4. La mémoire et l’oubli
4.4 La brume de l’oubli : l’impossibilité de revivre le passé
157
Intervenientes: grupo 3, Estagiárias Letícia e Maria Miguel e Orientadora Cooperante (Fátima)
Descrição:
Esta sessão de desenvolvimento do projeto realizou-se no dia 04 de abril de 2017 e nela pretendíamos dialogar com as crianças sobre as atividades desenvolvidas até então relativamente às diferentes formas de jogar ao jogo da macaca que nós já tínhamos aprendido.
Desta forma começamos por pedir às crianças para explicarem, aos colegas que faltaram, o que tínhamos feito na sessão anterior como se pode ver no excerto da transcrição da vídeogravação que se segue:
Educadora estagiária Letícia: Expliquem ao Albino e à Luísa o que nós fizemos ontem de manhã. Educadora estagiária Maria Miguel: Viajámos até onde?
Tiago: Até à China. Renato: Ao Benfica.
Educadora estagiária Letícia: Daniel onde é que nós fomos ontem? Daniel: A Timor.
Educadora estagiária Letícia: E aprendemos o quê? Albino: A macaca.
Educadora estagiária Maria Miguel: Albino, queres saber qual é o nome da macaca em Timor? António: Tu não sabes, tens de aprender.
Educadora estagiária Letícia: Quem se lembra como se diz jogo da macaca em Timor? Em tétum? Bruno: Fatuk.
Educadora estagiária Letícia: Acho que isso é a patela. Maria como se chama jogo da macaca em tétum? (…) Vamos ouvir o Bruno.
António: Posso ser eu a mostrar a macaca.
Educadora estagiária Letícia: O António vai explicar aos que não estiveram cá ontem. E vai relembrar a todos… O que é que nós fizemos ontem e dizer como se diz jogo da macaca e patela em tétum. Para onde é que viajámos?
Daniel: Timor.
António: Jogo da macaca em Timor chama-se Tapa. Educadora estagiária Letícia: E a patela? Fa… António: Fatuk.
158 Albino: Um bocado.
Educadora estagiária Maria Miguel: O que é que tu vês de diferente? Albino: Por causa daqueles três quadrados.
Educadora estagiária Letícia: E o que é que tu disseste de manhã? Albino: Que podíamos descansar.
Educadora cooperante: Desculpa lá, tu já jogaste? Albino: Não.
Educadora cooperante: Nós no jogo da macaca de Timor temos mais sítios para descansar? Íris: Não.
Educadora cooperante: Porque é quase toda ao pé-coxinho. E ali tens de andar de um lado para o outro.
Educadora estagiária Letícia: Ele esteve a observar de manhã e viu eles a saltarem com os dois pés e achou mais fácil.
Educadora cooperante: Porque não experimentaste? Educadora estagiária Maria Miguel: Há duas versões.
Educadora cooperante: Não é duas versões se não jogava-se de duas maneiras diferentes. Educadora estagiária Maria Miguel: É depois de conseguires a macaca toda.
Educadora cooperante: Quem conseguir fazer a macaca toda é muito difícil porque tem de jogar com a fatuk, o que é a fatuk?
Daniel: Pedra.
Educadora cooperante: Com a pedra aqui [em cima da mão] e andar a saltar com a pedra na mão. Só quando fizeres aquilo tudo sozinho.
Mónica: E tens de apanhar de costas e levantar a perna. Elena: E não vale ver.
Educadora cooperante: Nós temos de desenhar todas lá fora.
Educadora estagiária Letícia: Afinal já aprendemos quantas formas de jogar a macaca? Daniel: 5.
Educadora cooperante: 5?
Educadora estagiária Letícia: Diz lá. Bruno: 4.
Educadora estagiária Letícia: Vamos ver. Daniel: Portugal, França, Nigéria, Timor. Maria: China.
159 Educadora cooperante: Ahh.
Educadora estagiária Letícia: E falta em que países? Daniel: Na China e na Venezuela.
Bruno: Na América.
Educadora estagiária Letícia: Faltam quantos países? Várias crianças: Dois.
Albino: Na América? Bruno, estás tolinho?
Educadora estagiária Letícia: A Venezuela é na América Latina.
Educadora cooperante: O Brasil é na América do Sul, a América do Norte é onde está o Trump e o Canadá.
Educadora estagiária Letícia: Olha e das quatro macacas que nós aprendemos são todas iguais não são?
Bruno: Não.
Educadora estagiária Letícia: São muito diferentes? Daniel: São diferentes.
Educadora cooperante: São todas diferentes. Daniel: A França é igualzinha de Portugal.
Educadora estagiária Letícia: É mesmo igualzinha? Bruno: Não são.
Daniel: Porque nós saltávamos e púnhamos os dois pés e depois virávamos. Mas a diferença é que depois no de França virava-se.
Educadora cooperante: Não. Albino: A diferença é que…
Bruno: Na França tinha a terra e o céu.
Educadora cooperante: A diferença é que tinha a terra e o céu, e diz-se terra e céu? Educadora estagiária Letícia: Como se diz em francês?
Albino: Cailloux.
Educadora estagiária Maria Miguel: Cailloux é a patela. Educadora estagiária Letícia: Céu é parecido. Ci.. Bruno: Ciel.
Educadora estagiária Letícia: E terra? Daniel: Terre.
160 Nigéria?
Daniel: A Nigéria é diferente. É que há um quadrado e quadrados pequeninos no meio
Educadora estagiária Letícia: Ou seja, o próprio desenho da macaca é diferente do nosso e da França. E a maneira de jogar é diferente?
Daniel: É tipo vai ali um jogador e depois vai ali outro e depois têm de trocar e jogam uns contra os outros.
Educadora estagiária Letícia: Saltamos sempre ao pé-coxinho ou com os dois pés? Bruno: Sempre ao pé-coxinho
Educadora estagiária Letícia: E acham mais difícil? Várias crianças: Sim.
Educadora estagiária Letícia: Porquê?
António: Porque nós não temos tempo para descansar e os nossos pés ficam fracos e não nos equilibramos.
Educadora estagiária Letícia: E em relação a de Timor? É igual à nossa? Albino: Não.
Daniel: É diferente porque tem, em vez de dois, tem três quadrados. Bruno: E temos de apanhar de costas e levar assim e saltar.
Educadora estagiária Letícia: E o que acharam mais fácil em Timor? Acham tudo fácil? Bruno: Não, não.
Daniel: Atrás é muito difícil.
Educadora estagiária Letícia: Mas a fazer normal acham fácil? Daniel: Sim.
Educadora estagiária Letícia: Qual é a macaca mais fácil para vocês? Luísa: Portugal.
Bruno: Mais fácil Portugal; difícil Timor. Daniel: Fácil Portugal e difícil Timor. Elena: Fácil Portugal, difícil ainda não sei. Íris: Fácil Portugal.
Alberto: Fácil Portugal e difícil Nigéria.
Educadora estagiária Letícia: Como era a da Nigéria? Alberto: Um quadrado grande.
Educadora estagiária Letícia: E qual a que gostaram mais até agora? Íris e João: Timor.
161 Nuno e Albino: França.
162