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LES BONNES PRATIQUES D’UTILISATION DES ANTIBIOTIQUES EN ÉLEVAGE BOVIN

Dans le document GUIDE DE L’ÉLEVAGE DU MOUTON (Page 116-123)

As parcelas do papuã atingiram a altura de manejo da pastagem no início do mês de janeiro, mês este que teve início da realização dos cortes no papuã que perduraram com um intervalo médio de 15 dias até meados do mês de abril. A partir da metade do mês de março até o final do mês de abril (6° corte) se deu um período de baixa precipitação que acelerou a entrada do papuã na fase reprodutiva e acompanhada da queda da temperatura que reduziu a taxa de acúmulo do papuã, levando ao encerramento do período de avaliação com a coleta da massa residual.

Não foi observada interação significativa (P<0,05) entre os fatores métodos e densidades de semeadura para as variáveis de produção de massa seca e fresca, sendo assim os efeitos dos fatores foram avaliados de forma isolada.

No primeiro e segundo corte os métodos de semeadura direta (SFC e SDD) obtiveram maior produção média de massa fresca e seca não se diferindo entre si mas se diferindo estatisticamente (P<0,05) dois demais métodos, não foi observada diferença significativa na produtividade média dos tratamentos SL+G e SL tanto para a produção de massa fresca como para a produção de massa seca no primeiro e segundo corte. No terceiro, quarto e quinto corte, os tratamentos SDD e SFC apresentaram as maiores médias de produção de massa seca não se diferindo entre si, já os tratamentos SL+G e SL também não se diferiram quanto a produtividade de

massa seca por hectare, igualando estatisticamente também a produtividade média de matéria seca do tratamento SFC no quarto e quinto corte. A partir deste ponto, a produção de massa fresca tornou-se variável em comparação com os dados de produção de massa seca.

Tabela 6 – Produção média de massa seca (Kg.Ms.ha-1) de todos os cortes realizados do fator

método de semeadura: Semeadora de fluxo contínuo (SFC) Semeadora de disco dosador (SDD), Semeadura a lanço+gadagem (SL+G) e Semeadura a lanço (SL).

1°corte 2°corte 3°corte 4°corte 5°corte 6°corte 7°corte Residual Total

SFC 3842 a 1633 a 2689 a 3834 a b 3764 a b 2933 a 3835 a 3849 a 3297 a SDD 4133 a 1887 a 2434 a 4222 a 3909 a 3182 a 4046 a 3340 a 3394 a SL+G 2883 b 1233 b 1146 b 3169 b 2934 b 2732 a 3548 b 3078 a 2590 b SL 2582 b 1259 b 1396 b 3129 b 2764 b 2309 a 3105 b 3342 a 2486 b Média 3199 AB 1460 C 1916 C 3589 AB 3343 AB 2789 B 3634 A 3402 AB 2916 CV (%) 36,41 32,89 50,79 23,33 38,63 32,63 32,63 25,76 9,5 Método de semeadura

Produção de massa seca (Kg.Ms.ha-1)

¹Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não se diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (P<0,005).

Tabela 7 – Produção média de massa fresca (kg.mf.ha-1) de todos os cortes realizados do fator

método de semeadura: Semeadora de fluxo contínuo (SFC) Semeadora de disco dosador(SDD), Semeadura a lanço+gadagem (SL+G) e Semeadura a lanço (SL).

Método

1°corte 2°corte 3°corte 4°corte 5°corte 6°corte 7°corte Residual Total

SFC 22123 a 16747 a 24515 b 21793 b 24270 ab 12523 a 16948 a 10385 a 149304 SDD 26428 a 23398 a 29138 a 29385 a 25743 a 16642 a 15848 a 9143 a 175725 SL+G 18258 b 18408 a 24383 b 18450 bc 20433 bb 12101 a 12550 bb 7580 a 132163 SL 17193 b 19123 a 19700 c 16453 bc 23275 ab 10537 a 15078 ab 8995 a 130354 Média 20626 AB 20310 B 24434 A 21520 AB 23430 AB 12951 E 15106 C 9026 D 146886,5 CV (%) 34,98 29,68 17,83 18,08 22,55 50,57 23,47 30,98 5,1

Produção de massa fresca (Kg.Mf.ha-1)

¹Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não se diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (P<0,005).

Após a realização do 5° corte das parcelas do papuã que ocorreu ao final do mês de fevereiro, se sucedeu um período de baixa precipitação que aliado ao ataque de pragas comprometeu a produção de forragem e consequentemente a expressão do efeito de todos os tratamentos, fazendo com que não houvesse diferença significativa (P<0,05) da massa seca coletada no sexto corte de todos os tratamentos.

No sétimo e último corte realizado com o retorno das chuvas observou- se novamente diferenças na produtividade média de massa seca em que o tratamento os tratamentos SDD e SFC apresentaram as maiores médias de produtividade se diferindo da média de produção dos demais métodos. Os

tratamentos SL+G e SL não se diferiram estatisticamente quanto a produtividade média de massa seca, obtendo assim o piore resultados.

Após o sétimo corte que ocorreu no início do mês de abril com a queda da temperatura, redução da precipitação devido ao fim do outono e início do inverno e entrada do papuã no seu estágio reprodutivo, a taxa de acúmulo reduziu drasticamente, não havendo acúmulo de forragem após o término do tempo médio para realização com base nos cortes anteriores, sendo assim foi realizada a coleta da massa residual (à 0 cm) das parcelas.

Não foi constatada diferença significativa na massa residual de entre ambos os tratamentos, o que mostra que apesar de ter sido semeado em diferentes métodos que proporcionaram diferentes formas de deposição das sementes e espaçamentos, o papuã pode apresentar as mesmas características de dossel inferior com relação a quantidade de matéria seca, quantidade de folha, colmo e material senescente, quando submetido ao pastejo intermitente (EUCLIDES et al., 2008; EMERENCIANO NETO et al., 2013).

Ao comparar as médias de produção total de massa seca de cada um dos métodos observamos que os métodos de semeadura direta obtiveram as maiores médias, apesar de que apenas o tratamento SDD diferiu estatisticamente dos demais. Este resultado se deve principalmente à precisão de distribuição das sementes que a utilização de uma semeadora equipada com disco dosador possibilitou, distribuindo uma quantidade uniforme de sementes por toda a parcela. Um fator apontado por autores é com relação ao espaçamento utilizado em que segundo os mesmos ocorrem ganhos na produtividade de algumas espécies do gênero Brachiaria em cultivo solteiro quando semeadas com espaçamentos superiores a 30 cm entre linhas (RUPPENTHAL et al., 2010; JAKELAITIS et al., 2006), devido ao hábito cespitoso da espécie que proveria uma maior interceptação foliar das plantas e um menor sombreamento, possibilitando assim uma menor competição intra específica (BORGHI; CRUSCIOL, 2007) maior atividade fotossintética e consequentemente maior produção de forragem. Outra questão que contribuiu para o método SDD obter a maior média de produtividade diz respeito as condições de plantabilidade das sementes em que foi o método que obteve os melhores resultados quanto ao número de plantas emergidas logo aos 7 dias após a

semeadura, profundidade de semeadura, mobilização e cobertura. Todos estes fatores contribuíram para que o tratamento SDD atingisse uma alta produção de forragem logo nos primeiros cortes realizados fazendo com que obtivesse a maior produtividade final. A alta produtividade logo nos primeiros cortes é fundamental para a alimentação dos animais pois é neste período que as pastagens encontram com maior valor nutritivo, proporcionando maior ganho de peso dos animais ao final do pastejo (EMERENCIANO NETO et al., 2013).

O método de semeadura SFC apresentou a segunda maior produção de massa seca, porém não se diferiu estatisticamente dos tratamentos SL+G e SL, o que mostra uma certa dificuldade na utilização deste método de semeadura para implantação das pastagens de papuã. O principal problema observado neste tratamento foi que o dispositivo de fluxo contínuo após realizada as regulagens, não obteve um bom desempenho quanto a distribuição das sementes no campo mostrando pouca precisão quando utilizadas sementes de tamanho muito pequeno, inferior a 5 cm (PARIZ et al. 2010). Outro fator que pode ter reduzido a produção de forragem deste método de semeadura pode ter sido o espaçamento que foi utilizado neste método (0,17 cm entre linhas) já que alguns autores apontam reduções na produtividade em semeadura de B.brizantha cv. Marandu quando semeadas com densidades elevadas com espaçamentos entre linhas menores que 30 cm (RUPPENTHAL et al 2010; JAKELAITIS et al. 2006).

Apressar dos métodos de semeadura direta terem se diferido quanto a produtividade de massa seca total, segundo alguns autores a semeadura direta do papuã e outras espécies do gênero Brachiaria quando o objetivo é o cultivo solteiro é o método de semeadura mais viável, podendo ser facilmente adotada quando o grau de degradação das pastagens é pequeno e em áreas que se adote o sistema de integração lavoura pecuária (ILP) por possibilitarem adubação e semeadura na mesma operação, além do mais por ser um sistema intensivo é necessário que a pastagem seja implantada e esteja apta para a entrada dos animais no menor tempo possível (ALMEIDA et al., 2009).

Os tratamentos SL+G e SL não diferiram estatisticamente na produtividade total de massa seca, o que demostra que a utilização de uma grade niveladora para incorporação das sementes pode não aumentar a produção de

forragem, tornando-se uma operação onerosa e dispensável, bastando apenas a semeadura a lanço das sementes. Outros autores apontam que a realização da gradagem diminui a produção de massa seca devido a redução do vigor das sementes que pode ser causada pela baixa da densidade do solo em que a semente é incorporada, que dificulta a embebição das sementes pela baixa concentração de poros de tamanho médio e pequeno (ALMEIDA et al., 2009). Com isto, a semeadura a lanço e em seguida a realização de uma gradagem só deve ser realizada quando associada a mais alguma operação que realize a compactação do solo.

Quanto a produtividade de massa seca em função das densidades de semeadura, observou-se um comportamento linear positivo com incrementos na produtividade na realização do 1°, 2°, 3° e 4° corte, a partir do 5° corte até a coleta da massa residual no encerramento de experimento não foi observado efeito linear na produção de massa seca (Figura 9). A produção de massa fresca (Figura 10) obteve um comportamento similar à de massa seca com exceção de que no primeiro corte não teve ajuste de equação, mostrando que a umidade tem grande variação nas amostragens e de que teve um comportamento linear positivo na realização do 2°, 3° 4° e 5° corte, não tendo ajuste de equação a partir da realização do 6° corte.

Estes resultados, principalmente o da produção de massa seca do papuã mostram que em densidades acima de 500 mil plantas por hectare em qualquer método de semeadura com o emprego do manejo da pastagem nas alturas de 20 e 40 cm, não ocorrem mudanças na produção de forragem a partir do 4 corte, o que mostra uma certa plasticidade ou resiliência no comportamento do papuã quando presente em diferentes densidades, que possibilita o equilíbrio da produção de forragem.

O equilíbrio na produção de massa seca do papuã pode ser motivada pelos seguintes fatores: Capacidade de emissão de novos perfilhos, capacidade de emissão de folhas, hábito estolonífero , manejo da altura da pastagem e seu hábito cespitoso decumbente (PINTO et al., 1993; CORSI; NASCIMENTO JR, 1994).

De acordo com alguns autores o aumento da produção de forragem esta diretamente relacionado com a quantidade de emissão ou a densidade de perfilhos (DPP) que uma planta forrageira tem a capacidade de emitir e este é o principal fator do aumento da produtividade do período vegetativo da planta, a partir

do momento em que se atinge o estágio reprodutivo o aumento da produção de forragem se dá pelo crescimento dos perfilhos já existentes(PINTO et al, 1994). Ao considerarmos que o papuã atingiu o seu estágio reprodutivo a partir do 5° corte podemos concluir que houve uma maior emissão da perfilhos nas menores densidades de semeadura nos quatro primeiros cortes, fazendo com que em ambas as densidades chegassem com quantidades de DPP similares quando as plantas atingiram seu estágio reprodutivo.

Figura 9 – Produção de massa seca (Kg.ha-1) do papuã em função os diferentes estandes de plantas

Figura 10 – Produção de massa fresca (Kg.ha-1) do papuã em função os diferentes estandes de

plantas (0,5, 1,5, 2,5, 3,5 milhões de plantas.ha-1) dos 8 cortes realizados.

O maior perfilhamento do papuã durante o seu estágio vegetativo, se deu principalmente pela altura de manejo empregada nos cortes (20 a 40 cm), pois quando realizados de forma frequente e não severo ocorre um amento da emissão

de novos perfilhos (CORSI; NASCIMENTO JR, 1994; RUPPENTHAL et al 2010), por permitirem a incidência de radiação nas gemas basais. É fundamental uma altura de corte que seja adequada a tipo de espécie forrageira utilizada pois deve-se haver uma quantidade de gemas remanescentes para garantir o rebrote da pastagem para o corte subsequente, caso contrário podem haver atrasos do crescimento que resultam em uma redução da produção de forragem (PINTO et al, 1994).

O principal motivo da chegada das parcelas semeadas com diferentes densidades ao estágio reprodutivo com a mesma DPP, deve-se principalmente ao hábito estolonífero do papuã, pois em densidades maiores ocorre o maior crescimento vertical da planta o que resultou em uma maior elevação dos entrenós e das gemas e com a realização dos cortes resultou em uma maior perda de gemas (PINTO et al, 1994). Já nas densidades menores devido a menor elevação dos entrenós, menores eram as perdas de gemas com a realização dos cortes e com o hábito decumbente e enraizamento do papuã nos nós com o passar do tempo aumentaram a quantidade de gemas basais fazendo com que atingisse o estágio reprodutivo com a mesma quantidade de DPP de densidades de semeadura mais elevadas (APÊNDICE G).

A partir destes resultados podemos concluir que para a implantação de uma pastagem de papuã em qualquer método, bastaria a semeadura de 0,5 milhões de sementes viáveis por hectare, com a semeadura de 2,15 Kg.ha-1 que resultaria

em um estande de 50 plantas por metro quadrado, produziria a mesma quantidade de massa seca da utilização de 3,5 milhões de plantas por ha-1 a partir do quarto

corte, o que resultaria em uma economia com sementes e que a ressemeadura natural mesmo que baixa proveria a pastagem nos anos subsequentes. No entanto, como a produtividade de forragem de ambas as densidades levou a metade do tempo de duração do experimento para se igualar, o uso de densidades baixas resultam em uma baixa produção de forragem inicial. Uma alternativa para aproveitar o período de máxima produção de forragem quando semeado em baixas densidades seria a antecipação da semeadura do papuã para os meses de setembro a outubro permitindo assim maior uso do período em que a produção do papuã.

Quanto a produção de massa seca total de papuã em função das densidades de semeadura observou-se um comportamento linear positivo conforme mostrado na figura 11.

Figura 11 – Produção de massa seca (Kg.ha-1) em função das densidades de semeadura do papuã

(plantas.ha-1).

A partir da produção total é possível evidenciar que o aumento da densidade de semeadura do papuã em todos os níveis avaliados proporcionou acréscimos lineares na produção de massa seca de forragem do papuã, sendo assim a utilização de uma densidade de 3,5 milhões de plantas por hectare proporcionaria a maior produção de massa seca total. No entanto, é possível observar um comportamento de estabilização de algumas repetições, evidenciando que possivelmente semeaduras com densidade acima deste nível de produção máximo encontrado faria com que a ocorresse a estabilização da produção de MSF do papuã, apesar de o comportamento médio linear da regressão.

6 CONCLUSÕES

O método SDD com a densidade de semeadura de 3,5 milhões de plantas.ha-1 possibilitou a maior emergência de plântulas no campo logo após 7 dias

da semeadura.

Os métodos de semeadura direta (SDD e SFC) foram os mais capazes de depositar as sementes na profundidade ideal para emergência do papuã, tendo a mesma mobilização e taxa de solo descoberto.

O método de semeadura SDD possibilitou a maior produção de forragem do papuã durante todo o período de avaliação do experimento.

Semeaduras do papuã em densidades acima de 0.5 e até 3,5 milhões de plantas por hectare proporcionam aumentos na produtividade de massa seca somente até o terceiro corte, a partir deste ponto a produção de forragem se iguala.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em futuras avaliações de métodos de semeadura direta, seria viável a avaliação do desenvolvimento do papuã usando de diferentes espaçamentos entre linhas pois este fator tem grande influência no comportamento do papuã.

Na avaliação da densidade de semeadura, não encontrou se um ponto de estabilização da produção de forragem em função do aumento da densidade de semeadura, com isto seria necessário realização de uma nova avaliação utilizando de apenas um método e avaliando estandes de plantas superiores a 3,5 milhões de plantas por hectare.

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