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Bringing Up Adjacencies

The only fence against the world is a thorough knowledge of it.

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John Locke

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á países que se queixam da baixa participação ou do pequeno número de empresas locais atuando no mercado global (KOTLER, 2006). Daí muitos deles se voltarem à promoção da internacionalização de suas empresas por meio de incentivos e patrocínio de programas de inserção de firmas no mercado internacional. Isso é consequência de influência ideológica exercida sobre políticas de desenvolvimento, pela qual o governo e outros atores sociais são convencidos de que o desenvolvimento econômico nacional depende da internacionalização da empresa (ALBUQUERQUE LLORENS, 2001).

Em geral, os incentivos acontecem em países desenvolvidos ou países em desenvolvimento sem que se considerem quaisquer restrições a respeito do porte das empresas, uma vez que se tem como meta principal o aumento das exportações visando ao acúmulo de riqueza - razão tornada explícita no discurso do parlamentar norte-americano John J. Lafalce, ao expor sua preocupação quanto ao futuro da economia dos Estados Unidos: “... [w]e can no longer rely on big business and big government to solve our problems. More than ever, small business is the key to our nation’s future prosperity and competitiveness.”7 (LAFALCE, 1992, p. 82 apud SCARBOROUGH; ZIMMERER, 1996, p. 3).

O alinhamento do autor deste estudo com a concepção lafalciana foi uma das motivações para que optasse pelo estrato empresarial das PMEs; ou seja, coincidentemente, o autor tem o mesmo entendimento acerca da importância dessas empresas para a economia de um país.

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Não podemos mais confiar em grandes negócios e governo para resolver os nossos problemas. Mais do que nunca, os pequenos negócios são a chave para a futura prosperidade e competitividade de nossa nação. (Tradução nossa).

Ademais, a construção do presente estudo enraizou-se a partir de particularidades subjacentes à internacionalização da empresa (em particular, PMEs de economias de industrialização recente – EIRs, que, conforme já explicitado, é o caso do Brasil): busca expansionista por novos mercados; atitudes ou práticas pró-internacionalização; racionalidade funcional, que, segundo Weber (1968), visa a uma expectativa de resultados bem sucedidos pela atuação da empresa no mercado (return chasing); e maior competitividade (nacional/internacional) da empresa globalizada.

Por meio da pesquisa buscou-se resposta para a seguinte questão: como

pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras fabricantes de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC) se internacionalizam: consoante um modelo específico ou através de estratégias diferenciadas?

A questão abriu caminho para a verificação acerca da existência (ou não) de um modelo de internacionalização seguido por essas PMEs, ou verificar se o processo de inserção global dessas empresas tem advindo do uso eficiente de estratégias diferenciadas para se obter sucesso no empreendimento/investimento.

Responder a questão levantada foi o objetivo geral da pesquisa. Outro (específico) foi propor o uso de um modelo comportamental evolutivo de internacionalização para empresas fabricantes de produtos de HPPC (encorajado pelo fato de que as teorias tradicionais, com o passar do tempo, deixam de explicar completamente a realidade atual e é preciso buscar outras explicações), tomando por base um modelo já existente (Modelo de Uppsala), verificando as similaridades e dessemelhanças entre os processos de inserção internacional das firmas analisadas e confrontando-os com as características do Modelo de Uppsala.

Na busca por respostas, consideraram-se as seguintes premissas:

1) sob certas influências ideológicas, há o entendimento de que o desenvolvimento de um país exige participação ativa de suas empresas

(PMEs inclusive) no mercado de trocas internacionais (ALBUQUERQUE LLORENS, 2001);

2) as empresas se internacionalizam por meio de comprometimentos crescentes com os mercados externos (FORSGREN; HAGSTRÖM, 2005);

3) as empresas selecionam os mercados externos, segundo a sua percepção de proximidade (FORSGREN; HAGSTRÖM, 2005);

4) o atual ambiente de negócios apresenta-se como uma teia de relações, ou seja, como uma rede; diferente do mercado neoclássico caracterizado pela grande quantidade de fornecedores e clientes atuando independentemente (JOHANSON; VALHNE; 2009); e

5) PMEs têm habilidade para inovar (CHIAO; YANG, 2011).

Partindo das premissas anteriores, objetivamente, o estudo visou a:

a) verificar a existência (ou não) de um modelo utilizado por PMEs brasileiras fabricantes de produtos de HPPC para se internacionalizar; e b) propor o uso de um modelo comportamental evolutivo para o processo de internacionalização dessas PMEs brasileiras, atrelado a medidas capazes de torná-lo mais eficiente.

O autor tem ciência que pesquisas sobre PMEs ou relacionadas com economias de industrialização recente (EIRs), separadamente, são realizadas com certa frequência (CHIAO; YANG, 2011). Todavia, esta pesquisa se debruça sobre uma problemática envolvendo, conjuntamente, PMEs de uma EIR. Sendo assim, o estudo se justifica pelo fato de que pesquisas sobre PMEs de EIRs existem poucas e distanciadas umas das outras (CHIAO; YANG, 2011; SENIK, 2010).

Para se ter ideia, sendo o Brasil uma economia de industrialização recente (EIR) e tomando-o como exemplo, a maioria dos estudos sobre internacionalização de empresas (que não são tão numerosos) tem sido realizada com maior frequência por pesquisadores localizados nas regiões sul e sudeste do

país (ARAÚJO, 2005; BARBOSA; FERREIRA, 2005; DE NEGRI et al. 2006; REZENDE, 2002; 2004; 2006; RUIZ; HORNEAUX, 2006; STAL, 2010; HIRATUKA; SARTI, 2011; SOUZA et al., 2012 etc.). E, de modo geral, os estudos pesquisados sobre PMEs tratam de questões isoladas, relativas à/ao: estratégias competitivas e competências essenciais das PMEs; política de exportação brasileira para as PMEs; inovação; fragilidade das PMEs; apoio financeiro às PMEs; formação de consórcio de exportação como alternativa para as PMEs.

Sendo assim, ao procurar conhecer como um grupo de PMEs brasileiras fabricantes de produtos de HPPC têm sido globalmente inseridas, a pesquisa também visou a propor o uso de um modelo comportamental evolutivo de internacionalização, em tese, capaz de oferecer maior eficiência e confiabilidade ao fenômeno, definindo o modelo como modo oportuno8 a ser utilizado para se obter sucesso na internacionalização de PMEs do mencionado ramo de negócio.

Com isso, pretende-se contribuir para o preenchimento de uma lacuna. A contribuição é dada por meio da análise da maneira como tem ocorrido a inserção global de um grupo de PMEs brasileiras, fabricantes e exportadoras de produtos de HPPC, integrantes do projeto setorial (PS) denominado Beautycare Brazil, voltado à promoção das exportações desses produtos.

Além da análise, reitera-se que a contribuição se dá pela proposta da utilização de um modelo específico para as empresas desse ramo de negócio. Demais, tem-se também a convicção de que o estudo poderá despertar reflexões sobre mudanças caracterizadas pela busca por inovações (enquanto vantagens competitivas) e avaliações apuradas acerca da validade atual da distância psíquica entre o país do vendedor e os mercados-alvo e sua influência no processo de internacionalização da empresa, bem como estimular futuras pesquisas a esse respeito.

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Relativo ao latim tempore, significando “o momento adequado, oportuno”. O modelo proposto se restringe do caráter universal.

1.4 Critérios para estratificação de empresas segundo o tamanho e a opção