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4 Bifurcation dynamo guid´ ee par la bistabilit´ e de l’´ ecoulement

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A década de 1990 marca o início da popularização da internet, que se deu de forma privilegiada aos países e pessoas com maior poder aquisitivo de compra e, após o barateamento das tecnologias de acesso, foi democratizada, não tão abrangente quanto necessário em todos os lugares do planeta. No início dos anos 90 havia cerca de 10 mil pessoas conectadas à Internet nos Estados Unidos, distribuídas em 400 centros de computação. No ano de 1995, 30 milhões de pessoas em mais de 100 países acessavam o conteúdo disponível na web (FIDLER, 1997, p.165). Em novembro de 2015 a população mundial era, exatamente, de 7.259.902.243 pessoas. Destes, 3.366.261.156 declararam acessar a internet, resultando na acessibilidade e uso de 46,4% o número de interagentes. Somente nas Américas (Norte, Central, Sul e Caribe), são mais de 658 milhões de pessoas que utilizam a internet40.

A imagem a seguir dimensiona, em porcentagem, a abrangência da internet no mundo, considerando o número de pessoas conectadas, que é diretamente proporcional ao de habitantes.

GRÁFICO 1 – Pessoas conectadas à internet no mundo por regiões

Fonte: http://www.internetworldstats.com/emarketing.htm.

Ponderando que a América deve ser avaliada de forma unívoca, excluindo análise de índices de desenvolvimento e econômicos e por ser um continente (incluindo a América do Norte, Central, Caribe e Sul), os dados foram alterados, resultando na Ásia como maior polo de acessos à internet, seguido da América, Europa, África, Oriente Médio e Oceania e Austrália, conforme esquema abaixo.

GRÁFICO 9 – Pessoas conectadas à internet no mundo por regiões, considerando a América como um continente

O relatório divulgado pela Internacional Business Guide41 afirma que 40% do mundo possui internet de banda larga fixa, sendo a região da Europa com maior acessibilidade, ao contrário da África, que possui a menor. O relatório pontua que entre os países que possuem maior velocidade de internet estão a Coréia do Sul, Japão, Bulgária, China e Islândia e de menor velocidade de conexão, Irã, Bután (no sul da Ásia), Guiana, Bénin (África) e China42. Na América do Sul com 408.671,380 habitantes, a pesquisa apontou que 249.291,302 pessoas, ou seja, 61% possuem acesso à internet.

Segundo a União Internacional de Telecomunicações – UIT, no ano 2000 apenas 6,5% da população mundial tinha acesso à internet e em 2015 esse número saltou para 43%, totalizando 3,2 bilhões de pessoas, localizadas, principalmente nos países em desenvolvimento. Os acessos em domicílio saltaram de 18% em 2005 para 46% em 201543.

O Brasil, segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação - Cetic44, é o quarto país com maior número de internautas no mundo. A

pesquisa do SECOM45, órgão oficial do Governo Federal, publicada em 2015, constatou que

cerca de 49% dos brasileiros têm acesso à internet. Destes, 76% acessam todos os dias e permanecem conectados uma média de 5 horas diárias. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE corrobora com estes resultados ao apresentar que cerca de 95,4 milhões de brasileiros acessaram a internet em 2014. A observação constatou que a faixa etária com maior proporção de usuários é formada por jovens entre 20 e 24 anos, sendo 89,4%. Em 2013, a maior abrangência se dava entre jovens de 25 a 29 anos, totalizando 89,2%. Em 2013, 49,4% dos brasileiros acessaram a Internet com frequência. Esse número subiu para 54,4% em 2014. A metade dos que acessam tem entre 10 e 29 anos. As mulheres são a maioria totalizando 52,2% dos internautas. Com o intuito de otimizar a leitura dos principais dados expostos, contextualiza-se no infográfico abaixo.

41 Disponível em http://mediatelecom.com.mx/~mediacom/index.php/agencia-informativa/agencia-

tecnologia/item/68627-el-consumo-de-internet-en-el-mundo. Acesso em: 27 jun. 2016.

42 A China aparece no relatório como um dos países com maior e menor velocidade à internet, devido à

desigualdade de conexão oferecida entre a população.

43 Disponível em http://www.ebc.com.br/tecnologia/2015/05/uit-diz-que-numero-de-celulares-no-mundo-passou-

dos-7-bilhoes-em-2015. Acesso em: 27 jun. 2016.

44 Disponível em http://cetic.br/pesquisa/domicilios/. Acesso em: 10 fev. 2016.

45 Disponível em http://www.cultura.gov.br/documents/10883/1360136/Anexo+Adicional+IV+-

INFOGRÁFICO 1 – Dados de acesso à internet no Brasil

As regiões mais ricas apresentam maior concentração de acessos, sendo o sudeste 61,8%, o sul com 58,2% e o centro-oeste com 60%. As regiões norte e nordeste possuem a porcentagem de 45,2% e 42,1% respectivamente. A divisão de acesso por região pode ser visualizada no infográfico a seguir.

As faixas etárias também se diferenciam ao falar de acesso, 81% dos jovens entre 15 e 19 anos acessaram a internet em 2014. Já o grupo acima dos 50 anos representa 24,3%46. A pesquisa do World Bank Group47 corrobora com o número de usuários apresentado pelo Ibope e apresenta quantificação aproximada. De cada 100 brasileiros, 51 acessou a internet em 2013 e em 2014 esse número subiu para 57,6 pessoas48.

Sobre a maior parcela de interagentes no Brasil, o quadro apresenta-se da seguinte forma:

INFOGRÁFICO 3 – Perfil de internautas no Brasil

Em 2015, as mulheres continuaram constituindo as que mais acessaram a internet, 51%, sendo 29% delas entre 20 a 29 anos e 57% pertencentes às classes sociais B2 e C149, segundo o Cetic50. A pesquisa também revelou que no ano 2000, 17% da população acessavam a internet e em 2014 o número chegou a 70%. Totalizavam 17% os que possuíam computador em casa no ano 2000, subindo para 62% em 2014. Eram 11% os que tinham conexão com a internet em casa e em 2014, 54%. Cabe ressaltar que durante todos os anos

46 Disponível em http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/11/brasil-tem-98-milhoes-de-novos-internautas-

entre-2013-e-2014-diz-ibge.html. Acesso em: 04 dez. 2015.

47 Disponível em http://databank.worldbank.org. Acesso em: 07 dez. 2015.

48 Ressalta-se que os acessos à internet não diferenciam o suporte tecnológico (PC, celular, TV digital, etc.) e se

referem aos últimos 12 meses contados da publicação do relatório.

49 Renda média da classe social B2 é de R$ 4,9 mil/mês (equivalente a € 1.331/mês) e da C1 é de R$ 2,7

mil/mês (equivalente a € 733/mês). Conversação da moeda Real para Euro baseou-se no câmbio do dia 28/06/2016.

pesquisados, as classes sociais A e B sempre totalizaram o maior índice de acessos, sendo no ano 2000, 76% e de 54% em 2014. A classe C representava 19% no ano 2000 e 41% em 2014. Já as classes D e E apareceram na pesquisa pela primeira vez em 2004, representando 8% dos acessos e no ano de 2010 eram 9%, sendo que apenas neste período verificou-se a participação.

A pesquisa do Ibope Media, publicada pelo Cetic, mensurou em 5h45 o tempo em que um brasileiro passa por dia na internet. Entre os temas mais pesquisados estão o entretenimento, serviços de internet, computadores e eletrônicos, notícias e informações, governo e ONGs, educação e carreira, finanças, família, viagens e automotivos. As notícias e informações aparecem em sexta posição, com tempo médio de 1h43 de acesso diário. Todos estes números expressam a abrangência em um País considerado em desenvolvimento, com, aproximadamente, 200 milhões de pessoas.

O segundo país que envolve a análise desta tese, Portugal, mostra-se oposto em vários pontos em relação ao Brasil, a começar pela extensão menor do território, que abriga pouco mais de 10 milhões de habitantes e que possui uma economia de pessoas de alta renda51.

O acesso à internet em Portugal é maior em comparação ao Brasil. De acordo com o World Data Bank52 de cada 100 portugueses, 62,1% acessavam a internet em 2013 e em 2015 esse número aumentou para 65,4%. O baixo crescimento de amplitude, neste período, pode ser justificado devido à estabilidade econômica e social do país. Dados do Bareme Internet53 apresentam um crescimento longitudinal no número de internautas de 1997, que representavam 6,3% da população para 65,4% em 201554. Em consonância com o Brasil, os jovens e as classes econômicas mais elevadas se destacam na utilização da internet. No perfil de acessos, entretanto, os homens são a maioria, representam 71,6%55.

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