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Budget

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6. Recommandations et plan d’action

6.1 Budget

A caracterização geral do estado do Pará que segue, foi baseada em IBGE, 2013.

O Pará (Figura 3.1) é uma unidade da federação brasileira integrante da Amazônia Legal. Fica localizado no centro-leste da região Norte e tem como capital a cidade de Belém - localizada na porção norte do estado. Ocupa uma área de 1.247.950km², entre os paralelos de 2041’N e 9048’S e os meridianos 4610’W e 5856’W. Essa área está distribuída em 144 municípios, com densidade demográfica de 6,07 hab/km².

O estado é cortado pela linha do Equador em seu extremo norte. É o segundo maior estado do Brasil em extensão, ocupando 16,7% do território nacional e 26% da Amazônia, o equivalente a mais de duas vezes o território da França. Limita-se a norte com o Suriname e com o Amapá, a nordeste com o Oceano Atlântico, a leste com o Maranhão, a sul com o Mato Grosso, a oeste com Estado do Amazonas, a noroeste com Roraima e a República da Guiana, a Sudeste com Tocantins e a sudoeste com o Amazonas e o Mato Grosso.

O estado, como parte da Amazônia, também apresenta uma exuberante e complexa biodiversidade, importantes bacias hidrográficas, destacando-se as do Amazonas, Araguaia-Tocantins, Xingu, Tapajós, abrigando significativa reserva hídrica. Também se destaca por apresentar a maior e mais complexa província mineral mundial.

Prevalece o clima tropical, caracterizando-se por ocorrências de temperaturas médias elevadas, acompanhadas de muita umidade. A temperatura média anual no Pará varia entre 24° e 26°C, com chuvas abundantes, registrando na maior parte do

CAPÍTULO 3

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estado índices pluviométricos que variam entre 1500mm/ano e 2500mm/ano, embora ocorram também, de forma mais concentrada, valores mínimos de 1000mm/ano (região de Marabá e Alenquer-Curuá) e máximos de 4500mm/ano (região de Afuá, na ilha de Marajó). O período de estiagem das chuvas ocorre nos meses correspondentes às estações de inverno e primavera no hemisfério sul.

940 m 893 846 799 752 705 658 611 564 517 470 423 376 329 282 235 188 141 94 47 0 m

Figura 3.1 – Mapa de altitude do Estado do Pará

Fonte: Adaptado de MIRANDA e COUTINHO (2005).

O Estado do Pará notabiliza-se por apresentar formas de relevos bem diversificadas, as quais são distribuídas em quatro domínios morfoestruturais: Crátons Neoproterozóicos, Cinturões Móveis Neoproterozóicos, Bacias e Coberturas Sedimentares Fanerozóicas e Depósitos Sedimentares Quaternários.

O Domínio Crátons Neoproterozoicos distribui-se tanto ao norte com ao sul do estado, compondo os chamados Planalto das Guianas e Planalto Central Brasileiro, com cerca de 58%. É retratado principalmente por rochas cristalinas (ígneas e metamórficas), com altimetrias variando de 200 a 800 m, formando planaltos, depressões e secundariamente chapadas, expondo amiúde topos convexos, e agudos tipificando alinhamentos serranos, secundados por topos planos. As serras do Acarai e Tumucumaque, situadas ao norte, e as serras de Carajás e do Cachimbo, ao sul, são seus principais acidentes orográficos.

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Por sua vez, o Domínio Cinturões Móveis Proterozoicos ocupa as porções nordeste e sudeste do estado, abarcando a bacia do Araguaia-Tocantins e parte do rio Gurupi, cerca de 12%, tipificado por rochas principalmente metamórficas, compondo serras residuais, depressões e colinas, com topo agudo, exibindo alinhamentos sérreos, em altimetrias de 100m a 200m (serras do Gurupi, Tapa, Quatipuru e Xambioá).

Completando os domínios morfoestruturais têm-se as Bacias e Coberturas Sedimentares Fanerozoicas ocupando a porção central do estado, formada essencialmente por rochas sedimentares, compondo planaltos rebaixados e planaltos residuais, além de depressões, com altimetrias abaixo de 100m, tendo como traço marcante a presença de topos planos de grande extensão espacial e de significado importante para a agropecuária, como também por se constituir em importante nicho para significativos depósitos de bauxita e caulim, em razão de sua origem climática/supergênica. Ocupa cerca de 25% do território paraense.

Finalmente, o domínio morfoestrutural de menor distribuição espacial, cerca de 5%, os Depósitos Sedimentares Quaternários cujo melhor exemplo é a calha do rio Amazonas e seus afluentes formando extensas planícies e terraços de importância econômica em razão de sua fertilidade na época de estiagem e pelos depósitos metálicos de ouro e cassiterita nos subafluentes do rio Amazonas.

A rede hidrográfica do Estado do Pará abrange uma área de 1.253.164,5 km2,

distribuída em diferentes bacias hidrográficas, sendo duas grandes bacias – A bacia Amazônica, com 1.049.903,5 km2, e a bacia do Tocantins, com 169.003,5 km2 – e

outras de menor porte, como a bacia do rio Gurupí, com 720 km de extensão, dos quais 30% situa-se no Estado do Pará e 70% no Estado do Maranhão, as bacias dos rios Moju e Capim. Existem outras, ainda, onde os principais rios correm diretamente para o oceano Atlântico. O litoral paraense tem uma extensão de 618 km.

A bacia Amazônica é formada por mais de 20 mil quilômetros de rios extensos e perenes. Tem como grande via de acesso o rio Amazonas, que atravessa o Estado no sentido Oeste – Leste e deságua no Oceano Atlântico, em pleno território paraense, com inúmeras ilhas, que compõem o arquipélago de Marajó. Seus principais afluentes dentro do Estado, pela margem direita são: Tapajós e Xingu; e pela margem esquerda: Nhamundá,Trombetas, Paru, Curuá, Maicuru e Jarí.

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A existência desta extensa rede hidrográfica garante ao estado duas importantes vantagens: o uso da navegação fluvial e um potencial hidroenergético avaliado em mais de 25.000 MW.

Nas áreas antropizadas, isto é, modificadas pelo homem, está o maior rebanho de búfalos do Brasil e o quinto maior rebanho de gado zebu. O Pará, além de produzir carne e laticínios, destaca-se no setor agrícola, principalmente na produção de dendê, pimenta-do-reino, abacaxi, banana, coco, laranja, manga e frutas regionais como o açaí e o cupuaçu. Na produção de grãos são destaques os cultivos da soja, arroz, milho e feijão. Com uma produção significativa de pescado o Estado abastece, também, outras regiões do país. O maior volume de produção é oriundo da atividade extrativa mineral e vegetal. No setor mineral o Pará exporta ferro, níquel, cobre, caulim, ouro e pedras preciosas, enquanto no setor vegetal exporta, principalmente, madeira e castanha-do- Pará.

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