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CHAPITRE IV : Méthode et style pour l’identification et la spécification des processus

2.1. BPMN 2.0

Na sessão do dia 17 de setembro de 2013, os temas tratados foram: vida quotidiana (tema 3 do QECR), lugares (tema 12 do QECR), língua (tema 13 do QECR): discurso direto, formas de tratamento, femininos, plurais, conjugação verbal…

Através da implementação de estratégias de leitura, foram realizadas tarefas direcionadas, que nos permitiram verificar aquisição das competências de nível A2 em compreensão da leitura geral. Constatámos competências relacionadas com a identificação de indícios e a realização de inferências orais e escritas, correspondentes ao mesmo nível. Ao longo da sessão, os formandos solicitaram frequentemente esclarecimentos e alargamento de vocabulário e as frequentes tomadas de palavra por parte dos formandos permitiram-nos constatar existência de competências de interação e de expressão oral em português, nos aspetos apresentados no QECR: âmbito, correção, fluência e coerência.

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Na abordagem de conteúdos e situações comunicativas referentes a prestação de serviços (ida a uma lavandaria) foi também possível verificar a existência de competências mais específicas. As estratégias de escrita (exercício lacunar e processamento de pequeno texto) tinham como finalidade a aquisição de competências de compreensão e expressão escritas.

No dia 10 de outubro de 2013, os temas abordados foram: identificação e caracterização pessoal (tema 1 do QECR), educação (tema 8 do QECR), língua (tema 13): materna, estrangeira, crioulos, entre outros. A sessão teve objetivos muito específicos (preenchimento do formulário de inscrição no exame CIPLE do CAPLE e preenchimento dos questionários da FLUL e do ACIDI.

Dado o caráter pragmático da aula, a complexidade dos textos e o rigor que o processo de preenchimento exigia, a sessão apenas permitiu apurar competências muito particulares e mais individuais. Embora os formandos, de modo geral, revelassem compreensão escrita suficiente para lhes permitir o preenchimento do formulário e do inquérito, dado o rigor necessário num e noutro caso, a formadora (no caso do formulário) e as investigadoras (no caso dos inquéritos) esclareceram alguns conceitos. O preenchimento dos documentos implicou vários pedidos de esclarecimento de vários formandos, e consequente compreensão da oralidade e escrita da formadora.

Na sessão do dia 31 de outubro de 2013 foram abordadas temáticas relativas a: casa, lar, ambiente (tema 2 do QECR); vida quotidiana (tema 3 do QECR), tempo livre e diversões (tema 4 do QECR), relações com os outros (tema 6 do QECR), comida e bebida (tema 10 do QECR)…

A sessão permitiu a observação de uma tarefa em estratégia de leitura (um formando) mas privilegiou estratégias de expressão oral (oito formandos) em relato, monólogo em sequência, descrevendo uma experiência festiva ligada ao país de origem. Na tarefa seguinte foram novamente percecionadas competências de leitura, compreensão geral, e competências de leitura para orientação, de nível A2. Constataram-se competências em identificação de indícios e realização de inferências em expressão oral e em expressão escrita. Dada a necessidade dos formandos em compreenderem enunciados em pormenor e em se expressarem com correção, foram pedidos esclarecimentos que levaram à identificação de competências.

Na tarefa de audição dos diálogos, foram assinaladas competências de compreensão oral da interação entre falantes nativos. A expressão escrita foi estratégia para a tarefa de exercício lacunar e de processamento de pequeno texto. Embora não nos

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fosse possível fazer uma avaliação do trabalho dos formandos, importa referir que a formadora solicitou um trabalho de expressão escrita a realizar em casa, para entrega na sessão seguinte.

A sessão do dia 18 de novembro de 2013 incidiu sobre os seguintes temas: casa, lar, ambiente (tema 2 do QECR), vida quotidiana (tema 3 do QECR), tempo livre e diversões (tema 4 do QECR), viagens (tema 5 do QECR), relações com os outros (tema 6 do QECR), lugares (tema 12 do QECR), meteorologia (tema 14 do QECR)…

A primeira estratégia visava a compreensão oral das audições de diálogos (interação entre falantes nativos em diálogos possíveis de ocorrer em situações reais – não eram documentos autênticos) e permitiu aferir, em alguns formandos, competências de nível A2. Na audição de anúncios e de instruções, dada a velocidade das falas, a diversidade de informação presente nos diálogos e a especificidade de cada questão colocada, alguns formandos manifestaram dificuldades na realização da tarefa. Foi observada a capacidade de anotação de informação escutada, e, embora o conteúdo e o rigor das notas não fossem apresentados e avaliados, foi constatado o impacto dessa atitude em respostas corretas dadas por alguns alunos.

Foram confirmadas capacidades já constatadas em sessões anteriores. As tarefas realizadas para identificação (em oralidade ou em escrita) de indícios e realização de inferências permitiram detetar competências de nível A2. As tarefas realizadas em leitura de correspondência originaram constantes pedidos de esclarecimento e de alargamento de vocabulário, por parte dos formandos à formadora.

Na sessão do dia 19 de novembro de 2013 foram abordados os seguintes temas: vida quotidiana (tema 3 do QECR), tempo livre e diversões (tema 4 do QECR), viagens (tema 5 do QECR), relações com os outros (tema 6 do QECR), saúde e cuidados pessoais (tema 7 do QECR), educação (tema 8 do QECR), compras (tema 9 do QECR), comida e bebida (tema 10 do QECR), serviços (tema 11 do QECR), lugares (tema 12 do QECR), língua (tema 13 do QECR)…

A estratégia de oralidade esteve presente na audição de diálogos e na consequente compreensão do oral. Tal como já foi referido, a velocidade dos diálogos e a especificidade das questões colocadas nos exercícios do manual não tornavam essa tarefa exequível a todos os formandos, apesar de lhes ser permitido ouvir cada diálogo três vezes. Os vários diálogos para compreensão da interação entre falantes nativos não eram documentos autênticos, captações de atos comunicativos reais e, por isso, tratando-se de material gravado para fins didáticos e, principalmente, para estrangeiros

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que pretendem ser avaliados em nível A2, julgamos estar perante textos orais de dificuldade superior à que é apresentada nos descritores de nível A2. As questões, também elas, são apresentadas de forma pouco clara e suscetíveis de induzirem em erro. Verificámos, no entanto, competências de nível A2 sempre que a dificuldade dos diálogos e das questões estavam de acordo com os descritores desse nível.

Resultante da audição de anúncios e de instruções, verificou-se existência de competências de compreensão oral e foi observada a capacidade de anotação de informação escutada. As notas, embora não fossem alvo de avaliação sintática e morfológica, levaram à possibilidade de respostas corretas dadas por alguns formandos. Nos pedidos de esclarecimento e nos de alargamento de vocabulário, foram reconhecidas competências do nível A2.

As tarefas que implicavam realização de texto longo (25-35 palavras, 60-80 palavras) foram solicitadas pela formadora para trabalho a trazer para a sessão seguinte. Portanto, esses trabalhos dos formandos não foram observados e, consequentemente, não foi possível fazer a avaliação do nível atingido.

Os momentos de entrevista, realizados pelas investigadoras com cada um dos sete formandos, permitiram também reconhecer diferentes níveis de competência oral (compreensão e expressão). Avaliando a generalidade da compreensão, a expressão oral, e tendo em conta que nem todos os entrevistados se inscreveram para o exame do CAPLE, verificámos, no entanto, existência de competências orais de nível A2 em todos os entrevistados. A facilidade em compensar a expressão linguística inadequada, por gestos ou outras formas extralinguísticas, foi observada em alguns formandos.

Dois dos entrevistados revelaram, ao longo da entrevista, competências de desempenho Elementar Forte (nível A2+).

Os gestos e as ações acompanharam as respostas dos entrevistados. Essa comunicação não-verbal permitiu uma melhor comunicação por ter unido a atividade linguística a situações de linguagem corporal. São exemplos desses comportamentos paralinguísticos: a expressão facial (p. ex.: sorrir ou franzir a testa); a postura (p. ex.: encolher os ombros em sinal de ignorância ou projetar-se para a frente, indicando interesse); o contacto visual (p. ex.: um olhar cúmplice ou um olhar cético); o contacto corporal (p. ex.: dar um beijo ou um aperto de mão); a proximidade (p. ex.: ficar próximo ou afastado)…

O âmbito linguístico, o vocabulário (salientando-se a amplitude e o domínio), a correção gramatical, o domínio fonológico, a adequação sociolinguística, a

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flexibilidade, o desenvolvimento temático, a coerência e a coesão dos discursos são os correspondentes aos descritores de nível A2 e, em alguns casos, superiores a esse nível.

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