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ma 01 : Con Aliment

IV. Les besoins nutritionnels

dimensões.

Nos quadros seguintes podem ser observadas as percentagens de comportamentos pedagógicos (comunicação) com o valor mínimo, valor máximo, média e desvio padrão distribuídos pelas várias categorias de cada critério por grupo de experiência profissional.

Quadro 6 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) das categorias do critério Instrução em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%)

Padrão Padrão Padrão

(%) (%) (%) Informação Com Exercício 25,19±5,22 31,70 20,06 26,18±4,07 34,93 23,28 26,67±3,70 29,15 24,04 Informação Sem Exercício 11,55±3,29 13,91 6,83 10,05±3,06 14,67 7,51 13,94±4,27 19,02 9,12 Demonstração Com Informação 6,05±5,98 14,91 2,12 4,93±1,90 7,30 2,32 3,95±1,35 5,03 2,00 Demonstração Sem Informação 0,64±0,38 0,98 0,09 1,11±0,59 2,15 0,37 1,39±0,88 2,12 0,22 Correção Com Exercício 5,64±2,15 7,01 1,94 3,51±0,51 4,18 2,63 4,91±0,31 5,34 4,59 Correção Sem Exercício 2,37±1,24 3,64 1,00 1,25±0,39 1,80 0,59 2,82±2,95 7,11 0,85 Avaliação Positiva Com Exercício 8,91±6,78 18,63 3,97 4,86±2,56 7,71 1,42 5,53±3,33 7,79 0,57

Avaliação Positiva Sem Exercício 3,85±1,56 5,66 1,92 4,52±0,71 5,10 3,29 0,94±0,37 1,19 0,38 Avaliação Negativa Com Exercício 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Avaliação Negativa Sem Exercício 0,26±0,37 0,78 0,00 0,29±0,21 0,52 0,00 0,14±0,27 0,54 0,00 Questionamento Com Exercício 1,29±0,70 1,87 0,32 0,91±0,82 2,34 0,00 1,14±0,37 1,57 0,80 Questionamento Sem Exercício 0,89±0,47 1,38 0,32 0,97±0,29 1,54 0,66 055±0,15 0,69 0,34

Como se pode constatar no Quadro 6, relativo à percentagem (%) dos comportamentos do critério Instrução, o comportamento que apresentou valores de média e desvio-padrão mais altos nos três grupos de experiência profissional foi a Informação Com Exercício (por ordem crescente: Grupo A: 25,19±5,22; Grupo B:26,18±4,07; Grupo C:26,67±3,70) seguindo-se a Informação Sem Exercício (por ordem crescente: Grupo B: 10,05±3,06; Grupo A: 11,55±3,29; Grupo C: 13,94±4,27). Estes dados revelam que independentemente da sua experiência profissional, quando os instrutores comunicam com os praticantes fazem-no maioritariamente com o objetivo de informar os praticantes de como estes devem realizar o exercício.

Relativamente à categoria Demonstração Sem Informação (por ordem crescente: Grupo A: 0,64±0,38; Grupo B: 1,11±0,59; Grupo C: 1,39±0,88) e a categoria Demonstração Com Informação (por ordem crescente: Grupo C: 3,95±1,35; Grupo B: 4,93±1,90; Grupo A: 6,05±5,98) percebe-se que é o grupo com menor experiência profissional que utiliza a demonstração com informação maior número de vezes, no entanto e independentemente da experiência profissional os instrutores usam mais tempo da aula a realizar demostração com informação do que a demonstração sem informação.

Tal como foi verificado no estudo de Franco (2009) a Informação Com Exercício é superior à Demonstração Com Informação. A autora refere que “mesmo que exista necessidade de durante os exercícios se apresentar informação acerca das velocidades de execução e de variações que vão sendo introduzidas nos exercícios, talvez também os instrutores optem por complementar as informações técnicas acerca dos exercícios enquanto os alunos os realizam, em vez de gastarem tanto tempo na Demonstração Com Informação, com o intuito de maximizar o tempo de prática dos alunos”.

Segundo os estudos (Brito & Rodrigues, 2002; Rodrigues et al., 1992; Santos & Rodrigues, 2002) a Correção apresenta valores médios superiores aos da Informação, ao contrário do que se passa no presente estudo em que a média e o desvio-padrão para os três grupos de experiência profissional da Correção Com Exercício foi de (por ordem crescente: Grupo B: 3,51±0,51;Grupo C: 4,91±0,31; Grupo A: 5,64±2,15) e a da Correção Sem Exercício foi de (por ordem crescente: Grupo B: 1,25±0,39; Grupo A: 2,37±1,24; Grupo C: 2,82±2,95) e que vai ao encontro do estudo de Franco (2009). Segundo este autor é possível que os instrutores optem por apresentar mais Informação sobre os exercícios, por exemplo reforçando os aspetos já referidos, e corrigir menos, no intuito de evitar evidenciar que os praticantes erram e assim estes se sentirem mais competentes na realização dos exercícios.

Em relação à Avaliação Positiva com Exercício nos três grupos de experiência profissional (por ordem crescente: Grupo B: 4,86±2,56; Grupo C: 5,53±3,33;Grupo A: 8,91±6,78) e sem Exercício (por ordem crescente: Grupo C: 0,94±0,37;Grupo A: 3,85±1,56; Grupo B: 4,52±0,71) apresenta médias superiores à Avaliação Negativa sem Exercício (por ordem crescente: Grupo C: 0,14±0,27;Grupo A: 0,26±0,37; Grupo B: 0,29±0,21) e que a Avaliação Negativa com Exercício nunca foi utlizada.

Os instrutores, em média, utilizam mais tempo a elogiar do que a desacreditar a prestação dos praticantes, indo ao encontro dos resultados do estudo de Brito & Rodrigues (2002).

É importante referir que relativamente à Avaliação Positiva foi o grupo com menor experiência profissional que emitiu mais este tipo de comunicação, no entanto, foi o grupo com maior experiência profissional que que emitiu menos percentagem de avaliações negativas.

Tanto no Grupo A (grupo com menos experiência profissional) como no Grupo C (grupo com mais experiência profissional) a categoria Avaliação Positiva foi a terceira com maior percentagem, o que é bastante positivo dada a importância deste tipo de comunicação na motivação dos praticantes.

Relativamente à categoria Questionamento com Exercício (por ordem crescente: Grupo B: 0,91±0,82; Grupo C: 1,14±0,37; Grupo A: 1,29±0,70;) e Questionamento sem Exercício (por ordem crescente: Grupo C:055±0,15; Grupo A: 0,89±0,47; Grupo B: 0,97±0,29;), são os grupos B e C (grupos com mais experiência profissional) que menos questionam os praticantes. Poderá estar relacionado com o grau de confiança que já têm adquirido sobre o seu trabalho. De uma

forma geral estas duas categorias apresentam valores superiores dos que encontrados no estudo de Franco (2009).

Analisando de uma forma geral o critério Instrução relativamente à realização de exercício, pode constatar-se que o instrutor passa mais tempo a dar instrução com exercício (com uma média de 37,42%) do que sem exercício (com uma média de 17.91%). Esta forma de comunicação (comportamento pedagógico) pode ser justificada pelo fato ser uma forma de incentivo para a prática dos alunos e também como modelo aos praticantes (Franco,2009).

Em relação aos grupos e independentemente da experiência profissional todos os grupos assumiram uma comunicação mais informativa. O grupo com experiência profissional mais baixa destaca-se por ter uma média e desvio-padrão mais altos que os outros grupos na categoria Avaliação Positiva com Exercício, bem como na categoria Demonstração com informação.

Quadro 7 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) das categorias do critério Interação em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%)

Padrão Padrão Padrão

(%) (%) (%) Afetividade Positiva Sem Exercício 2,41±2,60 5,88 0,00 1,76±1,18 3,93 0,73 1,71±0,75 2,75 1,02 Afetividade Positiva Com Exercício 1,73±1,65 4,15 0,59 1,53±0,78 3,05 0,43 3,05±5,01 10,56 0,32 Afetividade Negativa Com Exercício 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Afetividade Negativa 0,19±0,26 0,55 0,00 0,03±0,08 0,22 0,00 0,07±0,08 0,16 0,00 Pressão Com Exercício 2,02±0,67 2,76 1,16 1,07±0,50 1,86 0,37 2,03±0,82 2,81 1,26 Pressão 1,37±0,85 2,64 0,85 3,38±0,79 4,45 2,36 1,39±0,85 2,14 0,27 Conversas Com Alunos Com 0,06±0,04 0,09 0,00 0,58±0,55 1,36 0,00 0,36±0,21 0,63 0,11

Observando o Quadro 7, verifica-se que, no critério Interação, predomina a Afetividade Positiva, em vez da Afetividade Negativa, o que é propício, face à importância que os comportamentos de Afetividade Positiva, como por exemplo sorrir, podem ter no entusiasmo e consequentemente na adesão dos praticantes (Loughead, Colman Carron, 2001).

Analisando o quadro acima e relativamente à categoria Afetividade Positiva sem Exercício os grupos de experiência profissional distribuem-se da seguinte forma por ordem crescente: Grupo C com média e desvio padrão de 1,71±0,75, Grupo B com média e desvio padrão de 1,76±1,18 e o Grupo A com média e desvio padrão de 2,41±2,60, com valores que variam entre 0% mínimo e máximo de 5,8%.

Em relação à categoria Afetividade Positiva com Exercício os grupos de experiência profissional distribuem-se da seguinte forma por ordem crescente: Grupo B com média e desvio padrão de 1,53±0,78; Grupo A com média e desvio padrão de 1,73±1,65 e o Grupo C com média e desvio padrão de 3,05±5,01. Com valores que variam entre 0.32% de mínimo e máximo de 10.56%.

Confrontando os resultados obtidos com estudos em outros contextos (Brito & Rodrigues, 2002; Rodrigues, 1995; Rodrigues et al., 1992; Santos & Rodrigues, 2002), verifica-se que no presente estudo os valores apresentam-se superiores, parecendo que existe alguma preocupação por parte dos instrutores em utilizar este tipo de comportamento, nas aulas de Localizada, para criar um bom clima relacional.

Em relação à categoria Afetividade Negativa Sem Exercício, os valores da média mais desvio padrão nos grupos de experiência profissional distribuem-se da seguinte forma por ordem crescente: Grupo B com média e desvio padrão de 0,03±0,081, Grupo C com média e desvio padrão de 0,07±0,08, e o Grupo A com média e desvio padrão de 0,19±0,26, com valores que

Conversas Com Alunos Sem Exercício 0,79±1,07 2,28 0,00 0,66±0,35 0,99 0,00 0,32±0,62 1,24 0,00 Conversas Com Outros Com Exercício 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Conversas Com Outros Sem Exercício 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

variam entre 0% mínimo e máximo de 0.55%. Na categoria Afetividade Negativa com Exercício nunca foi utilizada por nenhum instrutor independentemente da experiência profissional.

Quanto à categoria Pressão é mais utilizada em conjunto com o Exercício pelo grupo com mais experiência profissional (grupo C) do que pelos outros dois grupos de experiência profissional (por ordem crescente: Grupo B com média e desvio padrão de 1,07±0,50; Grupo A com média e desvio padrão de 2,02±0,67e o Grupo C com média e desvio padrão de 2,03±0,82). Esta categoria apresentou valores mínimos de 0.37% e valores máximos de 2.81%. No entanto a maior média mais desvio padrão da categoria pressão foi dada sem Exercício e foi o grupo B que se destacou nesta categoria (por ordem crescente: Grupo A com média e desvio padrão de 1,37±0,85, Grupo C com média e desvio padrão de 1,39±0,85 e o Grupo B com média e desvio padrão de 3,38±0,79). Esta categoria apresenta um valor mínimo de 0.85% e um valor máximo de 4.45%.

Dada a importância que a Pressão pode ter em termos de motivação durante o trabalho de força (Massey et al., 2002), como é o caso da Localizada, assim como na promoção da perceção de maior competência (Black & Weiss, 1992) os valores encontrados em termos de média parecem ir ao encontro destes estudos.

As categorias Conversas com Alunos Com Exercício e Conversas com Alunos Sem Exercício apresentam valores relativamente baixos, tendo uma média mais desvio padrão, respetivamente e por ordem crescente Grupo A 0,06±0,04; Grupo C 0,36±0,21 e Grupo B 0,58±0,55 e Grupo C 0,32±0,62, Grupo B 0,66±0,35 e Grupo A 0,79±1,07. Estes resultados estão de acordo aos encontrados por Franco (2009).

Estes resultados podem também ser mais baixos pelo fato de dois dos momentos mais propícios para a realização de conversas do instrutor com os praticantes, são antes e depois da aula (Brehm, 2004) e com o objetivo de estandardizar o início e final da aula estes momentos não foram tidos em conta. No entanto e analisando as médias das duas categorias podemos dizer que o grupo A e C exercem mais pressão com Exercício e o grupo B exerce mais pressão de forma isolada, ou seja, sem realizar exercício em simultâneo.

Em relação às Categorias Conversas com Outros Com Exercício e sem Exercício nunca foram utilizadas pelos instrutores independentemente da experiencia profissional. Podemos

deduzir que o instrutor está concentrado na aula que está a dar e não para a aula para conversar com outros.

Em algumas categorias do critério Interação, o desvio-padrão apresenta valores superiores à respetiva média o que parece demonstrar a existência de alguma dispersão em termos de intervenção dos instrutores ao nível dos comportamentos de Interação.

Quadro 8 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) das categorias do critério Atividade em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%)

Padrão Padrão Padrão

(%) (%) (%)

Exercício

Participativo 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Exercício

Independente 0,83±0,32 1,23 0,45 1,60±0,34 2,20 1,24 1,40±0,68 0,51 0,51

No Quadro 8 pode-se observar que a categoria Exercício Participativo, do critério Atividade nunca foi utilizada, ao contrário da categoria Exercício Independente, esta categoria tem no entanto uma média e desvio padrão baixos principalmente no grupo A (0,83±0,32) de experiencia profissional, logo de seguida está o grupo C (1,40±0,68) e depois o grupo B (1,60±0,34). Os valores desta categoria variam entre 0.45% de mínimo e 2.20 de máximo.

O facto de os instrutores simplesmente estarem a fazer exercício sem sequer observar os alunos não parece ser o comportamento mais adequado, ainda que este possa, pelo menos, servir de modelo para os praticantes. No entanto, como refere Franco (2009) em determinados exercícios (ex: exercício na posição de 4 apoios; exercícios na posição de deitado dorsal; exercícios na posição de deitado ventral) para que o instrutor possa ser um bom modelo é difícil adotar uma posição que consiga observar os praticantes, justificando- se em alguns casos a existência deste tipo de comportamentos.

Quadro 9 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) das categorias do critério Controlo em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%)

Padrão Padrão Padrão

(%) (%) (%) Observação Com Exercício 15,79±5,84 22,31 9,12 20,40±2,82 24,64 15,76 16,54±3,77 21,81 13,25 Observação Sem Exercício 8,26±3,43 11,23 4,45 8,19±1,96 10,62 4,75 9,63±1,74 10,87 7,11 Atenção às Intervenções Verbais dos Alunos Com Exercício 0,86±0,81 2,01 0,14 0,00 0,00 0,00 0,04±0,08 0,16 0,00 Atenção às Intervenções Verbais dos Alunos Sem Exercício 1,21±1,13 2,64 0,00 0,66±0,49 1,54 0,00 0,49±0,97 1,94 0,00 Atenção às Intervenções Verbais de Outros Com Exercício 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Atenção às Intervenções Verbais de Outros Sem Exercício 0,00 0,00 0,00 0.00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

No critério Controlo e analisando o quadro 9, com maior média mais desvio padrão é a categoria Observação Com Exercício que se destaca nos três grupos de experiência profissional (por ordem crescente: Grupo A: 15,79±5,84; Grupo C: 16,54±3,77; Grupo B: 20,40±2,82) variando os seus valores entre 9.12% de mínimo e 24.64% de máximo. Em seguida está a categoria Observação Sem Exercício profissional (por ordem crescente: Grupo B: 8,19±1,96; Grupo A: 8,26±3,43; Grupo C: 9,63±1,74) variando os seus valores entre 4.45% de mínimo e 11.23% de máximo. Em termos médios os instrutores encontram-se mais tempo a observar em silêncio a atividade quando estão a fazer simultaneamente exercício, do que somente a observar em silêncio independentemente da experiência profissional.

Quanto às categorias de Atenção às Intervenções Verbais dos Alunos, estas apresentam valores de média relativamente baixos. Em relação à categoria Atenção às Intervenções Verbais dos Alunos com Exercício, tanto o Grupo A como o Grupo C apresentam valores bastante baixos

esta forma de comportamento (comunicação). Relativamente à categoria Atenção às Intervenções Verbais dos Alunos sem Exercício as médias são ligeiramente mais altas (por ordem crescente: Grupo C: 0,49±0,97; Grupo B: 0,66±0,49; Grupo A:1,21±1,13) e os valores mínimo e máximo variam entre 0% e 2.64% respetivamente. Em relação à experiência profissional podemos dizer que o grupo de instrutores menos experientes é o que dá mais atenção às intervenções dos alunos seja com exercício ou sem exercício.

Note-se, mais uma vez, que um dos momentos mais propícios para o desenvolvimento de conversas entre os praticantes e o instrutor poderia ser antes e depois da aula propriamente dita, os quais foram eliminados da observação por uma questão de estandardização das aulas. Ainda que as intervenções dos alunos pudessem estar relacionadas com a aula, talvez pelo facto de geralmente a maioria do tempo ser utilizado nas tarefas propostas acabe por tornar pouco oportuna a intervenção dos alunos Franco (2009).

É importante referir que já quando foi analisado a categoria questionamento do critério instrução, foi o grupo com menor experiência profissional que se destacou com maior média e desvio padrão.

Espera-se que os baixos valores médios obtidos nas categorias de Atenção às Intervenções Verbais dos Alunos sejam derivados a fatores como por exemplo os acima mencionados, e não ao facto do instrutor não prestar atenção às intervenções dos praticantes, pois é de veras importante esta componente dado que revela interesse e pode influenciar no clima relacional (Sarmento et al., 1998).

Segundo Franco (2009) é natural que seja mais frequente os instrutores prestarem Atenção às Intervenções Verbais dos seus Alunos quando não estão a realizar exercício. Por vezes o instrutor desloca-se para junto do praticante para estabelecer algum contacto mais individualizado ou quando o corrige, sendo natural que deixe de realizar exercício nessas situações mais propícias para os alunos intervirem.

Relativamente à categoria Atenção às Intervenções Verbais de Outros não existiu qualquer tipo de intervenção.

Quadro 10 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) das categorias do critério Organização em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%)

Padrão Padrão Padrão

(%) (%) (%) Gestão com Exercício 0,21±0,20 0,48 0,04 0,66±0,68 1,96 0,12 0,27±0,17 0,52 0,11 Gestão sem Exercício 1,62±0,71 2,40 0,98 0,90±0,45 1,61 0,42 0,76±0,18 0,94 0,54

No quadro 10 podemos observar o critério Organização e que em média os comportamentos de Gestão Com Exercício é bastante mais baixa do que a de Gestão Sem Exercício em qualquer dos grupos de experiência profissional.

Na categoria Gestão com Exercício e colocando por ordem crescente de percentagem está o grupo com menor experiência profissional, grupo A, com uma média e desvio padrão de 0,21±0,20, seguindo-se do grupo com maior experiência profissional, Grupo C, com uma média e desvio padrão de 0,27±0,17 e por fim o grupo com uma experiência profissional média, grupo B, com uma média e desvio padrão de 0,66±0,68. Os valores mínimos e máximos variam entre 0.04% e 1.96% respetivamente.

Na categoria Gestão sem Exercício e colocando por ordem crescente de percentagem está o grupo com maior experiência profissional, Grupo C, com uma média e desvio padrão de 0,76±0,18, seguindo-se do grupo com uma experiência profissional média, grupo B, com uma média e desvio padrão de 0,90±0,45 e por fim o grupo com menor experiência profissional, grupo A, com uma média e desvio padrão de 1,62±0,71.Os valores mínimos e máximos variam entre 0.42% e 2.40% respetivamente.

É então o grupo com menor experiência profissional que recorre mais à gestão da aula quando não pratica exercício.

Segundo Piéron (1999) o tempo utilizado em Organização é por vezes necessário ao desenrolar da aula, ainda que deva ser reduzido.

Quadro 11 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) das categorias do critério Forma em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média +

Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Padrão Padrão Padrão (%) (%) (%) Auditivo 23,95±2,99 27,75 20,47 38,11±12,29 48,04 15,87 49,33±7,01 58,23 42,03 Visual 22,54±8,25 29,79 13,38 22,09±6,96 35,03 14,82 20,11±3,96 25,55 16,29 Quinestésico 0 0,00 0,00 0,26±0,25 ,68 0,00 0,26±0,12 ,40 ,11 Misto- Aud.Vis. 52,18±6,51 60,67 45,68 38,63±10,78 55,42 24,91 29,49±3,82 33,39 24,33 Misto- Aud.Quin 1,34±0,47 1,82 ,88 0,91±0,46 1,45 ,29 0,81±0,37 1,35 ,51 Misto- Vis.QUin 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Misto- Aud.Vis.QUin 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

No critério forma e analisando o quadro 11 verificou-se que a forma de comunicação mais utilizada pelo grupo com menor experiência profissional (grupo A) e pelo grupo com experiência profissional média (Grupo B) foi o Misto- Auditivo Visual (52,18±6,51 e 38,63±10,78, respetivamente), seguindo-se do Auditivo (Grupo A:23,95±2,99; Grupo B: 38,11±12,29), Visual (Grupo A:22,54±8,25; Grupo B: 22,09±6,96), Misto- Auditivo-Quinestésico (Grupo A:1,34±0,47; Grupo B: 0,91±0,46) e Quinestésico apenas no Grupo B (0,26±0,25). Já no grupo com maior experiência profissional a forma de comunicação mais utilizada foi a Auditiva (49,33±7,01), seguindo-se do Misto-Auditivo-Visual (29,49±3,82), Visual (20,11±3,96), Misto- Auditivo-Quinestésico (0,81±0,37) e Quinestésico (0,26±0,12). A forma Misto-Visual- Quinestésico e Misto-Auditivo-Visual-Quinestésico nunca foram utilizadas por nenhum instrutor.

Estes dados vão ao encontro do estudo de Simões (2008) onde foi verificado que emitir feedback de forma auditiva e emitir feedback utilizando a forma auditiva e visual em simultâneo,

são os canais de comunicação mais utilizados pelos instrutores, independentemente da sua experiência profissional.

Quadro 12 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) das categorias do critério Direção em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Padrão Padrão Padrão (%) (%) (%) Individual 43,8±5,14 46,86 36,11 53,13±8,21 63,48 42,00 50,29±9,25 62,81 41,42 Grupo 0,37±0,13 ,48 ,21 0,74±0,54 1,82 ,22 1,41±0,91 2,21 ,22 Classe 55,84±5,24 63,68 52,68 46,14±8,26 57,42 35,77 48,30±9,83 57,37 35,18

No que diz respeito ao critério Direção (quadro 12), observou-se que ambos os grupos com maior experiência profissional (Grupo B e Grupo C), dirigiram-se mais frequentemente de forma individual (Grupo B: 53,13±8,21; Grupo C: 50,29±9,25) sendo que também, várias foram as vezes que se dirigiram à totalidade dos praticantes que estavam na classe (Grupo B: 46,14±8,26; Grupo C: 48,30±9,83).A direção da comunicação para um grupo, ou seja, dirigir-se a mais do que um praticante, mas não à totalidade dos praticantes, foi a direção menos realizado neste critério por todos os grupos de instrutores (Grupo A: 0,37±0,13; Grupo B: 0,74±0,54; Grupo C: 1,41±0,91). No grupo menos experiente a direção de comunicação mais utilizada foi dirigido para a Classe (55,84±5,24), seguindo-se da direção individual (43,8±5,14). Este resultado vai ao encontro do resultado obtido por Simões (2008).

Quadro 13 - Mínimo (%), Máximo (%), Média (%) e Desvio Padrão (%) do critério Outros Comportamentos em cada grupo de experiência profissional.

Grupo A Grupo B Grupo C

Categorias

Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo Média + Máximo Mínimo

Desvio (%) (%) Desvio (%) (%) Desvio (%) (%)

Padrão Padrão Padrão

(%) (%) (%)

Outros

Comportamentos 0,75±1,5 3,00 0,00 0,14±0,38 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Para este tipo de comportamentos (ex.: limpar o suor com a toalha, beber água) o ideal seria uma média de 0% em todos os grupos, no entanto por vezes é necessário. Como se pode observar no Quadro 13, os valores da sua média com desvio padrão não são muito elevados, no grupo com mais experiência profissional nunca existiram, nos restantes grupos de experiência profissional distribuíram-se da seguinte forma: 0,75±1,5 para o grupo A e 0,14±0,38 para o grupo B.

8.3. Análise Comparativa do comportamento pedagógico (comunicação) dos

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