Os dados coletados foram armazenados em um software específico e repassados para um pen drive, posteriormente para uma planilha do Excel, e analisados por meio de estatística descritiva (frequência absoluta e relativa) e inferencial (teste Qui-quadrado de Pearson, correlação de continuidade e teste t para amostras independentes), adotando-se um nível de significância de 5%.
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4RESULTADOS
No presente estudo,83 idosos realizaram o teste de BIA. Dentre eles 14(16,9%) homens e 69 (83,1%) mulheres, representando 54,24% da população do projeto. A média de idade foi de 72,5 anose o desvio padrão de p=0, 448. Não houve diferença significante estatisticamentena idade dos idosos entre os sexos (Tabela 1).
Tabela 1. Sexo e idade dos idosos praticantes de atividadefísicado projeto de extensãoAFTI do CDS/UFSC,2019 (n=83).
Características Homens Mulheres p valor
Sexo,n (%) 14 (16,9) 69 (83,1) -
Idade (DP) 73,8 (5,4) 72,5 (7,4) 0,448a
% = frequência absoluta; Média (desvio padrão). a = Teste t amostras independentes
Na Tabela 2 estão apresentados os dados do perfil corporal dos participantes. Com relação ao RCQ. Verificou-se que 14,3% dos homens e 2,9% das mulheres estão na faixa considerada normal, são consideradosnormais os valores iguais ou abaixo 0.90 cm nos homens e nas mulheres igual ou abaixo de 0,74 cm,Já, quanto ao balanceamento corporal, 7,1% dos idosos do sexo masculino e 1,4% do feminino estão em níveis adequados, a quantidade de água corporal foi classificada como normal para 21,4% dos homens e 13% das mulheres, a água é considerada adequada quando a AIC fica entre 24,9% e 30,5% e AEC fica entre 15,3% e 18,7% nos homens e AIC 16.0 e 19.6 e AEC 9.8 e 12.0 nas mulheres. A gordura corporal foi classificada como excessiva em 78,6% dos homens e 97,1% das mulheres que foram avaliados, sendo considerada excessiva valores acima de 17,1 kg nos homens e 16,2 kg nas mulheres. Outra medida com grande impacto na saúde dos idosos foi a massa muscular, na qual 28,6% dos homens e 13% das mulheres estão com índices considerados baixos, esses índices são considerados abaixo quando são inferiores a 30,7kg nos homens e 19,1kg nas mulheres.
Quando foi realizada a associação entre o sexo do idoso e os marcadores de composição corporal verificou que o sexo está associado. Ou seja, a mulher tem um nível de gordura considerado maior quando comparado aos homens que foram avaliados.
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Tabela 1.Composição corporal dos idosospraticantes de atividade física do projeto de extensãoAFTI do CDS/UFSC por sexo,2019 (n=83).
Característic as Homens f (%) Mulheres f (%) p valor Razãocintura/quadril 0,152a Normal 2 (14,3) 2 (2,9) Alto Muito Alto 3 (21,4) 9 (64,3) 11 (15,9) 56 81,2) Balanceamento do corpo (superior e inferior) 0,151a Balanceado Ligeiramente desbalanceado Muito desbalanceado 1 (7,1) 3 (21,4) 10 (71,4) 1 (1,4) 31 (44,9) 37 (53,6) Água corporal 0,692b Normal 11 (78,6) 60 (87,0) Abaixo 3 (21,4) 9 (13,0) Nível de gordura Normal Excessivo 3 (21,4) 11 (78,6) 2 (2,9) 67 (97,1) 0,041b* Nível de massa muscular esquelética 0,305a Normal Abaixo Forte 9 (64,3) 4 (28,6) 1 (7,1) 50 (72,5) 9 (13,0) 10 (14,5)
% = frequência absoluta. a = Qui-quadrado de Pearson. b = Correção de continuidade. * p<0,05.
Pode-se observar nos resultados apresentados que algumas variáveis como o RCQ, estão com índices muito alto em 65 dos avaliados sendo 9 homens e 59 mulheres e 14 com índice alto sendo 3 homens e 11 mulheres, a água corporal estápositivaem 71 avaliados 11 homens e 60 mulheres e 78 idosos estão com excesso de gordura entre os quais 11 são homens e 67 são mulheres.Quantoà massa muscular 59 idososestão com valores consideradosnormais sendo 9 homens e 50 mulheres.
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5DISCUSSÃO
Nesse estudo, cujo objetivo é analisar as características da composição corporal de idosos praticantes de atividade física, observou-se com base nos resultados que a maioria dos avaliados, os índices de RCQ foram considerados acima dos normais. Nas mulheres esses valores chegaram em 80% do total. Esses dados são preocupantes, visto que há interação entre RCQ com o surgimento de doenças e a gordura localizada, principalmente na região abdominal que está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, hipertensão e dislipidemias (MORETTO et al., 2012). Essas doenças entre os idosos trazemconsequências que interferem na qualidade de vida e são as principais causas dos declínios funcionais. Sendo assim, idosos com patologias apresentam maior chance de limitações para atividades da vida diárias, e relacionadas à idade, o risco de mortalidade é potencializado.Por isso, a preocupação com os resultados do presente estudo, onde apenas 17,2% dos indivíduosestão com os níveis RCQ adequados.
Essa alta prevalência de RCQ acima dos índices recomendados pode ser decorrente da própria idade (BUTOVSKAYAet al., 2017). Além disso, fatores sociais podem influenciar, nesse aumento. O bom apoio social é um fator de proteção para valores inadequados de RCQ (TYMOSZUK et al., 2018). Os fatores sociais colaboram diretamente com os resultados do RCQ, uma vez que sofre influência dos diversos elementos, entre eles a genética, certos tipos de doenças, família e pressões socioculturais (ALMEIDA et al., 2013).
Para alteraresse panorama é necessário mudar os hábitos. O estilo de vida tem ação direta na composição corporal, principalmente no tecido adiposo. A prática regular de atividade física se faz necessária, principalmente nos exercícios contra a resistência, uma vez que melhora o desempenho físico, e consequentemente ocorre a diminuição dos marcadores inflamatórios, como é o caso da proteína C-Reativa (PCR), considerada indicadora de riscos cardiovasculares, reduzindo assim o risco da saúde do idoso e evitando a morbidade e mortalidade nessa população(SANTIAGO et al., 2015).
Como pode-seperceber os valores obtidos nas variáveis de RCQ tem grande relevância para a saúde e qualidade de vida dos idosos, valores alterados podem ocasionar fatores de riscos.Os idosos deste estudo já participam de um programa de treinamento. Portanto, é necessáriauma investigação dos hábitos, dado que os exercícios por si só, não estão sendo efetivos sobre esta variável. Os achados noestudodeSantiago et al. (2015) com 10
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idosos cujo aidade médiaera de 63 anos (± 2,18), utilizando treinamento resistido durante 8 semanas, obtiveram diminuição da massa gordae do RCQ.
Em relação aos níveis de água corporal, a maior parte dos idosos deste estudo apresentam padrões adequados, cerca de 78% dos homens e 87% das mulheres estão dentro dos padrões considerados normais, e apenas 34,4% dos 83 idosos estão com valores abaixo dos considerados normais. Levando em consideração que cerca de 60% do peso corporal é constituído de água, dividida em água intracelular (líquido armazenado dentro da célula) cerca 40% e 20% água extracelular (líquido armazenado fora da célula). Neste contexto, valores abaixo podem levar o idoso a um estado de desidratação, submetendo-o a alterações físicas, como alterações visuais, diminuição da excreção de urina, cansaço físico e mental, perda de memória e atenção, dores de cabeça e perda de peso, além de interferir nos parâmetros das doenças crônicas já existentes, eníveis acima podem submeter o idoso ao estado de hiponatremia(baixos níveis de sódio no sangue), pois a água desempenha um papel crucial no organismo é principal fonte de substrato liquido do corpo, sendo o principal componente do sanguevalores abaixo são prejudiciais (MESSINGER-RAPPORT et al., 2009).
Neste estudo os valores de água corporal forampositivos, valores normais, resultados satisfatórios. Vários fatores levam o indivíduo a ter estes valores baixoscom o processo de envelhecimento, dentre eles a ingestão total de água que vai diminuído quando comparado a adultos jovens. Isso ocorre devido àdiminuiçãodas funções renais, a sensibilidade à sede e a sudorese diminuem(ARAÚJO, 2013). Os dados positivos destes idosos que participaram deste estudo em parte é consequência da prática regular de atividade física dado que aumenta a temperatura corporal, fazendo com que o idoso sinta sede e tome mais água, além de um metabolismo mais eficiente que contribui para o bom fluxo dos líquidos. Também, é incentivado durante as aulas de ginástica a ingestão de água. A ingestão adequada de água evita patologias que levam a vasopressina, como diabetes, e doenças cardiovasculares, insuficiência renal que leva os idosos utilizarem medicamento entre eles os diuréticos que leva a perda de água corporal (ARAÚJO, 2013).
O que vai contra aos achados de Sandri, Bernardi e Siviero (2012) em estudo observacional,transversal,retrospectivo,descritivo eanalítico realizado com idosos praticantes e não praticantes de atividade física, em Curitiba-PR e Caxias do Sul-RS, verificou que a maioria dos idosos foram classificados com sobrepeso, apenas 13% dos participantes estavam nos níveis indicados de líquidos corporal, apesar de praticar atividade física regular.
Cerca de 67% dos homens e 97% das mulheres deste estudo foram classificados com nível de gordura excessivo e apenas 21,4% dos homens2,9% das mulheres estavam com os
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índices normais. Assim como o RCQ, o valor de gordura corporal acima do ideal é considerado risco para o aparecimento de DCNTS e desenvolvimento de obesidade (FERREIRA et al., 2006). Como os idosos diminuem suas atividades musculoesqueléticasà medida que a idade vai avançando, o seu dispêndio calórico diminui e a ingesta continua a mesma ou até aumenta. É natural que a gordura corporal sofra alterações e começa a ser armazenada. O envelhecimento está associado a importantes mudanças na composição da gordura e no metabolismo, que vai desacelerando. Entre 20 e 70 anos, a massa magra reduz cerca de 40% e há um aumento no percentual de gordura corporal. Após os 70 anos, ocorrem diminuições tanto de massa magra e gordura que acontecem em paralelo (LIMA et al., 2018).
Os músculos constituem cerca de 40% da massa corporal total de adulto até os 30 anos, gerando um gasto energético em repouso de cerca de 11 à 12 kcal.kg-¹.d-¹. E, com a redução da massa muscular há um declínio de 2% a 3% da taxa metabólica de repouso por década, gerando um acúmulo excessivo de gordura corporal e, como consequência há um aumento dos fatores de risco a doenças (RESENDE-NETO et al., 2016). Além do envelhecimento, várias outras determinantes influenciam como o ambiente, cultura, educação, família, genética e valores comportamentais, que colaboram para o excesso de gordura (LIMA et al., 2018). Corroborando Rodrigues (2018) realizou um estudo que analisava a dieta adequada e inadequada em idosos de diferentes padrões sociais. Os resultados apontaram que os idosos com renda menor tiveram uma dieta deficiente que prejudica a qualidade da gordura corporal principalmente em idosos.
A atividade física se destaca como sendo eficiente no controle do percentual de gordura. Ela tem o poder de reduzir a quantidade de gordura armazenada nos tecidos corporais, promovendo gasto energético, aumentando a massa magra e a preservando a capacidade funcional, melhorando o metabolismo. As recomendações para a redução de peso e consequentemente de gordura é de 20 a 30 minutos de exercícios aeróbios de intensidade moderada, realizados de 3 a 5 dias por semana, e treinos de resistência muscular e flexibilidade com frequência de 2 a 3 vezes por semana (ACSM, 2014). Considerando as intervenções baseadas na prática de exercício físico, sabe-se que a realização de atividades aeróbias de intensidade moderada aumenta a mobilização de gordura no momento do exercício (BELMIRO; NAVARRO, 2016). Nos achados deste estudo, os idosos têm excesso de gordura, mas a prioridade do projeto não são as atividades aeróbias e sim as de força. Apenas, é indicado que os idosos realizem treinos específicos de resistência aeróbia em outros dias da semana em que não tem atividades do projeto. O gasto enérgico realizado durante as
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aulas não é suficiente para causar perda expressiva de gordura, o que vem de encontro ao estudo realizado por Petreçaet al. (2016). Os autoresestudaram 139 idosas praticantes regulares de atividade física, cujo objetivo era associar as variáveis antropométricas com os marcadores bioquímicos. Os resultados apontaram que as idosas mesmo praticantes de atividade física, os índices de gordura corporal estavam acima do recomendado, contribuindo com os resultados encontrados neste estudo. Mesmo com a gordura corporal e o R CQapresentarem-se acima dos ideais, a variável de massa muscular para a maioria estava dentro da normalidade entre os quais 64,3% dos homens e 72,5% das mulheres estão dentro do normal. Acredita-se que os idosos participantes dos grupos de atividade física do CDS/UFSC mantêm a massa magra. Neste sentido, podemos afirmar que a capacidade física mais enfatizada durante as aulas é a resistência muscular localizada e/ou força. Portanto, ao que parece a participação do projeto está sendo benéfica para a saúde dos idosos. Isso vem ao encontro do estudo de Dórea, Manochio-pina e Santos (2015)que realizou uma análise dos aspectos nutricionais de idosos praticantes de atividade física por meio de antropometria eRecordatório Alimentar de 24 horas.Foram avaliados 31 idosos que praticavam atividade física regular, como resultado os autores obtiveram que apesar 58% dos participantes apresentarem sobrepeso, e apresentarem os valores de gordura acima dos recomendados, a maioria dos idosos encontrava-se com níveis de massa muscular adequada, ou seja, dentro do que é considerado normal para a idade. Valores abaixo dos ideais podem submeter o indivíduo ao estado de sarcopenia,que é a redução lenta e progressiva de massa muscular e força (MARTINEZ; CAMELIER; CAMELIER, 2014). Estudos realizados com amostras de excreção urinária de creatina demonstrou que se perde 50% da massa muscular entre 20 aos 90 anos, com relação ao potássio corporal,os estudos apontam uma perda de 3kg de massa muscular por década, dentre os fatoresestá a inatividade física(MATSUDO; MATSUDO; BARROS NETO, 2000). Para retardar a perda da massa magra é necessário praticar atividade física em níveis adequados e com ênfase na RML e força. São elas que matem ou melhoram os parâmetros relacionados ao aumento de massa magra/muscular (ALBINO et al., 2012).
Albino et al. (2012)em pesquisa com 22 mulheres idosas com idade entre 60 e 75 anos praticantes de atividade física, obtiveram melhora nos parâmetros da massa muscular. Os pesquisadores alegam que o treinamento de força pode minimizar ou retardar o processo de perda de massa magra (sarcopenia) em idosos. Os exercícios físicos promovem o aumento da capacidade contrátil dos músculos esqueléticos, contribuindo no aumento da força muscular, na diminuição do risco de quedas, proporcionando independência física.A perda de massa muscular e de força que ocorre pela sarcopenia, caracterizado por um processo lento de perda
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de massa magra principalmente de membros inferiores, é uma mudança importante que acontece com os idosos (DIAS FILHO; DIAS; JÚNIOR, 2016).
A força muscular tem uma estreita relação com a massa corporal. Com o envelhecimento a estrutura muscular se modifica com perdas de proteínas contráteis e aumento de tecido gorduroso. O peso corporal que se perde,é basicamente de massa magra, que consiste em músculo e estas perdas são relacionadas com as perdas de motoneurônios, e diminuição de células musculares, a massa perdida é substituída por gordura (ALEXANDRE et al., 2008).
O declínio da massa muscular começa a ser mais evidente a partir dos 60 anos, e como consequência ocorre uma diminuição da força principalmente nos membros inferiores, e em idosos do sexo feminino esse declínio é maior (MATSUDO et al., 2000). Segundo Santos, et al. (2013) baixosníveis de força caracterizam riscos para incapacidades físicas e perda progressivas das capacidades de realizar as atividades da vida diária. Porém, o estudo realizado por Roncato et al. (2014) com 47 mulheres idosas com idade entre 60 e 75 anos cujo objetivo era associar composição corporal e a produção de força com a capacidade funcional. Os resultados apontaram que não houve correlação entre a composição corporal e a produção de força.
Com base nos achados da presente pesquisa, pode-se inferir que os resultados nos surpreenderam. Estimava-se que por ser tratar de idosos ativos que praticam atividade física de forma sistemática, e aparentemente mantinham uma alimentação saudável esperava-se que os valores fossem em sua maioria positivos, porém em algumas variáveis,os valores foram negativos. Ressalta-se a necessidade de intervenções que levem em conta as informações encontradas nas avaliações da composição corporal.
Com isso tornam-se relevantes as implicações praticas deste estudo. Os achados apresentaram a importância de manter a atividade física e adotar hábitos saudáveis, em particular, exercícios de força e aeróbios. Os resultados destacam a importância de intervenções que minimizem as medidas que se encontram com valores negativos, relacionados, sobretudo ao RCQ e a gordura corporal. Nesse sentido, a adoção de exercícios aeróbios e uma nutrição adequada apresentam grandes potenciais para modificações dessa realidade. Ressalta-se a importância do projeto de extensão para terceira idade,esses resultados positivos só foram possíveis devido à praticas regulares de atividade física pelo os mesmos, pois durante as aulas são trabalhados exercícios que enfatizam a força muscular, e para mudar os parâmetros negativos sugere-se que algumas mudanças ocorram neste projeto como palestras mensais com orientação nutricional, será necessário aplicar um questionário de investigação dos hábitos de vida, além de incentivos a adoção de hábitos mais saudáveis, e
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se estes mesmo idosos não praticassem atividade física os resultado desta presente pesquisa seriaimpactantes.
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6CONCLUSÃO
Com base nos resultados obtidos deste estudo, podemos concluir que o processo de envelhecimento por si só, já demanda atenção, e todos os hábitos adquiridos durante a vida são potencializados nesta etapa. Percebemos que alguns componentes da composição corporal dos idosos do presente estudo, estão fora do normal. Dentre eles, o RCQ onde apenas 4 idosos estão com os índices considerados normais,e a quantidade de gordura que seencontra classificados como acima do normal. Com relação àágua corporal e a massa muscular os resultados demonstram que os idosos avaliados estão com os índices de massa muscular e de água dentro do normal.
Está pesquisa também nos permitiu ter uma visão do real estado em que se encontram os idosos do projeto, com resultados extensos e de grande valor, que posteriormente poderão ser empregados nas ações práticas contribuindo para uma prescrição mais efetiva.
Identificar as variáveis que estão fora do normal é importante para que os profissionais deEducação Física, possam trabalhar na criação de estratégias e programas de treinamento para modificar estes índices. Além disso, identificar as deficiências auxilia o profissional a trabalhar dentro das possibilidades do aluno.Com base nos resultados, sugere-se que as ações sejam direcionadas, sobretudo, para as variáveis que estão com os índices fora da normalidade.
Sugere-se ainda, a necessidade de realizar novos estudos com a população em questão, uma vez que ainda são poucos os direcionados para avaliação da composição corporal dos idosos.
Algumaslimitações foramencontradas durante o percurso do presente estudo. Dentre elas podemos apontar adificuldade de localização do laboratório por parte dos idosos, além dos critérios para realizar o teste. Outra limitação encontrada foi nas recomendações porque não tem como saber se os idosos cumpriram ou não os requisitos do pré-teste.
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