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da população constituem um dos objetivos quando da candidatura a Património Mundial da Humanidade e uma preocupação expressa nos anos que se seguem, o tema quando abordado pelos média do ponto de vista da Identidade Social e das condições de Salubridade, merece pouco destaque.

Quando observamos os Fatores Económicos os dados apontam igualmente para um fraco destaque como tema principal, onde vem mencionado em 8 artigos (1,6%), atingindo a maior relevância como Tema 2 contando aqui com 31 casos (7,9%). Quando este tema é mencionado na maioria das vezes está relacionado a programas de incentivos de reabilitação do centro histórico mas também à lei das rendas.

No que respeita às intervenções urbanísticas levadas a cabo no Património Edificado da cidade, a Intervenção no Centro Histórico, isto é as intervenções urbanísticas realizadas no espaço público, são aquelas que maior destaque merecem na comunicação social, vindo a totalizar 204 casos, 133 como Tema 1 o que se traduz em 26,8% no total da variável. Quando não se trata de uma obra de restauro, mas antes de algo que é feito de novo catalogamos o tema como Infraestruturas de Raiz, que conta com 140 casos, com 99 (20%) destes a merecerem destaque como tema principal, estando associado a estes números o caso Túnel de Ceuta que pela polémica que gerou vem influenciar o forte número de casos na variável Tema 1, mas também a construção do novo espaço na Praça de Lisboa, assim como uma série de projetos apresentados, especialmente para o Porto 2001, mas que não chegam a ser concretizados. Deste modo se explica que este tema tenha uma maior relevância mediática do que o dado à Adaptação de Edifícios, que totaliza 96 casos na soma dos três temas. A capacidade de alteração do uso que sustenta a viabilidade dos edifícios, que no fundo é o que vem sustentar também a reabilitação dos Centro Históricos, não merece por parte dos meios de comunicação social um destaque que esteja nivelado com a importância que a literatura atribui à capacidade de adaptação dos edifícios nas sociedades modernas.

67 Figura 21:O Turismo nos média (1996 – 2011) (Nº).

Na candidatura da cidade do Porto a Património Mundial da Humanidade um dos objetivos apontava para o desenvolvimento do setor do turismo associado ao Património da cidade. Ao longo dos anos esta foi sempre uma aposta forte da Autarquia, que desenvolve incentivos económicos, sociais e culturais para que tal aconteça. Como demonstrado no capítulo anterior esta aposta é visível em vários pontos, especialmente no crescimento do número de unidades hoteleiras que abriram no centro histórico. No entanto, a investigação desenvolvida apresenta o tema Turismo com um total de 56 casos, que quando comparado com elevado número de casos relacionados com as intervenções urbanísticas revela-se reduzido. Dos 56 textos onde vem mencionado o tema Turismo apenas em oito casos aparece como tema principal, que se traduz em 1,6% da amostra. Como Tema 2 o Turismo vem mencionado 26 vezes (6,6%) e como Tema 3 conta com 22 situações (10%).

A importância que a nomeação Património Mundial da Humanidade assume para o desenvolvimento regional, baseia-se em parte no poder de atração turístico que a região passa a auferir, assim se justifica que no período próximo à atribuição do título à cidade (1996 e 1997) o tema fosse abordado de modo mais acentuado. Assim como, atendendo ao desenvolvimento turístico que se fez sentir na cidade nos últimos anos, não é pois de admirar que se volte a observar o destaque ao tema nos anos de 2009 e 2010. O ano de 2005, não fica somente marcado pela forte polémica à volta do Túnel de Ceuta, a reabilitação de monumentos como a Torre 24 na Sé e intervenção pensada para a zona da Alfândega, projetos desenvolvidos

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O Turismo nos média (1996 - 2011)

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visando o setor do turismo, assim como o desenvolvimento de eventos culturais que se associam ao Património da cidade com o intuito de atrair turistas, contribuem para que o ano de 2005 se destaque também neste ponto. É pois curioso que durante o ano de 2001, altura em que a cidade recebe o evento Capital Europeia da Cultura, também ele marcado por um forte investimento no turismo que possa atrair para as cidades que acolhem o evento, o tema não venha mencionado nenhuma vez. Há que ressalvar que o tema foi analisado do ponto de vi sta do Património, isto é só contabilizamos os textos onde se mencionasse o turismo na sua estreita relação ao Património, não significa que o tema não tenha sido abordado durante o ano em questão, simplesmente não se verificou nenhum texto associado aos parâmetros propostos para esta investigação.

Relativamente ao tema do Comércio Tradicional observamos que pela

predominância de estabelecimentos comerciais no Centro Histórico,

maioritariamente vocacionados para os serviços e retalho, assim como as várias intervenções urbanísticas levadas a cabo nos espaços públicos, que vêm naturalmente a provocar um grande impacto, assim como pelo investimento levado a cabo neste setor intimamente ligada ao desenvolvimento turístico, observamos que o tema merece igualmente destaque nos meios de comunicação, sendo mencionado em 41 casos. Tendência que já se verificava quando analisados os intervenientes nas notícias, onde os Comerciantes contavam com 33 casos.

Apesar de o Centro Histórico do Porto ser o seu maior atrativo turístico, a cidade possui, naturalmente, Património fora desta área, suscetível também de funcionar como dinamizador da cidade, conferindo-lhe até alguma modernidade. Por esta razão, e por ser o Edifício mais emblemático em consequência do evento Capital Europeia da Cultura, optamos por analisar a Casa da Música. Os textos observados visam exclusivamente o ponto de vista do Património edificado e não a sua vertente cultural. Na soma dos três temas conta com 20 casos o que consideramos significativo da importância do edifício para a cidade, justificando estar entre os sítios mais visitados segundo o estudo desenvolvido pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (2008).

No que refere aos 23 casos catalogados como Outros, estes apontam para situações pontuais como rede de transportes públicos, intervenções em estátuas, questões ambientais ou questões judiciais.

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à relevância dos temas que conduzem a setores institucionais, que aqui se fazem notar pelas vezes que as intervenções em espaços públicos são mencionadas. No entanto, esta variável, vem-nos permitir aferir de outros dados, como a relevância dada ao tratamento em relação à Identidade Histórica, que vem de encontro ao defendido pela literatura que a preservação do Património se encontra no valor que este assume na memória coletiva de uma região. Assim como, se pode verificar, graças à quantidade de temas analisados e às diferentes vertentes que a estes reportam, que passam por valores económicos, sociais e culturais, que quando o Património Edificado vem mencionado nos média, a dimensão dos discursos que a ele se associam ultrapassam as questões relacionadas com as intervenções urbanísticas e arquitetónicas, apesar de obviamente serem estas a que maior destaque merecem.

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