4.2 La bibliothèque TAL
4.2.3 Bilan
Após uma parte teórica onde se verifica uma evolução do jornalismo desde as primeiras interacções com a Internet até à sua aproximação à Web 3.0, é relevante analisar qual o ponto de situação do jornalismo em Portugal. Para tal, optou-se por analisar dois projectos em Portugal, o jornal Observador e a revista New in Town, ambos exclusivamente digitais. Para esta análise foram escolhidas uma notícia de cada site que abordasse o mesmo assunto, neste caso a nova campanha publicitária da H&M, protagonizada por David Beckham.
Para realizar esta análise foram seleccionadas as variáveis de análise apresentadas anteriormente e aplicadas aos websites do Observador e da New in Town, os quais serão abordados de forma intercalada, permitindo uma comparação dos dois projectos em cada parâmetro (Anexo I).
No primeiro parâmetro, referente à possibilidade de interacção com os jornalistas, verifica-se que, no Observador, está bem explícito quem é a autora da notícia, estando facilmente acessível o seu perfil no jornal, correio electrónico e conta de Twitter, para além da fotografia. No final da notícia, surge novamente uma referência ao e-mail da jornalista, que precede a frase “Proponha uma correcção, sugira uma pista:”.
No caso da New in Town, o nome da autora da notícia e a sua fotografia também são disponibilizados. Contudo, não existe uma hiperligação para o perfil da jornalista, nem sequer a disponibilização de contactos para entrar em contacto com a mesma.
96 Figura 11 - Informação acerca da autora na notícia do Observador (Fonte: Observador).
Figura 12 - No caso da New in Town apenas é disponibilizado o nome a fotografia da autora (Fonte: New in Town).
O segundo parâmetro a analisar consiste na possibilidade de os utilizadores comentarem as notícias. No caso do Observador, existe uma caixa de comentários onde os internautas podem expor as suas opiniões. Já na New in Town, este espaço é inexistente.
O terceiro campo de análise foca-se na presença de elementos multimédia a acompanhar o texto. Começando pelo Observador, verifica-se a existência de uma imagem para acompanhar a notícia e, logo de seguida, do vídeo da campanha protagonizada por David Beckham, incorporado no texto. No decorrer do mesmo, há ainda espaço para a
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incorporação de duas imagens publicadas na conta de Instagram do ex-futebolista e modelo inglês.
No caso do New in Town, verifica-se também a presença de uma imagem no início do texto mas, em oposição ao Observador, o vídeo da campanha encontra-se apenas numa hiperligação. Contudo, horas antes da publicação dessa notícia, havia sido produzida uma outra que permitia a reprodução do vídeo sem recorrer a hiperligações. Contudo, apesar de noticiar as fotografias que David Beckham inseriu no seu Instagram, a jornalista da New in Town optou por disponibilizar apenas uma hiperligação para a conta oficial do protagonista, ao invés de as incorporar, à semelhança do que aconteceu no Observador.
O quarto parâmetro a analisar é a presença de notícias relacionadas presentes na página onde surge a notícia. Tal como ficou explicitado no parágrafo acima, ambas as jornalistas inseriram hiperligações para outros conteúdos. Contudo, apenas a jornalista do Observador inseriu uma hiperligação no decorrer do texto para uma notícia relacionada. Neste caso tratou-se de numa notícia acerca da barbearia Figaro’s, espaço que figura na campanha desenvolvida pela H&M. No final da notícia, surge uma notícia relacionada com David Beckham que remonta a 18 de Novembro de 2015, alusiva ao facto deste ter sido considerado o homem mais sexy do mundo.
Quanto à New in Town, no final da notícia surgem cinco artigos relacionados, sendo que dois são acerca de David Beckham. Um deles trata-se da notícia que havia sido escrita horas antes, acima mencionada, e o outro, datado de 23 de Setembro de 2015, refere-se a uma campanha realizada pelo modelo inglês igualmente realizada para a H&M, desta feita juntamente com o actor e comediante Kevin Hart.
De seguida, observou-se a possibilidade de partilhar a notícia em causa. Começando pelo Observador, no final da notícia surge a possibilidade de partilhar a mesma nas plataformas Facebook, Twitter, Google +, LinkedIn e via e-mail. Já na notícia elaborada pela jornalista da New in Town, os utilizadores podem apenas partilhar aquele conteúdo via Facebook, Twitter e e-mail.
Por último, analisou-se a de que forma estes meios disponibilizam uma versão dos sites para os dispositivos móveis. O Observador conta com uma versão para dispositivos móveis mais simplificada, ainda que não seja responsiva, isto é, não se adapte na perfeição às dimensões do ecrã do dispositivo. Contudo, conta com uma aplicação própria para
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dispositivos móveis, responsiva e de leitura mais facilitada que a versão para dispositivos móveis.
No caso da New in Town, não se verifica a existência de uma aplicação própria, ainda que o site seja responsivo, pelo que a experiência de navegação é claramente positiva. A diferença para o Observador reside no facto de, uma vez que não existe uma aplicação própria, o utilizador vê-se sempre na obrigação de aceder ao site da New in Town através de um browser.
Uma vez analisados as notícias de ambos os sites é possível enumerar diversas características da Web 2.0, as quais serão aprofundadas no capítulo da apresentação da análise de conteúdos. Contudo, não é possível perceber se estamos perante tecnologias da Web 3.0, pois as estruturas e algoritmos semânticos são imperceptíveis do ponto de vista do utilizador. Para analisar o actual estado do jornalismo, procedeu-se a várias entrevistas com especialistas acerca desta assunto, a fim de perceber se a Web 3.0 pode já ser observada nos meios de comunicação em Portugal.
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