3.3 Étude des conflits internes à une BBA
3.3.2 BBA décomposable en M sous-groupes consonants
A elaboração deste Currículo teve como ponto de partida e suporte teórico-prático tanto documentos (normativas, legislações, currículos de outros entes federados, textos acadêmicos etc), quanto ações coletivas desenvolvidas na rede pública. As plenárias de debate iniciaram em 2011, e se estenderam até 2013 com as ações formativas nas escolas para validação do currículo. Houve também, a realização da “Plenarinha do Currículo”, ação que envolveu cerca de 400 crianças e 50 profissionais das instituições públicas e conveniadas com o objetivo de dar vez e voz as crianças. (DISTRITO FEDERAL, 2014).
Adotando a perspectiva da integralidade, o documento considera a criança como um ser indivisível, e único. Adota os princípios éticos, políticos e estéticos, destacados pelas DCNEIs, que orientam as aprendizagens a serem promovidas com as crianças. Considera como eixo integrador do Currículo da EI, a junção de elementos basilares do trabalho educativo com os bebês e crianças pequenas: Educar, cuidar, brincar e interagir. Acolhe também, os eixos gerais do Currículo da Educação Básica da SEEDF: Educação para a Diversidade, Cidadania e Educação em e para os Direitos Humanos e Educação para a Sustentabilidade. (DISTRITO FEDERAL, 2014).
Sobre a organização do trabalho nas instituições de EI, o documento admite o uso das diferentes formas de trabalho pedagógico: atividades, temas geradores, projetos, vivências, entre outras. Destacando que o importante é que essas estratégias adquiram sentido para a criança e não sirvam apenas para mantê-la ocupada, controlada, quieta, soterrada por uma avalanche de tarefas (DISTRITO FEDERAL, 2014).
O currículo prevê, ações que visem contemplar a inserção das crianças no ambiente escolar, primando pelo acolhimento e adaptação das mesmas. Concebe a rotina, como uma forma de organizar o coletivo infantil diário e, que concomitantemente, espelha o projeto político-pedagógico da instituição. O documento, apresenta algumas colocações sobre a organização das atividades no ensino integral e regular, porém pondera para necessidade de se atentar as colocações das crianças e reorganizar a rotina de forma que elas sejam atendidas (DISTRITO FEDERAL, 2014).
Quanto a exploração das datas comemorativas no planejamento, prática comum em estabelecimentos de EI, é proposta uma reflexão no sentido de identificar se a escolha por esse trabalho está contemplando a criança de fato. As práticas sociais que envolvem atividades como: alimentação, brincadeira, hábitos de higiene, recepção, despedida, são reportadas no currículo como momentos tão importantes e formadores, quanto as atividades de natureza pedagógica. São apresentadas algumas orientações, para serem observadas pelos profissionais que vivenciam esses momentos com as crianças. (DISTRITO FEDERAL, 2014). A relação com as famílias das crianças que frequentam a escola, é considerada no documento, que ratifica que a proximidade entre instituição e família não pode ser esporádica,
precisa ser sistemática e intencional, uma vez que efeitos são produzidos a partir desse vínculo. (DISTRITO FEDERAL, 2014).
As transições, por serem frequentes na EI: transição casa/instituição de EI, transições no interior da instituição, transição Creche / Pré- escola e transição Pré-escola / Ensino Fundamental, o currículo orienta que os adultos adotem um olhar cuidadoso e uma postura afável, sobre os processos vivenciados pela criança, criando estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição (DISTRITO FEDERAL, 2014).
A avaliação é considerada um processo a ser construído em cada instituição, devendo primar pela coerência entre o PPP, o currículo praticado. A coordenação pedagógica e sobretudo o conselho de classe, são espaços para pensar, planejar, avaliar, e promover o encontro dos processos de ensinar e aprender com o alcance da desejada qualidade. A família deve ser envolvida nesse movimento, podendo participar do conselho de classe e das reuniões com os responsáveis a fim de assegurar com lisura, transparência e ética a realização da avaliação. A finalidade básica da avaliação é servir para tomar decisões educativas, para observar a evolução e o progresso da criança e para planejar se é preciso intervir ou modificar determinadas situações, relações ou atividades na aula. O documento recomenda a utilização da auto avaliação, como forma de fazer com que, as crianças desenvolvam habilidades de autorregulação e automonitoramento das suas aprendizagens. (DISTRITO FEDERAL, 2014).
A enturmação na EI, segundo o currículo, previa a seguinte divisão: Berçário I (4 meses - 1) e II (1-2), Maternal I (2-3) e II (3-4) , 1º (4-5) e 2º (5-6)Períodos. No entanto o documento, sinaliza a reflexão sobre novas possibilidades para a enturmação dos bebês e crianças pequenas, propondo uma organização curricular a partir de faixas etárias ampliadas, sendo: Creche de 0 a 2 anos: que corresponde na organização atual ao Berçário I, Berçário II e Maternal I; 03 anos, que corresponde na organização atual ao Maternal II e a Pré-escola de 4 a 5 anos, que corresponde na organização atual ao 1° e 2° Períodos. (DISTRITO FEDERAL, 2014).
O currículo em Movimento para EI, prevê a abordagem por linguagens, com a intenção de não fragmentar os conhecimentos e de considerar a multidimensionalidade das crianças, ainda que seja necessário indicar parâmetros para o trabalho educativo a ser desenvolvido. Se valendo das contribuições de Junqueira Filho (2012), o documento se propõe a ressignificar e expandir a concepção de linguagem trabalhada até então, restrita à oralidade e escrita, para além dessa perspectiva. A proposta estrutura-se didaticamente, a partir das práticas sociais e linguagens que representam, mas não esgotam as múltiplas práticas e linguagens da criança, quais sejam: Cuidado Consigo e com o Outro, Interações com a Natureza e com a Sociedade, Linguagem Artística, Linguagem Corporal, Linguagem Matemática, Linguagem Oral e Escrita e Linguagem Digital. (DISTRITO FEDERAL, 2014).
A seguir são destacados os objetivos das práticas e linguagens consideradas no currículo:
Objetivo do Cuidado Consigo e com o Outro: ampliar a capacidade de autoconhecimento e, consequentemente, de comunicar-se e interagir socialmente, estabelecendo vínculos afetivos positivos com outras crianças e adultos.
• Objetivo da Linguagem Corporal: explorar as habilidades físicas, motoras e perceptivas do próprio corpo a fim de adquirir a independência nos movimentos e na expressão corporal.
• Objetivo das Linguagens Oral e Escrita, Matemática, Artística e Tecnológica / Digital: apropriar-se dos conhecimentos e bens culturais constituídos historicamente, utilizando as diferentes linguagens e construindo significados que lhes permitam elaborar e reelaborar essas aprendizagens.
• Objetivo das Interações com a Natureza e a Sociedade: possibilitar uma aproximação ao conhecimento das diversas formas de representação e explicação do mundo social e natural para que possa ser estabelecida progressivamente a diferenciação entre as explicações do senso comum e do conhecimento científico. (DISTRITO FEDERAL, 2014, p. 97). Ao final do texto é disponibilizado um apêndice, no qual são destrinchados em objetivos, cada um dos componentes da Organização Curricular que devem estar articulados aos objetivos gerais da Educação Infantil e aos objetivos específicos da Creche (0 a 03 anos) e da Pré-escola (04 a 06 anos).
No decorrer dessa pesquisa, em Dezembro de 2018, foi publicado uma nova versão do Currículo em Movimento do Distrito Federal, com as alterações indicadas pela BNCC, publicada em março de 2017. É importante ressaltar, que essa adequação do currículo, não foi recebida consensualmente, uma vez que o Currículo em Movimento foi fruto de um intenso debate dentro da SEDF, entretanto a BNCC, texto de respaldo nacional, teve em seu processo de construção uma série de arbitrariedades. Como a publicação ocorreu, no final das visitas de campo e os professores ainda não tinham tido tempo de ler e ter um posicionamento a respeito, optei por considerar apenas a versão original.