ego.globo.com/ctl. php?mdl=Descricao&cmd=TelaDescricao&DescricaoID=45>. Acesso em: 20 fev. 2015.

Os textos de sequência explicativa, como esse do exemplo 24, apresentam um modelo prototípico de base que pode estar repetido em outros textos com o mesmo modo de organização textual. O texto “O que é Astrologia?” procura explicar, como se falasse para um leigo, o que é, como surgiu, como se aplica, como se dá sua instrumentalização, para que se destina etc. O texto não apenas define o que é a Astrologia, pois, se assim o fizesse, estaria organizado dominantemente sob o modo descritivo, mas intenta apontar traços descritivos para atingir a finalidade maior de elaborar explicações sobre os pressupostos em que se baseia a Astrologia (como no trecho: “A Astrologia se fundamenta em um paradigma que afirma que todas as coisas que existem no Universo estão inter-relacionadas.”). Explicando sobre os fins a que serve a Astrologia, o texto deixa implícita a avaliação de que são importantes as interpretações que um astrólogo faz de um mapa astral,

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o que se percebe no trecho que esclarece a relação entre os planetas e o que acontece com as pessoas aqui na Terra: “Se todas as coisas estão conectadas entre si, a posição dos planetas num determinado momento de nascimento falará sobre essa vida e revelará seu propósito, seus talentos, suas motivações”.

Os dados expostos são apresentados como novos para os leigos ou como elucidativos para quem tem algum conhecimento sobre o assunto. É no lugar de quem tem autoridade/saber sobre o assunto que se coloca o locutor do texto explicativo.

O próprio título de textos dominantemente explicativos já denuncia o objetivo que estes pretendem alcançar. Note-se que o título “O que é Astrologia?” já diz aonde o texto pretende ir. Para responder a tal questão, o locutor usa uma linguagem simples e elucidativa, fala das relações entre os planetas e do nascimento do leitor interessado; explica o modo como se faz o mapa astral; explana sobre a base fundante da Astrologia e mostra como se estrutura o seu pensamento. A proposta do texto não é reunir um conjunto de dados para caracterizar uma entidade, à moda de um texto de organização descritiva, nem apresentar uma ordenação de passos importantes para a execução de algo, à moda de um texto de organização instrucional; a intenção é apenas elucidar possíveis dúvidas do que seja a Astrologia, seu campo de estudo, seus fundamentos etc. Como bem observa Adam (1992), a sequência explicativa é uma espécie de justificativa, pois se propõe a demonstrar as razões pelas quais alguma coisa acontece, ou é o que é. Por isso, trata-se de um modo de organizar que procura responder a questões como: “por que afirmar isso? / por que é que...? / por que X se torna Y?”. Dilemas do homem “pensador”:

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Segundo Adam (1992), na sequência explicativa, os interlocutores estabelecem uma espécie de “pacto”: o locutor assume a voz de quem reúne as condições necessárias para fornecer as respostas esperadas. Ele cumpre o papel de “autoridade discursiva” e o interlocutor aceita colocar- se na posição de quem não detém o saber que lhe vai ser transmitido. Por essa razão, usa-se recorrentemente o texto explicativo em sala de aula, em conferência, em fórum de estudos e em materiais didático-pedagógicos. Como a descrição e a narração, a explicação pode se manifestar como a sequência dominante de um texto inteiro, ou como parte de outro tipo de sequência textual, como, por exemplo, a argumentativa. Quando a sequência explicativa é o modo de organização dominante de um texto, ela se apresenta conforme um padrão. Reflitamos sobre o exemplo 25 a seguir:

Exemplo 25

Por que fechamos os olhos quando espirramos?

Por puro reflexo. O espirro é uma reação tão violenta que leva quase todos os músculos da face a se contraírem. É por isso que, mesmo que a gente não queira, as pálpebras se fecham na hora do atchim. [...] Para o organismo, espirrar é bom, porque o sopro elimina impurezas, limpa as partículas de poeira que aderem ao nariz e melhora a filtragem do ar. Geralmente, soltamos os nossos atchins toda vez que uma substância prejudicial ao organismo, como pó, ácaros, vírus ou bactérias, entra em contato com as terminações nervosas do nariz. O cérebro, depois de receber esse estímulo, faz com que os pulmões e os músculos responsáveis pela respiração formem um minifuracão para expulsar as partículas agressoras.

Fonte: Adaptado de: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-fechamos-os- olhos-quando-espirramos>. Acesso em: 20 fev. 2015.

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Para Adam (1992), o modelo de sequência explicativa se constitui de quatro macroproposições: esquematização inicial, problema, explicação e conclusão-avaliação. Essas quatro fases são como pequenas unidades de sentido típicas de uma sequência textual. O texto do exemplo 25 (Por que fechamos os olhos quando espirramos?) apresenta-se esquematizado no esquema a seguir:

Em síntese, podemos salientar as seguintes características da sequência explicativa dominante: