O estudo da homogeneidade das variâncias, concretizado com o Teste de Levene, demonstrou que a igualdade entre grupos pode ser assumida em todas as variáveis, excepção feita aos pensamentos positivos [F(2,421) =3,371 e
p=0,035] e à atitude competitiva [F (2,421) =4,182 e p=0,016]. Com o objectivo de
diferenciar grupos relativamente aos skills psicológicos, efectuou-se uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que indiciou não existir um efeito diferenciador significativo por parte da variável nível competitivo [Wilks' Lambda=0,961, F(14,830)=1,199, p=0,270 e η2=0,020]. Todavia, utilizados
os testes de Post Hoc, foram identificadas diferenças significativas entre grupos nas dimensões controlo do negativismo e atenção (quadro 12).
Quadro 12 - comparação e diferenciação dos skills psicológicos em função do nível competitivo Nacional (N) (N=85) Regional (R) (N=198) Distrital (D) (N=141) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP
Autoconfiança1 25,60 2,83 25,21 3,45 25,06 3,14 0,764 -- C. Negativismo 21,33 2,57 21,41 3,14 20,45 3,21 4,423 R>D Atenção 23,93 2,96 23,45 3,13 22,74 3,04 4,403 N>D Imagética 21,67 3,85 21,81 3,79 21,47 3,99 0,327 -- Motivação 26,67 2,61 26,16 3,29 26,06 2,96 1,168 -- P. Positivos 24,24 2,41 23,81 3,01 23,62 3,19 1,139 -- At. Competitiva 24,66 2,23 24,35 2,91 24,04 3,05 1,295 --
Podemos referenciar o nível competitivo mais elevado (Nacional) como o que apresenta os índices mais altos em todas as variáveis, excepção feita ao controlo do negativismo e à imagética, cujos valores mais elevados estão no nível intermédio (Regional). Constata-se ainda que o nível mais baixo, o Distrital, apresenta as médias mais baixas em todas as escalas. De uma forma geral, verifica-se que os skills psicológicos diminuem à medida que o nível competitivo baixa.
4.2.2 Posição
A análise da homogeneidade das variâncias realizou-se através do Teste de Levene, tendo-se verificado que a igualdade entre grupos pode ser assumida em todas as escalas do PPP. Objectivando comparar diferentes posições quanto aos skills psicológicos, efectuou-se uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que sugeriu não existir um efeito diferenciador significativo por parte da variável posição [Wilks' Lambda=0,939, F(21,1037.147)= 1,087, p=0,355 e η2=0,021]. Contudo, emitidos os testes de Post
Hoc, constataram-se diferenças significativas entre grupos no controlo do negativismo, tal como se pode observar no quadro 13.
Quadro 13 - comparação e diferenciação dos skills psicológicos em função da posição em campo Guarda-redes (Gr) (N=43) Defesas (D) (N=128) Médios (M) (N=118) Avançados (A) (N=82) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP Média DP
Autoconfiança1 25,93 3,38 25,25 3,52 24,98 3,05 24,95 3,14 1,047 -- C. Negativismo 22,21 2,61 21,20 3,23 20,75 3,14 20,60 2,89 3,128 Gr>M,A Atenção 24,09 2,79 23,30 3,07 23,05 2,98 23,24 3,33 1,222 -- Imagética 22,67 3,96 21,32 4,32 21,15 3,41 22,17 3,81 2,418 -- Motivação 26,60 2,80 26,25 3,45 26,03 2,88 26,17 3,13 0,362 -- P. Positivos 24,44 2,95 23,57 3,41 23,86 2,69 23,84 2,88 0,901 -- At. Competitiva 24,91 2,99 24,18 3,18 24,23 2,56 24,35 2,76 0,742 --
Constata-se que motivação é o skill psicológico com o valor médio mais alto em todas as posições e que os guarda-redes são os que evidenciam índices mais altos em todas as escalas. Observa-se ainda que os valores da autoconfiança1, controlo de negativismo e atenção aumentam à medida que o posicionamento se aproxima da própria baliza, denotando-se tendência, em sentido contrário, na atitude competitiva. Entre os jogadores “de campo”, os defesas são os mais fortes na autoconfiança1, no controlo do negativismo, na atenção e na motivação, os médios nos pensamentos positivos e os avançados na imagética e na atitude competitiva. Os defesas são os mais débeis nos pensamentos positivos e na atitude competitiva, os médios na atenção, na imagética e na motivação, e os avançados na autoconfiança1 e no controlo do negativismo.
4.2.3 Idade
O Teste de Levene mostrou que a igualdade de variâncias entre grupos pode ser assumida em todas as variáveis, excepção feita à imagética [F(3,420)
=3,003 e p=0,030]. Com o intuito de clarificar a diferenciação da variável idade relativamente às escalas do PPP, realizou-se uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que permitiu concluir que a mesma tem um efeito significativo na diferenciação entre grupos [Wilks' Lambda=0,871,
F(21,1189.335)= 2,787, p=0,000 e η2=0,045]. Os testes Post Hoc localizaram as
diferenças significativas nas dimensões autoconfiança1, controlo do negativismo, atenção, pensamentos positivos e atitude competitiva (quadro 14).
Quadro 14 - comparação e diferenciação dos skills psicológicos em função da idade
<= 19 (I1) (n=82) 20 - 22 (I2) (n=108) 23 - 27 (I3) (n=119) 28+ (I4) (n=115) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP Média DP
Autoconfiança1 24,48 3,35 24,63 2,90 25,25 3,30 26,33 3,10 7,523 I4> I1, I2, I3 C. Negativismo 20,30 3,26 20,41 2,54 21,14 3,36 22,19 2,80 8,922 I4> I1, I2, I3 Atenção 22,63 3,10 22,86 3,22 23,60 2,98 23,92 2,96 3,984 I4> I1, I2 Imagética 21,24 3,72 21,33 3,24 22,27 3,79 21,67 4,50 1,564 -- Motivação 25,88 3,22 26,29 2,65 26,18 3,06 26,47 3,29 0,621 -- P. Positivos 23,13 2,84 23,83 2,51 23,87 3,15 24,30 3,18 2,522 I4> I1 At. Competitiva 23,45 2,94 23,85 2,48 24,44 2,87 25,23 2,80 7,891 I4> I1, I2
Os dados revelam que todos os skills psicológicos, sem excepção, aumentam com a idade.
4.2.4 Experiência Competitiva
A análise da homogeneidade das variâncias, realizada com recurso ao teste de Levene, demonstrou que a igualdade entre grupos pode ser assumida em todas as variáveis, excepção feita à imagética [F(3,420) =3,891 e p=0,009].
Para a comparação de diferentes grupos de experiência competitiva, recorreu- se a uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que permitiu concluir que existe um efeito diferenciador significativo [Wilks' Lambda=0,840,
F(21,1189.335)=3,553, p=0,000 e η2=0,057]. As diferenças significativas entre
grupos foram identificadas, com os testes de Post Hoc, em todas as escalas do PPP, excepção feita à motivação, tal como se pode observar no quadro 15.
Quadro 15 - comparação e diferenciação dos skills psicológicos em função da experiência competitiva <= 11 (E1) (n=90) 12 – 13 (E2) (n=91) 14 – 17 (E3) (n=132) 18+ (E4) (n=111) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP Média DP
Autoconfiança1 24,06 3,18 24,91 2,94 25,28 3,32 26,41 3,02 9,745 E4>E1,E2,E3; E3>E1;
C. Negativismo 20,23 3,41 20,51 2,44 20,90 3,11 22,44 2,83 11,484 E4>E1,E2,E3
Atenção 22,46 3,32 22,79 2,94 23,64 3,16 24,05 2,73 5,919 E4>E1,E2; E3>E1
Imagética 20,70 3,09 21,68 3,69 21,91 3,76 22,16 4,55 2,691 E4>E1
Motivação 25,84 3,18 25,96 3,06 26,36 3,03 26,60 2,96 1,353 --
P. Positivos 23,10 2,79 23,62 2,67 23,83 3,02 24,62 3,11 4,743 E4>E1
At. Competitiva 23,61 2,87 23,63 2,76 24,25 2,71 25,51 2,67 10,993 E4>E1,E2,E3
É possível afirmar que, (1) para além do grupo dos futebolistas mais experientes apresentar os índices mais elevados em todas as escalas, (2) todas as médias, sem excepção, aumentam progressivamente, grupo a grupo, dos jogadores menos experientes para os mais experientes. Assim, quanto maior é a diferença na experiência competitiva inter-grupos mais acentuada é a diferença nos skills.
4.3 ORIENTAÇÕES COGNITIVAS
Atendendo a que o TEOSQ contempla uma escala de tipo likert de 5 pontos, pode-se afirmar que os futebolistas participantes nesta investigação (ver quadro 16) têm uma forte orientação para a tarefa, apresentando uma média de 4,31 (±0,54). A orientação para o ego tem uma média inferior aquela (2,63±0,85).
Quadro 16 - análise descritiva das orientações cognitivas
Média DP
O. Tarefa 4,31 0,54
4.3.1 Nível competitivo
O estudo da homogeneidade das variâncias, realizado com o Teste de Levene, demonstrou que a igualdade entre grupos pode ser assumida em ambas as orientações cognitivas. Visando a comparação de diferentes grupos, efectuou-se uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que revelou existir um efeito diferenciador significativo por parte da variável nível competitivo [Wilks' Lambda=0,968, F(4,840)=3,446, p=0,008 e η2=0,016]. As
diferenças significativas entre grupos foram localizadas, com os testes de Post Hoc, na orientação para o ego (quadro 17).
Quadro 17 - comparação e diferenciação das orientações cognitivas em função do nível competitivo Nacional (N) (N=85) Regional (R) (N=198) Distrital (D) (N=141) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP
O. Tarefa 4,38 0,50 4,33 0,56 4,24 0,53 1,996 --
O. Ego 2,43 0,88 2,75 0,81 2,59 0,85 4,687 R>N
Verificamos que o nível competitivo mais elevado (Nacional) apresenta o índice mais alto na orientação cognitiva para a tarefa e o mais baixo na orientação para o ego. Destaca-se ainda o facto de, na orientação cognitiva para a tarefa, a média ir diminuindo à medida que se desce no nível competitivo, apresentado o Distrital o valor mais baixo. O Regional é o que revela o índice mais elevado na orientação para o ego, logo seguido pelo Distrital.
4.3.2 Posição
Relativamente à posição, a igualdade entre grupos foi assumida em ambas as escalas, tal como revelou o teste de Levene. Quanto à comparação entre grupos no que toca à orientações cognitivas, a análise de variância multivariada (Manova a um factor) revelou não existir um efeito diferenciador
significativo por parte da variável posição [Wilks' Lambda=0,984, F(6,732)=0,966,
p=0,447 e η2=0,008] – quadro 18.
Quadro 18 - comparação e diferenciação das orientações cognitivas em função da posição em campo Guarda-redes (N=43) Defesas (N=128) Médios (N=118) Avançados (N=82) F
Média DP Média DP Média DP Média DP
O. Tarefa 4,34 0,59 4,32 0,55 4,33 0,41 4,22 0,69 0,918
O. Ego 2,84 0,85 2,59 0,82 2,61 0,86 2,56 0,86 1,118
Duma forma geral, verifica-se que os índices de ambas as orientações diminuem à medida que o posicionamento se afasta da própria baliza, constatando-se que os guarda-redes são os que têm os valores mais elevados e os avançados os mais baixos.
4.3.3 Idade
O estudo da homogeneidade das variâncias, realizado com recorrência ao Teste de Levene, mostrou que a igualdade entre grupos pode ser assumida em ambas as escalas. Para clarificar a diferenciação de grupos no que concerne às orientações cognitivas, procedeu-se a uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que permitiu evidenciar um efeito diferenciador significativo por parte da variável idade [Wilks' Lambda=0,970, F(6,838)= 2,144, p=0,046 e η2=0,015]. As diferenças significativas entre grupos
foram localizadas, com os testes de Post Hoc, na orientação cognitiva para o ego (quadro 19).
Quadro 19 - comparação e diferenciação das orientações cognitivas em função da idade <= 19 (I1) (n=82) 20 - 22 (I2) (n=108) 23 - 27 (I3) (n=119) 28+ (I4) (n=115) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP Média DP
O. Tarefa 4,25 0,63 4,36 0,56 4,31 0,50 4,32 0,50 0,655 --
O. Ego 2,77 0,82 2,77 0,79 2,58 0,86 2,46 0,87 3,542 I2> I4
Os dados revelam que a orientação cognitiva para o ego diminui com a idade. Por sua vez, a orientação para a tarefa não apresenta alterações assinaláveis. Contudo, aumenta do grupo dos futebolistas mais novos (<=19) para os mais velhos (28+).
4.3.4 Experiência competitiva
O teste de Levene demonstrou que a igualdade de variâncias entre grupos pode ser assumida em ambas as orientações cognitivas. Para diferenciar grupos quanto às dimensões do TEOSQ, procedeu-se a uma Manova (um factor) que denunciou não existir um efeito diferenciador
significativo por parte da variável experiência competitiva [Wilks'
Lambda=0,988, F(6,838)=0,831, p=0,546 e η2=0,006] – quadro 20.
Quadro 20 - comparação e diferenciação das orientações cognitivas em função da experiência competitiva <= 11 (n=90) 12 – 13 (n=91) 14 – 17 (n=132) 18+ (n=111) F
Média DP Média DP Média DP Média DP
O. Tarefa 4,29 0,51 4,35 0,55 4,29 0,59 4,32 0,50 0,333
O. Ego 2,73 0,80 2,71 0,79 2,59 0,87 2,53 0,89 1,324
Constata-se que a orientação cognitiva para o ego diminui à medida que aumenta a experiência competitiva. A orientação para a tarefa tem evoluções irregulares e pouco visíveis. No entanto, pode-se assinalar que aumenta
ligeiramente do grupo dos menos experientes (<=11) para o dos mais experientes (18+).
4.4 NEGATIVISMO E AUTOCONFIANÇA
No quadro 21 apresentamos a média, o desvio padrão e os valores máximo e mínimo da autoconfiança2 e do negativismo da amostra desta investigação. Constata-se uma média de 18,75 para o negativismo e de 29,80 para a autoconfiança2.
Quadro 21 - análise descritiva do negativismo e da autoconfiança2
Mínimo Máximo Média DP
Negativismo 9 33 18,75 4,58
Autoconfiança2 18 36 29,80 4,01
4.4.1 Nível competitivo
O Teste de Levene demonstrou que a igualdade de variâncias entre grupos pode ser assumida em ambas as escalas da ENAC. Para analisar a diferenciação da variável nível competitivo relativamente às escalas da ENAC, recorreu-se a uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que permitiu observar que a mesma tem um peso significativo na diferenciação entre grupos [Wilks' Lambda=0,966, F(4,840)=3,647, p=0,006 e η2=0,017]. As
diferenças significativas foram identificadas, através dos testes Post Hoc, no negativismo (quadro 22).
Quadro 22 - comparação e diferenciação do negativismo e da autoconfiança2 em função do nível competitivo Nacional (N) (N=85) Regional (R) (N=198) Distrital (D) (N=141) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP
Negativismo 17,94 4,12 18,26 4,62 19,93 4,58 7,342 D>R,N
Autoconfiança2 30,12 3,75 30,00 3,87 29,33 4,33 1,471 --
Podemos referir que os índices do negativismo e da autoconfiança2 aumentam e diminuem, respectivamente, à medida que desce o nível competitivo, tendo o nível mais elevado (Nacional) a média mais baixa no negativismo e mais alta na autoconfiança2. Por outro lado, o nível Distrital (o mais baixo) revela os índices mais alto e baixo, respectivamente, no negativismo e na autoconfiança2.
4.4.2 Posição
O estudo da homogeneidade das variâncias realizou-se através do Teste de Levene, constando-se que a igualdade entre grupos pode ser assumida em ambas as escalas da ENAC. A diferenciação de posições relativamente aquelas dimensões foi concretizada com recorrência à análise de variância multivariada (Manova a um factor), concluindo-se não existir um efeito diferenciador significativo [Wilks' Lambda=0,991, F(6,732)= 0,524, p=0,790 e
η2=0,004] – quadro 23.
Quadro 23 - comparação e diferenciação do negativismo e da autoconfiança2 em função da posição em campo Guarda-redes (N=43) Defesas (N=128) Médios (N=118) Avançados (N=82) F
Média DP Média DP Média DP Média DP
Negativismo 18,05 4,68 18,64 4,61 18,70 4,52 19,16 4,96 0,551
Podemos referir que os guarda-redes são os que têm a média mais baixa no negativismo e a mais alta na autoconfiança2 e que o negativismo aumenta à medida que o posicionamento se afasta da própria baliza.
4.4.3 Idade
O Teste de Levene demonstrou que a igualdade entre grupos pode ser assumida nas duas variáveis da ENAC. Com o intuito de clarificar a diferenciação da variável idade relativamente àquelas duas dimensões, efectuou-se uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que permitiu concluir que a mesma tem um efeito diferenciador significativo [Wilks' Lambda=0,918, F(6,838)= 6,121, p=0,000 e η2=0,042]. Os testes de testes de
Post Hoc identificaram as diferenças significativas inter-grupos no negativismo e na autoconfiança2 (quadro 24).
Quadro 24 - comparação e diferenciação do negativismo e da autoconfiança2 em função da idade <= 19 (I1) (n=82) 20 - 22 (I2) (n=108) 23 - 27 (I3) (n=119) 28+ (I4) (n=115) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP Média DP
Negativismo 20,72 4,54 19,16 4,37 18,67 4,44 17,05 4,35 11,419 I1>I3,I4; I2,I3>I4
Autoconfiança2 28,55 4,25 29,37 3,99 30,20 3,77 30,69 3,86 5,518 I4,I3>I1
Os dados revelam que o negativismo e a autoconfiança2 diminuem e aumentam, respectivamente, com a idade.
4.4.4 Experiência competitiva
A análise da homogeneidade das variâncias (Teste de Levene) mostrou que a igualdade entre grupos pode ser assumida na autoconfiança [F(3,420)
objectivo de diferenciar grupos quanto aquelas duas dimensões, efectuou-se uma análise de variância multivariada (Manova a um factor) que revelou existir, por parte da variável nível competitivo, um efeito diferenciador significativo [Wilks' Lambda=0,928, F(6,838)=5,335, p=0,000 e η2=0,037]. As diferenças
significativas entre grupos foram localizadas, com os testes de Post Hoc, em ambas as escalas da ENAC (quadro 25).
Quadro 25 - comparação e diferenciação do negativismo e da autoconfiança2 em função da experiência competitiva <= 11 (E1) (n=90) 12 – 13 (E2) (n=91) 14 – 17 (E3) (n=132) 18+ (E4) (n=111) F Diferenças significativas entre grupos (Post Hoc)
Média DP Média DP Média DP Média DP
Negativismo 20,51 5,04 19,04 4,74 18,58 3,99 17,30 4,23 8,822 E1>E3,E4; E2>E4
Autoconfiança2 28,40 4,15 29,91 4,00 29,74 3,86 30,92 3,77 6,841 E4,E2>E1
Constata-se que, de uma forma geral, o negativismo e a autoconfiança2 diminuem e aumentam, respectivamente, com a experiência competitiva, verificando-se que quanto maior é a diferença entre grupos na experiência competitiva maior é a diferença nas escalas da ENAC.