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Bibliographie

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Partie II : Résultats et discussion

Chapitre 2 : Synthèse de pyrimidinones

2.1. Bibliographie

1º ETAPA: Identificação do local (ideia) / Esboço do Projeto / Conceito do projeto / Avaliação de Biomassa.

Na primeira etapa, deve-se realizar a identificação do local com potencial para a construção de biodigestores (usina) de biogás. É o momento de ser decidido (pela entidade responsável do projeto e/ou produtor (es) rural (is) a possiblidade de conceber um projeto de biogás. Nesta etapa, é necessária a elaboração de um esboço do projeto a fim de ser um guia/referência para a concretização e avaliação do empreendimento. O esboço do projeto servirá como base do estudo da viabilidade técnica, verificação inicial de possíveis financiamentos e fomento, fornecedores, prestadores de serviços necessários para a execução.

É importante neste momento de concepção do projeto que se tenha informações acerca de procedimentos, exemplos de outros projetos já elaborados (uma grande contribuição pode ser verificada no item 4 deste trabalho), a fim de obter conhecimento a respeito de planejamento, operação, etc. Conforme já mencionado, um projeto de biogás deve levar em consideração três grandes áreas, ou seja, é necessária uma análise com a avaliação da disponibilidade de biomassa, o conceito da usina de geração até o destino final dos produtos oriundos do processo de biodigestão.

A elaboração do esboço do projeto tem como objetivo uma primeira avaliação das possibilidades/oportunidades do projeto, busca de conhecimento no mercado sobre o setor e a visita in loco por experiências práticas (se possível). Nesta etapa alguns itens devem ser analisados a fim de não inviabilizar as etapas seguintes:

- Verificar a disponibilidade de biomassa em longo prazo para que o projeto possa ser executado;

- Disponibilidade de tempo por parte dos interessados para a concepção, planejamento e execução do projeto;

- Visitas a outros projetos de biogás (se possível): visitas técnicas como oportunidade de obter experiência e informações, visualização de opções construtivas para as instalações, etc.; - Verificar o destino da energia produzida e biofertilizante: deve-

se analisar como serão comercializado, distribuídos os produtos da biodigestão;

- Orçamento disponível: avaliação das possibilidades de financiamento (conhecimento); deve-se perguntar da disponibilidade de dinheiro em caixa.

Nesta etapa, é importante que se busque um mínimo de conhecimento sobre os aspectos do projeto e o que se pretende implementar.

Quadro 10: Resumo da primeira etapa

Identificação do local (ideia) / Esboço do Projeto / Conceito do projeto / Avaliação de Biomassa.

Verificar a disponibilidade de biomassa em longo prazo

Pretende-se modificar a (s) propriedade (es) ao longo do tempo?

Por quanto tempo a propriedade (s) estará nesta atividade?

Quais os resíduos estarão disponíveis a longo prazo?

Disponibilidade de tempo Quem estiver à frente do projeto, produtor, haverá tempo disponível para os trabalhos de rotina, manutenção?

É necessário contratação de mão-de-obra? Visitas a outros projetos de biogás Visitas técnicas para obter informações.

Que experiência se tem de projetos em execução?

Quais as opções de equipamentos, modelos de biodigestores disponíveis no mercado? Quais foram às dificuldades do projeto? Verificar o destino da energia

produzida, biofertilizante.

Será utilizado para autoconsumo das propriedades?

Será vendida energia para a rede pública? Fertilizantes serão aplicados nas propriedades? Orçamento disponível Qual a estimativa de recursos disponíveis?

Buscará fomento para o projeto? 2º ETAPA: Estudo detalhado de Viabilidade

A segunda etapa é a crucial para a implantação ou não do condomínio de agroenergia. O estudo é baseado no esboço do projeto (etapa anterior) e enfocará na determinação e verificação detalhada de todos os dados iniciais técnicos, econômicos do projeto. Ressalta-se que ao contrário da primeira etapa, que contém uma avaliação qualitativa do projeto, a etapa do estudo detalhado de viabilidade compreende uma avaliação quantitativa do projeto e das possíveis formas de organização.

No momento em que será realizada a elaboração do estudo de viabilidade, deverão ser considerados os seguintes itens:

- Disponibilidade de biomassa;

- Seleção da área onde serão instaladas as infraestruturas; - Definição da logística do biogás;

- Seleção da tecnologia a ser utilizada; - Forma de utilização do gás e biofertilizante.

Para a realização do estudo é importante a busca de pessoas especializadas no assunto, podendo ser a contratação de escritórios de projetos de biogás, contato de consultores da área, instituições de suporte a agricultura/pecuária, uma vez que, estes profissionais dispõem de experiência na construção e operações de projetos com biogás, auxiliando em questões diversas, como na escolha e requisitos do local de instalação dos equipamentos, concepção, execução e operação.

Com relação à disponibilidade de biomassa, para a construção e operação dos biodigestores é crucial que seja realizado o levantamento da quantidade de material orgânico a ser disponível ao longo dos anos, verificando assim, se será suficiente para o funcionamento do projeto. Neste quesito é necessário verificar a quantidade de biomassa fornecida, se há custos no fornecimento da biomassa, o tamanho das áreas disponíveis para armazenamento da biomassa, se existe possíveis futuros fornecedores de biomassa. Estes aspectos devem ser levados em consideração visando à viabilidade do processo na prática.

Outro item a ser considerado, no momento do estudo da viabilidade, é a seleção da área onde serão realizadas as instalações de infraestrutura, uma vez que se devem considerar, as características do solo, aspectos legais para a autorização da construção das estruturas (por exemplo, gasoduto), aspectos referente à logística da biomassa, além de, atentar-se aos aspectos sociais.

Na seleção da área onde será executado o projeto é preciso examinar a área, obtendo informações das características do terreno, do subsolo, verificar a distância do ponto de injeção da energia na rede elétrica (interna e/ou rede pública), analisar os aspectos sociais relacionados com o projeto, se a vizinhança será afetada, proteção ambiental a ser considerada. Neste item será realizada a definição dos locais de instalação dos biodigestores, definição do traçado do gasoduto. Na definição da logística, há a necessidade de definir a quantidade de biomassa e garantir seu fluxo contínuo para a operação dos biodigestores, além de garantir que o biogás chegue à unidade de cogeração instalada.

Referente à tecnologia a ser utilizada, deve-se identificar e definir qual a tecnologia de biodigestão a ser utilizada conforme a biomassa disponível, infraestrutura existente, atores envolvidos.

Outro fator essencial na elaboração do estudo de viabilidade é a utilização do gás e biofertilizante, ou seja, deve ser decidido sobre o tipo de aproveitamento energético do biogás gerado e o destino a ser dado pelo biofertilizante produzido.

Quadro 11: Resumo da segunda etapa

Estudo detalhado de Viabilidade

Disponibilidade de biomassa Qual a quantidade de biomassa disponível? Existem áreas para o armazenamento desta biomassa?

Seleção da área onde serão instaladas as infraestruturas

Quais as características do terreno onde serão instaladas as infraestruturas?

O subsolo é adequado?

Existe vizinhança que será afetada?

Definição da logística do biogás Qual a quantidade de biomassa a ser considerada? Qual a quantidade de biofertilizante a ser produzido?

Que tecnologias de bombeamento e transferência devem ser utilizadas?

Seleção da tecnologia a ser utilizada

Quais empresas serão as fornecedoras de matérias e equipamentos?

Qual modelo de biodigestor a ser utilizado? Forma de utilização do gás e

biofertilizante

Quais possibilidades de aproveitamento energético?

Biogás será utilizado como fonte de energia térmica?

Tratamento para ser utilizado como combustível para veículos?

Geração de energia para consumo próprio? Avaliação e tomada de decisão Criação de um plano de custos

3º ETAPA: Conscientização e Sensibilização dos Agricultores envolvidos /Identificação de Entidades Parceiras.

Outra questão a ser abordada em projetos que envolvem o biogás é proporcionar a conscientização dos produtores envolvidos no projeto por meio da Educação para a conscientização ambiental. Também é necessária a identificação das possíveis entidades parceiras do projeto.

Quadro 12: Resumo da terceira etapa

Conscientização e Sensibilização dos Agricultores envolvidos /Identificação de Entidades Parceiras

Conscientização e Sensibilização dos Agricultores envolvidos

- Avaliar o estágio atual da gestão dos efluentes e resíduos orgânicos nas propriedades eleitas. - Proporcionar a sensibilização e a educação ambiental dos produtores participantes deste projeto.

- Reuniões com os produtores envolvidos no projeto para divulgação e conscientização de Educação Ambiental

Identificação de Entidades Parceiras

- Identificar as potenciais entidades parceiras para a execução do projeto.

4º ETAPA: Mobilização da Cadeia (Fatores de Competitividade) Com a identificação da oportunidade de criação de um condomínio de Agroenergia e a mobilização dos Agricultores, na 4ª Etapa parte-se para o diagnóstico dos fatores de competitividade e mobilização dos atores da cadeia produtiva para o desenvolvimento dos condomínios de agroenergia (Figura 44). Conforme visto na abordagem do IAD, a competitividade de um aglomerado é dividida em quatro níveis: micro, meta, meso e macro.

No nível Macro (País e Estado) deve-se ser observada a legislação geral e para o setor. No nível Meso (microrregião) devem ser observadas as condições infra-estruturais na microrregião (educação, suportes diversos), políticas de desenvolvimento regional, fóruns, integração entre as instituições de suporte. No nível micro (propriedades) verificar a competitividade individual das propriedades: tecnologia, gestão, qualidade, etc. No nível meta (cooperação) o ambiente sociocultural para a gestão cooperada e cooperação em geral, legislação e técnicas sobre cooperativas, apoio para institutos de pesquisa, etc.

Figura 44: Esquema para identificação dos fatores determinantes de competividade

Fonte: Adaptado de Casarotto e Pires (2001)

Esta subdivisão ajudará na identificação das respectivas responsabilidades: partes do projeto de responsabilidade de governos, de associações, os próprios produtores, em esferas de país, estados, microrregiões ou individuais.

5º ETAPA: Formas de organização do Condomínio

Esta etapa tem como meta o estabelecimento das formas de organização do embasamento jurídico do Condomínio, de modo que possa lhe dar estrutura societária, estabelecendo critérios de responsabilidade e participação de resultados.

Quadro 13: Resumo da quinta etapa

Formas de organização do Condomínio Deliberação do Condomínio Reunião com a comunidade

Regulamentação do Condomínio Elaboração do contrato particular de convenção de condomínio.

Elaboração do regulamento interno do condomínio

Realização da Assembleia Geral Ordinária

Legalização do condomínio

Determinação das diretrizes para o funcionamento do condomínio

6º ETAPA: Implantação, Manutenção e Monitoramento.

A sexta etapa refere-se ao processo de implantação do condomínio de agroenergia, bem como o planejamento da sua manutenção e monitoramento das operações.

Quadro 14: Resumo da sexta etapa

Implantação, Manutenção e Monitoramento

Implantação - Definição das responsabilidades e prazos para a execução das obras de instalações dos biodigestores, gasoduto, Grupo Motores geradores, infraestrutura do condomínio de agroenergia.

Manutenção e Monitoramento - Definição das responsabilidades e prazos para a manutenção preventiva do condomínio de agroenergia.

- Definição da forma de monitoramento da operação do projeto.

5.3.2 Aplicação e validação da metodologia proposta para concepção

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